Nesta carta quero dizer-te
O quanto sinto a sua falta
O quanto o vento é forte e frio
Quando estou sem você...
Que és tu a minha alegria
A frase exata que me diria
Sentir o calor do ar que te rodeia
Bem no ponto de partida
De onde tudo ora inicia
Mais cedo do que nos tarda
Porque é com amor que se segue
À estrada virtuosa da felicidade
Pois quando lá no porto de chegada
Pesaremos as nossas vidas
Que somente a nós nos é devida
E receberemos cada um sua medida
Vamos sem medo de sermos felizes
Vamos deixar o amor acontecer
Vamos deixar com o tempo as cicatrizes
Vibrar de emoção e vida a cada amanhecer.
Vamos...
Pedro Torres
quinta-feira, 28 de outubro de 2010
terça-feira, 26 de outubro de 2010
À José, Serra.
Nasceu planta, foi madeira
E tão logo foi cortada
Depressa foi transportada
Pra transformação primeira.
Ficou de outra maneira
Pois foi toda picotada
E a serragem transformada
Em papel de prateleira.
Daí seguiu pro escritório
Pra escola ou pro cartório
O seu destino fiel.
Porém não seguiu ditosa
E virou uma criminosa
Bola bomba de papel.
Jorge Filó
E tão logo foi cortada
Depressa foi transportada
Pra transformação primeira.
Ficou de outra maneira
Pois foi toda picotada
E a serragem transformada
Em papel de prateleira.
Daí seguiu pro escritório
Pra escola ou pro cartório
O seu destino fiel.
Porém não seguiu ditosa
E virou uma criminosa
Bola bomba de papel.
Jorge Filó
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quinta-feira, 21 de outubro de 2010
Comunhão
Voaria esta cidade inteira
Como antes fizera, e beberia até a sorte.
Nós vamos beber esta noite
E vamos viver além da morte
Bem longe das ondas da praia
E bem perto de nossas casas
Assistiremos a todas as plateias
Abateremos os preconceitos
Deixemos as estações seguirem seu curso
Combatamos juntos, aguerridos de pulso
Ergamos pontes entre os que se calam
E os que demais falam
Vençamos o rei absoluto.
Não seríamos sós
Se da bebida amarga que apaixona
Dessa inquietação de folguedos
Conosco todos tomassem um gole
A vida seria comunhão...
Pedro Torres
Como antes fizera, e beberia até a sorte.
Nós vamos beber esta noite
E vamos viver além da morte
Bem longe das ondas da praia
E bem perto de nossas casas
Assistiremos a todas as plateias
Abateremos os preconceitos
Deixemos as estações seguirem seu curso
Combatamos juntos, aguerridos de pulso
Ergamos pontes entre os que se calam
E os que demais falam
Vençamos o rei absoluto.
Não seríamos sós
Se da bebida amarga que apaixona
Dessa inquietação de folguedos
Conosco todos tomassem um gole
A vida seria comunhão...
Pedro Torres
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Pedra bruta
Porque lapidar-se diamante?!...
Se se lhe alcança a formosura,
Desde que reles pedra dura
De brilho infindo e irradiante?...
E se de mera matéria pura,
De substância, sem mistura,
Fosse o tudo e o nada feito
Senhores de um teu direito
Espera o verso acabar,
De sair pela garganta...
Dá-me licença um pouco,
Tenho que chorar
Já volto com a poesia toda...
Em busca de encontrar-te
Fechei os olhos pra ver-te
E pus-me a vagar a esmo
À procura de mim mesmo
Fiz uma tentativa breve
Deixar Minh ‘alma leve
No alvor, tanta pureza.
Quanto se via natureza
Não, não quero ser d’aonde
Tudo é mera perfeição
Onde a terra é tão cheirosa
Tal perfume de marmeleiro
Cada curva tem o cheiro
De estrada perigosa
E de poetas, a inspiração...
Pedro Torres
Se se lhe alcança a formosura,
Desde que reles pedra dura
De brilho infindo e irradiante?...
E se de mera matéria pura,
De substância, sem mistura,
Fosse o tudo e o nada feito
Senhores de um teu direito
Espera o verso acabar,
De sair pela garganta...
Dá-me licença um pouco,
Tenho que chorar
Já volto com a poesia toda...
Em busca de encontrar-te
Fechei os olhos pra ver-te
E pus-me a vagar a esmo
À procura de mim mesmo
Fiz uma tentativa breve
Deixar Minh ‘alma leve
No alvor, tanta pureza.
Quanto se via natureza
Não, não quero ser d’aonde
Tudo é mera perfeição
Onde a terra é tão cheirosa
Tal perfume de marmeleiro
Cada curva tem o cheiro
De estrada perigosa
E de poetas, a inspiração...
Pedro Torres
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sexta-feira, 15 de outubro de 2010
Et estiagem
Uma chuva dessas
Que da Terra a sede mata
Acordei de um sonho bom
E tu estavas ao meu lado
Antes e depois do sonho.
Eras tu o frescor da brisa suave
Da chuvinha fina ainda caindo
Fazendo barulho lá fora e nós alheios...
Que sonhamos um mesmo sonho...
Estava no fim da estação seca
Naquele período interposto
Da morte das paisagens ocres
E tudo que se lhe revelasse cor
E não temêssemos mais a dor
E a saudade não nos banhasse mais
E fosse repleta somente a nostalgia
De um sorriso de alegria no orvalhar...
Pedro Torres
Que da Terra a sede mata
Acordei de um sonho bom
E tu estavas ao meu lado
Antes e depois do sonho.
Eras tu o frescor da brisa suave
Da chuvinha fina ainda caindo
Fazendo barulho lá fora e nós alheios...
Que sonhamos um mesmo sonho...
Estava no fim da estação seca
Naquele período interposto
Da morte das paisagens ocres
E tudo que se lhe revelasse cor
E não temêssemos mais a dor
E a saudade não nos banhasse mais
E fosse repleta somente a nostalgia
De um sorriso de alegria no orvalhar...
Pedro Torres
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terça-feira, 5 de outubro de 2010
Elixir
Ter que partir
Agradecer e seguir
A dor de sentir
O plantar e florir
O desenho de colorir
Falar e ouvir
Começar e desistir
Ao longe, devagar, ir
De o farol reluzir
A ideia expandir
O calar e o bramir
Amar, existir
O gemer e o sorrir
Aumentar e reduzir
Desistir, persistir
Gerar, parir
Chegar, partir
O poema elixir...
Pedro Torres
Agradecer e seguir
A dor de sentir
O plantar e florir
O desenho de colorir
Falar e ouvir
Começar e desistir
Ao longe, devagar, ir
De o farol reluzir
A ideia expandir
O calar e o bramir
Amar, existir
O gemer e o sorrir
Aumentar e reduzir
Desistir, persistir
Gerar, parir
Chegar, partir
O poema elixir...
Pedro Torres
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segunda-feira, 4 de outubro de 2010
Dúvidas
Quando não souber o que fazer e nem pra onde ir, paro o mundo e desço!
Pedro Torres
Pedro Torres
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terça-feira, 17 de agosto de 2010
Mudança
Vivendo cá no Sertão
Faço verso mais bem feito
Sai tudo bem mais rimado
Parecendo que a rima
Veio morar do meu lado
Fazendo força no peito
Pedro Torres
Faço verso mais bem feito
Sai tudo bem mais rimado
Parecendo que a rima
Veio morar do meu lado
Fazendo força no peito
Pedro Torres
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domingo, 8 de agosto de 2010
Teus vinte anos e tua beleza
Essas vinte primaveras que te cercam
Te coroam de amor, de paz e luz
És linda, és meiga, porém só te disfarças
Por não saberes a beleza que possuis
Tuas vinte primaveras, vinte flores
Te perfumam, te beijam, te rodeiam
Não descobres a meiguice que tu tens
Porque os céus de amor te encandeiam
Teus vinte anos te deram mil encantos
Os teus olhos, teus sorrisos divinais
O coração que sentir o teu amor
Pulsa tanto que chora e se desfaz
Se tu tens atrativos de uma flor
És das flores a flor mais invejada
Se teus anos te fizeram como flor
És também flor entre as flores misturada
As aragens são tuas portadoras
As densas brumas te servem como véu
Te apresentas como linda patativa
Das gaiolas de luz que há no céu
Vestal linda dos templos de Diana
Parnasiana de sublime inspiração
Rainha amada das fontes de Castália
Dourado cisne do País do Coração
João Batista de Siqueira, Cancão.
Gentilmente enviado pelo organizador do livro Palavras ao Penilúnio, do escritor e poeta Lindoaldo Vieira.
"O livro pode ser adquirido nos endereços eletrônicos acima, no endereço do organizador Lindoaldo Vieira Campos Júnior (lvcamposjunior@hotmail.com), ou no Box Sertanejo (81 - 3446-8596), dentro do Mercado da Madalena."
Fonte: Interpoética
http://www.interpoetica.com/
Explêndido livro!
Pedro Torres
Te coroam de amor, de paz e luz
És linda, és meiga, porém só te disfarças
Por não saberes a beleza que possuis
Tuas vinte primaveras, vinte flores
Te perfumam, te beijam, te rodeiam
Não descobres a meiguice que tu tens
Porque os céus de amor te encandeiam
Teus vinte anos te deram mil encantos
Os teus olhos, teus sorrisos divinais
O coração que sentir o teu amor
Pulsa tanto que chora e se desfaz
Se tu tens atrativos de uma flor
És das flores a flor mais invejada
Se teus anos te fizeram como flor
És também flor entre as flores misturada
As aragens são tuas portadoras
As densas brumas te servem como véu
Te apresentas como linda patativa
Das gaiolas de luz que há no céu
Vestal linda dos templos de Diana
Parnasiana de sublime inspiração
Rainha amada das fontes de Castália
Dourado cisne do País do Coração
João Batista de Siqueira, Cancão.
Gentilmente enviado pelo organizador do livro Palavras ao Penilúnio, do escritor e poeta Lindoaldo Vieira.
"O livro pode ser adquirido nos endereços eletrônicos acima, no endereço do organizador Lindoaldo Vieira Campos Júnior (lvcamposjunior@hotmail.com), ou no Box Sertanejo (81 - 3446-8596), dentro do Mercado da Madalena."
Fonte: Interpoética
http://www.interpoetica.com/
Explêndido livro!
Pedro Torres
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Aniversariante
Hoje, tua primavera e esse teu colorido.
Da parte da vida, o por viver e o já vivido
Os tantos outros planos e um dia ensolarado!...
Que estarei sempre amor, do teu lado.
Teu aniversário e restaram somente
Estilhaços dos sonhos da criança,
Os raros bons momentos na lembrança
De um viver-se feliz, eternamente...
Lembra-te de tudo quanto se esquece,
E do que a gente não esquece mais.
Da alegria que você merece...
Que hoje é também dia dos pais.
Mas, sou é poeta, vivo do exagero.
Já mandei avisar até no estrangeiro
Que hoje é festa no mundo inteiro!
Acaba-se o poema, fica teu cheiro...
(08 de agosto de 2010)
Pedro Torres
Da parte da vida, o por viver e o já vivido
Os tantos outros planos e um dia ensolarado!...
Que estarei sempre amor, do teu lado.
Teu aniversário e restaram somente
Estilhaços dos sonhos da criança,
Os raros bons momentos na lembrança
De um viver-se feliz, eternamente...
Lembra-te de tudo quanto se esquece,
E do que a gente não esquece mais.
Da alegria que você merece...
Que hoje é também dia dos pais.
Mas, sou é poeta, vivo do exagero.
Já mandei avisar até no estrangeiro
Que hoje é festa no mundo inteiro!
Acaba-se o poema, fica teu cheiro...
(08 de agosto de 2010)
Pedro Torres
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