Aos primeiros sinais da invernada,
Logo após longo tempo de estiagem,
Lá da serra, do vale e da barragem
Escutamos os sons da trovoada.
Vislumbrando a campina esverdeada,
Sertanejo se anima igual criança.
Logo mais, quando o mato se balança
E um corisco atravessa o céu nublado,
Cai a chuva no colo do roçado,
Germinando o pendão da esperança.
Poeta Marcos Passos
Essa poesia linda de Marcos Passos lembrou-em de um verso que fiz na mesma linha de pensamentos, que diz:
ResponderExcluirPoeta verdadeiramente triste é alegria demais...
Bebe da tua poesia, bandida
Não prova nada mais além
Do amor, poeta, só o infinito
Esquece essa rima e o amor que trago um trago
Para ti e pra mim tomarmos juntos, de vida
Só nós dois e o dia bom e chuvoso,
E um solo bom e Barroso...
Que quando o coração aperta, poeta, não tem jeito
É correr de felicidade ou mesmo à toa
É segurar o remo, dessa nossa canoa
É a calma do teu peito, no meu peito
É não quimera, poeta, é não...
Pedro Torres