Toda vez que se prende um passarinho
Diminui na floresta um seresteiro.
(Mote do poeta Felisardo Moura)
Um pequeno vivente exilado
Canta o solo agrural da orfandade
No pequeno calabouço da saudade
Uma lágrima, no canto afinado
Lembra o laço que o tornou destronado
Do seu reino, velho angico altaneiro
Dos filhotes, não sabe o paradeiro
Um covarde caçador desfez seu ninho
Toda vez que se prende um passarinho
Diminui na floresta um seresteiro
Vá na mata , sinta o cheiro da ramagem
O olor das flores, seu verdume
As abelhas doidivanas, no costume
Um regato cristalino, bela imagem
Borboletas multicores em passagem
Pergunte lá; se está tudo prazenteiro
Se, sem musica, sem cantor, isto é certeiro
Fauna e flora lhe responde: é só espinho
Toda vez que se prende um passarinho
Diminui na floresta um seresteiro
Sob o visgo da covarde armadilha
De um covarde que não teve coração
Mente má que semeia escuridão
Mão cruel que apaga a luz que brilha
Que descarta a liberdade da cartilha
Que despreza o que disse o conselheiro
Ainda há tempo se arrependa companheiro
Deixe o menestrel voltar pro seu cantinho
Toda vez que se prende um passarinho
Diminui na floresta um seresteiro
Quem não fez nenhum crime, o que merece?
Sem juízo, viver posto na prisão?
Pegar pena perpétua, sem razão?
Então, o que quer que ele confesse?
Se o homem é o rei, por que se esquece?
Que liberdade, só presta por inteiro
Que esse bicho pequenino é o curandeiro
Dos que sofrem na mata sem carinho
Toda vez que se prende um passarinho
Diminui na floresta um seresteiro.
O pentagrama natural da mãe natura
Sente a falta das notas do cantor
Quando em solo delirante, o torpor
Invadia tudo em sua tablatura
O compasso da pequena criatura
Fez-se pausa no tempo, em tempo inteiro
Em exílio eternal do seu terreiro
Melancólico, canta então pobre bichinho
Toda vez que se prende um passarinho
Diminui na floresta um seresteiro.
Um corista está faltando no coral
A sinfônica sente a falta do cantor
Sente a flora, o gorjeio que faltou
A cantata de então não é igual
Sua falta faz falta no festival
Se perturbe, se comova carcereiro
Quebre as talas, abra a porta do viveiro
Deixe a mata ter de volta o cantorzinho
Toda vez que se prende um passarinho
Diminui na floresta um seresteiro.
Poeta Aluisio Lopes
25 de setembro de 2009
Prospecção do Poeta Josimar Matos, de São José do Egito, que garimpou este diamante de infindáveis quilates, com intensidade e vigor incontestáveis.
Devemos celebrar este momento com todos, Felisardo Nunes pelo felicíssimo Mote, ao Poeta Aluísio Lopes por sua generosidade e genialidade, bem como, ao Poeta Josimar Matos, pela sensibilidade Poética em selecionar dentre tantos Poetas magníficos desta terra fantástica que é o Sertão Nordestino do Brasil, neste caso particular, o Pajeú e o Cariri.
Sinceras homenagens!
Pedro Torres
sábado, 26 de setembro de 2009
sexta-feira, 25 de setembro de 2009
Silêncio de uma noite...
Escuta também esse som
E fecha comigo os olhos.
Este silêncio que nos alicia,
Parece dizer-nos qualquer notícia
Daquele poema que escrevemos juntos
Em pensamentos, na beira do mar...
As ondas faziam um barulho imenso
E como era intenso o nosso carnaval...
E nesse mesmo verão, só nós rimos
De tudo, choramos até, depois de tudo vimos!
Ora, de olhos bem abertos, e que lindos olhos tens...
Mas, lembra-te daquela frase que te disse antes?
Tal o negrume daquele céu estrelado
E a brisa suave a levar o resto do dia,
Vindo a noite, e então confiantes...
Nunca deixamos de ser figurantes,
E mais que nunca, fomos únicos,
Amantes!
Pedro Torres
E fecha comigo os olhos.
Este silêncio que nos alicia,
Parece dizer-nos qualquer notícia
Daquele poema que escrevemos juntos
Em pensamentos, na beira do mar...
As ondas faziam um barulho imenso
E como era intenso o nosso carnaval...
E nesse mesmo verão, só nós rimos
De tudo, choramos até, depois de tudo vimos!
Ora, de olhos bem abertos, e que lindos olhos tens...
Mas, lembra-te daquela frase que te disse antes?
Tal o negrume daquele céu estrelado
E a brisa suave a levar o resto do dia,
Vindo a noite, e então confiantes...
Nunca deixamos de ser figurantes,
E mais que nunca, fomos únicos,
Amantes!
Pedro Torres
Marcadores:
Poesias Repartidas
sexta-feira, 18 de setembro de 2009
Meu nove pitagórico
Porque pão rima com não?
Porque amigo rima com inimigo?
Porque banquete rima com cacete?
Porque frechau rima com tchau?
Porque amor rima com dor?
Porque solidão rima com coração?
Porque vazio rima com desvario?
Porque saudade rima com liberdade?
Porque paixão rima com desilusão?
Porque dormir rima com partir?
Porque covardia rima com poesia?
Porque distância rima com infância?
Porque sorriso rima com siso?
Porque abismo rima com companheirismo?
Porque a imensidão rima com extensão?
Porque par rima com amar?
Gostaria que sempre olhasses pro infinito
À assistir estrelas como dantes o fazias
Não fazer como disse o poeta em poesias
Ver nelas lágrimas ao anoitecer tão bonito
O sol, a lua e três sóis distantes. Eia, rimam!
E lá Júpiter e Saturnol Planetas não brilham.
Disse-me tu, ter sido um teu diferente olhar
Vez, que o céu te prostasse a bem admirar...
Não procuras o poeta brilhando em cima.
Cuida-se amor, aquece o corpo do clima...
Estarei sorrindo a cada agasalhar-se seu,
Pois saberei seguistes um conselho meu.
Só queria ver um sol, amanhecer contigo
Ou, num dia chuvoso trocarmos segredo
E pular na imensidão do amor sem medo
No abismo do teu olhar encontrar abrigo
Dormirmos conforme dissera, de conchinha
Saber que não te sentirias, assim, sozinha
Ver aquela luz e crer seria inda bem cedo
E nem devêssemos sair da cama e olvidar...
Porém, quem creria dos dentes do mundo
Cativa teu oficio, devolve teu Talento mais
Cumpre o mundo, sem te arreliar do vento
Apruma tuas velas se segue este momento
Meu nove pitagórico...
Pedro Torres
Porque amigo rima com inimigo?
Porque banquete rima com cacete?
Porque frechau rima com tchau?
Porque amor rima com dor?
Porque solidão rima com coração?
Porque vazio rima com desvario?
Porque saudade rima com liberdade?
Porque paixão rima com desilusão?
Porque dormir rima com partir?
Porque covardia rima com poesia?
Porque distância rima com infância?
Porque sorriso rima com siso?
Porque abismo rima com companheirismo?
Porque a imensidão rima com extensão?
Porque par rima com amar?
Gostaria que sempre olhasses pro infinito
À assistir estrelas como dantes o fazias
Não fazer como disse o poeta em poesias
Ver nelas lágrimas ao anoitecer tão bonito
O sol, a lua e três sóis distantes. Eia, rimam!
E lá Júpiter e Saturnol Planetas não brilham.
Disse-me tu, ter sido um teu diferente olhar
Vez, que o céu te prostasse a bem admirar...
Não procuras o poeta brilhando em cima.
Cuida-se amor, aquece o corpo do clima...
Estarei sorrindo a cada agasalhar-se seu,
Pois saberei seguistes um conselho meu.
Só queria ver um sol, amanhecer contigo
Ou, num dia chuvoso trocarmos segredo
E pular na imensidão do amor sem medo
No abismo do teu olhar encontrar abrigo
Dormirmos conforme dissera, de conchinha
Saber que não te sentirias, assim, sozinha
Ver aquela luz e crer seria inda bem cedo
E nem devêssemos sair da cama e olvidar...
Porém, quem creria dos dentes do mundo
Cativa teu oficio, devolve teu Talento mais
Cumpre o mundo, sem te arreliar do vento
Apruma tuas velas se segue este momento
Meu nove pitagórico...
Pedro Torres
Marcadores:
Poesias Repartidas
quinta-feira, 17 de setembro de 2009
Saudade coagida...
Vi meus pesadelos caminhando acordado
Arremessei o tapete de um valioso aroma
Vil poeira de estrelas imaginara em Roma
Soberano de cicatrizes dum escravo Dado
No inicial poema que escrevera aguerrido
Poeta que findou tarde por tardar havido
Tudo que lhe restara, seu coração partido
Correntes circulares de um pano eia caído
Mera quimera daquela fera, que me dera
Esquecido, mais que houvera acontecido
Restar-lhe-ia considerar o criado nascido
O forte miolo a lhe acenar à central terra
A nuvem lhe escureceria o dia mais bonito?
Fiéis e inseparáveis do amor, enternecido
Juraste não deslembrar, que o prometido...
Se não fosse absorvo do meu posto finito.
Terias então um ponto final definitivo ido?
Do pulha que ralha por paixão, promovido...
A roubar a arte das pessoas sublimes, Eia!
Ignorando a luz que tudo em nós é candeia.
Na distância, a vida nem é vida
Só conheço a vida em teus braços.
A saudade parece até mais doída,
Forçado a ficar sem teus abraços...
Pedro Torres
Arremessei o tapete de um valioso aroma
Vil poeira de estrelas imaginara em Roma
Soberano de cicatrizes dum escravo Dado
No inicial poema que escrevera aguerrido
Poeta que findou tarde por tardar havido
Tudo que lhe restara, seu coração partido
Correntes circulares de um pano eia caído
Mera quimera daquela fera, que me dera
Esquecido, mais que houvera acontecido
Restar-lhe-ia considerar o criado nascido
O forte miolo a lhe acenar à central terra
A nuvem lhe escureceria o dia mais bonito?
Fiéis e inseparáveis do amor, enternecido
Juraste não deslembrar, que o prometido...
Se não fosse absorvo do meu posto finito.
Terias então um ponto final definitivo ido?
Do pulha que ralha por paixão, promovido...
A roubar a arte das pessoas sublimes, Eia!
Ignorando a luz que tudo em nós é candeia.
Na distância, a vida nem é vida
Só conheço a vida em teus braços.
A saudade parece até mais doída,
Forçado a ficar sem teus abraços...
Pedro Torres
Marcadores:
Poesias Repartidas
Mais Um Ano de Saudade
Vinte e um me chegaram
É mais um ano que passo
Sem teu beijo e teu abraço
O que vou comemorar?
Que graça tem esta data
Que já me foi importante
Mas por tu estar distante
Não tenho o que festejar
Eu rejeitei os convites
Que muitos tinham me feito
Rejeitei por que no peito
Trago uma dor sem tamanho
Dor essa de tão gigante
Me fez deixar de beber
E agora passo a viver
Como eu num ser estranho
Eu sei que não sou o mesmo
Que vivi de cana e festa
Pois a minha vida é esta
Cheia de dificuldade
Eu que fui tão sociável
Prefiro viver sozinho
Igualmente um passarinho
Que perdeu a liberdade
Parabéns de que? pergunto:
Parabéns por mais um ano
De tristeza e desengano
Que passo nesse lugar,
Por que não os pêsames?
Pois cada ano que avança
Vai morrendo a esperança
De quem jurou te amar
Poeta Welton Melo
Parabéns, Poeta!
Não tão somente pelas vinte e uma primaveras, que talvez desejastes compartilhar das flores os odores, caminhando e sentindo as dores, dos espinhos do caminho, talvez por caminhar sozinho, sentindo os espinhos dos amores, perfurando teus pés desnudos, e sangrando neste estradar poético, alimentando a Terra, tenhais certeza, poeta, das fecundas brenhas da mãe da lua, surgirá de repente aquela alma nua, e num sorriso sincero te partirá em dois, te dirá: Sou somente tua! E sentirás um profundo rancor, e saberás que teria sido, talvez, ter morrido antes, de conhecer o amor...
Forte abraço, que Deus continue a iluminar a tua vida!
Pedro Torres
É mais um ano que passo
Sem teu beijo e teu abraço
O que vou comemorar?
Que graça tem esta data
Que já me foi importante
Mas por tu estar distante
Não tenho o que festejar
Eu rejeitei os convites
Que muitos tinham me feito
Rejeitei por que no peito
Trago uma dor sem tamanho
Dor essa de tão gigante
Me fez deixar de beber
E agora passo a viver
Como eu num ser estranho
Eu sei que não sou o mesmo
Que vivi de cana e festa
Pois a minha vida é esta
Cheia de dificuldade
Eu que fui tão sociável
Prefiro viver sozinho
Igualmente um passarinho
Que perdeu a liberdade
Parabéns de que? pergunto:
Parabéns por mais um ano
De tristeza e desengano
Que passo nesse lugar,
Por que não os pêsames?
Pois cada ano que avança
Vai morrendo a esperança
De quem jurou te amar
Poeta Welton Melo
Parabéns, Poeta!
Não tão somente pelas vinte e uma primaveras, que talvez desejastes compartilhar das flores os odores, caminhando e sentindo as dores, dos espinhos do caminho, talvez por caminhar sozinho, sentindo os espinhos dos amores, perfurando teus pés desnudos, e sangrando neste estradar poético, alimentando a Terra, tenhais certeza, poeta, das fecundas brenhas da mãe da lua, surgirá de repente aquela alma nua, e num sorriso sincero te partirá em dois, te dirá: Sou somente tua! E sentirás um profundo rancor, e saberás que teria sido, talvez, ter morrido antes, de conhecer o amor...
Forte abraço, que Deus continue a iluminar a tua vida!
Pedro Torres
Marcadores:
Decanto de Poetas,
Poesias Repartidas
quarta-feira, 16 de setembro de 2009
Vida!
Não falo mais da cor do amor em meus poemas
Minha rima foi tolhida pela inveja e traição
Por almas pequeninas que desaprenderam a poesia
Renasci um poeta morto, e morto vivo todo dia
Minha queixa dói em mim, quem sabe sintas, enfim
A tristeza que carrego, transporto para este verso
Sem ligar pra o ritmo do poema que soa adverso
Ao que deveria ser, curativo para um aflito coração
É tão íntimo o meu pesar, que gostaria de estar
Como um toreiro na arena, sem espadas, sem lugar
Abrigo para que pudesse o bravio touro, me acertar
Com seus chifres afiados, de uma vez me trucidar
Viver sem a linha do meu poema, dilema, problema...
Não vale a pena, às vezes pensei até em me mudar.
Virar poeira de estrelas, voltar aos antepassados
Quando penso no recado, dito com sabedoria, lindo.
Pensar em mim dessa forma, sem dúvida é amar
Querer esquecer-me e não dizer-me que abandonar
A idéia hipócrita dos que, sãos por suas convicções...
Sem dúvidar? Nem que seja noite, e todas as constelações
Sejam lágrimas de uma linda criatura que me falou
Acreditar já me basta, sentir saudade me rasga
E rasgado exponho todo o meu interior, e só bem vê o amor
Que há no peito meu, e de quem me disse querer, talvez
Se não foi desta vez... Ninguém muda o destino
E quem de nós em desatino, um de nós estará lá
Em um abraço demorado, daqueles que cura a alma
Traz sossego, paz, sara tudo e acalma...
Minha Vida...
Pedro Torres
Minha rima foi tolhida pela inveja e traição
Por almas pequeninas que desaprenderam a poesia
Renasci um poeta morto, e morto vivo todo dia
Minha queixa dói em mim, quem sabe sintas, enfim
A tristeza que carrego, transporto para este verso
Sem ligar pra o ritmo do poema que soa adverso
Ao que deveria ser, curativo para um aflito coração
É tão íntimo o meu pesar, que gostaria de estar
Como um toreiro na arena, sem espadas, sem lugar
Abrigo para que pudesse o bravio touro, me acertar
Com seus chifres afiados, de uma vez me trucidar
Viver sem a linha do meu poema, dilema, problema...
Não vale a pena, às vezes pensei até em me mudar.
Virar poeira de estrelas, voltar aos antepassados
Quando penso no recado, dito com sabedoria, lindo.
Pensar em mim dessa forma, sem dúvida é amar
Querer esquecer-me e não dizer-me que abandonar
A idéia hipócrita dos que, sãos por suas convicções...
Sem dúvidar? Nem que seja noite, e todas as constelações
Sejam lágrimas de uma linda criatura que me falou
Acreditar já me basta, sentir saudade me rasga
E rasgado exponho todo o meu interior, e só bem vê o amor
Que há no peito meu, e de quem me disse querer, talvez
Se não foi desta vez... Ninguém muda o destino
E quem de nós em desatino, um de nós estará lá
Em um abraço demorado, daqueles que cura a alma
Traz sossego, paz, sara tudo e acalma...
Minha Vida...
Pedro Torres
Marcadores:
Poesias Repartidas
Cancão III
O sol além se deitava
A sua luz se esvasava
Pela ramagem da horta
A brisa, em leves ruídos
Levava os ternos gemidos
Da tarde já quase morta
(Depois da Chuva)
João Batista de Siqueira
Cancão
A sua luz se esvasava
Pela ramagem da horta
A brisa, em leves ruídos
Levava os ternos gemidos
Da tarde já quase morta
(Depois da Chuva)
João Batista de Siqueira
Cancão
Marcadores:
Decanto de Poetas
Cancão II
As águas silenciosas
Vão rolando preguiçosas
Lá das colinas lodosas
Se despenham sem alarde
A aragem sertaneja
Sobre a paisagem que beija
Mansamente rumoreja
Por despedida da tarde
(A Borborema)
João Batista de Siqueira
Cancão
Vão rolando preguiçosas
Lá das colinas lodosas
Se despenham sem alarde
A aragem sertaneja
Sobre a paisagem que beija
Mansamente rumoreja
Por despedida da tarde
(A Borborema)
João Batista de Siqueira
Cancão
Marcadores:
Decanto de Poetas
Cancão I
O sol, em nesgas vermelhas
Vai atravessando o mangue
Aquelas rubras centelhas
Parecem feitas de sangue
E o celeste vulcão
Numa santa erupção
Na montanha ainda arde
Seus derradeiros lampejos
São eles restos dos beijos
Enfraquecidos da tarde
(Crepúsculo)
João Batista de Siqueira
Cancão
Vai atravessando o mangue
Aquelas rubras centelhas
Parecem feitas de sangue
E o celeste vulcão
Numa santa erupção
Na montanha ainda arde
Seus derradeiros lampejos
São eles restos dos beijos
Enfraquecidos da tarde
(Crepúsculo)
João Batista de Siqueira
Cancão
Marcadores:
Decanto de Poetas
Biu de Crisanto II
Da visão desta janela
Eu vi os sonhos perdidos
A vida passou por mim
Causando dor e gemidos
E a esperança morreu
No vale dos esquecidos.
O mundo esqueceu de mim
Neste cubículo imundo
Onde mergulhei nos livros
Hora minuto e segundo
E fiz diversas viagens
Pela vastidão do mundo.
Não esqueço um só segundo
Dos dias da mocidade
Mas o tempo me roubou
Da vida mais da metade
Restando só amargura
Tristeza, dor e saudade.
Biu de Crisanto
Eu vi os sonhos perdidos
A vida passou por mim
Causando dor e gemidos
E a esperança morreu
No vale dos esquecidos.
O mundo esqueceu de mim
Neste cubículo imundo
Onde mergulhei nos livros
Hora minuto e segundo
E fiz diversas viagens
Pela vastidão do mundo.
Não esqueço um só segundo
Dos dias da mocidade
Mas o tempo me roubou
Da vida mais da metade
Restando só amargura
Tristeza, dor e saudade.
Biu de Crisanto
Marcadores:
Decanto de Poetas
Assinar:
Comentários (Atom)