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domingo, 16 de novembro de 2014

Alucinação

Bebo doses maciças de ansiedade
E me ausento do mundo das certezas
Deixo a dúvida arder entre as friezas
Desse breve torpor de realidade.

Anoitece e a fumaça da cidade
Decorada por mil luzes acesas
Pinta o céu de amarelo e as impurezas
Ganham cor, disfarçando a falsidade. 

Eu me esforço em deixar minh'alma sã
E à janela eu convoco outra manhã
Que preencha de luz meu pensamento...

Recordando o perfume da campina
"O silêncio da nuvem me alucina
Nesse mapa irreal de sentimento"

Pedro Torres
Mote de Mariana Véras

sexta-feira, 19 de setembro de 2014

Pendurei na parede do meu peito Seu retrato num quadro de saudade!

Meu casebre de sonhos assombrado
Já não vive paixões faz tanto tempo
Que lembranças de amor de passatempo
Tem há tempos meu sono, atormentado.
Sem querer mais lembrar desse passado
Que deixou meu presente na ansiedade
Vou tentando sonhar na liberdade
Do que eu tento esquecer, sem achar jeito...
"Pendurei na parede do meu peito
Seu retrato num quadro de saudade!"

Sem eu ter condições de lhe esquecer
Pelo menos, de um jeito mais completo
Vou vivendo num mundo tão secreto
Que é capaz da vontade se perder.
Não é fácil encontrar algum prazer
Quando a falta não traz felicidade
E remédio pra ausência quando invade
É danado pra não fazer efeito...
"Pendurei na parede do meu peito
Seu retrato num quadro de saudade!"

Pedro Torres
Mote de Catarine Aragão

terça-feira, 1 de abril de 2014

Se não sabe a quem dar seu coração Eu prefiro sair da sua vida!

Se o melhor é amar que ser amado
Eu não tenho a pergunta pra resposta
Porque sei só de quem meu peito gosta
E que amor não é só ser desprezado.
Quem só tem uma dúvida do lado
É melhor ter certeza na partida
Que recíproca nunca é dividida
Com quem compra parcelas de ilusão
"Se não sabe a quem dar seu coração
Eu prefiro sair da sua vida!"

Pedro Torres
Mote da poetisa Lucélia Santos

segunda-feira, 10 de fevereiro de 2014

Mas, duvido esquecer do beijo meu Quando a boca encostar em outro alguém!

"Tudo bem!" vá provar dos mil sabores
Que essa vida de amores sempre oferta
Mas, nem pense em achar a porta aberta
Onde foram trancadas minhas dores.
Se a saudade quiser causar pavores
Eu não deixo, pra não virar refém
Se teu peito esqueceu, pois, "tudo bem!"
Também finjo que o meu te esqueceu...
"Mas, duvido esquecer do beijo meu
Quando a boca encostar em outro alguém!"

Pedro Torres
Mote de Dayane Lopes

domingo, 2 de fevereiro de 2014

"Amor Proibido..."

Quando alguém se revela em nossas vidas
E sabemos, no amor, sua importância
Não tem bala ou nenhuma substância
Pra empatar de as paixões serem sentidas.
Se as estradas do amor são divididas
E os casais sofrem com a divisão
Nos caminhos sem rumo da ilusão
Qualquer lágrima ultima-se, e cai
"Que paixão sem o "XÃO" o nome é PAI
Mas, o pai não empata essa paixão"

Compreendo, mas, sou um bom sujeito
Que o ciúme é maior de pai pra filha
Mas, seguimos, os dois, na mesma trilha
Nos atalhos do nosso amor perfeito.
Nos perdemos, por não ter o direito,
De falar com a voz do coração
E, mesmo mudos, na força da atração,
No silêncio da boca, o olhar atrai
"Que paixão sem o "XÃO" o nome é PAI
Mas, o pai não empata essa paixão"

Todo ímpar na vida tem seu par
E na soma perfeita somos pares
Nosso caso de amor foi pelos ares
Mas, no caso, não deu pra não se amar...
Decidimos, porém, nos afastar
Pra não dar asas pra imaginação
Mas, no curso do rio, a inspiração
Sempre inunda na face e o verso sai
"Que paixão sem o "XÃO" o nome é PAI
Mas, o pai não empata essa paixão"

Quantos são os casais só de aparência
Que não têm verdadeira afinidade?
Que na essência não têm felicidade
Por forçar entre si a convivência?
Quando o "Pai" da Divina Providência
Determina pra dois uma união
Faz um laço na ponta do cordão
Que somente Ele mesmo Deselai
"Que paixão sem o "XÃO" o nome é PAI
Mas, o pai não empata essa paixão"

A saudade pra nós é igual sentença
Que no apelo do amor ninguém cumpriu
Como dois foragidos, e quem abriu
Nossa cela de dor foi nossa crença.
Que apesar da aparente diferença
Nas questões de idade, e formação
Como o espelho reflete o sim e o não
Nossa imagem invertida nunca trai
"Que paixão sem o "XÃO" o nome é PAI
Mas, o pai não empata essa paixão"

Pedro Torres
Mote de Jeferson Silva

sexta-feira, 31 de janeiro de 2014

Retirei seu retrato da carteira Sem tirar seu amor do coração.

Procurei me afastar, mas foi perdido
Que a lembrança da gente é como um vício
Nos levando pro mesmo precipício
Da memória de um tempo bom vivido.
Que até mesmo um retrato colorido
Já rasgado por sua ingratidão
Acha espaço na estante da ilusão
Pra tirar a razão da prateleira
"Retirei seu retrato da carteira
Sem tirar seu amor do coração."

Pedro Torres
Mote de Zé Adalberto

Destruído o romance entre nós dois
Eu procuro evitar qualquer contato
Pois, não quero borrar nenhum retrato
Com o que sei que aos meus olhos vem depois.
Sequer toco no assunto "de nós", pois
Se isso importa é só a você e eu
Seu direito de amar, não prescreveu
Mas, quem dorme a justiça não socorre
E cada dia que passa um sonho morre
Só a minha ilusão que não morreu!

Você pode ostentar sua "alegria"
Disfarçar no sorriso a sua dor
Se o teu peito não sabe o que é o amor
Eu não posso lhe dar na poesia...
Se hoje tento encontrar na boemia
O que sei que aqui dentro se perdeu
É que a última esperança adormeceu
E acordar desse sono não me ocorre
E cada dia que passa um sonho morre
Só a minha ilusão que não morreu

Pedro Torres

quinta-feira, 30 de janeiro de 2014

Se eu pudesse arrumar meu pensamento Eu não tinha saudade mais de nada

Se eu pudesse apagar o meu passado
Não ficava um resquício de lembrança
Do que fez eu nutrir falsa esperança
Desse caso de amor mal terminado.
Cada gota de pranto derramado
Verteu sangue da jura vã quebrada
Com a pupila dos olhos dilatada
De chorar por um falso sentimento
"Se eu pudesse arrumar meu pensamento
Eu não tinha saudade mais de nada"

Pedro Torres
Mote de Severina Branca

terça-feira, 28 de janeiro de 2014

Judas

Minha Cumade Dayane Rocha de Brejinho de Tabira fez um soneto pra um amor de enganação e eu como sei da "história" não resisti em advogar pelo coitado... (risos)

Ela disse:

Judas

És a causa maior do meu desgosto
A pior ilusão que eu já provei
Sinto raiva de mim porque fiquei
Muito tempo sentindo o amargo gosto.

A tristeza reflete no meu rosto
A angústia me toma porque sei
Nessa história fui eu que mais errei
Por deixar o meu peito assim exposto.

Tantas juras dizendo que me amava
E você loucamente me enganava
Com suas feias palavras secas, mudas

Sinto o meu coração aborrecido
Hoje vive doente, enfurecido
Por saber que amava um triste Judas.

Dayane Rocha

Defendendo o tal "Judas" eu disse:

Judas?!

Eu não sei que desgosto sentirias
Se não tens gosto algum pra (des)gostar
Pra perderes não tens que antes ganhar?
Pois, no caso, perdoe-me as ironias...

Tu não podes querer se reclamar
Pois, causaste a ti mesma as agonias:
Se o que dei foram só palavras frias
Porque diabos alegas se queimar?

Não entendo direito esse teu jogo
Mas, pareces ardendo nesse "fogo"
Da fogueira do ilúcido desejo...

Se não tens meu sabor, pois, não te iludas
Que a pessoa pra ser esse teu "Judas"
Não teria que ter te dado um beijo?

Pedro Torres

quarta-feira, 22 de janeiro de 2014

Caminhos

De quantos caminhos nós dois precisamos,
Em tantos atalhos que o peito padece,
Se a curva da vida jamais amortece
A dor da partida que nunca evitamos?

Em cada silêncio perdido buscamos
A voz que preencha um peito que esquece
E mesmo na ausência nós dois escutamos
Falando a saudade que nunca emudece.

Parece que o mundo nos conta um segredo
Soprando nas folhas do tempo um enredo
Escrito na tinta da sinceridade.

Vivemos negando pra nós os carinhos
E a gente se perde em tantos caminhos
Pra sempre escrever sobre a mesma saudade.

Mariana Véras & Pedro Torres

segunda-feira, 20 de janeiro de 2014

Só curo no colo dela Minhas feridas de amor!

O primo, Poeta Pedro Menezes, me presenteou com um mote seu agora e eu improvisei:

Eu não sei se é seu perfume
Ou seu sorriso bonito
Que faz o meu peito aflito
Esquecer do meu queixume.
E por mais que eu me acostume
Com o seu abraço e o calor
Do beijo que tem sabor
Mais doce que a "siriguela"
"Só curo no colo dela
Minhas feridas de amor!"

Depois que a lida estradeira
Me vence pelo cansaço
Volto pra pétala do abraço
Da minha flor verdadeira.
Nas vezes que ela me cheira
E eu sinto o cheiro da flor
É tanto alívio pra dor
Que eu só sei fazer com ela
"Só curo no colo dela
Minhas feridas de amor!"

Me perfumei de carinhos
De flores falsificadas
E sofri com as perfuradas
De alguns covardes espinhos.
Depois que os nossos caminhos
Se encontraram pude por
No meu peito sonhador
Outro amor sem ter sequela
"Só curo no colo dela
Minhas feridas de amor!"

Pedro Torres
Mote do Primo Pedro Menezes.

Bonito, Poeta!

Eu não vejo beleza em quase nada Que não tenha beleza interior!

Num primeiro momento a boniteza
Causa impacto na hora da paquera
Mas, sem ter conteúdo a primavera
Tão sonhada não passa de impureza.
Quando a força maior da natureza
Põe perfume na pétala da flor
Também dota a raiz para transpor
Sua essência na seiva perfumada
“Eu não vejo beleza em quase nada
Que não tenha beleza interior!”

Você pode mudar sua roupagem
Colorir seus cabelos de outro tom
Usar caros perfumes e batom
Enfeitar-se com uma tatuagem.
Sem leitura, ou cultura na bagagem
A mudança restringe-se ao exterior
Que cabelo se pinta de outra cor
Mas, a alma não pode ser pintada
"Eu não vejo beleza em quase nada
Que não tenha beleza interior."

Pedro Torres
Mote de Lenelson Piancó

domingo, 19 de janeiro de 2014

Quando alguém machucar seu coração Lembre as marcas que estão dentro do meu.

Vocação pra ser santo, eu nunca tive
Mas, não nego um amor só por vaidade
Pois, quem vive de orgulho, na verdade,
Só disfarça a saudade que ela vive.
Nossos erros são muitos, inclusive
Acredito o maior deles foi seu
Que do amor que você me prometeu
Não pagou nem 1/3 da ilusão
"Quando alguém machucar seu coração
Lembre as marcas que estão dentro do meu."

Pedro Torres
Mote de Marcos Rabelo

quarta-feira, 15 de janeiro de 2014

Bato um prego na taboa do improviso Viro a ponta e duvido desvirar.

Um dos estilos mais empolgantes , bem humorados e criativos da cantoria de repente do nordeste do Brasil é o ‘mote em desafio’ em que os cantadores de viola trocam insultos, se gabam dos seus dotes magníficos, numa apoteose de versos e rimas brilhantes. Eu provoquei uma turma com o mote:

“Bato um prego na taboa do improviso
Viro a ponta e duvido desvirar."

E começou a peleja:

Pode ser no martelo agalopado
Ou dez pés do martelo alagoano
No serrote da rima eu causo um dano
E não tem como ser mais consertado.
Pois, poeta de verso pé-quebrado,
Não se atreva a vir me desafiar
No repente, se não quiser levar
Marteladas na sola do juízo
“Bato um prego na taboa do improviso
Viro a ponta e duvido desvirar."

Pedro Torres, mote e glosa.

Eu não sou cantador, porém conheço
Dessa arte sublime as artimanhas,
Sei por onde caminha, as entranhas,
Os mistérios, veredas e o endereço.
Os seus versos eu sempre enalteço,
Mas poeta não queira se afoitar,
Pois aquele que tenta se exaltar
Muitas vezes termina em prejuízo.
“Bato um prego na taboa do improviso
Viro a ponta e duvido desvirar."

Grande abraço poeta Pedro Torres.

Orlando Queiroz

Eu sou um cantador de fino trato
Muito novo, porém sou bom de briga
Que meu verso penetra na barriga
E querendo bater eu bato e mato
No repente só perco pra Nonato
Mas, num risco constante de ganhar
E quem quiser pode vir me enfrentar
Consciente que apanha sem aviso
“Bato um prego na taboa do improviso
Viro a ponta e duvido desvirar."

Gislândio Araújo

Pode ser de qualquer jeito a tua rima
Venha em pé ou deitado tanto faz
Venha aqui e me mostre que é capaz
De mudar totalmente o meu clima
Meu motor já disparou a ventoinha
Mas duvido num instante ele esfriar
Se quiser pode vim desafiar
Mais prepare bem, as armas do juízo
“Bato um prego na taboa do improviso
Viro a ponta e duvido desvirar."

Tallys Barbosa

O meu verso é dotado pela ética
Que constrói toda a minha fantasia
Hoje eu sou professor de poesia
Nas sextilhas dou aula em minha métrica
Nos sonetos eu mostro com estética
O sentido real de improvisar
Eu respondo em galope a beira mar
Se quiser me enfrentar eu já te aviso:
“Bato um prego na taboa do improviso
Viro a ponta e duvido desvirar."

Renato Santos

Faço um verso a tocar numa viola
Trago a rima num simples pensamento
E por isso não perco pra um jumento
Que do verso, passou longe da escola
Ainda achando pouco é boiola
Que só vive mesmo a se "amostrar"
Mas agora eu vim pra lhe calar
Porque poeta ruim eu chego e piso
“Bato um prego na taboa do improviso
Viro a ponta e duvido desvirar."

Felipe Emanoel

Quando canto a plateia não me cobra,
Já Gislândio Araújo só engana,
Sou o doce extraído duma cana
E você o bagaço quando sobra,
À van Gogh eu comparo a minha obra,
À Da Vinci, Picasso e Renoir,
Quando eu entro no jogo é pra ganhar
Nem o dono do mote eu aliso...
“Bato um prego na taboa do improviso
Viro a ponta e duvido desvirar."

Bandeira Júnior

Ô Bandeira você se desmantela
Dirigindo pra mim essa tolice
E essa sua medíocre idiotice
É imensa, perdida e sem cautela
Parecida demais ao dono dela
Que só sabe mentir e se julgar
Mas Gislândio Araújo vai botar
Pra lascar o seu verso e seu juízo
“Bato um prego na taboa do improviso
Viro a ponta e duvido desvirar."

Gislândio Araújo

Eu produzo repente dirigindo
Mas só faço porque eu me garanto,
Sou atento e veloz do mesmo tanto
Que é Sebastian VETTEL competindo,
Eu sou multifunções e sou bem vindo
Em qualquer solo firme qu'eu pisar.
Nem parado você vai avisar
Uma estrofe do jeito que eu aviso...
“Bato um prego na taboa do improviso
Viro a ponta e duvido desvirar."

Bandeira Júnior

Pinto foi "CASCAVEL" nesse sertão
No veneno do bote fez escola
Mas, o cabra que fez minha viola
Fez com raspa de tronco de pião.
É por isso que pinto foi então
Obrigado a cantar noutro lugar
Onde eu vou, cascavel não pode entrar
Se quiser me enfrentar, esconda o guiso
“Bato um prego na taboa do improviso
Viro a ponta e duvido desvirar."

Lenelson Piancó

Mestre Lenelson Piancó, vosmecê, bateu em Pinto???
Isso aí, é garapa... "Foiguêdo" de menino.

Zé Limeira com seu jeito estabanado
Ao me ouvir, já saía em disparada,
Lourival, pra esconder sua enrascada
Só fazia trocadilhos, pé quebrado.
Rogaciano para mim, um iletrado
Nunca fez Poesias, a se louvar,
Ensinei todos eles a versejar
E Reensino a qualquer um, se for preciso
“Bato um prego na taboa do improviso
Viro a ponta e duvido desvirar."

No cenário de nome cantoria
O poeta que me ver trema na base
O mais bravo se transforma num covarde
Ajoelha-se e esquece a valentia
Lourival hoje vivo ainda estaria
Se não tivesse vindo me desafiar
Fenelom, Valdir Teles e Ademar
Se vier me enfrentar tem prejuízo
“Bato um prego na taboa do improviso
Viro a ponta e duvido desvirar."

Pra cantar com poeta igual você
Desço o nível para o modo iniciante
Pois não adianta mostrar pra ignorante
Tudo aquilo que ele não vai entender
Tu só conheces pedregulho e massapê
Limpar mato fazer broca e destocar
Copiar versos me ouvir e me imitar
Não arranca uma frase do juízo
“Bato um prego na taboa do improviso
Viro a ponta e duvido desvirar."

Edvânio Moraes

Vi poetas tentando, e eu admito
Pois, fizeram uns versos mais ou menos
Alguns médios, e outros tão pequenos
Que acho até que isso seja o mais bonito.
Pelo esforço em tentar barrar um mito
Vale um prêmio, só por participar
Só não venha depois querer tratar
"Pé-quebrado", tampouco, dor de siso
“Bato um prego na taboa do improviso
Viro a ponta e duvido desvirar."

Pedro Torres

Pedro Torres você entrou na briga,
Um conselho de amigo agora eu digo:
Foi o diabo que amassou o trigo
Desse pão que encheu tua barriga,
Se quiser ir conosco, que nos siga,
Se quiser, nessa casa pode entrar
Mas depois vai dizer por onde andar:
'Nessa casa do cão nunca mais piso!'
“Bato um prego na taboa do improviso
Viro a ponta e duvido desvirar."

Bandeira Júnior

Edvânio Moraes você não sabe
O tamanho da minha poesia
Veja só meu repente por um dia
Que talvez você pare e não se gabe.
A grandeza divina que me cabe
Pra eu ser um doutor no improvisar
Nem o Cristo querendo retirar
Não consegue porque sou ofensivo
“Bato um prego na taboa do improviso
Viro a ponta e duvido desvirar."

Eu não vou aguentar mais desaforo
Por que sou repentista genial
Vou fazer a Bandeira virar pau
E meter o cacete no seu couro
Igualmente seu Pinto fez com Louro
Vou fazer para ver você chorar
E depois sem poder mais aguentar
Vir pedir que eu seja compreensivo
“Bato um prego na taboa do improviso
Viro a ponta e duvido desvirar."

Gislândio Araújo

Para Gislândio Araújo, Tallys Barbosa, Merisvan, Junior , Pedro Tôrres Filho , Felipe Emanoel e Yago Tallys.

Quem quiser me vencer tá condenado
Sou espinho matando qualquer rosa
Merisvan já tracei, Tallys Barbosa
Eu deixei o rebolo estropiado.
Pedro Tôrres - o filho - Oh! Deus, coitado
Apanhou pra jamais se levantar
Veio um tal de Gislândio me enfrentar
Viu meu "prego" e pediu: bote! Eu preciso...
“Bato um prego na taboa do improviso
Viro a ponta e duvido desvirar."

Nenem Patriota Chárliton

Ao Mestre Nenem

Esse fresco chegou todo se achando
Se dizendo ser grande na poesia
Mas não foi em nenhuma cantoria
Que não fosse seus mimos lá cantando.
É um pobre poeta, e ensinando
Um aluno já toma o seu lugar
E Neném Patriota pra ensinar
Tem que ter mais saber e outro juízo
“Bato um prego na taboa do improviso
Viro a ponta e duvido desvirar."

Gislândio Araújo

Ao Gislândio Araújo vou dizer
Que você fica longe do meu rastro,
Sou Bandeira e Bandeira tem um mastro
E esse mastro em seu lombo vou descer
O seu sonho é um dia me vencer
Mas você não irá realizar,
Mas o sonho que tenho de matar
Nesse mote de Pedro eu realizo...
“Bato um prego na taboa do improviso
Viro a ponta e duvido desvirar."

Bandeira Júnior

Eu duvido Gislândio de Brejinho
Não pisar em poeta do seu porte
Pois você pra cantar tem que ter sorte
Ou se perde na beira do caminho.
Não preciso de sorte, pois meu pinho
Paralisa você se me olhar
E seu verso só vai me acompanhar
Quando Deus for demente e indeciso
“Bato um prego na taboa do improviso
Viro a ponta e duvido desvirar."

Gislândio Araújo

Você pensa que é, mas nem parece,
Você pensa que vai, mas nunca chega,
De surpresa a sua estrofe é pega
Quando a minha é melhor, logo aparece
Um poeta que logo a enaltece
E não para de me elogiar.
No meu chão você vai escorregar
No seu chão, vou ligeiro e nem deslizo...
“Bato um prego na taboa do improviso
Viro a ponta e duvido desvirar."

Eu não fui, com você deselegante,
A peleja foi tão maravilhosa!
Os poetas puseram em cada glosa
Poesia pra todos, o bastante.
Boa noite poeta e nesse instante
Vou dormir e um recado vou deixar:
Veja só esse trio espetacular:
Você Eva e Adão no paraíso...
“Bato um prego na taboa do improviso
Viro a ponta e duvido desvirar."

Bandeira Júnior

Jurando... kkkk

Junto Pinto, Lenelson Piancó
Pedro Torres o filho e até seu pai
Toda vez que levanto um fraco cai
Nem o diabo "guentou" e ficou só
De Gislândio Araújo deixo o pó
Quem viria bater já quer voltar
Do restante que sobra eu vou juntar
E engolir nem que tenha prejuízo.
“Bato um prego na taboa do improviso
Viro a ponta e duvido desvirar."

Dayane Rocha

Quando trago o meu verso mais feroz
Vejo Torres caindo de joelho
E Dayane se dana no mar vermelho
Borra a boca, desemboca, vira foz
Toda vez qu’eu levanto minha voz
Não encontro quem queira desafiar
Cantador corre mudo sem cantar
Cantador foge se tiver juízo
“Bato um prego na taboa do improviso
Viro a ponta e duvido desvirar."

Hélio Ferreira Lima

Deus me livre de te desafiar
És perfeita na rima e na poesia
Não tem rifle que atire e tem valia
Que consiga teu verso derrubar
Os teus versos são de arrepiar
Até poeta, que rima nunca usa
O teu verso em calor só usa blusa
Pra matar de tremor quem desafia
O teu verso foi feito de magia
É por isso que chamo tu de MUSA.

Eu não vou respeitar o verso teu
Pois não tem o que me amedrontar
Se na rima só tens a lamentar
Se o confronto vai ser com o verso meu
Na poesia que faço, até ateu
Reconhece, Jesus vem pra salvar
Não encontro poeta pra rimar
Pois rimando comigo é indeciso
“Bato um prego na taboa do improviso
Viro a ponta e duvido desvirar."

Iranildo Marques

Verso pra poeta da terra de Lampião tem que ser
desse quilo. kkkkkkkkkk

Iranildo, no seu campeonato
Pra saber quem melhor faz poesia
Eu não vou competir, mas, gostaria
De dizer pra você um simples fato:
Se Cumade ganhar eu não lhe mato
Não lhe mato, mas, só se ela ganhar
E no arrocho de verso que eu vou dar
É melhor colocar nela um sorriso
“Bato um prego na taboa do improviso
Viro a ponta e duvido desvirar”

Pedro Torres

Pra falar de poesia eu sou de fato
Não arredo um centímetro de perdão
Eu não corro da briga nem com o cão
E na briga eu almejo, atiro e mato
Pois meu verso é real e vem no ato
E você não tem bala pra atirar
Lampião vai aqui pra lhe falar
E dizer pra você o que é preciso
“Bato um prego na taboa do improviso
Viro a ponta e duvido desvirar."

Iranildo Marques

Pajeú de nós abençoado Poeta grande!
Kkkkkkkkkkkkkkkkkk

Quem sou eu pra temer um “lampião”
E eu vou lá arengar com querosene?
Se você não herdou do verso o gene
Eu 'enxerto' você com meu facão.
Mais ligeiro que um raio e seu trovão
Na lapada da rima a ribombar
Se fizer profissão no versejar
Vai morrer pobre e duro, fraco e liso
“Bato um prego na taboa do improviso
Viro a ponta e duvido desvirar”

Pedro Torres

Saiu fraco demais poeta.... kkkkkkkkkkkkkkk

Tu não podes falar em tal pobreza
Nesse verso bonito em desafio
Pois a rima que fazes não tem brio
Falta muito pra vir junto a beleza
Mas se queres falar dessa nobreza
Falta muito pra tu desafiar
Lampião o teu bucho vai cortar
Sem mandar nem sequer um só aviso
“Bato um prego na taboa do improviso
Viro a ponta e duvido desvirar."

Tu não vais arengar com Lampião
Pois teu verso não pode acreditar
Se sonhar ainda hoje vai melar
Tua fronha, o lençol e o teu colchão
Pois a merda que sai, respeita não
Nem avisa o que vem pra te manchar
Lampião nunca vai te perdoar
E eu mando uma Fralda se preciso
“Bato um prego na taboa do improviso
Viro a ponta e duvido desvirar."

Iranildo Marques

Lembrando que pra esse 'serviço' qualquer bisturi enferrujado serve. kk (Dedicado a Nenem Patriota Chárliton, Gislândio Araújo, Bandeira Júnior, Tallys Barbosa, Renato Santos, Lenelson Piancó, Iranildo Marques, Hélio Ferreira Lima, Orlando Queiroz, Felipe Emanoel, Edvânio Moraes, exceto Cumade "Dayane Rocha" e Lucélia Santos pela inviabilidade da circuncisão.) kkkkkk

Se o poeta não for Rei dos Judeus
Nem tiver um João que lhe consagre
Não tem obra terrena, nem milagre
Que lhe faça imitar os versos meus.
Jesus, bom, perdoou os fariseus
Mas, eu, ruim, não preciso perdoar
E o "defeito" pagão pra lhe empatar
Com meu verso afiado eu circunciso
“Bato um prego na taboa do improviso
Viro a ponta e duvido desvirar."

Pedro Torres

Quem conhece o meu verso se amedronta
Porque sabe da minha imensidade
E apesar dessa minha pouca idade
Cantador com juízo não me afronta
Que poetisa como eu já nasce pronta
Pra nos palcos da vida duelar
Na peleja eu sou primeiro lugar
E vitória é palavra que eu repriso
"Bato um prego na taboa do improviso
Viro a ponta e duvido desvirar."

Lucélia Santos

Pedro vem me falar de bisturi
Mas sua faca é um pintinho atrofiado
Se brincar até foi circuncisado
Pra virar esse grande travesti
Ao me ver sua face não sorri
Sua voz já começa a gaguejar
Diz que é ruim, mas é frouxo de lascar
Em seu lombo eu cavalgo, cuspo e piso
"Bato um prego na taboa do improviso
Viro a ponta e duvido desvirar."

Renato Santos

Renatinho é melhor manter a calma
Não me trate com tanta intimidade
Ou, sem pena e com grande crueldade
Eu devolvo pro inferno a sua alma.
Dou-lhe emprego de cortador de palma
Pra você, seu irmão alimentar
E antes de você vir pra ruminar
Já lhe disse, mas, novamente friso:
"Bato um prego na taboa do improviso
Viro a ponta e duvido desvirar."

Pedro Torres

Olha Pedro, em poesia eu bem te digo
Minha alma é divina aos olhos teus
Fale a mim como fala ao próprio Deus
Se ajoelhe ligeiro caro amigo
Ou então você vai correr perigo
De sumir da existência milenar
Um palhaço é melhor pra te julgar
Pois teu verso ao meu ver só traz o riso
"Bato um prego na taboa do improviso
Viro a ponta e duvido desvirar."

Renato Santos

Jogo a praga dos sete Barrabás
Pra você fazer versos por mil anos
E ao chegar já nos últimos enganos
Essa praga trazer você pra trás.
Como eu, grandioso não serás
Nem que tentes meus versos copiar
Teus garranchos não podem arranhar
Na planície de um verso meu conciso
"Bato um prego na taboa do improviso
Viro a ponta e duvido desvirar."

Pedro Torres

Jogar praga é pra quem não se confia
No seu verso que sai lá da cachola
Pedro Tôrres me vendo pede esmola
Pra tentar aprender o que é poesia
Eu lhe digo com fé, sabedoria
Vá buscar outra coisa, pra brincar
Pois no verso tu vai se machucar
Se não for eu te bato se preciso
"Bato um prego na taboa do improviso
Viro a ponta e duvido desvirar."

Renato Santos

Teu espelho está cheio de batom
Quando mudas pra 'Shirley' toda noite
Inda assim quando sentes meu açoite
Não consegues fazer um verso bom.
Mas, por via das dúvidas o tom
Dos meus versos contigo vou mudar
Pra não ver 'um bebê" querer chorar
Com meu verso batendo em seu juízo
"Bato um prego na taboa do improviso
Viro a ponta e duvido desvirar."

Pedro Torres

O teu prego tá todo enferrujado
De levar marteladas de meus versos
Nem se quer num milhão de universos
Os teus versos chegaram do meu lado
Meu sorriso já sai metrificado
Quanto a 'Shirley' só tu para inventar
E o batom do espelho eu vou contar
Foi você ao beijar o meu sorriso
"Bato um prego na taboa do improviso
Viro a ponta e duvido desvirar."

Renato Santos

Cantador que no canto só enrola
Cantador que no palco é só mentira
Dou-lhe um corte no couro tiro a tira
Depois bato no couro e tiro sola
Depois bato no quengo, na cachola
Só pra ver se ele tem o que mostrar
Quanto mais eu bato, o seu cantar
Não tem rumo é tão feio e impreciso
"Bato um prego na taboa do improviso
Viro a ponta e duvido desvirar."

Hélio Ferreira Lima

Eu preciso beber água potável
Pra, com sede, matar a minha sede,
Só preciso de uma boa rede
Pra tirar um cochilo agradável,
Pro negócio ser auto sustentável
Eu preciso de grana pra girar,
Mas poeta pra me atrapalhar
Eu com toda certeza, não preciso!
"Bato um prego na taboa do improviso
Viro a ponta e duvido desvirar."

Bandeira Júnior

Se juntar, tudinho não dá uma caldo
Que Pudesse uma criança alimentar
Tanta gente querendo improvisar,
Mas passando na peneira não tem saldo.
Como após do incêndio, no rescaldo
Pouca coisa se tem de aproveitar
Tem somente o Cariri a despontar
Como fontes, de criar com o juízo
"Bato um prego na taboa do improviso
Viro a ponta e duvido desvirar."

O Desafio, Pedro Torres começou
Mas pelo jeito, se acha arrependido
O seu lombo se encontra mais moído
Do que a cana, que a porca chupou
Quando o vento nessas bandas aqui chegou
Nos chamando pra peleja enfrentar
O Cariri começou a se alegrar
E pensei, neste povo agora eu piso
"Bato um prego na taboa do improviso
Viro a ponta e duvido desvirar."

Alberto Quintans

Para os santos, meu Deus, agora apelo:
Dai-me forças, ó Pai Onipotente,
Pra que eu sobreviva e aguente
As pancadas poéticas do Martelo.
Um segredo, amigos, lhes revelo:
Quando vejo vocês a versejar
Só me resta aplaudir e exclamar
Eita fábrica de versos padrão ISO!
"Bato um prego na taboa do improviso
Viro a ponta e duvido desvirar."

Orlando Queiroz

Tem poeta no meio dessa história
Esnobando que tem terceiro grau,
Mas comigo, sem dó, boto no pau,
E no meu ABC não tem vanglória,
Tem poeta que só na palmatória
Que consigo lhe alfabetizar,
Mesmo assim se ele não assimilar,
Nos caroços de milho alfabetizo...
"Bato um prego na taboa do improviso
Viro a ponta e duvido desvirar."

Bandeira Júnior

Na cultura do mundo eu vi nascer
A poesia que é fenomenal
Vi um Pinto, Otacílio e Lourival
Que ligavam querendo era aprender
Na pintura também eu vi crescer
O Van Gogh, Da Vinci e Renoir
Todos eles pediram p'reu ensinar
E por isso ganharam o paraíso.
"Bato um prego na taboa do improviso
Viro a ponta e duvido desvirar."

Iranildo Marques

Dedicado pra Bandeira Júnior pela 'parte que me toca" kkkkk

Sou formado na escola do versejo
Onde o verso é matéria obrigatória
Pois, me diga, poeta, nesta história
Quem de fato é poeta sertanejo.
Eu pelejo, pelejo, mas não vejo
Como podes querer “impressionar”
No repete, com “Góga” e Renoir
Se não podes comprar um quadro liso?
“Bato um prego na taboa do improviso
Viro a ponta e duvido desvirar!”

Pedro Torres

Dedicado pra Bandeira Júnior pela 'parte que me toca" kkkkk

Sou formado na escola do versejo
Onde o verso é matéria obrigatória
Pois, me diga, poeta, nesta história
Quem de fato é poeta sertanejo.
Eu pelejo, pelejo, mas não vejo
Como podes querer “impressionar”
No repete, com “Góga” e Renoir
Se não podes comprar um quadro liso?
“Bato um prego na taboa do improviso
Viro a ponta e duvido desvirar!”

Pedro Torres

Quem deseja cruzar o meu caminho
Eu aviso, são fortes minhas rimas.
Já foi peso pra Jó, pra Louro e Dimas
Otacílio, Diniz e Canhotinho
Entrei numa peleja com Marinho
Que parou sem poder me acompanhar
Pinto velho tentou me enfrentar,
Mas calou-se ao sentir o prejuízo
"Bato um prego na taboa do improviso
Viro a ponta e duvido desvirar."

Carlos Aires

Não temi cantador que não me teme
Na peleja tinha punho, voz e pinho
Com a direita dei tapa no Canhotinho
Que a esquerda até hoje ainda treme
Até hoje no Monteiro Pinto geme
Com vergonha do seu mais fino piar
Meti medo, fiz um Louro se pelar
Pra plateia se encher de pleno riso
“Bato um prego na taboa do improviso
Viro a ponta e duvido desvirar”

Ai arrependido de bater nos mestres do repente, eu disse:

Pra bater em mulher, bêbado e defunto
Qualquer um no repente se aproveita
Cantador que é fraco não respeita
A memória do repente, o conjunto
Mas eu vendo injustiça subo e munto
Numa besta que inda tenta poetar
Boto espora, boto para esfolar
Cantador sem respeito e sem juízo
“Bato um prego na taboa do improviso
Viro a ponta e duvido desvirar”

Hélio Ferreira de Lima

Foi José de Jesus o carpinteiro
E o que fez pelo Pai foi consagrado
Já na terra cantando fiz dourado
E aprovado já fui no mundo inteiro
Desempeno a madeira tão ligeiro
Como um verso que faço sem pensar
E coloco no espaço pra voar
Cantador que comete erro eu aviso
“Bato um prego na taboa do improviso
Viro a ponta e duvido desvirar”

O serrote já serra na medida
E compasso por verso não precisa,
Bom Poeta na métrica improvisa
Ao deixar repentistas sem saída.
Tanto faz na subida ou na descida
Na ladeira não sobe quem parar
E não peça pra eu ir lhe carregar
Que no carro da rima forte eu piso
“Bato um prego na taboa do improviso
Viro a ponta e duvido desvirar”

Os troféus que tu tens são mais de cem
E as medalhas são todas feitas de ouro
Humildade pra mim é um tesouro
Que carrego no peito e me faz bem
A riqueza não serve pra quem tem
Um tesouro de bens pra humilhar.
Eu prefiro ter fé e me salvar
Pra levar paz e amor ao paraíso
“Bato um prego na taboa do improviso
Viro a ponta e duvido desvirar”

Andrade Lima

Onde moro poeta é bicho extinto
Não conheço nenhum além de mim
Se tiver logo logo terá fim
Que o meu verso é maior do que o de pinto
Quando marco presença em um recinto
Os poetas recusam me enfrentar
É "Patu" médio oeste potiguar
Onde reina meu verso e meu sorriso
"Bato um prego na taboa do improviso
Viro a ponta e duvido desvirar."

Lucélia Santos

Pode ser com teu verso na viola
Até mesmo cantando em teu curral
Tu pra mim és um grande sem moral
Que precisa voltar para a escola
É chamado por ai de cú de sola
Pois a todos seu rabo que mostrar
Se tu quer, pode vim desafiar
Mais se prepare pra levar um prejuízo
“Bato um prego na taboa do improviso
Viro a ponta e duvido desvirar!”

Tallys Barbosa

Eu não roubo a sua profissão
Que é de ser a dama do cabaré
Que esse cabra fugiu de são José
Para "DAR" com maior satisfação
Está muito feioso seu baião
Se não sabe o que faz vá estudar
Que esse verso acabou de lhe queimar
O neurônio restante em seu juízo
“Bato um prego na taboa do improviso
Viro a ponta e duvido desvirar!”

Felipe Emanoel

Direito de resposta à Pedro Torres:

Valorizo um poeta cantador
Que na beira da praia ganha o pão,
Limitado, mas põe o coração
Na viola e improvisa com amor,
Valorizo o poeta embolador,
Muitas vezes rimando por rimar,
Não queria falar, mas vou falar:
Cantador como tu, desvalorizo...
“Bato um prego na taboa do improviso
Viro a ponta e duvido desvirar!”

Bandeira Junior

Eu perder no repente não dou vez
Com meu dom, consciência e meu talento
Rapidez, construção, conhecimento
Segurança, vocábulo, altivez
Idioma do russo ao japonês
Aramaico e latim eu sei cantar
E se alguém no alemão vier testar
Sei de Hitler discursos no juízo
“Bato um prego na taboa do improviso
Viro a ponta e duvido desvirar!”

Fale em fome que eu vou falar em pão
Fale em seca que dou banho de inverno
Fale em céu que do céu vou ao inferno
Fale em mar que só falo no sertão
Mostre Deus que lhe mostro logo o Cão
Mostre sorte que eu sei mostrar azar
Mostre o ódio que eu mostro o verbo amar
Mostre Pedro que eu mostro o paraíso
“Bato um prego na taboa do improviso
Viro a ponta e duvido desvirar!”

Nenem Patriota Chárliton

Se esse belo trabalho, pro papel,
For passado daqui, futuramente,
Quer que seja em um livro diferente,
Quer que seja, quiçá em um cordel,
Quando o bom editor duro e cruel
Rigoroso demais for revisar,
Vai dizer: "só seus versos vão passar,
E os dos outros poetas nem reviso!"
“Bato um prego na taboa do improviso
Viro a ponta e duvido desvirar!”

Bandeira Junior

Na prisão da saudade eu sempre vivo
Mas, liberto do peito as minhas dores
E na cadeia onde muitos cantadores
Não conseguem cantar, sou produtivo.
Sempre encontro na rima algum motivo
Para o meu coração se libertar
E se a lei da atração me aprisionar
Sei do artigo, parágrafo, e o inciso
"Bato um prego na taboa do improviso
Viro a ponta e duvido desvirar."

Pedro Torres

Na caatinga enfrentei onça pintada
Pantanal já matei foi sucuri
Na Amazônia eu já gritei daqui
E deixei jacaré, de mão atada
Se você conhecer minha laçada
Vai saber que a brabeza vai chorar
Lampião já correu sem aguentar
Me pedindo socorro e hoje eu friso
"Bato um prego na taboa do improviso
Viro a ponta e duvido desvirar."

Esse MOTE de Pedro fez história
Os poetas no verso foram fortes
E é preciso nascer mais outros MOTES
Que derrubem e registrem na memória
Para nós a escrita é uma glória
A poesia só tem é que ganhar
Nesse verso que fui improvisar
Revirei coração e o juízo
"Bato um prego na taboa do improviso
Viro a ponta e duvido desvirar."

Iranildo Marques

Provocando as poetisas...

Poesia é um bem pra quem quiser
E muito embora eu não tenha preconceito
Há mulheres querendo ter direito
Mas, nem tudo na vida é o que se quer...
E o que dá na cabeça da mulher
Pra querer com o homem se igualar
Se na arte sublime do versar
O ambiente é hostil pro indeciso?
"Bato um prego na taboa do improviso
Viro a ponta e duvido desvirar."

Pedro Torres

Ainda tá pra nascer um cantador
Que consiga alcançar o meu repente
Pois o que tá contido em minha mente
Só se chega enfrentando o meu labor
Que provoca sufoco, causa dor
E que faz o juízo revirar
Pois que sou pesadelo no sonhar
E da dor sou o corte mais preciso
"Bato um prego na taboa do improviso
Viro a ponta e duvido desvirar."

Monique D'Angelo

Poeta veio, num vai dar na pedra não! Kkkk

Pedro Torres versando sem Saudade
É o mesmo que praia sem ter sol,
Pescaria sem isca no anzol
E ir sem grana ao Shopping da cidade,
Mas partindo pra briga de verdade
A tendência é de Pedro se acabar,
O saudoso poeta vai passar
Por acocho, aperreio e desaviso...
"Bato um prego na taboa do improviso
Viro a ponta e duvido desvirar."

Bandeira Junior

Aprendi que quem canta improvisado
Tem o mundo guardado em sua mente
Eu não sou um poeta diferente
Este mundo também tenho guardado
Outros mundos até tenho buscado
Pra um dia qualquer eu lhe usar
Quando alguém vier me desafiar
Aí sim vou ao mundo que preciso
"Bato um prego na taboa do improviso
Viro a ponta e duvido desvirar."

Elizeu Meneses Goncalves

Não existe no mundo quem consiga
Compor como vocês estão compondo,
Cada verso que surge é mais redondo,
Na beleza a estrofe se abriga.
Ninguém tem essa têmpera, essa liga,
Nem os astros da Música Popular:
Ivan, Chico (sempre espetacular),
Caetano, Lobão, Wagner Tiso...
Bato um prego na tábua do improviso
Viro a ponta e duvido desvirar.

Orlando Queiroz

Pistoleiro me marca e não me mata,
Vendedor insistente não me vende,
Armadilha de laço não me prende,
Todo nó que eu der, ninguém desata,
Se der praga de mosca e de barata
Pago alguém para vir dedetizar
Mas poeta sem ter o que mostrar,
Essa praga sou eu quem dedetizo...
"Bato o prego na tábua do improviso
Viro a ponta e duvido desvirar"

Bandeira Junior

Na Viola sou rei da profissão
E artesão como Mestre Vitalino
No Cangaço serei sempre um Virgulino
Na Sanfona - Luiz Rei do Baião
Como Senna na pista - Campeão
Que não há quem assuma seu lugar
Serei eu no campo da arte titular
Sem temer a esses vates, sou preciso
"Bato um prego na tábua do improviso
Viro a ponta e duvido desvirar".

No repente cantando sou perverso
Não tolero poeta "puxa saco"
Bato nele sem pena quando ataco
Com meus dons picotando cada verso.
Como um pássaro que voa no Universo
Eu percorro os lugares pra exaltar:
Oceano, montanha, terra e mar.
No sistema solar meus pés eu friso
"Bato um prego na tábua do improviso
Viro a ponta e duvido desvirar".

Pedro Torres lançou aos glosadores
E na glosa primeira Pedro fez
Um chamado de filho em altivez
Por duelo “raçudo” e multicores.
E no chão, Pajeú terra das flores
Enfrentei o desafio e vou honrar
Dando viva a Cultura Popular
Nessa verve que brilha em meu sorriso.
"Bato um prego na tábua do improviso
Viro a ponta e duvido desvirar".

Andrade Lima

Villanova se perde na poeira
Que o meu verso veloz deixa na estrada
Valdir Teles, Geraldo e uma cambada
De poetas, de mim levam rasteira
Os Nonatos derrubo na primeira
Martelada do verso a galopar
E se alguém sonha um dia em me ganhar
Deixo aqui nesses versos meu aviso
"Bato um prego na taboa do improviso
Viro a ponta e duvido desvirar."

Lucélia santos

Cabra bom até hoje eu não conheço
Em matéria de fazer um Poesia,
O que escuto é um monte de heresia
Se vier, pro meu lado, acha tropeço.
Eu ensino, mas pra isso tem um preço
E fiado não me venha aqui falar,
Se não pode seu estudo custear
Não encoste no meu lado, se for liso
"Bato um prego na taboa do improviso
Viro a ponta e duvido desvirar."

Alberto Quintans

terça-feira, 14 de janeiro de 2014

Tem coisa que a gente sonha E nem quando acorda passa

Sonhei com ela, abraçado
Dividindo o travesseiro
Me perfumando do cheiro
Do seu cabelo lavado...
O seu lábio tatuado
Na lateral de uma taça
E a lua, pela vidraça,
Iluminando, risonha
Tem coisa que a gente sonha
E nem quando acorda passa.

Se a dor não passou ainda
É que estes teus olhos meigos
São como doutores leigos
Tratando uma dor infinda.
Se a nossa história era linda
Terminou, não sei porquê
Pois, só depois é que vê
Quem fica, a realidade
"Quando eu não sinto saudade,
Sinto falta de você!"

Pedro Torres
Mote do Poeta Aldo Berto (Aldo do Gás)

domingo, 5 de janeiro de 2014

E eu já sei que esse amor deve morrer Mas, não tenho mais forças pra matá-lo

Nunca quis provocar qualquer ciúme
Na verdade, eu nem reparei direito
No detalhe do riso mais perfeito
Nem no toque sutil do seu perfume.
E é provável que em breve eu me acostume
Que é recente tratá-la como "ex"
Mas, não culpe também se a insensatez
Tomar conta de um lindo sentimento
E por uma fraqueza de momento
Eu tocar nos seus lábios, outra vez.

Sinto um verso de amor fazendo efeito
No meu peito carente e angustiado
Com sintomas presentes de um passado
Que não passa, por mais que eu tenha feito.
Pode ser pelo abraço mais perfeito
Que até hoje provoca-me esse abalo
Gastei muita energia no intervalo
Excluindo a saudade, pra nem ver,
“E já sei que esse amor deve morrer
Mas, não tenho mais forças pra matá-lo”

Ao saber da impossibilidade
Desse amor ir adiante eu me demoro
Refletindo os porquês, e às vezes choro
Nuvens rasas de ausência, e de saudade.
Sinto, da opaquecida realidade,
Como um vazio em minh'alma, e me calo
Que no reino em teu peito, sou vassalo
Que abdica do trono sem querer
"E já sei que esse amor deve morrer
Mas, não tenho mais forças pra matá-lo"

Pedro Torres
Mote de Adriana Sousa


sexta-feira, 3 de janeiro de 2014

Despertar da paixão

Como posso saber qual o sabor
Da maçã do pecado sem provar
Se o perdão só é dado a quem pecar
Pois, quem ama já nasce pecador

Uma chama acendeu-se no calor
E me fez enxergar além do olhar
Que um abraço de amor pode queimar
Sem nem mesmo causar nenhuma dor

Hibernando em meu peito, o amor antigo
Desistiu de encontrar em outro abrigo
Sem notar, que chegava o sonho ao fim

Com o barulho das asas da paixão
A vontade tomou meu coração
Acordando você dentro de mim.

Adriana Sousa & Pedro Torres

O perigo que tem é olhar tanto E depois terminar apaixonado.

Nosso amor virou fumaça
E o silêncio, nas respostas,
Me ensinou que o correto
É não dobrar as apostas
Em fogo de amor que arde
E depois nos vira as costas.

Teu calor me aquece a alma
Tua presença me acalma
Teu olhar no meu se espalma
E me deixa, assim, risonho...
Mas, eu tenho que acordar
Porque se eu quiser te amar
Devo aprender a tocar
Sem tá dormindo, em um sonho.

Minha vida é um texto sem rasuras
Em um livro de páginas viradas
Muitas delas, por uso, desgastadas
Contém restos mortais de antigas juras.
Chorei rios das lágrimas mais puras
E não culpo ninguém sem ter sentido
Se o presente é o futuro acontecido
Cabe a nós um passado sem ter briga
“Se você me perder depois não diga
Que não sabe o porquê de ter perdido.”

Pedro Torres

Seu sorriso tem curvas sinuosas
Fica fácil de derrapar na pista
E acabar conquistado, na conquista
Das paixões mais intensas, perigosas.
No seu corpo um perfume de mil rosas
Tão suave que deixa embriagado
E esse cheiro de céu e de pecado
Faz pecar até mesmo quem é "santo"
"O perigo que tem é olhar  tanto
E depois terminar apaixonado."

Pedro Torres
Mote de Rafaela Nogueira

quinta-feira, 2 de janeiro de 2014

Codinome

Pare com seus gestos loucos
Se vê que não quer me amar.
Aprenda martar-me aos poucos
"Que eu sei morrer devagar."

A partir dessa quadra do Poeta Diomedes Mariano eu construí um mote e disse:

Codinome

Esse teu jeito, faceiro,
Faz minh'alma ficar tonta
E o coração paga a conta
No débito de amor e cheiro.
E o teu sorriso certeiro
Como quem quer me matar
Combina com o teu olhar
Convidando meu carinho
“Me mate devagarinho
Que eu sei morrer devagar.”

Pela minha experiência
É melhor nem ter contato
Já da pra ver o "retrato"
Desse encontro de carência.
Se eu provar da doce essência
Do teu cheiro e embriagar
É capaz de eu não voltar
Ou me perder no caminho
“Me mate devagarinho
Que eu sei morrer devagar.”

Mulher, mas que ingratidão
Não tem porque tanta pressa
Que bem a gente começa
E voltas pra solidão.
Se queres meu coração
Primeiro tens que ganhar
Que eu talvez não saiba amar
Mas, aprendo, com jeitinho
“Me mate devagarinho
Que eu sei morrer devagar.”

Teu silêncio me condena
Que minh'alma fica aflita
Mas, quem mandou ser bonita
Igual a flor da açucena?!
E a tua pele, morena,
Se acaso se arrepiar
Pode até me assassinar
Na furada desse espinho
“Me mate devagarinho
Que eu sei morrer devagar.”

Eu já cresci, pra ter medo
Do teu jogo feminino
Misterioso, assassino
Nas veredas desse enredo.
Na palma do meu segredo
Me perco, ao te encontrar
Mas, se for pra revelar
Eu revelarei baixinho:
“Me mate devagarinho
Que eu sei morrer devagar.”

Doce demais, sei que abusa
Mas, pra quê tanto azedume?!
Deixa desse teu ciúme
Sabes que és minha musa.
E hoje ninguém mais usa
Dessa história de agradar
A quem não deseja amar
Pelo menos um pouquinho
“Me mate devagarinho
Que eu sei morrer devagar.”

Esse sabor de distância
Que amarga na minha boca
Vem de uma vontade louca
Que provoca a minha ânsia.
Porque tu tens a fragrância
Das flores desse lugar
És como o sonho a voar
Nas asas de um passarinho
“Me mate devagarinho
Que eu sei morrer devagar.”

Meu coração como a lua
Sempre se expõe só metade
Porque metade é saudade
Oculta na face tua.
E a claridade insinua
O brilho do teu olhar
E o calor de regressar
De uma ave pro seu ninho
“Me mate devagarinho
Que eu sei morrer devagar.”

Não se avexe não, meu bem,
Que a vida segue o compasso
Sem ter que apetar o passo
O que é da gente já vem.
Pois, não se importa se alguém
Insiste em não navegar
Como o rio vai pro mar
Nós vamos no burburinho
“Me mate devagarinho
Que eu sei morrer devagar.”

Pedro Torres

segunda-feira, 30 de dezembro de 2013

Crime de Amor

Isso sim, é música sertaneja caipira. O resto é "Luan Santana", insisto!

Desde os lindos tempos que eram estudantes.
Osvaldo e Clarisse se amavam demais.
Igual duas aves que não conheciam.
Da vida enganosa seus golpes fatais.

Um dia Osvaldo formou-se pra médico.
E ela formou-se um ano depois.
Casaram-se e foram em longa viagem.
De lua-de-mel bem felizes os dois.

Clarisse na viagem ao marido pediu.
Se um dia uma dor a fizesse sofrer.
Melhor que a matasse pois desejaria.
Mil vezes a morte do que padecer.

Passaram-se os anos e um dia Clarisse.
Doença incurável pegou pra morrer.
O doutor lembrou do pedido da esposa.
Que nunca no mundo a deixasse sofrer.

E uma injeção de terrível veneno.
No braço da esposa aplicou a chorar.
Enquanto injetava o veneno dizia.
Agora meu bem você vai descansar.

E olhando no rosto da esposa foi vendo.
Seus olhos parando a cobrir-se de um véu.
Qual duas estrelas perdendo seu brilho.
Cobrindo-se aos poucos com as nuvens do céu.

Ele enlouqueceu vendo o corpo gelando.
Daquela que amava com tanto fervor.
Matou pra atender o pedido da esposa.
Roubando-lhe a vida pra livrar da dor.

E assim encontraram Clarisse sem vida.
E Osvaldo beijando seus lábios sem cor.
Sorrindo e chorando, gritando que viessem.
Ver quanto foi lindo seu crime de amor.

Zé Fortuna & Pitangueira
http://www.youtube.com/watch?v=OUVf7XUlf84

domingo, 29 de dezembro de 2013

Andarilho

Pelo mundo a vagar, sem rumo certo
Utilizo as estrelas como guias,
Que me servem também de companhias
Quando às vezes do céu... Estou bem perto.

Vez por outra me encontro num deserto
De areias repletas de agonias
E então busco um lugar de calmarias,
Onde eu possa viver de peito aberto.

Ando fora de hora sem cessar
Sem saber um lugar onde chegar,
Nem sequer tenho ponto de partida;

Vivo a esmo... Seguindo cada trilho,
Sem notar me tornei um andarilho
Nos caminhos incertos dessa vida.

Lucélia Santos