Tentamos dizer alguma coisa no mote da poetisa Mariana Véras:
Derrubei os portais da eternidade
Arriscando morrer sem ter amor
E saíram estas estrofes:
Te amei por mil anos, mais ou menos
nas loucuras profundas dos meus sonhos
me recordo dos teus lábios risonhos
somos partes de um só, e nos sabemos
o momentos felizes que perdemos
hoje em dia não têm tanto valor
me tornei mais um ébrio sonhador
perambulo entre os becos da cidade
Derrubei os portais da eternidade
Arriscando morrer sem ter amor
Poeta Henrique Brandão
Nos meandros de um verso dividido
De um romance que hoje tu sonegas
Por casinhos miúdos, tão piegas
Vi meu peito ferir-se sem sentido
Me negaste um amor de ser vivido
Mas, não podes negar ser minha dor
Se obstáculos haviamos por transpor
Eu fiquei na barreira da saudade
"Derrubei os portais da eternidade
Arriscando morrer sem ter amor"
Pedro Torres
Nós criamos, nós mesmos a paisagem
De um íntimo amor, vivido oculto
E muitas vezes eu vi meu próprio vulto
Refletindo em seus olhos minha imagem
Quando eu quis dar adeus faltou coragem,
Quado eu quis lhe beijar faltou sabor,
No abraço final faltou calor
E na frase do adeus faltou verdade
Derrubei os portais da eternidade
Arriscando morrer sem ter amor
Dudu Morais
E disse magistralmente a poetisa Mariana Véras derrubando tudo:
Eu julgava meu corpo protegido
Dos amores, daqueles que vivi
Algum tempo depois não discerni
A altura do erro cometido
Não vivi um amor correspondido
Mas me pus totalmente ao seu dispor
Reclamei que você não deu valor
Mas prendi meu desejo na saudade
Derrubei os portais da eternidade
Arriscando morrer sem ter amor
Mariana Véras
sexta-feira, 2 de novembro de 2012
Dos abraços
Hoje vi uma reportagem em algum lugar que dizia serem os pernambucanos o povo mais carinhoso do mundo. Achei arretada a matéria, e pensei em homenagear esse cientista. Imaginei rapidamente quantas podem ser as formas de abraços, e pensei:
Abraço de palavras
Abraços apertados, abraços de paixão
Abraços de namorados, abraço com tesão
Abraços longos, demorados, ou abração
Abraço carinhoso, abraço sem pretensão
Abraço de amigos, abraço de coração
Abraço de amizade, abraço pela metade
Abraços de reencontro, abraços de partida
Abraços de saudade, abraços de despedida
Abraços fortes, abraços fracos
Abraços terrenos e intergaláticos
Abraços de chuva, ah! os abraços de chuva..
Abraços de dia, abraços de lua
Abraços em casa, abraços na rua
Abraço rapidinho, abraço de lado
Abraço por abraço, abraço de irmão
Abraço fraterno, abraço antigo
Abraço moderno, abraço no inimigo
Quando se quer 'a paz'
Se quer saber do abraço
Faça do jeito que faço
Procure abraçar mais
Pedro Torres
Abraço de palavras
Abraços apertados, abraços de paixão
Abraços de namorados, abraço com tesão
Abraços longos, demorados, ou abração
Abraço carinhoso, abraço sem pretensão
Abraço de amigos, abraço de coração
Abraço de amizade, abraço pela metade
Abraços de reencontro, abraços de partida
Abraços de saudade, abraços de despedida
Abraços fortes, abraços fracos
Abraços terrenos e intergaláticos
Abraços de chuva, ah! os abraços de chuva..
Abraços de dia, abraços de lua
Abraços em casa, abraços na rua
Abraço rapidinho, abraço de lado
Abraço por abraço, abraço de irmão
Abraço fraterno, abraço antigo
Abraço moderno, abraço no inimigo
Quando se quer 'a paz'
Se quer saber do abraço
Faça do jeito que faço
Procure abraçar mais
Pedro Torres
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A penumbra da noite denuncia a saudade no peito do poeta
Num ambiente poético em que tudo parecia conspirar para se sentir saudade, a poetisa Mariana Véras deu o mote:
A penumbra da noite denuncia,
A saudade no peito do poeta.
Eu disse primeiro, invertendo o mote:
Fluem versos com mais facilidade
Nossas rimas parecem mais precisas
E as sentenças do verso mais concisas
Demonstrando uma grande habilidade
De repente, se altera a claridade
Vem neblina, e a praça se esvazia,
Quando tudo se acalma e o tempo esfria
Faz silêncio e tudo se aquieta
A saudade no peito do poeta
A penumbra da noite denuncia
Continuando os versinhos descrevendo as cenas do cotidiano do sertão eu disse em seguida:
Toda a tarde é de muita alegria
Namorados se encontram pela praça
Trocam beijos, carícias, fazem graça
Paquerando um universo de magia
Noutro instante chega a calmaria
Fica vazia a praça antes repleta
E o cupido já não atinge a meta
Quando o sol ameaça um outro dia
A penumbra da noite denuncia
A saudade no peito do poeta
Quando o escuro do dia se aproxima
E o barulho da vida se arrefece
Não é noite, nem dia, mais parece
Uma pausa que Deus botou no clima
Pensamentos se fundem numa rima
Nossa alma se faz mais inquieta
Na lembrança uma cena se completa
Nesse instante que nasce a poesia
"A penumbra da noite denuncia
A saudade no peito do poeta"
Pedro Torres
A penumbra da noite denuncia,
A saudade no peito do poeta.
Eu disse primeiro, invertendo o mote:
Fluem versos com mais facilidade
Nossas rimas parecem mais precisas
E as sentenças do verso mais concisas
Demonstrando uma grande habilidade
De repente, se altera a claridade
Vem neblina, e a praça se esvazia,
Quando tudo se acalma e o tempo esfria
Faz silêncio e tudo se aquieta
A saudade no peito do poeta
A penumbra da noite denuncia
Continuando os versinhos descrevendo as cenas do cotidiano do sertão eu disse em seguida:
Toda a tarde é de muita alegria
Namorados se encontram pela praça
Trocam beijos, carícias, fazem graça
Paquerando um universo de magia
Noutro instante chega a calmaria
Fica vazia a praça antes repleta
E o cupido já não atinge a meta
Quando o sol ameaça um outro dia
A penumbra da noite denuncia
A saudade no peito do poeta
Quando o escuro do dia se aproxima
E o barulho da vida se arrefece
Não é noite, nem dia, mais parece
Uma pausa que Deus botou no clima
Pensamentos se fundem numa rima
Nossa alma se faz mais inquieta
Na lembrança uma cena se completa
Nesse instante que nasce a poesia
"A penumbra da noite denuncia
A saudade no peito do poeta"
Pedro Torres
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Falta energia no Sertão
Conversando com a poetisa Mariana Véras eu pedi que me falasse de desagradável da minha terrinha que me fizesse diminuir a saudade. Ela disse que tava faltando energia. Mas, ao invés de amenizar meu aperreio, tudo ficou pior, porque lá no meu sertão quando falta a eletricidade o mundo fica ainda mais bonito à noite. Pra completar, como um golpe de misericórdia, a poetisa disse: Meu avô também não gostava da eletricidade. Pedia pra desligarem a TV e virem assistir na varanda 'sob um teto de estrelas'.
Eu fui obrigado a dizer, ainda que pobremente, estas linhas:
Quando lá no meu sertão
À noite falta energia
Matuto faz poesia
Conversando no oitão
Proseando a escuridão
'Sob um teto de estrelas'
Desejando tanto tê-las
Tentam alcaçar com a mão
E, por ser grande a imensidão,
Eles se contentam em vê-las
Pedro Torres
Eu fui obrigado a dizer, ainda que pobremente, estas linhas:
Quando lá no meu sertão
À noite falta energia
Matuto faz poesia
Conversando no oitão
Proseando a escuridão
'Sob um teto de estrelas'
Desejando tanto tê-las
Tentam alcaçar com a mão
E, por ser grande a imensidão,
Eles se contentam em vê-las
Pedro Torres
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Poesias Repartidas
Poeta Manoel Xudu
Quando chega a estiagem
Nosso sertão perde o brilho
O pai por causa do filho
Vai trabalhar na rodagem
O mais velho sem coragem
Chama a mãe e pede um pão
A mãe sem ter um tostão
Abraça o filho chorando
E o vegetal se queimando
Na calma azul do sertão
Poeta Manoel Xudu
Nosso sertão perde o brilho
O pai por causa do filho
Vai trabalhar na rodagem
O mais velho sem coragem
Chama a mãe e pede um pão
A mãe sem ter um tostão
Abraça o filho chorando
E o vegetal se queimando
Na calma azul do sertão
Poeta Manoel Xudu
Marcadores:
Decanto de Poetas
Quadrinhas de momento
Quadrinhas de momento
Não adianta me desprezar
Que eu sei tu te comoves
Depois não venhas chorar
As lágrimas que tu promoves
Eu tanto lhe tenho amor
Que tudo quanto queria
Era sentir o sabor
Do que tens de poesia
Pedro Torres
Não adianta me desprezar
Que eu sei tu te comoves
Depois não venhas chorar
As lágrimas que tu promoves
Eu tanto lhe tenho amor
Que tudo quanto queria
Era sentir o sabor
Do que tens de poesia
Pedro Torres
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Poesias Repartidas
De volta à terrinha
Ao cair da noite, quando tudo lhe sufoca, uma saudade da minha terrinha invadiu o terreno do meu peito e saiu este versinho:
Sai de lá muito cedo
Vim morar na capital
Pra sorte não ser fatal
Eu descobri um segredo:
Basta não sentir medo
Enfrentar com alegrias
O expandir-se dos dias
Que tudo logo se encerra
E voltas pra tua terra
Pra viver de poesias
Pedro Torres
"Se quiser sentir saudade"
Vá morar na capital
Viaje pela *progresso
Deixe o seu torrão natal
Passe lá pra mais de ano
Você me diz no final.
Pedro Torres
*Cia de transporte interestadual do meu estado.
Sai de lá muito cedo
Vim morar na capital
Pra sorte não ser fatal
Eu descobri um segredo:
Basta não sentir medo
Enfrentar com alegrias
O expandir-se dos dias
Que tudo logo se encerra
E voltas pra tua terra
Pra viver de poesias
Pedro Torres
"Se quiser sentir saudade"
Vá morar na capital
Viaje pela *progresso
Deixe o seu torrão natal
Passe lá pra mais de ano
Você me diz no final.
Pedro Torres
*Cia de transporte interestadual do meu estado.
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O teu riso tem o vigor da onda quando arrebenta.
Ofertei um mote à poetisa Mariana Véras, por quem me apaixonei desde o primeiro verso e virei seu fã de carteirinha e eu disse:
No olhar dois diamantes
No semblante a poesia
Em s’ua face, a alegria
Dos poetas delirantes
Os cheiros mais deslumbrantes
De campos verdes de menta
Que a força de uma tormenta
Espalhou todo o olor
Seu riso tem o vigor
Da onda quando arrebenta.
Pedro Torres
Fui poeta navegante
Por entre mares bravios
Cruzei oceanos e rios
Como marinheiro errante
Depois vi no seu semblante
A tempestade violenta
Mais brava que a tormenta
*Da procela em seu furor,
Teu riso tem o vigor
Da onda quando arrebenta
Pedro Torres
*Trecho do verso imortal do poeta egipciense Otacílio Batista que diz:
A mulher tem na face dois brilhantes,
Condutores fiéis do seu destino;
Quem não ama o sorriso feminino
Desconhece a poesia de Cervantes,
A bravura dos grandes navegantes,
Enfrentando a procela em seu furor,
Se não fosse a mulher, mimosa flor,
A história seria mentirosa!
Mulher nova, bonita e carinhosa
Faz o homem gemer sem sentir dor.
No olhar dois diamantes
No semblante a poesia
Em s’ua face, a alegria
Dos poetas delirantes
Os cheiros mais deslumbrantes
De campos verdes de menta
Que a força de uma tormenta
Espalhou todo o olor
Seu riso tem o vigor
Da onda quando arrebenta.
Pedro Torres
Fui poeta navegante
Por entre mares bravios
Cruzei oceanos e rios
Como marinheiro errante
Depois vi no seu semblante
A tempestade violenta
Mais brava que a tormenta
*Da procela em seu furor,
Teu riso tem o vigor
Da onda quando arrebenta
Pedro Torres
*Trecho do verso imortal do poeta egipciense Otacílio Batista que diz:
A mulher tem na face dois brilhantes,
Condutores fiéis do seu destino;
Quem não ama o sorriso feminino
Desconhece a poesia de Cervantes,
A bravura dos grandes navegantes,
Enfrentando a procela em seu furor,
Se não fosse a mulher, mimosa flor,
A história seria mentirosa!
Mulher nova, bonita e carinhosa
Faz o homem gemer sem sentir dor.
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Vou vender meu coração, por qualquer tostão furado
Num desses momentos de inspiração, em que coisas boas surgem da poesia, um mote me veio à mente:
Vou vender meu coração
Por qualquer tostão furado.
Provoquei o poeta Felipe Junior e ele disse:
No leilão desse romance
Todos sabem do endereço
Mesmo sem saber do preço
Você logo deu seu lance.
Torço pra que não se canse
Esse peito enferrujado
Se por ninguém for comprado
Minha única sugestão
É vender meu coração
Por qualquer tostão furado.
Poeta Felipe Junior
Aproveitando a deixa eu disse:
Pra valorizar o 'amador'
Fiz tudo quanto podia
Para ganhar mais valia
Dei polimento de amor
Tentei aumentar o valor
Do meu peito remendado
Mas, o leilão tava marcado
E a única solução
Foi vender meu coração
Por qualquer tostão furado.
Depois de tantos amores
Meu peito inda suporta
Procurar de porta em porta
Por outros cheiros de flores
Após tantos dissabores
E já um tanto rodado
Basta fazer um fiado!
(E nem paga comissão..)
Pra comprar meu coração
Por qualquer tostão furado
Na bolsa de valores
Dos corações partidos
Restam juros divididos
Entre tantos mercadores
Percebi que essas dores
Mais as dores do passado
Cortam o preço de mercado
E fica barata a ação..
Vou vender meu coração
Por qualquer tostão furado
No mercado do amor
Eu paguei um alto preço
Mas sei que não mereço
Pagar carinho com dor
Já perdeu tanto valor
Que o jeito é ser trocado
No preço desse mercado
É grande a variação
Vou vender meu coração
Por qualquer tostão furado
Também instigado a escrever umas livras o poeta Clécio Rimas declarou:
Meu coração vagabundo
Depois de tanta investida
Vive sozinho na vida
Vagando em trauma profundo.
Eu já vasculhei o mundo
Tenho muito procurado
(e) Meu peito sendo um mercado
Hoje estava em promoção!
Vou vender meu coração
Por qualquer tostão furado!
Poeta Clécio Rimas
Em seguida, foi a vez do poeta Hélio Ferreira Lima dizer:
Vendo agora o meu bem
Não encontro comprador
Ninguém bota o valor
Que meu sentimento tem
Não achei nenhum vintém
Não acho qualquer achado
Como estou desesperado
Sem juízo, sem razão
Vou vender meu coração
Por qualquer tostão furado
Eu andei de porta em porta
Pelas sete freguesias
Varei noites, varei dias
E mais nada me conforta
Ninguém disse quanto importa
Meu amor desempregado
Não vale nem um trocado
O que valia um milhão
Vou vender meu coração
Por qualquer tostão furado
Poeta Hélio Ferreira Lima
Observando o movimento, de origem de família paraibana de poetas, o poeta Raminho Ramis prestigiou dizendo:
Ô mulé, bicho cruento
Que só quer saber de grana!
Não adianta ser bacana,
Bonitinho e ter talento
Que não rola “sentimento”
Se o cabra for um lascado.
O pobre sem um trocado
Temendo ficar na mão
Vende logo o coração
Por qualquer tostão furado.
Se tudo tem seu valor
Meu problema é botar preço
Tem coisas que não mereço
D’outras, sou merecedor
Mas é aborrecedor
Passar por exagerado,
Mesmo tendo avaliado
Pra não causar inflação
Vou vender meu coração
Por qualquer tostão furado
Poeta Raminho Ramis
O Facebook, ferramenta fantástica para compartilhamento de ideias e interesses em comum, permitiu a poetisa Lucélia Santos da cidade de Patu no Rio Grande do Norte que assitia ao movimento nos brindar com esta construção:
Me jurou eterno amor
Mas foi falsa a sua jura
Os momentos de ternura
Se transformaram em dor
Meu peito guarda rancor
Por ter sido machucado
Meu coração magoado
Não crê em toda paixão
Não dou mais meu coração
Por qualquer tostão furado.
Poetisa Lucélia Santos
Já botei placa de venda
Na entrada do meu peito
Só pra ver se acho um jeito
Pra que o povo me entenda
E você me compreenda
Que já estou acabado
O meu viver foi roubado
E eu não achei o ladrão
Vou vender meu coração
Por qualquer tostão furado.
Poeta Henrique Brandão
O poeta Esperantivo também contribuiu com o decassílabo:
Depois de ser enganado
Por uma louca paixão
Me perdi na solidão
Um romance sem amor
Que trouxe tristeza e dor
Não merece ser lembrado
Deixei ficar no passado
Pois não teve servidão
Vou vender meu coração
Por qualquer tostão furado
Poeta Esperantivo
Também provocado, o poeta Dudu Morais participou da roda dizendo:
Fui por dama traiçoeira
Tradado ser ter afeto,
Do jeito de um objeto
Que a gente troca na feira
Sofri de toda maneira
Sozinho, triste e calado
Porque quem já foi trocado
Por nada faz mais questão
Vou vender meu coração
Por qualquer tostão furado
Poeta Dudu Morais
Como a festa ficaria sem graça nenhuma sem ela, a poetisa Mariana Véras chegou batendo e decretou:
Eu morro mas não entendo
A sensação que se sente
Quando se planta semente
E não se enxerga crescendo
O solo seco fervendo
Resseca nosso passado
Eu cobro no teu gramado
Mas o valor é em vão
Vou vender meu coração
Por qualquer tostão furado
Poetisa Mariana Véras
E antes do apagar das luzes a Poetisa Joyce Maria danou esse verso em nós:
Resolve fazer um leilão
A oferta você oferece
Pode ser até uma prece
Em forma de oração
Aceito também perdão
Quem estiver interessado
E também adaptado
Pra uma nova paixão
Vou vender meu coração
Por qualquer tostão furado
Não aceito mixaria
Pois é muito valioso
Meu amor é poderoso
E traz minha companhia
Que sentir a alegria
Fique bem do meu lado
Dê um preço caprichado
E entrego em sua mão
Vou vender meu coração
Por qualquer tostão furado
Cancelei a minha oferta
Optando pela verdade
Pra viver com falsidade
É melhor ficar quieta
O meu dom de ser poeta
Não nasceu adaptado
Pra viver desmantelado
Sofrendo com a ilusão
Não dou mais meu coração
Por qualquer tostão furado
Joyce Maria
Aí a poetisa Dayane Rocha chegou arrebentando o silêncio da sala dizendo:
Vou botar placa de venda
Para quem quiser comprar
Não precisa preocupar
Pois, ele não tem a fenda
Faça nele a sua tenda
E me pague adiantado
Eu só não vendo fiado
Por que tá na promoção
Vou vender meu coração
Por qualquer tostão furado.
Se tiver mais comprador
Eu posso até leiloar
Quem der mais já vai levar
O estoque todo de amor
Que pra mim não tem valor
E agora que tá comprado
O valor foi alterado
Mas, a compra num foi não
Vou vender meu coração
Por qualquer tostão furado.
Ele não tem validade
E dentro tem um tesouro
Que vale mais do que ouro
E de boa qualidade
Estou com necessidade
Um prejuízo danado
O frete é gratificado
E divido no cartão
Vou vender meu coração
Por qualquer tostão furado.
Se ele não funcionar
Não venha me cobrar nada
Na venda foi avisada
Mas, tu não quis escutar
Porque queria comprar
E agora já tá comprado
Não quero troço quebrado
Não aceito devolução
Vou vender meu coração
Por qualquer tostão furado.
Dayane Rocha
Não parou por aí, a poetisa egipsiense, do berço imortal da poesia, São José do Egito, disse:
Coração não vale nada
Tanto fez como sofreu
Mas no jogo ele perdeu
Na penúltima jogada
Deu a última cartada
E o jogo tinha parado
Tentou esquece o passado
Mas não teve condição
Vou vender meu coração
Por qualquer tostão furado.
Ana Clara Souza
E a poetisa Elenilda Amaral de Afogados da Ingazeira participou com essa pérola .
Depois de tanto sofrer
Esperando a tua volta
Tou sentindo uma revolta
Sem te ver aparecer.
E sabe o que vou fazer
Pra te mandar pro passado?
Botar num cartaz quadrado
Com letras de forma e mão:
Vou vender meu coração
Por qualquer tostão furado.
Elenilda Amaral
Vou vender meu coração
Por qualquer tostão furado.
Provoquei o poeta Felipe Junior e ele disse:
No leilão desse romance
Todos sabem do endereço
Mesmo sem saber do preço
Você logo deu seu lance.
Torço pra que não se canse
Esse peito enferrujado
Se por ninguém for comprado
Minha única sugestão
É vender meu coração
Por qualquer tostão furado.
Poeta Felipe Junior
Aproveitando a deixa eu disse:
Pra valorizar o 'amador'
Fiz tudo quanto podia
Para ganhar mais valia
Dei polimento de amor
Tentei aumentar o valor
Do meu peito remendado
Mas, o leilão tava marcado
E a única solução
Foi vender meu coração
Por qualquer tostão furado.
Depois de tantos amores
Meu peito inda suporta
Procurar de porta em porta
Por outros cheiros de flores
Após tantos dissabores
E já um tanto rodado
Basta fazer um fiado!
(E nem paga comissão..)
Pra comprar meu coração
Por qualquer tostão furado
Na bolsa de valores
Dos corações partidos
Restam juros divididos
Entre tantos mercadores
Percebi que essas dores
Mais as dores do passado
Cortam o preço de mercado
E fica barata a ação..
Vou vender meu coração
Por qualquer tostão furado
No mercado do amor
Eu paguei um alto preço
Mas sei que não mereço
Pagar carinho com dor
Já perdeu tanto valor
Que o jeito é ser trocado
No preço desse mercado
É grande a variação
Vou vender meu coração
Por qualquer tostão furado
Também instigado a escrever umas livras o poeta Clécio Rimas declarou:
Meu coração vagabundo
Depois de tanta investida
Vive sozinho na vida
Vagando em trauma profundo.
Eu já vasculhei o mundo
Tenho muito procurado
(e) Meu peito sendo um mercado
Hoje estava em promoção!
Vou vender meu coração
Por qualquer tostão furado!
Poeta Clécio Rimas
Em seguida, foi a vez do poeta Hélio Ferreira Lima dizer:
Vendo agora o meu bem
Não encontro comprador
Ninguém bota o valor
Que meu sentimento tem
Não achei nenhum vintém
Não acho qualquer achado
Como estou desesperado
Sem juízo, sem razão
Vou vender meu coração
Por qualquer tostão furado
Eu andei de porta em porta
Pelas sete freguesias
Varei noites, varei dias
E mais nada me conforta
Ninguém disse quanto importa
Meu amor desempregado
Não vale nem um trocado
O que valia um milhão
Vou vender meu coração
Por qualquer tostão furado
Poeta Hélio Ferreira Lima
Observando o movimento, de origem de família paraibana de poetas, o poeta Raminho Ramis prestigiou dizendo:
Ô mulé, bicho cruento
Que só quer saber de grana!
Não adianta ser bacana,
Bonitinho e ter talento
Que não rola “sentimento”
Se o cabra for um lascado.
O pobre sem um trocado
Temendo ficar na mão
Vende logo o coração
Por qualquer tostão furado.
Se tudo tem seu valor
Meu problema é botar preço
Tem coisas que não mereço
D’outras, sou merecedor
Mas é aborrecedor
Passar por exagerado,
Mesmo tendo avaliado
Pra não causar inflação
Vou vender meu coração
Por qualquer tostão furado
Poeta Raminho Ramis
O Facebook, ferramenta fantástica para compartilhamento de ideias e interesses em comum, permitiu a poetisa Lucélia Santos da cidade de Patu no Rio Grande do Norte que assitia ao movimento nos brindar com esta construção:
Me jurou eterno amor
Mas foi falsa a sua jura
Os momentos de ternura
Se transformaram em dor
Meu peito guarda rancor
Por ter sido machucado
Meu coração magoado
Não crê em toda paixão
Não dou mais meu coração
Por qualquer tostão furado.
Poetisa Lucélia Santos
Já botei placa de venda
Na entrada do meu peito
Só pra ver se acho um jeito
Pra que o povo me entenda
E você me compreenda
Que já estou acabado
O meu viver foi roubado
E eu não achei o ladrão
Vou vender meu coração
Por qualquer tostão furado.
Poeta Henrique Brandão
O poeta Esperantivo também contribuiu com o decassílabo:
Depois de ser enganado
Por uma louca paixão
Me perdi na solidão
Um romance sem amor
Que trouxe tristeza e dor
Não merece ser lembrado
Deixei ficar no passado
Pois não teve servidão
Vou vender meu coração
Por qualquer tostão furado
Poeta Esperantivo
Também provocado, o poeta Dudu Morais participou da roda dizendo:
Fui por dama traiçoeira
Tradado ser ter afeto,
Do jeito de um objeto
Que a gente troca na feira
Sofri de toda maneira
Sozinho, triste e calado
Porque quem já foi trocado
Por nada faz mais questão
Vou vender meu coração
Por qualquer tostão furado
Poeta Dudu Morais
Como a festa ficaria sem graça nenhuma sem ela, a poetisa Mariana Véras chegou batendo e decretou:
Eu morro mas não entendo
A sensação que se sente
Quando se planta semente
E não se enxerga crescendo
O solo seco fervendo
Resseca nosso passado
Eu cobro no teu gramado
Mas o valor é em vão
Vou vender meu coração
Por qualquer tostão furado
Poetisa Mariana Véras
E antes do apagar das luzes a Poetisa Joyce Maria danou esse verso em nós:
Resolve fazer um leilão
A oferta você oferece
Pode ser até uma prece
Em forma de oração
Aceito também perdão
Quem estiver interessado
E também adaptado
Pra uma nova paixão
Vou vender meu coração
Por qualquer tostão furado
Não aceito mixaria
Pois é muito valioso
Meu amor é poderoso
E traz minha companhia
Que sentir a alegria
Fique bem do meu lado
Dê um preço caprichado
E entrego em sua mão
Vou vender meu coração
Por qualquer tostão furado
Optando pela verdade
Pra viver com falsidade
É melhor ficar quieta
O meu dom de ser poeta
Não nasceu adaptado
Pra viver desmantelado
Sofrendo com a ilusão
Não dou mais meu coração
Por qualquer tostão furado
Joyce Maria
Aí a poetisa Dayane Rocha chegou arrebentando o silêncio da sala dizendo:
Vou botar placa de venda
Para quem quiser comprar
Não precisa preocupar
Pois, ele não tem a fenda
Faça nele a sua tenda
E me pague adiantado
Eu só não vendo fiado
Por que tá na promoção
Vou vender meu coração
Por qualquer tostão furado.
Se tiver mais comprador
Eu posso até leiloar
Quem der mais já vai levar
O estoque todo de amor
Que pra mim não tem valor
E agora que tá comprado
O valor foi alterado
Mas, a compra num foi não
Vou vender meu coração
Por qualquer tostão furado.
Ele não tem validade
E dentro tem um tesouro
Que vale mais do que ouro
E de boa qualidade
Estou com necessidade
Um prejuízo danado
O frete é gratificado
E divido no cartão
Vou vender meu coração
Por qualquer tostão furado.
Se ele não funcionar
Não venha me cobrar nada
Na venda foi avisada
Mas, tu não quis escutar
Porque queria comprar
E agora já tá comprado
Não quero troço quebrado
Não aceito devolução
Vou vender meu coração
Por qualquer tostão furado.
Dayane Rocha
Não parou por aí, a poetisa egipsiense, do berço imortal da poesia, São José do Egito, disse:
Coração não vale nada
Tanto fez como sofreu
Mas no jogo ele perdeu
Na penúltima jogada
Deu a última cartada
E o jogo tinha parado
Tentou esquece o passado
Mas não teve condição
Vou vender meu coração
Por qualquer tostão furado.
Ana Clara Souza
E a poetisa Elenilda Amaral de Afogados da Ingazeira participou com essa pérola .
Depois de tanto sofrer
Esperando a tua volta
Tou sentindo uma revolta
Sem te ver aparecer.
E sabe o que vou fazer
Pra te mandar pro passado?
Botar num cartaz quadrado
Com letras de forma e mão:
Vou vender meu coração
Por qualquer tostão furado.
Elenilda Amaral
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Poesias Repartidas
Pequeno recanto
Não me aquecem as luzes dessa cidade
Sinto urgência de meu pequeno encanto
De chorar meu riso e rir meu pranto
Um tanto de sossego e de felicidade
O silêncio que agora o peito invade
Não conta histórias de amor perfeitas
Mas, de amarguras, de paixões desfeitas
Dessas ausências que fazem nostalgia
Tenta o poeta resumi-las em poesia
Em versos tristes e frases imperfeitas
Pedro Torres
Sinto urgência de meu pequeno encanto
De chorar meu riso e rir meu pranto
Um tanto de sossego e de felicidade
O silêncio que agora o peito invade
Não conta histórias de amor perfeitas
Mas, de amarguras, de paixões desfeitas
Dessas ausências que fazem nostalgia
Tenta o poeta resumi-las em poesia
Em versos tristes e frases imperfeitas
Pedro Torres
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