Eu agradeço sorrindo
A deus por eu ser feliz
Porque pedi, e ele quis
Me dar viver o amor lindo.
Meu coração está sentindo
A inspiração mais bela
Que o vento pela janela
Bate em meu peito e resfria
De um jeito que acaricia
E lembra o carinho dela.
Quando a gente se apaixona
Os dias mudam de cor
Porque se pinta de amor
O coração que tem dona.
Mas, depois que se abandona
As luzes do bem querer
Vê-se a vida escurecer
Na pintura que ela faz
"A dor de esquecer dói mais
Que a dor de lembrar sem ver."
Quando um amor se esfarela,
Quem sente, sofre um bocado.
Que o caso embora encerrado
Saudade deixa sequela.
Essa vida é muito bela
Pra quem aprende a viver
E consegue se esquecer
Sem jamais olhar pra trás
"a dor de esquecer dói mais
Que a dor de lembrar sem ver."
Quem sente saudade tem
Motivo pra ser feliz
Porque saudade é raiz
Da flor do querer-se bem.
Mas, acontece também
Da gente ter que esquecer
Sem poder, no amor, viver
Tudo que nos dava a paz
"a dor de esquecer dói mais
Que a dor de lembrar sem ver."
Pode chover canivete
Faltar caminho no mundo
Primeiro virar segundo
Se desligar a internet.
Nâo relançar o "chevet"
Só pra eu não ir neste dia
No reino da cantoria
Pro trono que abdiquei
"E eu vou pra festa de rei
Me coroar de poesia."
Pedro Torres
Mote de Antônio Marinho.
À lá Zé Limeira.
Passa a brisa soprando na janela
Passa o dia, as horas, mês e ano
Passa a mágoa que trouxe o desengano
Mas, não passa essa falta doida dela.
Passa a noite estrelada, fria e bela
Na lembrança o calor se desaquece
E a saudade gelada nunca aquece
Mas, não deixa um amor virar fumaça
"passa tudo na vida, tudo passa
Mas, nem tudo que passa a gente esquece."
Pedro Torres
segunda-feira, 30 de dezembro de 2013
Crime de Amor
Isso sim, é música sertaneja caipira. O resto é "Luan Santana", insisto!
Desde os lindos tempos que eram estudantes.
Osvaldo e Clarisse se amavam demais.
Igual duas aves que não conheciam.
Da vida enganosa seus golpes fatais.
Um dia Osvaldo formou-se pra médico.
E ela formou-se um ano depois.
Casaram-se e foram em longa viagem.
De lua-de-mel bem felizes os dois.
Clarisse na viagem ao marido pediu.
Se um dia uma dor a fizesse sofrer.
Melhor que a matasse pois desejaria.
Mil vezes a morte do que padecer.
Passaram-se os anos e um dia Clarisse.
Doença incurável pegou pra morrer.
O doutor lembrou do pedido da esposa.
Que nunca no mundo a deixasse sofrer.
E uma injeção de terrível veneno.
No braço da esposa aplicou a chorar.
Enquanto injetava o veneno dizia.
Agora meu bem você vai descansar.
E olhando no rosto da esposa foi vendo.
Seus olhos parando a cobrir-se de um véu.
Qual duas estrelas perdendo seu brilho.
Cobrindo-se aos poucos com as nuvens do céu.
Ele enlouqueceu vendo o corpo gelando.
Daquela que amava com tanto fervor.
Matou pra atender o pedido da esposa.
Roubando-lhe a vida pra livrar da dor.
E assim encontraram Clarisse sem vida.
E Osvaldo beijando seus lábios sem cor.
Sorrindo e chorando, gritando que viessem.
Ver quanto foi lindo seu crime de amor.
Zé Fortuna & Pitangueira
http://www.youtube.com/watch?v=OUVf7XUlf84
Desde os lindos tempos que eram estudantes.
Osvaldo e Clarisse se amavam demais.
Igual duas aves que não conheciam.
Da vida enganosa seus golpes fatais.
Um dia Osvaldo formou-se pra médico.
E ela formou-se um ano depois.
Casaram-se e foram em longa viagem.
De lua-de-mel bem felizes os dois.
Clarisse na viagem ao marido pediu.
Se um dia uma dor a fizesse sofrer.
Melhor que a matasse pois desejaria.
Mil vezes a morte do que padecer.
Passaram-se os anos e um dia Clarisse.
Doença incurável pegou pra morrer.
O doutor lembrou do pedido da esposa.
Que nunca no mundo a deixasse sofrer.
E uma injeção de terrível veneno.
No braço da esposa aplicou a chorar.
Enquanto injetava o veneno dizia.
Agora meu bem você vai descansar.
E olhando no rosto da esposa foi vendo.
Seus olhos parando a cobrir-se de um véu.
Qual duas estrelas perdendo seu brilho.
Cobrindo-se aos poucos com as nuvens do céu.
Ele enlouqueceu vendo o corpo gelando.
Daquela que amava com tanto fervor.
Matou pra atender o pedido da esposa.
Roubando-lhe a vida pra livrar da dor.
E assim encontraram Clarisse sem vida.
E Osvaldo beijando seus lábios sem cor.
Sorrindo e chorando, gritando que viessem.
Ver quanto foi lindo seu crime de amor.
Zé Fortuna & Pitangueira
http://www.youtube.com/watch?v=OUVf7XUlf84
Marcadores:
Contos,
Decanto de Poetas,
Palavra Libertária
domingo, 29 de dezembro de 2013
É bem menor a saudade
Dizem que um grande amor
É também uma amizade
Grande que se incendeia
Sem nenhuma vaidade
Eu não sei se isto está certo
Mas, sei que ficando perto
É bem menor a saudade
Pode ser felicidade
O que me seria estranho
Mas, quando o coração bate
Infelizmente, eu apanho
E o jardim tem muitas flores
Pra apenas lamentar dores
De um grande amor, sem tamanho
Como um quebra-cabeças de saudade
Cada peça do jogo quando encaixa
Sempre deixa com a autoestima baixa
Mas, não dura por toda a eternidade...
Eu não posso forçar "maturidade"
Pra ficar sem ter céu e sem ter chão
E não quero esperar por ilusão
Que tem vezes que a gente se demora
Mas, se for pra partir que parta agora
E devolva ao sair, meu coração!
Foi-se um pedaço de mim
Com esse amor que partiu
Meu coração que sorriu
Pra depois chorar, no fim.
Já tentei com outro "sim"
Curar a dor que ficou
Dessa ave que voou
Sem dar adeus, foi-se embora
"E o meu peito ainda chora
Com a saudade que restou."
Desejo que pro sertão
Venha a chuva benfazeja
Irrigar a plantação
Dos sonhos de quem deseja
Que o inverno traga bonança
Forte ou fraco, mas que seja.
Por volta da meia noite
Se calam os telefones
O vento assobia a dúvida
Em agourentos ciclones
E a rasga mortalha voa
Impondo medo aos insones
Pedro.Torres
É também uma amizade
Grande que se incendeia
Sem nenhuma vaidade
Eu não sei se isto está certo
Mas, sei que ficando perto
É bem menor a saudade
Pode ser felicidade
O que me seria estranho
Mas, quando o coração bate
Infelizmente, eu apanho
E o jardim tem muitas flores
Pra apenas lamentar dores
De um grande amor, sem tamanho
Como um quebra-cabeças de saudade
Cada peça do jogo quando encaixa
Sempre deixa com a autoestima baixa
Mas, não dura por toda a eternidade...
Eu não posso forçar "maturidade"
Pra ficar sem ter céu e sem ter chão
E não quero esperar por ilusão
Que tem vezes que a gente se demora
Mas, se for pra partir que parta agora
E devolva ao sair, meu coração!
Foi-se um pedaço de mim
Com esse amor que partiu
Meu coração que sorriu
Pra depois chorar, no fim.
Já tentei com outro "sim"
Curar a dor que ficou
Dessa ave que voou
Sem dar adeus, foi-se embora
"E o meu peito ainda chora
Com a saudade que restou."
Desejo que pro sertão
Venha a chuva benfazeja
Irrigar a plantação
Dos sonhos de quem deseja
Que o inverno traga bonança
Forte ou fraco, mas que seja.
Por volta da meia noite
Se calam os telefones
O vento assobia a dúvida
Em agourentos ciclones
E a rasga mortalha voa
Impondo medo aos insones
Pedro.Torres
Marcadores:
Poesias Repartidas
Andarilho
Pelo mundo a vagar, sem rumo certo
Utilizo as estrelas como guias,
Que me servem também de companhias
Quando às vezes do céu... Estou bem perto.
Vez por outra me encontro num deserto
De areias repletas de agonias
E então busco um lugar de calmarias,
Onde eu possa viver de peito aberto.
Ando fora de hora sem cessar
Sem saber um lugar onde chegar,
Nem sequer tenho ponto de partida;
Vivo a esmo... Seguindo cada trilho,
Sem notar me tornei um andarilho
Nos caminhos incertos dessa vida.
Lucélia Santos
Utilizo as estrelas como guias,
Que me servem também de companhias
Quando às vezes do céu... Estou bem perto.
Vez por outra me encontro num deserto
De areias repletas de agonias
E então busco um lugar de calmarias,
Onde eu possa viver de peito aberto.
Ando fora de hora sem cessar
Sem saber um lugar onde chegar,
Nem sequer tenho ponto de partida;
Vivo a esmo... Seguindo cada trilho,
Sem notar me tornei um andarilho
Nos caminhos incertos dessa vida.
Lucélia Santos
Marcadores:
Decanto de Poetas
sexta-feira, 27 de dezembro de 2013
o inimigo nunca trai
Com amigo que lhe indaga
Por você, se está em casa
Só para arrastar a asa
Pras bandas da sua plaga.
Ou lhe ferir com a adaga
Da mentira quando sai
Até o dia em que cai
A máscara da falsidade
Eu prefiro a inimizade
"Que o inimigo nunca trai!"
2013 está indo
Pro ano que vem surgindo
Ser maravilhoso e lindo
E valer nosso suor
Mas, para não ser só mera
Ilusão de primavera
2014 espera
Que a gente seja melhor!
Eu tive pressa pra chegar depois
Depois chegou e eu perdi a pressa
Que a gente termina e tudo começa
A fazer de tudo pra juntar nós dois.
Pedro.
Por você, se está em casa
Só para arrastar a asa
Pras bandas da sua plaga.
Ou lhe ferir com a adaga
Da mentira quando sai
Até o dia em que cai
A máscara da falsidade
Eu prefiro a inimizade
"Que o inimigo nunca trai!"
2013 está indo
Pro ano que vem surgindo
Ser maravilhoso e lindo
E valer nosso suor
Mas, para não ser só mera
Ilusão de primavera
2014 espera
Que a gente seja melhor!
Eu tive pressa pra chegar depois
Depois chegou e eu perdi a pressa
Que a gente termina e tudo começa
A fazer de tudo pra juntar nós dois.
Pedro.
Marcadores:
Poesias Repartidas
quinta-feira, 26 de dezembro de 2013
Chorar e sorrir
Eu, mesmo triste, sempre hei de sorrir
Se foi sorrindo que encontrei Saudade
Não é chorando que a verei partir
Quem teme a vida perde a liberdade
E o tempo passa sem você sentir
Se nada dura toda a eternidade
O riso e o pranto hão de se extinguir
Eu choro e rio quando me convém
E prezo muito por alguém que tem
A habilidade de viver sorrindo...
E na mistura de alegria e pranto
Seus olhos secos se umedecem tanto
Que molha a face de um sorriso lindo.
Pedro Torres
Marcadores:
Poesias Repartidas
domingo, 22 de dezembro de 2013
Tempo de frio
É quando começa a chover no sertão
Que a força do inverno transforma o momento
Deixando mais fértil todo o sentimento
Chovendo esperança no meu coração.
Nas notas solenes da antiga canção
Irriga-se as flores do meu pensamento
Resfria-me o corpo na força do vento
Esquentando as vias da minha ilusão.
Até mais parece que o tempo de frio
Faz dois corações entrarem no cio
No acasalamento que toca no peito
E a saudade morre de tanto cansaço
Que a gente se aquece no calor do abraço
Sem deixar espaço, no encaixe perfeito
Pedro Torres
Que a força do inverno transforma o momento
Deixando mais fértil todo o sentimento
Chovendo esperança no meu coração.
Nas notas solenes da antiga canção
Irriga-se as flores do meu pensamento
Resfria-me o corpo na força do vento
Esquentando as vias da minha ilusão.
Até mais parece que o tempo de frio
Faz dois corações entrarem no cio
No acasalamento que toca no peito
E a saudade morre de tanto cansaço
Que a gente se aquece no calor do abraço
Sem deixar espaço, no encaixe perfeito
Pedro Torres
Marcadores:
Poesias Repartidas
sábado, 21 de dezembro de 2013
Que eu não posso querer dar meu amor Se nem mesmo o perdão você me deu.
Sinto falta de tudo de você
De dizer que gostei do seu cabelo
Que esse corte combina com teu jeito
De fazer-te em segredo o meu apelo
De ganhar pelo menos o olhar antigo
E sonhar teu abraço, em novamente tê-lo.
Você faltou lá na festa
Mas, não na minha ilusão
Que as vezes quem se acostuma
Na vida, a ouvir "não"
Nem sempre dá muito ouvidos
Pra voz que vem da razão.
Cometi muitos erros, e admito
Que não sou dos que fogem da verdade
Não ficou muita coisa, só saudade
De um amor tão sincero, e tão bonito.
Cada verso por mim foi manuscrito
Pela tinta do amor, que não venceu
Você foi o maior dos sonhos que eu
Já vivi, mas, também a maior dor
Que eu não posso querer dar meu amor
Se nem mesmo o perdão você me deu.
Pedro Torres
De dizer que gostei do seu cabelo
Que esse corte combina com teu jeito
De fazer-te em segredo o meu apelo
De ganhar pelo menos o olhar antigo
E sonhar teu abraço, em novamente tê-lo.
Você faltou lá na festa
Mas, não na minha ilusão
Que as vezes quem se acostuma
Na vida, a ouvir "não"
Nem sempre dá muito ouvidos
Pra voz que vem da razão.
Cometi muitos erros, e admito
Que não sou dos que fogem da verdade
Não ficou muita coisa, só saudade
De um amor tão sincero, e tão bonito.
Cada verso por mim foi manuscrito
Pela tinta do amor, que não venceu
Você foi o maior dos sonhos que eu
Já vivi, mas, também a maior dor
Que eu não posso querer dar meu amor
Se nem mesmo o perdão você me deu.
Pedro Torres
Marcadores:
Poesias Repartidas
sexta-feira, 20 de dezembro de 2013
Segue em paz, o rei Reginaldo Rossi.
O nordeste, o brasil, senão o mundo
Perdeu hoje um gigante 'astro rei'
Como fã eu jamais esquecerei
Do poeta do brega mais profundo.
Coração de poeta é vagabundo
Quando dele um amor vem tomar posse
Se você conheceu talvez endosse
Porque amor tem do quente, frio e morno
Que partiu dessa vida mais um corno
Segue em paz, o rei Reginaldo Rossi.
Pedro Torres
Perdeu hoje um gigante 'astro rei'
Como fã eu jamais esquecerei
Do poeta do brega mais profundo.
Coração de poeta é vagabundo
Quando dele um amor vem tomar posse
Se você conheceu talvez endosse
Porque amor tem do quente, frio e morno
Que partiu dessa vida mais um corno
Segue em paz, o rei Reginaldo Rossi.
Pedro Torres
Marcadores:
Poesias Repartidas
quinta-feira, 19 de dezembro de 2013
Catorze
Por mais de três anos e muitos penares
No solo rachado da seca inclemente
Vem vindo um inverno molhar novamente
O chão do sertão, caindo dos ares
Já tendo passado por tantos lugares
Vê-se o sertanejo quebrar a patente
Plantando a esperança da antiga semente
Pra colher bonança no quintal dos lares
Dois mil e catorze promete fartura
Que há cada 10 anos a chuva que cura
Retorna ao sertão pro fim da estiagem
Depois desse inverno, vem seca de novo
Torrar quase tudo, mas nunca esse povo
Guerreiro, valente, de muita coragem!
Pedro Torres
No solo rachado da seca inclemente
Vem vindo um inverno molhar novamente
O chão do sertão, caindo dos ares
Já tendo passado por tantos lugares
Vê-se o sertanejo quebrar a patente
Plantando a esperança da antiga semente
Pra colher bonança no quintal dos lares
Dois mil e catorze promete fartura
Que há cada 10 anos a chuva que cura
Retorna ao sertão pro fim da estiagem
Depois desse inverno, vem seca de novo
Torrar quase tudo, mas nunca esse povo
Guerreiro, valente, de muita coragem!
Pedro Torres
Marcadores:
Poesias Repartidas
Assinar:
Comentários (Atom)