"Contando o tempo, e a saudade infinda
Contando a dor que não passou ainda
Contando este, são tres carnavais
Não creio ainda que você partiu
Eu penso apenas que você seguiu
Num desses blocos que não voltam mais."
Poeta Zelito Nunes
terça-feira, 17 de julho de 2012
sexta-feira, 13 de julho de 2012
Breve definição de Saudade.
Saudade é sentir um nó
Apertando o seu juízo.
Solidão puxa de um lado
(De um modo muito preciso)
E a lembrança noutra ponta,
Deixando a cabeça tonta,
Cortando a força do riso!
Poeta Vinícius Gregório
Apertando o seu juízo.
Solidão puxa de um lado
(De um modo muito preciso)
E a lembrança noutra ponta,
Deixando a cabeça tonta,
Cortando a força do riso!
Poeta Vinícius Gregório
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Decanto de Poetas
Café da tarde
Cinco horas da tarde mãe fervia
Um café lá no nosso casarão
Aromático o café “morto” em pilão
Visitava os dez vãos da moradia.
Mesa posta, família e alegria
Mãe servia o café com brevidade,
Foi-se tempo e esse cheiro ainda invade
Feito nódoa do tempo que não sai
Cai a tarde, o sol desce, o dia vai
Nasce a noite no colo da saudade.
Poeta Lima Júnior
Um café lá no nosso casarão
Aromático o café “morto” em pilão
Visitava os dez vãos da moradia.
Mesa posta, família e alegria
Mãe servia o café com brevidade,
Foi-se tempo e esse cheiro ainda invade
Feito nódoa do tempo que não sai
Cai a tarde, o sol desce, o dia vai
Nasce a noite no colo da saudade.
Poeta Lima Júnior
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sábado, 30 de junho de 2012
Eterno
Quero um éter qualquer
Que me tire dessa cidade
Pode ser uma música suave,
Uma brisa de manhãs primaveris,
Ou um sonho banal.
Qualquer coisa que me leve
A um ambiente de luz
Donde a sombra seja breve.
De alma nos faça nús
E nossos beijos febris.
Pedro Torres
Que me tire dessa cidade
Pode ser uma música suave,
Uma brisa de manhãs primaveris,
Ou um sonho banal.
Qualquer coisa que me leve
A um ambiente de luz
Donde a sombra seja breve.
De alma nos faça nús
E nossos beijos febris.
Pedro Torres
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Pisa!
Na política, quando um candidato dá pisa em outro, quem apanha é o povo!
Pedro Torres
Pedro Torres
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sexta-feira, 29 de junho de 2012
Flores de Inverno
Quero a paz verdadeira
Eu quero um pouco de calma
Uma palavra derradeira,
Acalanto de minh’alma.
Quero o instante perdido
Naqueláguas benditas
Presente da fidalguia
De minh’alma tão criança
Tranborda a alegria em mim
Eu vejo o nascer poeta.
E trazes-me frases tão repletas
Tal perfume de jasmins.
Diz-me um verso que canto
Pra essas flores vermelhas
Diz-me um sentimento, eu sinto,
Em meu querer sincero.
Eu fico sem versos, poeta.
Pra dizer tanto o que quero.
Não rimo coisa com coisa
Embora fosse o desejo
E as cores que tanto espero
Desbotam quando te vejo.
Bebo da bebida amarga
Conto as primaveras
Tento descobrir segredos
Guardados no teu olhar
E estas flores me distraem
Fico perdido a vagar.
Pedro Torres
Eu quero um pouco de calma
Uma palavra derradeira,
Acalanto de minh’alma.
Quero o instante perdido
Naqueláguas benditas
Presente da fidalguia
De minh’alma tão criança
Tranborda a alegria em mim
Eu vejo o nascer poeta.
E trazes-me frases tão repletas
Tal perfume de jasmins.
Diz-me um verso que canto
Pra essas flores vermelhas
Diz-me um sentimento, eu sinto,
Em meu querer sincero.
Eu fico sem versos, poeta.
Pra dizer tanto o que quero.
Não rimo coisa com coisa
Embora fosse o desejo
E as cores que tanto espero
Desbotam quando te vejo.
Bebo da bebida amarga
Conto as primaveras
Tento descobrir segredos
Guardados no teu olhar
E estas flores me distraem
Fico perdido a vagar.
Pedro Torres
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Estúpido!
Quando o mundo desafiar a sua inteligência, seja inteligente e finja-se de estúpido!
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Política não se faz, política é.
Pedro Torres
Pedro Torres
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Casamento
Há mulheres que dizem:
Meu marido, se quiser pescar, pesque, mas que limpe os peixes.
Eu não.
A qualquer hora da noite me levanto, ajudo a escamar, abrir, retalhar e salgar.
É tão bom, só a gente sozinhos na cozinha, de vez em quando os cotovelos se esbarram, ele fala coisas como "este foi difícil" "prateou no ar dando rabanadas" e faz o gesto com a mão.
O silêncio de quando nos vimos a primeira vez atravessa a cozinha como um rio profundo.
Por fim, os peixes na travessa, vamos dormir.
Coisas prateadas espocam:
Somos noivo e noiva.
Adélia Prado
Meu marido, se quiser pescar, pesque, mas que limpe os peixes.
Eu não.
A qualquer hora da noite me levanto, ajudo a escamar, abrir, retalhar e salgar.
É tão bom, só a gente sozinhos na cozinha, de vez em quando os cotovelos se esbarram, ele fala coisas como "este foi difícil" "prateou no ar dando rabanadas" e faz o gesto com a mão.
O silêncio de quando nos vimos a primeira vez atravessa a cozinha como um rio profundo.
Por fim, os peixes na travessa, vamos dormir.
Coisas prateadas espocam:
Somos noivo e noiva.
Adélia Prado
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sexta-feira, 15 de junho de 2012
Musa
Pela força do vento que me move
Pela graça da noite e do dia
Pelo dom de poesia que comove
Pela força da fé de uma criança
E o carinho que nos dá mais alegria
Te peço, do tempo não te escondas.
Põe uma flor no cabelo e vai..
Uma papoula vermelha, vai..
Para encher minha vida de esperança, e vai!
Sorri teu sorriso lindo
De canto de boca, vai!..
Pensas que não te vejo,
Mas te vejo sem te ver.
Põe, pois, teu vestido branco,
Esclarece as incertezas, e fita
O ponto de luz na nuvem cinza,
De pingos de chuva na fazenda...
Sente o cheiro do ambiente, e
Mira estrelinhas no céu.
E, com teus olhinhos de mel,
Não te escondas do tempo, e vai!...
Pedro Torres
Pela graça da noite e do dia
Pelo dom de poesia que comove
Pela força da fé de uma criança
E o carinho que nos dá mais alegria
Te peço, do tempo não te escondas.
Põe uma flor no cabelo e vai..
Uma papoula vermelha, vai..
Para encher minha vida de esperança, e vai!
Sorri teu sorriso lindo
De canto de boca, vai!..
Pensas que não te vejo,
Mas te vejo sem te ver.
Põe, pois, teu vestido branco,
Esclarece as incertezas, e fita
O ponto de luz na nuvem cinza,
De pingos de chuva na fazenda...
Sente o cheiro do ambiente, e
Mira estrelinhas no céu.
E, com teus olhinhos de mel,
Não te escondas do tempo, e vai!...
Pedro Torres
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