Isso sim, é música sertaneja caipira. O resto é "Luan Santana", insisto!
Desde os lindos tempos que eram estudantes.
Osvaldo e Clarisse se amavam demais.
Igual duas aves que não conheciam.
Da vida enganosa seus golpes fatais.
Um dia Osvaldo formou-se pra médico.
E ela formou-se um ano depois.
Casaram-se e foram em longa viagem.
De lua-de-mel bem felizes os dois.
Clarisse na viagem ao marido pediu.
Se um dia uma dor a fizesse sofrer.
Melhor que a matasse pois desejaria.
Mil vezes a morte do que padecer.
Passaram-se os anos e um dia Clarisse.
Doença incurável pegou pra morrer.
O doutor lembrou do pedido da esposa.
Que nunca no mundo a deixasse sofrer.
E uma injeção de terrível veneno.
No braço da esposa aplicou a chorar.
Enquanto injetava o veneno dizia.
Agora meu bem você vai descansar.
E olhando no rosto da esposa foi vendo.
Seus olhos parando a cobrir-se de um véu.
Qual duas estrelas perdendo seu brilho.
Cobrindo-se aos poucos com as nuvens do céu.
Ele enlouqueceu vendo o corpo gelando.
Daquela que amava com tanto fervor.
Matou pra atender o pedido da esposa.
Roubando-lhe a vida pra livrar da dor.
E assim encontraram Clarisse sem vida.
E Osvaldo beijando seus lábios sem cor.
Sorrindo e chorando, gritando que viessem.
Ver quanto foi lindo seu crime de amor.
Zé Fortuna & Pitangueira
http://www.youtube.com/watch?v=OUVf7XUlf84
Mostrando postagens com marcador Contos. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Contos. Mostrar todas as postagens
segunda-feira, 30 de dezembro de 2013
Crime de Amor
Marcadores:
Contos,
Decanto de Poetas,
Palavra Libertária
quinta-feira, 29 de novembro de 2012
Cachorro morto
- Eu ia andando no mato. Tive medo de uma sombra horrorosa e atirei no monstro. Mas, era apenas um cachorro morto. Não sei o que me levou a confundir um cachorro morto com um monstro. Não uso drogas de nenhuma espécie, então, é mais provável que tenha sido algo relacionado ao cheiro. Confundi o cheiro da carniça com o fedor do enxofre. Senti muito medo, e atirei. Não vejo outra explicação, só pode ter sido isso, pois, foi assim que se deu.
- Depois, já refeito do medo, percebi que era apenas um cachorro do mato, daqueles vagabundos da minha terra: um boca-preta.
Pedro Torres
Marcadores:
Contos
A menina que cultivava um cacto.
A menina que cultivava um cacto.
Marcadores:
Contos
terça-feira, 23 de outubro de 2012
O amigo 'cafajeste'!
Toda mulher devia saber que vez por outra vai precisar de um amigo cafajeste. Daqueles sujeitos que ficam na moita, esperando a presa passar pra ele dar o bote. Um 'fura olho' a espera de um vacilo do colega!
Assim, quando se decepcionasse com alguém, o amigo cafajeste estaria lá, pronto pra concordar com cada palavra que ela dissesse.
Ela: Imbecil.
Amigo cafajeste: É um inútil.
Ela: Idiota.
Amigo cafajeste: Completamente idiota.
Ela: Um galinha, isso que ele é!
Amigo cafajeste: E põe galinha nisso. Sujeito sem escrúpulos!
Ela: Eu preciso de alguém que me compreenda.
Amigo cafajeste: E que lhe dê carinho, atenção, respeito. Tudo que você merece!
Ela: Eu preciso de um amor de verdade.
Amigo cafajeste: Você precisa de alguém que esteja sempre ao seu lado, que te dê a mão e te convide pra jantar.
Ela: Mas onde vou arrumar alguém assim?
Amigo cafajeste: Não faço ideia, mas, essa conversa deu uma fome. Você não quer sair para jantar?
|haha
Pedro Torres
Marcadores:
Contos
Assinar:
Postagens (Atom)