Eu sonhava com uma era
Quando ouvi a passarada
Anunciando a invernada
trazendo a chuva sagrada
pra gente de meu sertão
era o fim da longa espera
Deus ouviu a minha prece
que sertanejo não equece
de fazer reza, quermece
pra oitiva do trovão
vi todos campos floridos
voavam os passarinhos
buscavam fazer os ninhos
catando palha em moinhos
pra ver os filhos crescidos
tempo de muita fartura
de preá, de rapadura
de melaço, tanajura
de fazer festas nos rios
os animais arredios..
acabara o sofrimento
já não faltava alimento
e o vento no cata-vento
trazia paz ao momento
com o som da cantilena
e eu decorava a cena
daquela tarde serena
pra se a seca voltasse
eu ver como é que nasce
a buganville vermelha
era a primeira centelha
quando o sol bateu na telha
fazendo graça co'as flores
para aliviar todas dores
varriam toda campina
de manhã u'a neblina
descia pela colina
deixando todo florido
o chão d'antes ressequido
q'eu pensava esquecera
saltavam todos os bichos
no terreiro eu via lixos
varridos na ventania
enquanto tudo acontecia
a natura e seus caprichos
acordara a primavera
última coisa que lembro
havia começado outubro
eu vi o tempo rubro
e acordei desse sonho.
um pesadelo medonho
que a todos atordoava
a seca que castigava
mal nutria, martirizava
dava ares de cansaço
pra aliviar os mormaços
Deus providenciou a chuva
nos campos vi a saúva
levando folhas nos braços
pra decorar sua casa
aquele tempo de brasa
havia por fim terminado
era tempo de arado
de fartura, de ver gado
numa profunda alegria
foi findando a poesia
que vi ao cair do dia
o começo da invernia
e o inferno que fazia
virar inverno sagrado.
Pedro Torres
domingo, 30 de setembro de 2012
Dias desses, conversando com o poeta Maviael Melo ele contou dum mote do poeta Galdêncio Pereira de Sertânia.
Os sábios de coração
Têm poder na natureza.
Mavial fez uns versos que publiquei aqui no Decanto de Poetas em 2009 e ontem lembrei do mote, mas, pela metade e saiu esse verso:
No pinho do violão
Ele toca uma cantiga
Estendendo a mão amiga
Ao caboclo do sertão
Poeta de coração
Traz o pobre à realeza
Na sutil singeleza
de uma bela poesia
Aquecendo a noite fria
Com o poder da natureza.
Salve poetas!
Pedro Torres
Os sábios de coração
Têm poder na natureza.
Mavial fez uns versos que publiquei aqui no Decanto de Poetas em 2009 e ontem lembrei do mote, mas, pela metade e saiu esse verso:
No pinho do violão
Ele toca uma cantiga
Estendendo a mão amiga
Ao caboclo do sertão
Poeta de coração
Traz o pobre à realeza
Na sutil singeleza
de uma bela poesia
Aquecendo a noite fria
Com o poder da natureza.
Salve poetas!
Pedro Torres
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Facebookano
Tem gente que quando lê
Frases pelo Facebook
Faz careta, dá um look
Parece que vai ferver
Mas, nem tudo é pra você
As coisas que o povo posta:
"Vá pra merda', coma bosta,
'Boto canga', dou-lhe pisa
E, reforce o cós da camisa
Se de pancada não gosta.
Pedro Torres
Frases pelo Facebook
Faz careta, dá um look
Parece que vai ferver
Mas, nem tudo é pra você
As coisas que o povo posta:
"Vá pra merda', coma bosta,
'Boto canga', dou-lhe pisa
E, reforce o cós da camisa
Se de pancada não gosta.
Pedro Torres
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sexta-feira, 28 de setembro de 2012
Ditos
Existem ditos errados
Eu já ouvi mais de dez
Como: "Diz-me com quem andas
E eu te direi quem és".
Acho a frase viciosa,
E até preconceituosa
Quando repetida a esmo.
Pode até servir pra motes.
Mas, Judas Escariotes
Com quem é que andava mesmo?
Poeta Pe. Brás Ivan Costa Santos
Eu já ouvi mais de dez
Como: "Diz-me com quem andas
E eu te direi quem és".
Acho a frase viciosa,
E até preconceituosa
Quando repetida a esmo.
Pode até servir pra motes.
Mas, Judas Escariotes
Com quem é que andava mesmo?
Poeta Pe. Brás Ivan Costa Santos
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shadows
let's get some rest under the trees
let's get some pray on the knees
let's face the truth, you love me
don't hide yourself, let me see
those bright eyes set to be
my life 'o my death penalty.
Pedro Torres
let's get some pray on the knees
let's face the truth, you love me
don't hide yourself, let me see
those bright eyes set to be
my life 'o my death penalty.
Pedro Torres
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segunda-feira, 24 de setembro de 2012
Invernia
Sinto saudade da chuva
Alegrando o ambiente
Correr atrás de tanajura
Quando a gente nem é gente
São as lembranças que trago
Guardadas na minha mente.
Alegrando o ambiente
Correr atrás de tanajura
Quando a gente nem é gente
São as lembranças que trago
Guardadas na minha mente.
Pedro Torres
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sábado, 22 de setembro de 2012
Os Flagelados
Deus não viu isto aqui... Não viu. Não viu que o Diabo
Atou um estopim flamívolo no rabo
E com a mais cruel satânica intenção
Espojou-se no vale, relinchou na serra,
Tirou fogo do sol, fez um vulcão na terra
E correu a ganir, incendiando o sertão!
Eis o quadro infernal: Quentura, céu desnudo,
Horizonte sem fim, desolação em tudo;
As pedras a piscar no solo calcinado,
Nenhuma folha verde a sequidão reveste
E desde o litoral aos carrascais do agreste
A terra é como um fogo imenso, escancarado.
Exauriram-se as fontes, tudo é seco: os rios
Com leito estorricado, ao longo dos baixios,
Enroscam-se no chão num morno caracol;
As árvores em pé, desnudas como espetos,
Apontam para o céu num gesto de esqueletos
Condenados por Deus, queimadas pelo sol.
O ar é um bafo quente, a terra é como brasa.
Nem a sombra volátil trêmula de uma asa
Rasteja a imensidão do campo descoberto:
As aves já morreram... Outras emigraram...
Somente os urubus famélicos ficaram
Ao pé de alguma ossada, ao longo do deserto.
Famintos animais, à margem das estradas,
Cambaleiam mordendo as palmas eriçadas
Dos cactos agressivos, secos, repelentes;
E os gemidos de dor que arrancam das entranhas,
Mal ressoam nos vales, morrem nas montanhas
Como o último sinal dos últimos viventes.
A alma triste das coisas cai no chão de bruços,
Abafando em si mesma os últimos soluços
Que a nação ouve sempre e faz que não percebe;
O retirante num estado miserável
Só tem mesmo na boca o pranto inexorável
E o paladar do sal das lágrimas que bebe.
É o clamor do Nordeste contra a dor que o mata
No drama secular da natureza ingrata,
Mesquinha e vingativa, injusta e sem amor;
É o protesto do fel que lentamente escorre
N’alma de um povo herói que nasce, vive e morre
Com a resignação de ovelhas sem pastor.
“Não chove mais esse ano”, o camponês exclama!
Nem sequer uma nuvem amortece a chama
Do sol que sobre a terra bebe o seu libelo;
Começa a inquietação, a fome, o inferno humano,
Vem o primeiro horror com o derradeiro engano
E com a última esperança o início do flagelo.
Começam a emigrar os bandos desnorteados,
Deixando atrás de si as casas e os roçados
Onde o amor lhes floriu e a crença lhes nasceu;
Tudo ali fica entregue a Deus e ao abandono,
Encarando a saudade, a dor, a alma do dono
Que chora o único bem que agora se perdeu.
“adeus meu açudinho tórrido de sede,
Meu rancho onde jamais os punhos de uma rede
Rangerão a embalar o sono do meu filho;
Jamais nesse terreiro bêbado de lua
Verei minha filhinha descarnada e nua
Que já morreu de fome, à falta de um auxílio!”
Aqui só ficarão os prantos mais sentidos
De quantos vão deixar na solidão, perdidos,
O sepulcro de um filho, os ossos de seus pais...
Mas se a fome é cruel, se Deus nos é tirano,
Fique essa última dor do desespero humano,
Aumentando a desgraça que não finda mais.
Assim falam chorando os nordestinos:
Milhares de mulheres, homem e meninos,
Engrossando as correntes do êxodo rural...
E eles vão, oh meu Deus, nas mesmas circunstâncias
Das bíblicas legiões, outrora nas distâncias
Do deserto sem fim do arábico areal.
Pela estrada poeirenta os batalhões famintos
Desenham com seus pés, confusos labirintos
Que outros pés, a seguir, não tardam a apagar.
É o drama... É o desgraçado drama degradante
Do romeiro rural, do roto retirante
Sem rumo, sem arrimo e sem arranjo, a errar.
Sob o sol causticante, ao longo das estradas,
Em torno aos troncos nus das árvores peladas
Choram homens sem fé, mulheres infelizes,
Criancinhas mirradas, como cães sem dono,
Para iludir a fome e conciliar o sono,
Mordem cascas de pau, succionam raízes.
No olhar de cada mãe desesperada e aflita
Há uma dor que vem d’alma, estúpida, infinita,
Que o coração materno em convulsão retalha,
Por ver exposto ao sol adusto e fumarento
Seu filhinho morrer famélico e sedento,
Sem um pingo de água e sem qualquer migalha!
A tragédia traduz-se atrás de um toco tronco...
E o bando sem bandeira, abandonado e bronco,
Em pós de se prover do que o país promete,
Expõe-se, estaca, estanca, esvai-se, exclama, estua
E cansa e cai e ofega e chora e continua
Na mesma cena atroz que aumenta e se repete.
No silêncio da noite à beira de alguns poços
Onde exala mau cheiro e onde branquejam ossos,
O fantasma da seca faz assombração.
Há um clamor de inocentes, orações de adultos;
E em meio àqueles magros e sedentos vultos
Samaritana alguma estende a mão.
Mal nasce o sol de novo, aqueles desgraçados
Rotos, sujos, famintos, fracos, fatigados,
Recomeçam seu lento e incerto caminhar;
Tendo apenas de seu a consciência medonha
Da humilhação extrema e última vergonha
De andarem como cães, de porta em porta a uivar.
Ai meu Deus, quanto horror, que cena ultra-Dantesca!
Será que pode haver tragédia mais grotesca,
Gente mais desgraçada em condição mais vil?
Não pode não, meu Deus, porque essa caravana
Atingiu os extremos da miséria humana
E esbarrou na maior vergonha do BRASIL
Poeta Rogaciano Leite, em Carne e Alma.
Atou um estopim flamívolo no rabo
E com a mais cruel satânica intenção
Espojou-se no vale, relinchou na serra,
Tirou fogo do sol, fez um vulcão na terra
E correu a ganir, incendiando o sertão!
Eis o quadro infernal: Quentura, céu desnudo,
Horizonte sem fim, desolação em tudo;
As pedras a piscar no solo calcinado,
Nenhuma folha verde a sequidão reveste
E desde o litoral aos carrascais do agreste
A terra é como um fogo imenso, escancarado.
Exauriram-se as fontes, tudo é seco: os rios
Com leito estorricado, ao longo dos baixios,
Enroscam-se no chão num morno caracol;
As árvores em pé, desnudas como espetos,
Apontam para o céu num gesto de esqueletos
Condenados por Deus, queimadas pelo sol.
O ar é um bafo quente, a terra é como brasa.
Nem a sombra volátil trêmula de uma asa
Rasteja a imensidão do campo descoberto:
As aves já morreram... Outras emigraram...
Somente os urubus famélicos ficaram
Ao pé de alguma ossada, ao longo do deserto.
Famintos animais, à margem das estradas,
Cambaleiam mordendo as palmas eriçadas
Dos cactos agressivos, secos, repelentes;
E os gemidos de dor que arrancam das entranhas,
Mal ressoam nos vales, morrem nas montanhas
Como o último sinal dos últimos viventes.
A alma triste das coisas cai no chão de bruços,
Abafando em si mesma os últimos soluços
Que a nação ouve sempre e faz que não percebe;
O retirante num estado miserável
Só tem mesmo na boca o pranto inexorável
E o paladar do sal das lágrimas que bebe.
É o clamor do Nordeste contra a dor que o mata
No drama secular da natureza ingrata,
Mesquinha e vingativa, injusta e sem amor;
É o protesto do fel que lentamente escorre
N’alma de um povo herói que nasce, vive e morre
Com a resignação de ovelhas sem pastor.
“Não chove mais esse ano”, o camponês exclama!
Nem sequer uma nuvem amortece a chama
Do sol que sobre a terra bebe o seu libelo;
Começa a inquietação, a fome, o inferno humano,
Vem o primeiro horror com o derradeiro engano
E com a última esperança o início do flagelo.
Começam a emigrar os bandos desnorteados,
Deixando atrás de si as casas e os roçados
Onde o amor lhes floriu e a crença lhes nasceu;
Tudo ali fica entregue a Deus e ao abandono,
Encarando a saudade, a dor, a alma do dono
Que chora o único bem que agora se perdeu.
“adeus meu açudinho tórrido de sede,
Meu rancho onde jamais os punhos de uma rede
Rangerão a embalar o sono do meu filho;
Jamais nesse terreiro bêbado de lua
Verei minha filhinha descarnada e nua
Que já morreu de fome, à falta de um auxílio!”
Aqui só ficarão os prantos mais sentidos
De quantos vão deixar na solidão, perdidos,
O sepulcro de um filho, os ossos de seus pais...
Mas se a fome é cruel, se Deus nos é tirano,
Fique essa última dor do desespero humano,
Aumentando a desgraça que não finda mais.
Assim falam chorando os nordestinos:
Milhares de mulheres, homem e meninos,
Engrossando as correntes do êxodo rural...
E eles vão, oh meu Deus, nas mesmas circunstâncias
Das bíblicas legiões, outrora nas distâncias
Do deserto sem fim do arábico areal.
Pela estrada poeirenta os batalhões famintos
Desenham com seus pés, confusos labirintos
Que outros pés, a seguir, não tardam a apagar.
É o drama... É o desgraçado drama degradante
Do romeiro rural, do roto retirante
Sem rumo, sem arrimo e sem arranjo, a errar.
Sob o sol causticante, ao longo das estradas,
Em torno aos troncos nus das árvores peladas
Choram homens sem fé, mulheres infelizes,
Criancinhas mirradas, como cães sem dono,
Para iludir a fome e conciliar o sono,
Mordem cascas de pau, succionam raízes.
No olhar de cada mãe desesperada e aflita
Há uma dor que vem d’alma, estúpida, infinita,
Que o coração materno em convulsão retalha,
Por ver exposto ao sol adusto e fumarento
Seu filhinho morrer famélico e sedento,
Sem um pingo de água e sem qualquer migalha!
A tragédia traduz-se atrás de um toco tronco...
E o bando sem bandeira, abandonado e bronco,
Em pós de se prover do que o país promete,
Expõe-se, estaca, estanca, esvai-se, exclama, estua
E cansa e cai e ofega e chora e continua
Na mesma cena atroz que aumenta e se repete.
No silêncio da noite à beira de alguns poços
Onde exala mau cheiro e onde branquejam ossos,
O fantasma da seca faz assombração.
Há um clamor de inocentes, orações de adultos;
E em meio àqueles magros e sedentos vultos
Samaritana alguma estende a mão.
Mal nasce o sol de novo, aqueles desgraçados
Rotos, sujos, famintos, fracos, fatigados,
Recomeçam seu lento e incerto caminhar;
Tendo apenas de seu a consciência medonha
Da humilhação extrema e última vergonha
De andarem como cães, de porta em porta a uivar.
Ai meu Deus, quanto horror, que cena ultra-Dantesca!
Será que pode haver tragédia mais grotesca,
Gente mais desgraçada em condição mais vil?
Não pode não, meu Deus, porque essa caravana
Atingiu os extremos da miséria humana
E esbarrou na maior vergonha do BRASIL
Poeta Rogaciano Leite, em Carne e Alma.
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Decanto de Poetas
TUDO É MERDA...
O mundo é simplesmente merda pura
E a própria vida é merda engarrafada;
Em tudo vive a merda derramada,
Quer seja misturada ou sem mistura.
É merda o mal e o bem merda em tintura,
A glória é merda apenas e mais nada.
A honra é merda e merda bem cagada;
É merda o amor, é merda a formosura.
É merda e merda rala a inteligência!
De merda viva é feita a consciência,
É merda o coração, merda o saber.
Feita de merda é toda a humanidade,
E tanta merda a pobre terra invade,
Que um soneto de merda eu quis fazer...
Poeta Damasceno Bezerra
E a própria vida é merda engarrafada;
Em tudo vive a merda derramada,
Quer seja misturada ou sem mistura.
É merda o mal e o bem merda em tintura,
A glória é merda apenas e mais nada.
A honra é merda e merda bem cagada;
É merda o amor, é merda a formosura.
É merda e merda rala a inteligência!
De merda viva é feita a consciência,
É merda o coração, merda o saber.
Feita de merda é toda a humanidade,
E tanta merda a pobre terra invade,
Que um soneto de merda eu quis fazer...
Poeta Damasceno Bezerra
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terça-feira, 18 de setembro de 2012
Das Pedras
Ajuntei todas as pedras
que vieram sobre mim.
Levantei uma escada muito alta
e no alto subi.
Teci um tapete floreado
e no sonho me perdi.
Uma estrada,
um leito,
uma casa,
um companheiro.
Tudo de pedra.
Entre pedras
cresceu a minha poesia.
Minha vida...
Quebrando pedras
e plantando flores.
Entre pedras que me esmagavam
Levantei a pedra rude
dos meus versos.
Cora Coralina
A história de Cora Coralina é belíssima. Ela foi descoberta em Minas Gerais, por uma jornalista que estava fazendo uma matéria sobre trabalho em pedreiras.
Na pedreira que visitou encontrou uma senhora velhinha, martelando pedras. A repórter se interessou por aquela criatura pequenina e pediu para lhe entrevistar. Ela deixou de lado a marreta e convidou a jornalista para tomar um café em sua casa. Enquanto preparava o café, entregou a jornalista um caderno onde escrevia poesias.
A jornalista chorou, e matéria não mais foi escrita sobre o trabalho em pedreiras, mas acerca daquela criatura encantadora que quebrava "pedras".
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domingo, 16 de setembro de 2012
De manhãzinha...
Eu beijo a face do dia
Na esperança da tarde
Vejo a fogueira arder
Pra revelar a maldade
Que o poeta arde
Pra decantar à saudade.
Pedro Torres
Na esperança da tarde
Vejo a fogueira arder
Pra revelar a maldade
Que o poeta arde
Pra decantar à saudade.
Pedro Torres
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