Transfundir idéias planas e retas!
A solução para a tua dicotomia, poeta
Teu Ser mais sóbrio, em absurda sinergia
Com tudo que mais de belo existe, na poesia
E além dela, a filosofia tua, pura e nua
Sem preconceitos, ou conceitos avalizados
Por avalistas que não nomeastes
Uma solução certa, uma transfusão direta
Fusão, complemento, da fragilidade do conhecimento
Meu e teu, talvez nem existamos nós
E talvez nós possamos mudar tudo
Para que tudo permaneça estável
E caminhemos sempre em linha reta
Sem pontuações fáticas, saber da verdade
Singular, única, de definitivamente, Absoluta
O que se sabe é o que não se pode negar
Esta é a única verdade, a simples solução, mais à mão
Mais fácil, ao alcance da razão, ou não razão
Do sentimento apenas, que importa
Desde que tu não me bata mais a porta
Estarei morta, pronta, Eu, tua idéia...
Segue a linha? Então prossegue!
Grato por sua generosidade, sábia poeta
Tu és minha meta, como na reta indivisível
Ou do zero tendendo ao infinito
Meu porto de partida, meu porto de chegada
Tudo o que sei de mais bonito, da matemática
Da geometria, a simetria perfeita, por mim eleita
Eu, este poeta libertário que te quer amigo!
Se não podes provar tua alegativa
Ainda que uma negação, não poderia ser verdade absoluta
Apenas a puta, que sabe da razão, pode dizer, fácil
Vida é o tudo, os nós.
A verdade é um Ser não negável,
Pronto!
Não és minha nem sou teu, somos uno
Reles imaginárias de vários lumens...
Dionysia!
Pedro Torres
terça-feira, 12 de maio de 2009
segunda-feira, 11 de maio de 2009
Poesia para o dia das mães, de Manoel Chudú...
Minha mãe que me deu papa
Me deu doce, me deu bolo
Mãe que me deu consolo
Leite fervido e garapa
Mamãe me deu um tapa
E depois se arrependeu
Beijou aonde bateu
Acabou a inchação
'Quem perde a mãe tem razão
De chorar o quer perdeu'
de Manoel Chudú
Me deu doce, me deu bolo
Mãe que me deu consolo
Leite fervido e garapa
Mamãe me deu um tapa
E depois se arrependeu
Beijou aonde bateu
Acabou a inchação
'Quem perde a mãe tem razão
De chorar o quer perdeu'
de Manoel Chudú
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domingo, 10 de maio de 2009
Quase metade
Quase metade de mim já se foi na fumaça, esvaiu-se!
Dessa locomotiva viva, conhecida, vida
Serias tu a parte do todo, ou o reverso!
E a outra metade, d'onde andaria, a cara...
Não me importa a razão, de tua desesperança
Nem o motivo, da praça, das bocas alheias
Figurante, de um filme sem enredo, nós da rede.
De onde vens, cara pálida, vestido amassado,
La vem de novo, lá vem, a barra de um novo dia
Vou procurar alguém que não me compreenda
Vou procurar alguém que eu entenda
E eu saberei o que diz de mim, esse alguém
Uma luz que se acende na janela, ao mesmo tempo
Como numa sinfonia bela, sincronia de acende e apaga
Apagou-se a luz daquela janela, sem velas
É o dia nascendo... É o dia vingando...
A noite passada, que quase sem jeito, pela madrugada
Veio em meu peito, fazer sua morada
E o barulho das ruas, já sem sentido
E penso em você, em um lindo vestido
Sem revelar, que era um pijama, que drama
Respiro um pouco do ar poluído, dessa cidade
Sinto-me comovido de uma estranha felicidade
Não sei como pode ser, essa iniquidade.
Se distante de ti, repousa a minha liberdade
Libertinagem de Dionysia, o vinho...
Pensei em sangue, lembrei da cor, do primeiro amor
A cidade acorda, lentamente e a barra do dia, calmamente, também
E chega o sono forjado, de andar contigo por aí, descalço
Eu não me arrependo de ter-me entregado
Ainda que isso seja o meu pecado...
E volver já não posso, devolver, o que é nosso
Porque haverias de ser, poço tão profundo
Das coisas, mais complexas deste mundo
E belo, ao mesmo tempo, tu és!
Mulher de única face e mil disfarces...
Quem dera saber um dia, teu íntimo enlace
Teu cabelo, teu sorriso, insegurança
Os pingos da chuva já não me incomodam mais
Os pingos da chuva já não me incomodam
É a chuva que me dói... Que me traz pensamentos teus
De tu, ausência.
E eu ouvi o som do bueiro que pisastes
De madrugada, de onde vinhas, toda arranhada?
Descabelada, despenteada, desmantelada, embriagada...
Que mágoas procurastes dissolver em prantos
Que te encontras agora, e assim, se estraga um teu realce
Uma maquiagem, uma pintura, menos uma viagem
Porque é tão caro viver, tão caro
Qual é o preço à pagar, pela vida, de vivermos
Também não me importam, mais os barulhos
Das ruas que acordam.
O amargo da minha boca, da palavra pouca, da voz rouca,
Tristeza... Embargada
Não te compreendas nem o que dizes de mim
Isso me agita. Te explica. Te faz compreensivel...
E acredita, que é possível!
Me dá uma chance, que rima com romance.
Mas não é para a rima que vivemos...
É para toda a poesia.
E da doença a cura, mais simples
É estarmos juntos,
Mais simples...
Um abraço bom,
Bem simples...
A tua calma,
Bem simples...
Irrequieta, moleca, sapeca, atrevida!
E teu querer e gostar, e gozar, sem saber porquê.
Não é pecado se for com você.
Mas quando te alheias o prazer à mais alguém
Amanhece o sábado, a dispensa vazia....
Qual preço?
Amanhece o sábado e a dispensa vazia!
Sem endereço, de poesia.
E o teu refúgio, que tu declaras
Porque demolistes, assim tão as claras?
Desistir-se, silêncio...
Que queres fazer, rapidamente
Um plano curto e agora...
Te mostrar cenas, que irão acontecer
Porque é assim que o dia reage
Que penso em paisagens, pra não te esquecer
Fica comigo, meu doce encanto
Perdoa esse poeta, amigo... E tanto!
Eu procuro as palavras e me lembro dela
Da tua palavra, sobre a palavra
Singeleza, da natureza, tu tens a palavra...
E antes que eu me esqueça, e tu te aborreças
Com o longo poema
Sim, eu pensei, em nossa viagem
E te tenho o convite pra agora
Acredite e viaje comigo
Estou indo embora pra bem distante
Talvez um retirante, errante, cigano
Sigamos, um instante, um plano
E tudo será permitido, até te amar, ou o invertido.
Alentejo, em Portugal, é lindo
E sei que tu viu também, o comercial!
Viaja comigo, vem comigo, pra Portugal...
A poesia não finda, se alonga, se demora...
Como tu, fazes ainda.
Desprezas o poeta!
Poetisa.
Pedro Torres
Dessa locomotiva viva, conhecida, vida
Serias tu a parte do todo, ou o reverso!
E a outra metade, d'onde andaria, a cara...
Não me importa a razão, de tua desesperança
Nem o motivo, da praça, das bocas alheias
Figurante, de um filme sem enredo, nós da rede.
De onde vens, cara pálida, vestido amassado,
La vem de novo, lá vem, a barra de um novo dia
Vou procurar alguém que não me compreenda
Vou procurar alguém que eu entenda
E eu saberei o que diz de mim, esse alguém
Uma luz que se acende na janela, ao mesmo tempo
Como numa sinfonia bela, sincronia de acende e apaga
Apagou-se a luz daquela janela, sem velas
É o dia nascendo... É o dia vingando...
A noite passada, que quase sem jeito, pela madrugada
Veio em meu peito, fazer sua morada
E o barulho das ruas, já sem sentido
E penso em você, em um lindo vestido
Sem revelar, que era um pijama, que drama
Respiro um pouco do ar poluído, dessa cidade
Sinto-me comovido de uma estranha felicidade
Não sei como pode ser, essa iniquidade.
Se distante de ti, repousa a minha liberdade
Libertinagem de Dionysia, o vinho...
Pensei em sangue, lembrei da cor, do primeiro amor
A cidade acorda, lentamente e a barra do dia, calmamente, também
E chega o sono forjado, de andar contigo por aí, descalço
Eu não me arrependo de ter-me entregado
Ainda que isso seja o meu pecado...
E volver já não posso, devolver, o que é nosso
Porque haverias de ser, poço tão profundo
Das coisas, mais complexas deste mundo
E belo, ao mesmo tempo, tu és!
Mulher de única face e mil disfarces...
Quem dera saber um dia, teu íntimo enlace
Teu cabelo, teu sorriso, insegurança
Os pingos da chuva já não me incomodam mais
Os pingos da chuva já não me incomodam
É a chuva que me dói... Que me traz pensamentos teus
De tu, ausência.
E eu ouvi o som do bueiro que pisastes
De madrugada, de onde vinhas, toda arranhada?
Descabelada, despenteada, desmantelada, embriagada...
Que mágoas procurastes dissolver em prantos
Que te encontras agora, e assim, se estraga um teu realce
Uma maquiagem, uma pintura, menos uma viagem
Porque é tão caro viver, tão caro
Qual é o preço à pagar, pela vida, de vivermos
Também não me importam, mais os barulhos
Das ruas que acordam.
O amargo da minha boca, da palavra pouca, da voz rouca,
Tristeza... Embargada
Não te compreendas nem o que dizes de mim
Isso me agita. Te explica. Te faz compreensivel...
E acredita, que é possível!
Me dá uma chance, que rima com romance.
Mas não é para a rima que vivemos...
É para toda a poesia.
E da doença a cura, mais simples
É estarmos juntos,
Mais simples...
Um abraço bom,
Bem simples...
A tua calma,
Bem simples...
Irrequieta, moleca, sapeca, atrevida!
E teu querer e gostar, e gozar, sem saber porquê.
Não é pecado se for com você.
Mas quando te alheias o prazer à mais alguém
Amanhece o sábado, a dispensa vazia....
Qual preço?
Amanhece o sábado e a dispensa vazia!
Sem endereço, de poesia.
E o teu refúgio, que tu declaras
Porque demolistes, assim tão as claras?
Desistir-se, silêncio...
Que queres fazer, rapidamente
Um plano curto e agora...
Te mostrar cenas, que irão acontecer
Porque é assim que o dia reage
Que penso em paisagens, pra não te esquecer
Fica comigo, meu doce encanto
Perdoa esse poeta, amigo... E tanto!
Eu procuro as palavras e me lembro dela
Da tua palavra, sobre a palavra
Singeleza, da natureza, tu tens a palavra...
E antes que eu me esqueça, e tu te aborreças
Com o longo poema
Sim, eu pensei, em nossa viagem
E te tenho o convite pra agora
Acredite e viaje comigo
Estou indo embora pra bem distante
Talvez um retirante, errante, cigano
Sigamos, um instante, um plano
E tudo será permitido, até te amar, ou o invertido.
Alentejo, em Portugal, é lindo
E sei que tu viu também, o comercial!
Viaja comigo, vem comigo, pra Portugal...
A poesia não finda, se alonga, se demora...
Como tu, fazes ainda.
Desprezas o poeta!
Poetisa.
Pedro Torres
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sexta-feira, 8 de maio de 2009
A Verdade Absoluta
Há de refletir em nós, uma coisa
Uma delícia inesgotável, inegável, sem fim
De teses, sem paradigmas, irrefutável
Antíteses de uma mesma ciência...
D'antes quantos quilos de mentira, engolimos
D'outros que não souberam indagar
E creram no que viram, por experimentar
E descrentes quedaram, por não provar.
Soprar na pequena proveta, a arte
Pequenas gotas de vida, acasalar, ofício
Ver multiplicadas as células embrionárias, e corar
Padecer, de imaginar você, molécula adulta...
Aloprada, alienada, atéia, anarquistas...
O que tu buscas, por não querer, não conquistas.
Liberdade, um pensar que existe em um só mundo
Ou te purificas tão completamente bem a cabeça?
Se é não por querer então é vingança, de quem não te quis
E por um triz, a rima não te é devida, Phoenix sem asas...
Pra onde queres voar assim, com tanto peso a carregar?
Desfaz a tua mala, põe na sacola apenas o que necessitas.
E refletir o que seria, de levar consigo, em uma longa jornada
Afora, água, o que te seria primeira necessidade, ou classe...
Seria amar? Deduz então este desprezo, e joga fora
Todo o amor... Alguém, há de encontrar, e o reconhecerá em ti
E do que era nada, do caos, que se fez a luz?
É desta incendiária lâmpada de tantas velas
Que iluminou um pensamento, capaz, consciente
E se fez presente, durante todos os nossos dias, por um instante.
Esta é a Verdade Absoluta tão buscada
Não o que acreditamos ou provamos
Nessas nossas técnicas tão falhas, erramos e rompemos...
E reconstruímos, do que não podemos negar, o desconhecido, Ela.
Pedro Torres
Uma delícia inesgotável, inegável, sem fim
De teses, sem paradigmas, irrefutável
Antíteses de uma mesma ciência...
D'antes quantos quilos de mentira, engolimos
D'outros que não souberam indagar
E creram no que viram, por experimentar
E descrentes quedaram, por não provar.
Soprar na pequena proveta, a arte
Pequenas gotas de vida, acasalar, ofício
Ver multiplicadas as células embrionárias, e corar
Padecer, de imaginar você, molécula adulta...
Aloprada, alienada, atéia, anarquistas...
O que tu buscas, por não querer, não conquistas.
Liberdade, um pensar que existe em um só mundo
Ou te purificas tão completamente bem a cabeça?
Se é não por querer então é vingança, de quem não te quis
E por um triz, a rima não te é devida, Phoenix sem asas...
Pra onde queres voar assim, com tanto peso a carregar?
Desfaz a tua mala, põe na sacola apenas o que necessitas.
E refletir o que seria, de levar consigo, em uma longa jornada
Afora, água, o que te seria primeira necessidade, ou classe...
Seria amar? Deduz então este desprezo, e joga fora
Todo o amor... Alguém, há de encontrar, e o reconhecerá em ti
E do que era nada, do caos, que se fez a luz?
É desta incendiária lâmpada de tantas velas
Que iluminou um pensamento, capaz, consciente
E se fez presente, durante todos os nossos dias, por um instante.
Esta é a Verdade Absoluta tão buscada
Não o que acreditamos ou provamos
Nessas nossas técnicas tão falhas, erramos e rompemos...
E reconstruímos, do que não podemos negar, o desconhecido, Ela.
Pedro Torres
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terça-feira, 5 de maio de 2009
Saudade antecipada
Triste é a sina de quem vai
Pra longe de quem mais ama.
Se amor é ficar partindo
Leva consigo um coração, ainda
Esse órgão que não pensa, pulsa
E em cada pulsar seu, uma saudade
Jorra das veias desse poeta, cuja arte
É buscar a sorte sempre, noutra parte...
Lá do alto daquelas montanhas
Seco, de ar frio e poluído
Me lembrarei dos passarinhos
Que alimentei quando criança.
Lembro já das invernadas
Do meu recanto querido
Quando tudo era verdinho
E havia água nos rios e açudes
Esconder-me por entre as ramas
Verdinhas... Penso nelas e dói a alma
Tenho que alimentar a calma
Que alegria e felicidade eu deixo contigo...
O coração de quem caminha
Um caminhar sem destino, Criado!
Penar, fica boa e tira a sorte na moeda
Cara ou coroa, não importa, se fica inclinada...
Que merda precisar disso
Pra trocar por um pão qualquer
Não seria mais fácil, mulher
Plantar e colher o que come?
Ainda que da arte pura e linda
Viesse o alimento, nada seria
Mais belo que a liberdade
Da não economia, a verdade.
Que absoluto propormos ao menino
O querubim, iluminado, divino
Qualquer norte que se aproveite
Por tempero, uma canada de azeite...
Pedro Torres
Pra longe de quem mais ama.
Se amor é ficar partindo
Leva consigo um coração, ainda
Esse órgão que não pensa, pulsa
E em cada pulsar seu, uma saudade
Jorra das veias desse poeta, cuja arte
É buscar a sorte sempre, noutra parte...
Lá do alto daquelas montanhas
Seco, de ar frio e poluído
Me lembrarei dos passarinhos
Que alimentei quando criança.
Lembro já das invernadas
Do meu recanto querido
Quando tudo era verdinho
E havia água nos rios e açudes
Esconder-me por entre as ramas
Verdinhas... Penso nelas e dói a alma
Tenho que alimentar a calma
Que alegria e felicidade eu deixo contigo...
O coração de quem caminha
Um caminhar sem destino, Criado!
Penar, fica boa e tira a sorte na moeda
Cara ou coroa, não importa, se fica inclinada...
Que merda precisar disso
Pra trocar por um pão qualquer
Não seria mais fácil, mulher
Plantar e colher o que come?
Ainda que da arte pura e linda
Viesse o alimento, nada seria
Mais belo que a liberdade
Da não economia, a verdade.
Que absoluto propormos ao menino
O querubim, iluminado, divino
Qualquer norte que se aproveite
Por tempero, uma canada de azeite...
Pedro Torres
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Comunicação poligâmica
Se és tu, então somos nós sim, assim
Sem final feliz, não se compromete, um fim
A finalidade da comunicação, informática
Sem promiscuidade, poligamia de um só.
Sem nós, repreender astutos matutos
Que saem do mato, como feras, felinas...
E nos azoam com suas unhas
Desafiadas, sem gume.
Falar com várias vozes,
Velozes, como os vates vocejam
De um, sermos só poeira cósmica
Atear idéias no arrabalde da cidade
Que vicejam, por novidades...
De estamos num mesmo barco
Por onde tudo navegas, rosa dos ventos...
Sabe qual a tua estrela guia,
Talvez seja a mesma minha.
Poligamia eletrônica, novidade
Numa linha, multiplicidade, Criada!
Pensamentos de poeira cósmica
Tudo que restamos formados...
De uma galáxia próxima, viemos
Infinito círculo celeste, que vamos
Aterrissamos aqui, sem repentes
E brotaram muitas sementes, um veio
De únicas vertentes, rimadas
De uma comunicação, inconsequente.
Pedro Torres
Sem final feliz, não se compromete, um fim
A finalidade da comunicação, informática
Sem promiscuidade, poligamia de um só.
Sem nós, repreender astutos matutos
Que saem do mato, como feras, felinas...
E nos azoam com suas unhas
Desafiadas, sem gume.
Falar com várias vozes,
Velozes, como os vates vocejam
De um, sermos só poeira cósmica
Atear idéias no arrabalde da cidade
Que vicejam, por novidades...
De estamos num mesmo barco
Por onde tudo navegas, rosa dos ventos...
Sabe qual a tua estrela guia,
Talvez seja a mesma minha.
Poligamia eletrônica, novidade
Numa linha, multiplicidade, Criada!
Pensamentos de poeira cósmica
Tudo que restamos formados...
De uma galáxia próxima, viemos
Infinito círculo celeste, que vamos
Aterrissamos aqui, sem repentes
E brotaram muitas sementes, um veio
De únicas vertentes, rimadas
De uma comunicação, inconsequente.
Pedro Torres
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domingo, 3 de maio de 2009
A Construção das Verdades
Eu sou o problema doido
A cura do fato novo
Eu sou é o povo.
Da minha festa ninguém sabe
Poeta das palavras ásperas
Em certos ouvidos.
Para outros o grito
De liberdade e ação
Não só de pão, vivo.
Acredito na felicidade
Como direito de todos
Da cidade.
Pobre do Rico e do São
Que não recebeu o perdão
Jesus veio para os 'doentes'.
E crentes, quem não o são?
Os que se fazem dormentes,
E tapam os ouvidos!
O tumulto da Feira
Que já não sobreviveu
À falta de mercadoria.
Da poesia que falta
No esturricado Ser
Do Sertão.
A dor que não se sente
Em época de eleição
Do traído e abandonado.
Sou a criança faminta
No dia da criança
Festa de apartação.
O afeto do neto
De João e Josefa
Filhos do Coração.
Imaculada Conceição
A virgem da procissão
Da igreja patrocinada.
Dos poderosos o medo
De revelar o segredo
De viver sem um enredo.
Embalado numa rede
De grande balançar
Aprender a amar, O Ser tão...
A som do chocalho
Do bode fugitivo
Das garras da traição.
O marginal disfarçado
Desprezado e misturado
Com o povão.
A voz que ninguém cala
A chama que não se apaga
Paixão.
Pedro Torres
A cura do fato novo
Eu sou é o povo.
Da minha festa ninguém sabe
Poeta das palavras ásperas
Em certos ouvidos.
Para outros o grito
De liberdade e ação
Não só de pão, vivo.
Acredito na felicidade
Como direito de todos
Da cidade.
Pobre do Rico e do São
Que não recebeu o perdão
Jesus veio para os 'doentes'.
E crentes, quem não o são?
Os que se fazem dormentes,
E tapam os ouvidos!
O tumulto da Feira
Que já não sobreviveu
À falta de mercadoria.
Da poesia que falta
No esturricado Ser
Do Sertão.
A dor que não se sente
Em época de eleição
Do traído e abandonado.
Sou a criança faminta
No dia da criança
Festa de apartação.
O afeto do neto
De João e Josefa
Filhos do Coração.
Imaculada Conceição
A virgem da procissão
Da igreja patrocinada.
Dos poderosos o medo
De revelar o segredo
De viver sem um enredo.
Embalado numa rede
De grande balançar
Aprender a amar, O Ser tão...
A som do chocalho
Do bode fugitivo
Das garras da traição.
O marginal disfarçado
Desprezado e misturado
Com o povão.
A voz que ninguém cala
A chama que não se apaga
Paixão.
Pedro Torres
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sábado, 2 de maio de 2009
Deixar o Ser
Se no chão, terreno árido e semi nu
Expusera-se cada pedra que nos atrapalha
Queria eu, mútuo, destruirmos esta muralha
E não postergar mais essa enchente
Mergulhar no melhor aguardente, até resolver-se
E negar-lhe o que é mais puro e verdadeiro
É o caminhar, que de repente, aponta-se presente
Se a rima que aprendeste para dor
Já não queres incluir nos versos meus
Porque dos frutos o paladar seria proibido?
É o que sentes que não rimou? Ou não te era garantido...
Duradoura sina de poeta é viver partindo
Cada dia em versos seus, o passado diluído
Distribuir bocados de coração absoluto
Ver brotar no sertão esturricado, o amor...
Se conheces teu coração, nos enganamos
Nossos planos, riscados desse Ser, tão adormecido
É o não ficar-se preso, livremente
Vem de repente um só minuto, fica comigo
E o Ser, tão sertão, amadurecer-se um fruto, nosso...
Dou-te meu melhor abrigo e te afasto o perigo
Candeia que não se apaga, e não consome
Paixão com fome, viver tua sede
Lamber teu néctar, extasiar-se, na rede...
Fundir a cuca, e apaixonar-se definitivamente
Alcançar a imaginação tua, atear o fogo
E vir teu rosto rubro, feminino, nua...
A preferida entrada triunfal do destino
Coabitarmos, Cópula, Frutos, Filhos
Plural do amor meu.
Pedro Torres
Expusera-se cada pedra que nos atrapalha
Queria eu, mútuo, destruirmos esta muralha
E não postergar mais essa enchente
Mergulhar no melhor aguardente, até resolver-se
E negar-lhe o que é mais puro e verdadeiro
É o caminhar, que de repente, aponta-se presente
Se a rima que aprendeste para dor
Já não queres incluir nos versos meus
Porque dos frutos o paladar seria proibido?
É o que sentes que não rimou? Ou não te era garantido...
Duradoura sina de poeta é viver partindo
Cada dia em versos seus, o passado diluído
Distribuir bocados de coração absoluto
Ver brotar no sertão esturricado, o amor...
Se conheces teu coração, nos enganamos
Nossos planos, riscados desse Ser, tão adormecido
É o não ficar-se preso, livremente
Vem de repente um só minuto, fica comigo
E o Ser, tão sertão, amadurecer-se um fruto, nosso...
Dou-te meu melhor abrigo e te afasto o perigo
Candeia que não se apaga, e não consome
Paixão com fome, viver tua sede
Lamber teu néctar, extasiar-se, na rede...
Fundir a cuca, e apaixonar-se definitivamente
Alcançar a imaginação tua, atear o fogo
E vir teu rosto rubro, feminino, nua...
A preferida entrada triunfal do destino
Coabitarmos, Cópula, Frutos, Filhos
Plural do amor meu.
Pedro Torres
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Senhor meu!
Mandai vossos castigos todos para os meus pecados
Porque assumidamente eu os cometerei
Por minha livre vontade, ou já não totalmente minha...
Sou teu, Senhor dos meus dias intermináveis
Não me priva da liberdade de escolher
Cuida de mim como um dos teus cordeiros
Rasga minha carne, expõe minhas feridas e a dor
Deixo-me em Teus braços, como numa prece
Não para que ela regresse, mas que fique bem
Que durma bons sonos e sonhar comigo, seria bom
Eu te peço, antecipadamente, perdão
Pelos pecados que cometerei, por egoísta
Por desejar, sem ter ainda
Conhecer, me permita, ou não te autorizo a morada
Jamais, quererás um filho teu perdido?
Extorquir-te por um amor, me castigue, sem piedade
Eu não pedirei perdão por amar demasiadamente
E quanto é a dose de amor que posso?
Tu não amas infinitamente? É o que está escrito!
Não te desafio, porque inútil minha batalha
Tenho mais o que fazer e vou mover o mundo.
Mas não vou esquecer, nem um segundo
É querer sem medo, a sorte, a morte, tudo
Minha metade que se partiu, e ficou triste
Não pode dormir sem saber que existe
Aqui no meu peito uma razão de acreditar
O que de mais valor tem o poeta, arranca
Fica contigo, pra ti, compro uma carranca
Espanto os pesadelos de minha menina
E vou morar na idéia e efetivar um plano
Teu, meu Senhor dos meus dias infindos...
Dois de Maio de Dois Mil e Nove, 1:03h
Pedro Torres
Porque assumidamente eu os cometerei
Por minha livre vontade, ou já não totalmente minha...
Sou teu, Senhor dos meus dias intermináveis
Não me priva da liberdade de escolher
Cuida de mim como um dos teus cordeiros
Rasga minha carne, expõe minhas feridas e a dor
Deixo-me em Teus braços, como numa prece
Não para que ela regresse, mas que fique bem
Que durma bons sonos e sonhar comigo, seria bom
Eu te peço, antecipadamente, perdão
Pelos pecados que cometerei, por egoísta
Por desejar, sem ter ainda
Conhecer, me permita, ou não te autorizo a morada
Jamais, quererás um filho teu perdido?
Extorquir-te por um amor, me castigue, sem piedade
Eu não pedirei perdão por amar demasiadamente
E quanto é a dose de amor que posso?
Tu não amas infinitamente? É o que está escrito!
Não te desafio, porque inútil minha batalha
Tenho mais o que fazer e vou mover o mundo.
Mas não vou esquecer, nem um segundo
É querer sem medo, a sorte, a morte, tudo
Minha metade que se partiu, e ficou triste
Não pode dormir sem saber que existe
Aqui no meu peito uma razão de acreditar
O que de mais valor tem o poeta, arranca
Fica contigo, pra ti, compro uma carranca
Espanto os pesadelos de minha menina
E vou morar na idéia e efetivar um plano
Teu, meu Senhor dos meus dias infindos...
Dois de Maio de Dois Mil e Nove, 1:03h
Pedro Torres
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sexta-feira, 1 de maio de 2009
Passeio por aqui...
Saí de mim em um passeio
E o outrora desdito, será reescrito
Por nós, como um grito!
E até o infinito, vai admirar
Soluções de conflitos, Alimentar
De um coração aflito.
Sempre a eternizar
Nunca há de acabar
Não o que sinto.
É absinto, a tua presença
E a ausência, pura lembrança
Que me refaz criança, e sonhar.
Reiniciar o tempo e tudo zerar
E viver eternamente
Cada momento, perpetuar...
Quando o fim não termina
Sem um enredo, um tema
Sem dilema, eu fico.
De um infinito, bonito
De nós dois, o sentido
Certo de acontecer.
De perto ou de longe
Distância maldita, ou bendita
Me perco no pensar.
De ti a idade
De mim a saudade
De nós semelhança.
Espera doída,
Sentida e sofrida
E te namorar, de uma vez.
Pedro Torres
E o outrora desdito, será reescrito
Por nós, como um grito!
E até o infinito, vai admirar
Soluções de conflitos, Alimentar
De um coração aflito.
Sempre a eternizar
Nunca há de acabar
Não o que sinto.
É absinto, a tua presença
E a ausência, pura lembrança
Que me refaz criança, e sonhar.
Reiniciar o tempo e tudo zerar
E viver eternamente
Cada momento, perpetuar...
Quando o fim não termina
Sem um enredo, um tema
Sem dilema, eu fico.
De um infinito, bonito
De nós dois, o sentido
Certo de acontecer.
De perto ou de longe
Distância maldita, ou bendita
Me perco no pensar.
De ti a idade
De mim a saudade
De nós semelhança.
Espera doída,
Sentida e sofrida
E te namorar, de uma vez.
Pedro Torres
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