sexta-feira, 11 de janeiro de 2013

O ruim é ter ciúme Daquilo que não é seu

O perfume se acaba e fica o cheiro enganador no frasco.

Quando alguém lhe aparece
E lhe causa um calafrio
Até mesmo o amor mais frio
Com esse frio se aquece
É que a gente nunca esquece
Do que já lhe pertenceu
Feito um cheiro que morreu
Em um frasco de perfume
O ruim é ter ciúme
Daquilo que não é seu*

Pedro Torres

Frase publicada pela amiga Victoria Chiavelli

Aniversário de 2 anos do Balaio Cultural de Tuparetama

Pra quem tá na região
Um evento imperdível
Uma atração tão incrível
Que tem lá no meu sertão
Tem poesia de montão
Poetas declamadores
Tem também os cantadores
De repente de viola
As dores todas consola
E você fica sem dores

Pedro Torres


Se você pode ir vá, 'perda' não!

O amor é um pó fertilizante Adubando a raiz do coração

No mote do padrinho Poeta Manoel Filó:

No jardim de esperanças de um peito
Na raiz de um amor que lhe aflora
Se regar só saudade ele chora
Também murcha na falta de respeito
Pra zelar um amor tem um preceito
É cuidar das raízes da paixão
Se você tratar bem dessa emoção
Cresce forte, sadio e vibrante
O amor é um pó fertilizante
Adubando a raiz do coração

Se o amor padecer na tempestade
Os efeitos de um clima adverso
Se o tempo lhe parecer perverso
Adubando o amor só com vontade
Pode logo o caule da saudade
Não permita que cresça a solidão
Dê um abraço à primeira ocasião
E um beijo que é revigorante
O amor é um pó fertilizante
Adubando a raiz do coração

Pedro Torres

quinta-feira, 10 de janeiro de 2013

Só fecharam as portas da casa do povo Pra que o povo lá não pudesse entrar

Em um ato insano, vil e covarde
Estes reis da mentira bem forjada
Já deixaram esperança isolada
À torrar sob o sol da meia-tarde
Mas, a chama acesa ainda arde
Vendo isso não pode se apagar
Pois quem só prometeu tudo mudar
Tá fazendo de novo um erro novo
Só fecharam as portas da casa do povo
Pra que o povo lá não pudesse entrar

A mentira eu sei tem pernas tortas
Mas, caminha veloz feito uma puma
E debaixo desse colchão de pluma
Esconderam esperanças quase mortas
Em jardins que não se irrigam hortas
É difícil um sonho ali brotar
E o jardim que não querem irrigar
Pra impedir de brotar ali renovo?
Só fecharam as portas da casa do povo
Pra que o povo lá não pudesse entrar

Pedro Torres

Como pode o 'amor' ser esse frio, Se não tem uma 'Antárctica' pra apagar?

Falam tanto do frio na barriga
Que acontece em nós quando se ama
Eu bem sei que é um dizer de fama
E não quero causar nenhuma intriga
Mas, o fogo do amor que nos obriga
E nos bate queimando sem cessar
Na urgência mais doida de se amar
Nos fazendo queimar em desvario
Como pode o 'amor' ser esse frio,
Se não tem uma 'Antárctica' pra apagar?

Pedro Torres

Que poeta é um louco, muito embora, O que canta não o faz por teoria

No tema sugerido pela amiga Núbia Morais Marcolino, com a participação da poetisa Dayane Rocha a gente desenvolveu a ideia e eu fiz:

O poeta é um louco sonhador
Que sentindo uma dor que não é sua
Rasga a alma da gente e deixa nua
Pra expor cicatrizes do amor
...'É servir a quem vence o vencedor'
Já dizia Camões na poesia
Se foi bom, se sentiu muita alegria
Se doeu, Se chorou, pois também chora
Que poeta é um louco, muito embora,
O que canta não o faz por teoria

Pedro Torres

O poeta é um ser iluminado
Traz na verve poética as decisões
Ele habita um mundo de ilusões
Que o leva a um lugar inusitado
Tem que está no presente e no passado
Pra o futuro faz sua profecia
Pode ser na tristeza ou alegria
Dia ou noite não lhe importa a hora
Que poeta é um louco, muito embora,
O que canta não o faz por teoria.

Carlos Aires

E matarmos depois vontade à míngua Enterrando de vez todos penares.

Um querer de se amar que inda teima
Nos queimar de desejo em plena tarde
Um calor de se amar que chega arde
Nesse beijo gostoso que nos queima
No castelo do amor a gente reina
Trabalhando os dois em pulsos pares
Pra mandarmos tristeza pelos ares
Em um beijo gostoso e de língua
E matarmos depois vontade à míngua
Enterrando de vez todos penares.

Pedro Torres

No galope com a poetisa Dayane Rocha

No galope com a poetisa Dayane Rocha a gente fez:

P. Olhando a beleza da lua de agosto
D. Eu vejo São Jorge tão forte guerreiro
P. E fico penando lembrando teu cheiro
D. No doce sabor que tinha teu gosto
P. E a brisa soprando suave no rosto
D. Ainda me lembro do teu doce olhar
P. A coisa mais linda de se admirar
D. Que fez me perder na doce ilusão
P. Sentindo no corpo aquela vibração
D. Me afoguei de amores na beira do mar

P. Olhando a beleza da lua de agosto
D. Eu vejo São Jorge tão forte guerreiro
P. E fico penando lembrando teu cheiro
D. No doce sabor que tinha teu gosto
P. E a brisa soprando suave no rosto
D. Ainda me lembro do teu doce olhar
P. A coisa mais linda de se admirar
D. Que fez me perder na doce ilusão
P. Sentindo no corpo aquela vibração
D. Me afoguei de amores na beira do mar

Dayane Rocha e Pedro Torres

Hoje encontrei chorando Quem riu de mim no passado.

Numa frase passada pra mim pela amiga Victoria Santana Chiavelli eu fiz:

Dediquei todo carinho
A alguém que não me quis
E eu tentando ser feliz
Vou seguindo o meu caminho
Como as águas do moinho
Aceito o meu legado
Com o peito cicatrizado
Sigo feliz e cantando
Hoje encontrei chorando
Quem riu de mim no passado.

Pedro Torres

Esquecendo o que passou
Eu tento seguir a vida
E essa dor adormecida
Nunca mais me perturbou
Amo quem sempre me amou
Continuo sendo amado
Sem viver incomodado
Nem também incomodando
Eu hoje encontrei chorando
Quem riu de mim no passado.

Cicinho Moura

Se não queres a mim me dar carinho Vou gozando a vida em liberdade

Como o rio que passa no meu peito
Vou vivendo do rio que passou
Estas águas do querer que hoje estou
É tentando encontrar um novo leito
Se esquecer do que passa não tem jeito
Eu navego com fé e com vontade
Desviando as torrentes de saudade
Pelas curvas perigosas do caminho
Se não queres a mim me dar carinho
Vou gozando a vida em liberdade

Pedro Torres

O poeta Danillo Barbosa fez no mote:

Se nós fomos felizes algum dia
Desse dia eu nem me lembro mais
Emoções entre nós não são iguais
E não há o sentimento que havia
Se um dia já foi tudo alegria
Já não ha entre nós cumplicidade
E o amor não é mais uma verdade
Se era flor hoje só sobrou espinho
Se não queres a mim me dar carinho
Vou gozar minha vida em liberdade

Danillo Barbosa