Ela é como a santa no altar
Do meu templo de amor que fiz abrigo
E esse laço de nós é tão antigo
Que mil eras não podem desatar.
Posso mil oceanos desbravar
Só encontro em seu colo algum conforto
Como bom marinheiro encontra o porto
Pra ancorar-se ao cair da tempestade
Eu disfarço, pra não mostrar saudade,
Muito embora eu esteja quase morto.
Pedro Torres
quarta-feira, 19 de fevereiro de 2014
segunda-feira, 17 de fevereiro de 2014
Dos espinhos...
Tantas idas e vindas confirmavam:
“- Nosso amor não morrera nas raízes!"
E a lembrança dos dias mais felizes
Eram flores bonitas que murchavam.
Sem distâncias perversas se podavam
Os espinhos da falta que ressoa
Que o passado ferindo, só magoa
Quem não planta esperança no presente
Se o passado voltasse, certamente
Não voltava somente a parte boa.
Nossos erros ficavam no passado
Numa campa de sonhos e carinhos
Adubando a esperança nos caminhos
Com o espinho da dúvida podado.
Na certeza do equívoco foi dado
Todo espaço do orgulho que maltrata
E esse nó na garganta só desata
No calor de um abraço, simplesmente
Se o passado voltasse pro presente
Eu matava a saudade que me mata.
Se assim fosse, também, nós dois seríamos
Mas, não somos e a "falta" não é minha
Meu castelo de sonhos, sem rainha,
Vira escombros do amor que construíamos.
Na aventura inocente que vivíamos
Não daria pra ter os dois caminhos
Encontrados no rumo dos carinhos
Com o amor adentrando em nossas portas
Hoje as flores sonhadas estão mortas
Num jardim de esperança sem espinhos
Pedro Torres
“- Nosso amor não morrera nas raízes!"
E a lembrança dos dias mais felizes
Eram flores bonitas que murchavam.
Sem distâncias perversas se podavam
Os espinhos da falta que ressoa
Que o passado ferindo, só magoa
Quem não planta esperança no presente
Se o passado voltasse, certamente
Não voltava somente a parte boa.
Nossos erros ficavam no passado
Numa campa de sonhos e carinhos
Adubando a esperança nos caminhos
Com o espinho da dúvida podado.
Na certeza do equívoco foi dado
Todo espaço do orgulho que maltrata
E esse nó na garganta só desata
No calor de um abraço, simplesmente
Se o passado voltasse pro presente
Eu matava a saudade que me mata.
Se assim fosse, também, nós dois seríamos
Mas, não somos e a "falta" não é minha
Meu castelo de sonhos, sem rainha,
Vira escombros do amor que construíamos.
Na aventura inocente que vivíamos
Não daria pra ter os dois caminhos
Encontrados no rumo dos carinhos
Com o amor adentrando em nossas portas
Hoje as flores sonhadas estão mortas
Num jardim de esperança sem espinhos
Pedro Torres
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domingo, 16 de fevereiro de 2014
"Depois..."
Nosso caso foi breve, passageiro
Mas, vivido com toda a intensidade
Que apesar de meu peito inda ferido
Eu não posso negar sentir saudade.
Fui sincero ao dizer que te amava
Pra você destruir o que era nosso
Pois, se queres que espere eternamente
Sinto muito, meu bem, mas, eu não posso!
Se quiser aventuras, "pegue o beco!"
Que não vou reclamar, de lábio seco,
Pela falta do beijo de nós dois...
Cada dor nessa vida tem seu preço
Mas, não posso ficar, se não mereço,
Nessa espera infinita de um depois.
Pedro Torres
Mas, vivido com toda a intensidade
Que apesar de meu peito inda ferido
Eu não posso negar sentir saudade.
Fui sincero ao dizer que te amava
Pra você destruir o que era nosso
Pois, se queres que espere eternamente
Sinto muito, meu bem, mas, eu não posso!
Se quiser aventuras, "pegue o beco!"
Que não vou reclamar, de lábio seco,
Pela falta do beijo de nós dois...
Cada dor nessa vida tem seu preço
Mas, não posso ficar, se não mereço,
Nessa espera infinita de um depois.
Pedro Torres
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quinta-feira, 13 de fevereiro de 2014
Ela
Minha vida sem ela não tem vida
Minha noite sem ela é sem luar
Minha alma sem ela não tem par
Minha dor, sem a dela, é suicida.
Minha ausência sem ela é garantida
Minha mágoa sem ela é de amargar
Minha praia sem ela não tem mar
Minha estrada sem ela é dividida
Minha busca sem ela não tem alma
Minha paz sem a dela não tem calma
Minha calma sem ela é agonia...
Tudo e nada na alma de um poeta
Não é nada se tudo lhe completa
E nada sou, sem ela, a poesia.
Pedro Torres
Minha noite sem ela é sem luar
Minha alma sem ela não tem par
Minha dor, sem a dela, é suicida.
Minha ausência sem ela é garantida
Minha mágoa sem ela é de amargar
Minha praia sem ela não tem mar
Minha estrada sem ela é dividida
Minha busca sem ela não tem alma
Minha paz sem a dela não tem calma
Minha calma sem ela é agonia...
Tudo e nada na alma de um poeta
Não é nada se tudo lhe completa
E nada sou, sem ela, a poesia.
Pedro Torres
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quarta-feira, 12 de fevereiro de 2014
Recolho-me humildemente À minha insignificância...
Recolho-me humildemente
À minha insignificância...
Toda vez que um prepotente
Por vaidade ou por ganância
Tenta impor suas virtudes
Goela abaixo com arrogância!
Pedro Torres
À minha insignificância...
Toda vez que um prepotente
Por vaidade ou por ganância
Tenta impor suas virtudes
Goela abaixo com arrogância!
Pedro Torres
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Essência
Como a rosa perfuma a mão que a esmaga
A minh'alma perdoa os teus deslizes
Porque amor que não morre, e tem raízes
Faz a essência, no peito, encontrar vaga.
Se a distância nos fere feito a adaga
Da lembrança dos dias mais felizes
É provável que as nossas cicatrizes
Sejam marcas que o tempo nunca apaga.
E "quem sabe?" o destino, mais na frente,
Une os rastros de dor que fez da gente
Andarilhos do amor, sem vaidade...
E no abraço acalmando os meus anseios
Eu devolva no ardor entre teus seios,
Uma lágrima de amor ...e de Saudade!
Pedro Torres
A minh'alma perdoa os teus deslizes
Porque amor que não morre, e tem raízes
Faz a essência, no peito, encontrar vaga.
Se a distância nos fere feito a adaga
Da lembrança dos dias mais felizes
É provável que as nossas cicatrizes
Sejam marcas que o tempo nunca apaga.
E "quem sabe?" o destino, mais na frente,
Une os rastros de dor que fez da gente
Andarilhos do amor, sem vaidade...
E no abraço acalmando os meus anseios
Eu devolva no ardor entre teus seios,
Uma lágrima de amor ...e de Saudade!
Pedro Torres
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segunda-feira, 10 de fevereiro de 2014
Mas, duvido esquecer do beijo meu Quando a boca encostar em outro alguém!
"Tudo bem!" vá provar dos mil sabores
Que essa vida de amores sempre oferta
Mas, nem pense em achar a porta aberta
Onde foram trancadas minhas dores.
Se a saudade quiser causar pavores
Eu não deixo, pra não virar refém
Se teu peito esqueceu, pois, "tudo bem!"
Também finjo que o meu te esqueceu...
"Mas, duvido esquecer do beijo meu
Quando a boca encostar em outro alguém!"
Pedro Torres
Mote de Dayane Lopes
Que essa vida de amores sempre oferta
Mas, nem pense em achar a porta aberta
Onde foram trancadas minhas dores.
Se a saudade quiser causar pavores
Eu não deixo, pra não virar refém
Se teu peito esqueceu, pois, "tudo bem!"
Também finjo que o meu te esqueceu...
"Mas, duvido esquecer do beijo meu
Quando a boca encostar em outro alguém!"
Pedro Torres
Mote de Dayane Lopes
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Acho muito quem dá pouco A quem não merece ter
Acho muito quem dá pouco
A quem não merece ter
Porque o espinho que nos fere
Tá na flor do bem querer
E o cheiro dela machuca
Onde a saudade bater.
Pedro Torres
A quem não merece ter
Porque o espinho que nos fere
Tá na flor do bem querer
E o cheiro dela machuca
Onde a saudade bater.
Pedro Torres
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És a minha esperança renovada.
Posso até parecer precipitado
Mas, a gente já sabe disso tudo
Que você não se ilude, e eu não me iludo
Pois trazemos, os dois, um machucado..
Chega assusta a palavra "apaixonado"
Mas, minh'alma se sente enamorada
Pela flor mais bonita e delicada
Que essa vida plantou no meu jardim
E hoje quero cuidar, porque pra mim
És a minha esperança renovada.
Pedro Torres
Mas, a gente já sabe disso tudo
Que você não se ilude, e eu não me iludo
Pois trazemos, os dois, um machucado..
Chega assusta a palavra "apaixonado"
Mas, minh'alma se sente enamorada
Pela flor mais bonita e delicada
Que essa vida plantou no meu jardim
E hoje quero cuidar, porque pra mim
És a minha esperança renovada.
Pedro Torres
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domingo, 9 de fevereiro de 2014
Sem saber que sentiria Fome até de bucho cheio!
Talvez o cheiro que empaca
Na narina e no juízo
Faça o verso de improviso
Sair com a rima fraca...
Que a saudade é como faca
Repartindo o pão no meio
Onde alguém num gesto feio
Quer sempre a maior fatia
Sem saber que sentiria
Fome até de bucho cheio!
Vivo repleto de nada
De vazio, de ilusões
Fazendo metamorfose
De algumas decepções
Ando à estrada sem seguro
Me iluminando no escuro
Ao largo, às vezes, do dia
Não sei ser bom nem ruim
E quando não caibo em mim
Me derramo em poesia.
Pedro Torres
Na narina e no juízo
Faça o verso de improviso
Sair com a rima fraca...
Que a saudade é como faca
Repartindo o pão no meio
Onde alguém num gesto feio
Quer sempre a maior fatia
Sem saber que sentiria
Fome até de bucho cheio!
Vivo repleto de nada
De vazio, de ilusões
Fazendo metamorfose
De algumas decepções
Ando à estrada sem seguro
Me iluminando no escuro
Ao largo, às vezes, do dia
Não sei ser bom nem ruim
E quando não caibo em mim
Me derramo em poesia.
Pedro Torres
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