segunda-feira, 30 de setembro de 2013

Nosso amor é um pronome dividido Na pronúncia fiel dos corações

Nosso amor é um pronome dividido
Na pronúncia fiel dos corações
Dividindo no peito os arranhões
Que um se fere se o outro for ferido.
Nosso amor pra nós dois tem garantido
Dias frios em dias de calor
E um sorriso forçado para a dor
De quem sente saudade sem dizer
De tal forma que a gente pode ver
Quanto é grande e bonito o nosso amor

Pedro Torres

domingo, 29 de setembro de 2013

Que uma lágrima caindo Não tem como ser fingida.

No silêncio que antecede
O momento da partida
É fácil ver a saudade
Na face ser refletida
Que uma lágrima caindo
Não tem como ser fingida.

Pedro Torres

Morre uma parte de mim Cada vez que você parte.

Metade de mim se alegra
Quando você se aproxima
Mas, o mar nunca termina
Na onda quando se quebra...
Pois, sempre fica a saudade
Morando em outra metade
E ainda que a gente se farte
De cheiro, amor, tudo enfim,
Morre uma parte de mim
Cada vez que você parte.

Pedro Torres

Amor

Espera vã de ver-te uma alma boa!
Como quem, de esperar milagre ...ímãs
De dor ...restasse n'outras tantas lágrimas
Por alguém, que somente nos magoa.

Como a vespa que com ferrão ferroa
E guarda o ferrão para, novamente,
Causar-nos dor ...de modo tão indiferente
Que o perdão fere e corta a quem perdoa.

Sem pudor ...ou sem nada que lhe valha
Agir simples, de quem da dor gargalha,
Como se inerte em si ...da mesma dor.

Se amor doesse... Quem lhe causaria,
Se, assim, soubesse a dor que sentiria
E se entregaria ainda ao mesmo amor?

Pedro Torres

sexta-feira, 27 de setembro de 2013

Política(gem)

Política é a arte de ser na cidade
Bem mais que um elo de ideias contrárias
E não, tão somente, forças partidárias,
Unidas em busca da "felicidade".

Que cada indivíduo forma as coronárias
Do tecido vivo da diversidade
Unidos na luta, co'a finalidade,
De juntos vencerem "as mãos" arbitrárias.

Dizer-se (sem ser) povo é demagogia
Mas, há quem se valha dessa hipocrisia
De vender o velho como sendo o novo...

E, "politicalhas", nas urnas, eu noto
Vendendo mentira, só pra comprar voto
Quando é pra pagar, quem paga é o povo!

Pedro Torres

E as hienas políticas gargalham Na carcaça funérea da justiça.

Os leões dos pacíficos protestos
Na eleição viram "mulas num curral"
E os chacais do congresso nacional
Formam bandos corru(PT)os, desonestos.
Mensaleiro, em brasília, come restos
Que a justiça apodrece e forma a "liça"
Pros que vivem somente da carniça
Do suor dos honestos que trabalham
"E as hienas políticas gargalham
Na carcaça funérea da justiça."

Pedro Torres
Mote de Fernando Leite

quinta-feira, 26 de setembro de 2013

Talvez

Talvez fosse querer negar o amor
Talvez fosse fugir da situação
Talvez fosse calar-se o coração
Pra talvez, nunca mais sentir-se dor.

Talvez fosse na chaga mais precisa
Outro corte que arranha, e na razão
Se encontrasse a navalha do senão
Na razão do que nunca cicatriza.

Talvez fosse por medo, ou fantasia
Ou talvez jamais queira que queria
Ver meus olhos minando uma outra vez

Talvez fosse uma história muito linda
Talvez fosse um amor que nunca finda
Quando finda-se o amor, mas só talvez.

Pedro Torres

quarta-feira, 25 de setembro de 2013

Não que eu seja um 'sabe tudo' Mas, inda deixo uma canja

Não que eu seja um 'sabe tudo'
Mas, inda deixo uma canja
Pra não passar por ridículo
Agindo feito um laranja
Não queira ser mais que os outros
Naquilo que nada manja.

Pedro Torres

Desiludo-me, vagarosamente,

Desiludo-me, vagarosamente,
Não na rapidez que a ilusão me atinge
Um como intervalo entre realidades
Por onde passa a dor que a mim me cinge
Feito poeta mente a dor que sente
Dor que, deveras, ele sente e finge.

Pedro Torres

segunda-feira, 23 de setembro de 2013

Se por acaso a distância Ameaçar nosso laço

Se por acaso a distância
Ameaçar nosso laço
E uma saudade apertar
De te vencer no cansaço
Desata o nó da garganta
E me amarra no teu abraço.

Pedro Torres