Não se cobra atenção, nem sentimento
Que se não vem por gosto não compensa.
Pois, se for pra valer que me convença
Não com frases, mas por comportamento.
Há dois fins naturais pra o sofrimento:
Ou uma espera ao final tem recompensa
(Pondo fim ao que lhe causava a ofensa)
Ou deleta-se o amor do pensamento!
Nunca é fácil acertar na decisão
Mas, o amor não nasceu pra o coração
Viver sempre sentindo, apenas, dor...
Quem espera demais um dia cansa
E eu não vou lhe fazer qualquer cobrança
Mas, não espere eu voltar quando eu me for!
Pedro Torres
terça-feira, 1 de abril de 2014
Último Porto!
Sem querer, sem sonhar, sem esperança
Decidiu por um fim na própria vida!
Que ninguém vive só de ter lembrança
E, estas, tem só quem tem vida vivida.
Sua alma vagava, assim, perdida
Prosseguindo no curso da mudança
Vegetando, com toda a segurança,
De quem luta batalha já vencida.
Dirigiu-se à beirada de um abismo
Esquecido da fé, do catecismo,
Consciente que iria ao último porto...
Com seus olhos vidrados no infinito
Sem amor, sem saudade, no seu grito
Quis matar-se, porém, já estava morto!
Pedro Torres
Decidiu por um fim na própria vida!
Que ninguém vive só de ter lembrança
E, estas, tem só quem tem vida vivida.
Sua alma vagava, assim, perdida
Prosseguindo no curso da mudança
Vegetando, com toda a segurança,
De quem luta batalha já vencida.
Dirigiu-se à beirada de um abismo
Esquecido da fé, do catecismo,
Consciente que iria ao último porto...
Com seus olhos vidrados no infinito
Sem amor, sem saudade, no seu grito
Quis matar-se, porém, já estava morto!
Pedro Torres
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Se não sabe a quem dar seu coração Eu prefiro sair da sua vida!
Se o melhor é amar que ser amado
Eu não tenho a pergunta pra resposta
Porque sei só de quem meu peito gosta
E que amor não é só ser desprezado.
Quem só tem uma dúvida do lado
É melhor ter certeza na partida
Que recíproca nunca é dividida
Com quem compra parcelas de ilusão
"Se não sabe a quem dar seu coração
Eu prefiro sair da sua vida!"
Pedro Torres
Mote da poetisa Lucélia Santos
Eu não tenho a pergunta pra resposta
Porque sei só de quem meu peito gosta
E que amor não é só ser desprezado.
Quem só tem uma dúvida do lado
É melhor ter certeza na partida
Que recíproca nunca é dividida
Com quem compra parcelas de ilusão
"Se não sabe a quem dar seu coração
Eu prefiro sair da sua vida!"
Pedro Torres
Mote da poetisa Lucélia Santos
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A saudade é essa lágrima Que escorre lenta na face
A saudade é essa lágrima
Que escorre lenta na face
Calada, quente, desliza
Desenhando aonde passe
As gravuras de uma lápide
Dum sonho que não renasce.
Pedro Torres
Que escorre lenta na face
Calada, quente, desliza
Desenhando aonde passe
As gravuras de uma lápide
Dum sonho que não renasce.
Pedro Torres
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Eu já sei que você não me merece Que esse teu coração não vale nada
Eu já sei que você não me merece
Que esse teu coração não vale nada
Mas, que posso fazer, minha adorada
Se esse meu coração nunca te esquece?
Pedro Torres
Que esse teu coração não vale nada
Mas, que posso fazer, minha adorada
Se esse meu coração nunca te esquece?
Pedro Torres
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domingo, 23 de março de 2014
Esperar
Todo o tempo que a vida demandar
Pra que eu possa dizer que fui feliz
(Pela hipótese de a vida não ter bis)
Eu prefiro, no amor, sempre esperar.
Porque o tempo não custa pra passar
E, no caso, não tem melhor juiz
Pois, o corte ou se torna cicatriz
Ou o amor que sangrou pode voltar.
Outro amor como o nosso não é fácil!
Não se imita o liquor da Flor do Lácio
E ter pressa não faz, antes, chegar...
Se a Saudade me segue maltratando
Eu te espero, ainda que sangrando,
Todo o tempo que a vida demandar!
Pedro Torres
Pra que eu possa dizer que fui feliz
(Pela hipótese de a vida não ter bis)
Eu prefiro, no amor, sempre esperar.
Porque o tempo não custa pra passar
E, no caso, não tem melhor juiz
Pois, o corte ou se torna cicatriz
Ou o amor que sangrou pode voltar.
Outro amor como o nosso não é fácil!
Não se imita o liquor da Flor do Lácio
E ter pressa não faz, antes, chegar...
Se a Saudade me segue maltratando
Eu te espero, ainda que sangrando,
Todo o tempo que a vida demandar!
Pedro Torres
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quarta-feira, 19 de fevereiro de 2014
Eu disfarço, pra não mostrar saudade, Muito embora eu esteja quase morto.
Ela é como a santa no altar
Do meu templo de amor que fiz abrigo
E esse laço de nós é tão antigo
Que mil eras não podem desatar.
Posso mil oceanos desbravar
Só encontro em seu colo algum conforto
Como bom marinheiro encontra o porto
Pra ancorar-se ao cair da tempestade
Eu disfarço, pra não mostrar saudade,
Muito embora eu esteja quase morto.
Pedro Torres
Do meu templo de amor que fiz abrigo
E esse laço de nós é tão antigo
Que mil eras não podem desatar.
Posso mil oceanos desbravar
Só encontro em seu colo algum conforto
Como bom marinheiro encontra o porto
Pra ancorar-se ao cair da tempestade
Eu disfarço, pra não mostrar saudade,
Muito embora eu esteja quase morto.
Pedro Torres
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segunda-feira, 17 de fevereiro de 2014
Dos espinhos...
Tantas idas e vindas confirmavam:
“- Nosso amor não morrera nas raízes!"
E a lembrança dos dias mais felizes
Eram flores bonitas que murchavam.
Sem distâncias perversas se podavam
Os espinhos da falta que ressoa
Que o passado ferindo, só magoa
Quem não planta esperança no presente
Se o passado voltasse, certamente
Não voltava somente a parte boa.
Nossos erros ficavam no passado
Numa campa de sonhos e carinhos
Adubando a esperança nos caminhos
Com o espinho da dúvida podado.
Na certeza do equívoco foi dado
Todo espaço do orgulho que maltrata
E esse nó na garganta só desata
No calor de um abraço, simplesmente
Se o passado voltasse pro presente
Eu matava a saudade que me mata.
Se assim fosse, também, nós dois seríamos
Mas, não somos e a "falta" não é minha
Meu castelo de sonhos, sem rainha,
Vira escombros do amor que construíamos.
Na aventura inocente que vivíamos
Não daria pra ter os dois caminhos
Encontrados no rumo dos carinhos
Com o amor adentrando em nossas portas
Hoje as flores sonhadas estão mortas
Num jardim de esperança sem espinhos
Pedro Torres
“- Nosso amor não morrera nas raízes!"
E a lembrança dos dias mais felizes
Eram flores bonitas que murchavam.
Sem distâncias perversas se podavam
Os espinhos da falta que ressoa
Que o passado ferindo, só magoa
Quem não planta esperança no presente
Se o passado voltasse, certamente
Não voltava somente a parte boa.
Nossos erros ficavam no passado
Numa campa de sonhos e carinhos
Adubando a esperança nos caminhos
Com o espinho da dúvida podado.
Na certeza do equívoco foi dado
Todo espaço do orgulho que maltrata
E esse nó na garganta só desata
No calor de um abraço, simplesmente
Se o passado voltasse pro presente
Eu matava a saudade que me mata.
Se assim fosse, também, nós dois seríamos
Mas, não somos e a "falta" não é minha
Meu castelo de sonhos, sem rainha,
Vira escombros do amor que construíamos.
Na aventura inocente que vivíamos
Não daria pra ter os dois caminhos
Encontrados no rumo dos carinhos
Com o amor adentrando em nossas portas
Hoje as flores sonhadas estão mortas
Num jardim de esperança sem espinhos
Pedro Torres
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domingo, 16 de fevereiro de 2014
"Depois..."
Nosso caso foi breve, passageiro
Mas, vivido com toda a intensidade
Que apesar de meu peito inda ferido
Eu não posso negar sentir saudade.
Fui sincero ao dizer que te amava
Pra você destruir o que era nosso
Pois, se queres que espere eternamente
Sinto muito, meu bem, mas, eu não posso!
Se quiser aventuras, "pegue o beco!"
Que não vou reclamar, de lábio seco,
Pela falta do beijo de nós dois...
Cada dor nessa vida tem seu preço
Mas, não posso ficar, se não mereço,
Nessa espera infinita de um depois.
Pedro Torres
Mas, vivido com toda a intensidade
Que apesar de meu peito inda ferido
Eu não posso negar sentir saudade.
Fui sincero ao dizer que te amava
Pra você destruir o que era nosso
Pois, se queres que espere eternamente
Sinto muito, meu bem, mas, eu não posso!
Se quiser aventuras, "pegue o beco!"
Que não vou reclamar, de lábio seco,
Pela falta do beijo de nós dois...
Cada dor nessa vida tem seu preço
Mas, não posso ficar, se não mereço,
Nessa espera infinita de um depois.
Pedro Torres
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quinta-feira, 13 de fevereiro de 2014
Ela
Minha vida sem ela não tem vida
Minha noite sem ela é sem luar
Minha alma sem ela não tem par
Minha dor, sem a dela, é suicida.
Minha ausência sem ela é garantida
Minha mágoa sem ela é de amargar
Minha praia sem ela não tem mar
Minha estrada sem ela é dividida
Minha busca sem ela não tem alma
Minha paz sem a dela não tem calma
Minha calma sem ela é agonia...
Tudo e nada na alma de um poeta
Não é nada se tudo lhe completa
E nada sou, sem ela, a poesia.
Pedro Torres
Minha noite sem ela é sem luar
Minha alma sem ela não tem par
Minha dor, sem a dela, é suicida.
Minha ausência sem ela é garantida
Minha mágoa sem ela é de amargar
Minha praia sem ela não tem mar
Minha estrada sem ela é dividida
Minha busca sem ela não tem alma
Minha paz sem a dela não tem calma
Minha calma sem ela é agonia...
Tudo e nada na alma de um poeta
Não é nada se tudo lhe completa
E nada sou, sem ela, a poesia.
Pedro Torres
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