segunda-feira, 6 de janeiro de 2014

Felicidade

Faça sempre por onde ser feliz
Escolhendo o melhor, se for preciso
Leve a vida bem leve de um sorriso
Interrompa a tristeza do infeliz.
Cuide tudo do amor, desde a raiz
Ignore os espinhos da maldade
Deposite no amor sinceridade
Abra as portas pra alguém no coração
Depois disso, se a vida disser não,
Escrevinhe um poema de saudade!

Pedro Torres

domingo, 5 de janeiro de 2014

E eu já sei que esse amor deve morrer Mas, não tenho mais forças pra matá-lo

Nunca quis provocar qualquer ciúme
Na verdade, eu nem reparei direito
No detalhe do riso mais perfeito
Nem no toque sutil do seu perfume.
E é provável que em breve eu me acostume
Que é recente tratá-la como "ex"
Mas, não culpe também se a insensatez
Tomar conta de um lindo sentimento
E por uma fraqueza de momento
Eu tocar nos seus lábios, outra vez.

Sinto um verso de amor fazendo efeito
No meu peito carente e angustiado
Com sintomas presentes de um passado
Que não passa, por mais que eu tenha feito.
Pode ser pelo abraço mais perfeito
Que até hoje provoca-me esse abalo
Gastei muita energia no intervalo
Excluindo a saudade, pra nem ver,
“E já sei que esse amor deve morrer
Mas, não tenho mais forças pra matá-lo”

Ao saber da impossibilidade
Desse amor ir adiante eu me demoro
Refletindo os porquês, e às vezes choro
Nuvens rasas de ausência, e de saudade.
Sinto, da opaquecida realidade,
Como um vazio em minh'alma, e me calo
Que no reino em teu peito, sou vassalo
Que abdica do trono sem querer
"E já sei que esse amor deve morrer
Mas, não tenho mais forças pra matá-lo"

Pedro Torres
Mote de Adriana Sousa


sábado, 4 de janeiro de 2014

Do sal faz colmeia na beira do mar.

Aos amigos do Facebook que me acompanham. Saiu este improviso em galope a beira mar pra agradecer a companhia de vocês de sempre. Valeu!

Garimpo este verso com minha bateia
Na mina profunda do meu improviso
E o meu objetivo é de levar o riso
Pra face sincera da linda plateia
Se acaso faltar, na mente uma ideia
Eu faço outra ideia pra por no lugar
E meu improviso sai de arripunar
Do doce que tem melhor que da abelha
Porque o poeta com o que der na telha
Do sal faz colmeia na beira do mar.

Pedro Torres

sexta-feira, 3 de janeiro de 2014

Despertar da paixão

Como posso saber qual o sabor
Da maçã do pecado sem provar
Se o perdão só é dado a quem pecar
Pois, quem ama já nasce pecador

Uma chama acendeu-se no calor
E me fez enxergar além do olhar
Que um abraço de amor pode queimar
Sem nem mesmo causar nenhuma dor

Hibernando em meu peito, o amor antigo
Desistiu de encontrar em outro abrigo
Sem notar, que chegava o sonho ao fim

Com o barulho das asas da paixão
A vontade tomou meu coração
Acordando você dentro de mim.

Adriana Sousa & Pedro Torres

Pressentindo uma paixão Meu coração se revela

Pressentindo uma paixão
Meu coração se revela
Porque sabe que a saudade
Que não morre, trás sequela
O problema é que não posso
Tirar mais meus olhos dela.

Apesar de alguns tropeços
Ao longo da caminhada
Sigo de cabeça erguida
Sem fortuna acumulada
Ciente que eu nada trouxe
E daqui não levo nada.

Pedro Torres

O perigo que tem é olhar tanto E depois terminar apaixonado.

Nosso amor virou fumaça
E o silêncio, nas respostas,
Me ensinou que o correto
É não dobrar as apostas
Em fogo de amor que arde
E depois nos vira as costas.

Teu calor me aquece a alma
Tua presença me acalma
Teu olhar no meu se espalma
E me deixa, assim, risonho...
Mas, eu tenho que acordar
Porque se eu quiser te amar
Devo aprender a tocar
Sem tá dormindo, em um sonho.

Minha vida é um texto sem rasuras
Em um livro de páginas viradas
Muitas delas, por uso, desgastadas
Contém restos mortais de antigas juras.
Chorei rios das lágrimas mais puras
E não culpo ninguém sem ter sentido
Se o presente é o futuro acontecido
Cabe a nós um passado sem ter briga
“Se você me perder depois não diga
Que não sabe o porquê de ter perdido.”

Pedro Torres

Seu sorriso tem curvas sinuosas
Fica fácil de derrapar na pista
E acabar conquistado, na conquista
Das paixões mais intensas, perigosas.
No seu corpo um perfume de mil rosas
Tão suave que deixa embriagado
E esse cheiro de céu e de pecado
Faz pecar até mesmo quem é "santo"
"O perigo que tem é olhar  tanto
E depois terminar apaixonado."

Pedro Torres
Mote de Rafaela Nogueira

quinta-feira, 2 de janeiro de 2014

Codinome

Pare com seus gestos loucos
Se vê que não quer me amar.
Aprenda martar-me aos poucos
"Que eu sei morrer devagar."

A partir dessa quadra do Poeta Diomedes Mariano eu construí um mote e disse:

Codinome

Esse teu jeito, faceiro,
Faz minh'alma ficar tonta
E o coração paga a conta
No débito de amor e cheiro.
E o teu sorriso certeiro
Como quem quer me matar
Combina com o teu olhar
Convidando meu carinho
“Me mate devagarinho
Que eu sei morrer devagar.”

Pela minha experiência
É melhor nem ter contato
Já da pra ver o "retrato"
Desse encontro de carência.
Se eu provar da doce essência
Do teu cheiro e embriagar
É capaz de eu não voltar
Ou me perder no caminho
“Me mate devagarinho
Que eu sei morrer devagar.”

Mulher, mas que ingratidão
Não tem porque tanta pressa
Que bem a gente começa
E voltas pra solidão.
Se queres meu coração
Primeiro tens que ganhar
Que eu talvez não saiba amar
Mas, aprendo, com jeitinho
“Me mate devagarinho
Que eu sei morrer devagar.”

Teu silêncio me condena
Que minh'alma fica aflita
Mas, quem mandou ser bonita
Igual a flor da açucena?!
E a tua pele, morena,
Se acaso se arrepiar
Pode até me assassinar
Na furada desse espinho
“Me mate devagarinho
Que eu sei morrer devagar.”

Eu já cresci, pra ter medo
Do teu jogo feminino
Misterioso, assassino
Nas veredas desse enredo.
Na palma do meu segredo
Me perco, ao te encontrar
Mas, se for pra revelar
Eu revelarei baixinho:
“Me mate devagarinho
Que eu sei morrer devagar.”

Doce demais, sei que abusa
Mas, pra quê tanto azedume?!
Deixa desse teu ciúme
Sabes que és minha musa.
E hoje ninguém mais usa
Dessa história de agradar
A quem não deseja amar
Pelo menos um pouquinho
“Me mate devagarinho
Que eu sei morrer devagar.”

Esse sabor de distância
Que amarga na minha boca
Vem de uma vontade louca
Que provoca a minha ânsia.
Porque tu tens a fragrância
Das flores desse lugar
És como o sonho a voar
Nas asas de um passarinho
“Me mate devagarinho
Que eu sei morrer devagar.”

Meu coração como a lua
Sempre se expõe só metade
Porque metade é saudade
Oculta na face tua.
E a claridade insinua
O brilho do teu olhar
E o calor de regressar
De uma ave pro seu ninho
“Me mate devagarinho
Que eu sei morrer devagar.”

Não se avexe não, meu bem,
Que a vida segue o compasso
Sem ter que apetar o passo
O que é da gente já vem.
Pois, não se importa se alguém
Insiste em não navegar
Como o rio vai pro mar
Nós vamos no burburinho
“Me mate devagarinho
Que eu sei morrer devagar.”

Pedro Torres

Que...

Se quebrem as amarras que te prendem ao passado.
Cresçam as tuas asas e você possa voar.
Seja infinito enquanto dure, e te faça feliz.
Ame infinitamente enquanto houver infinito.
Cada fase da vida tenha sabor de vitória.
O futuro não seja mais "como era antigamente"
Não culpe os anos por alguns erros cometidos.
As lembranças se acumulem boas e duradouras
A tua saudade morra, assassinada de abraço.
A primavera floresça no jardim da tua vida.
Esse gosto de distância, adoce um beijo "de perto".
O vento sopre a favor do barco da tua vida.
Os caminhos se dividam, mas, jamais tua coragem.
A fé que move montanhas remova antigas feridas
Teu coração desista de deixar para amanhã.
O amanhã sempre seja muito melhor do que hoje.
O perdão pavimente a rua da tua mágoa.
A tua lágrima regue uma flor de esperança.
A porta do coração se escancare para o amor.
A razão seja o esteio dos melhores pensamentos.
E Jamais seja empecilho dos teus lindos sentimentos

É um pouco do que desejo a todos os amigos e amigas que me aturaram durante esse ano.

Um feliz 2014 pra vocês, "Valeu!"

Pedro Torres

Uma linda e florida primavera.

Como quem foi atingido
Por um trem desgovernado
Meu coração sente o baque
Da pancada do passado
Que a saudade é um maquinista
Doido, cego e embriagado.

Eu não tenho razões pra celebrar
A chegada do ano que está vindo
Como eu, quem saudade está sentindo
É provável que queira concordar.
Mas, a mágoa decerto vai passar
Porque o tempo não para, e essa fera
Que abocanha meus dias nessa era
Em que o amor se tornou obsoleto
Vai fazer desse ano em branco e preto
Uma linda e florida primavera.

Pedro Torres

Pior que achar que dá certo É ter certeza que não.

Eu não coleciono as rolhas
Dos vinhos que já provei
E os atalhos que peguei
Pra seguir minhas escolhas
Num livro de muitas folhas
Numa página de ilusão
Escrevi seu nome em vão
Por querer sempre estar perto
Pior que achar que dá certo
É ter certeza que não.

Quem quer se iludir se iluda
Eu já passei dessa fase
De amor que chega no 'quase'
Tenta mudar, e não muda.
Ninguém precisa de ajuda
Pra cair em ilusão
Basta cegar pra razão
Pra crer em futuro incerto
Pior que achar que dá certo
É ter certeza que não.

Pedro Torres