Deus vê do céu bem visíveis
Nossos íntimos dilemas
Pra ele não tem problemas
De soluções impossíveis
Desde que são infalíveis
Os atos do grande ser
Todos têm que obedecer
Rico, pobre, bom ou mau
Não cai a folha de um pau
Sem nosso Deus não querer
x
Fraqueza da humanidade
Alguém dirá, mas não é
Diz a tradição até
Jesus chorou de saudade
Seu coração de bondade
Da Virgem se despedia
Chorava olhando a Maria
Do Horto da Oliveira
A saudade é Companheira
De que não tem companhia
x
Os carinhos de mãe, estremecida.
Os brinquedos do tempo de criança
O sorriso fugaz de uma esperança
A primeira ilusão de nossa vida.
Um adeus que se dá por despedida
O desprezo que a gente não merece
O delírio da lágrima que desce
Nos momentos de angústia e de desgraça
Passa tudo na vida, tudo passa,
Mas nem tudo que passa a gente esquece*
Poeta Dimas Batista
*Mote da poetisa Das Neves Marinho
sexta-feira, 31 de julho de 2009
Marinheiro
Eu combali com a saudade
E decidi singrar os mares
Em busca de um amor perdido
Acabei à nau, perdido
Em mares muito revoltos
Envolto em meus penares
Abaixei as velas, larguei o leme do barco
Entreguei nas mãos de Deus o meu destino
Que guiou esse poeta parco.
Já me via em perfeito desatino
Bem no meio do desmedido oceano
Quando Ele traçou pra mim um plano...
Fez do céu a grande cena
E da minha língua a pena
Na grande Tranquilidade.
Tomado de ar bravio
Encontrei na poesia o fio
Da minha felicidade!
E me apontou a claridade.
Fugir da saudade é besteira
Que o amor nunca tem fim.
É a esperança derradeira.
Há quem conte d'outra maneira
Que a saudade é a companheira
Mais fiel nas horas de amargura.
Inda há quem diga que foi assim:
Que tudo ficou pra depois.
Que tudo isso é verdade
"E na história bonita de nós dois
No final, quem venceu foi a saudade..."
Pedro Torres
E decidi singrar os mares
Em busca de um amor perdido
Acabei à nau, perdido
Em mares muito revoltos
Envolto em meus penares
Abaixei as velas, larguei o leme do barco
Entreguei nas mãos de Deus o meu destino
Que guiou esse poeta parco.
Já me via em perfeito desatino
Bem no meio do desmedido oceano
Quando Ele traçou pra mim um plano...
Fez do céu a grande cena
E da minha língua a pena
Na grande Tranquilidade.
Tomado de ar bravio
Encontrei na poesia o fio
Da minha felicidade!
E me apontou a claridade.
Fugir da saudade é besteira
Que o amor nunca tem fim.
É a esperança derradeira.
Há quem conte d'outra maneira
Que a saudade é a companheira
Mais fiel nas horas de amargura.
Inda há quem diga que foi assim:
Que tudo ficou pra depois.
Que tudo isso é verdade
"E na história bonita de nós dois
No final, quem venceu foi a saudade..."
Pedro Torres
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Poesias Repartidas
quinta-feira, 30 de julho de 2009
“A morte está enganada, Eu vou viver depois dela”.
Quando eu partir deste abrigo
Seguir à mansão sagrada,
A morte está perdoada
Do que quis fazer comigo,
Quis que eu fosse igual ao trigo
Que ao vendaval se esfarela,
Mas eu vou passar por ela
De cabeça levantada
“A morte está enganada,
Eu vou viver depois dela”.
Manoel Filó
Seguir à mansão sagrada,
A morte está perdoada
Do que quis fazer comigo,
Quis que eu fosse igual ao trigo
Que ao vendaval se esfarela,
Mas eu vou passar por ela
De cabeça levantada
“A morte está enganada,
Eu vou viver depois dela”.
Manoel Filó
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Decanto de Poetas
Quadrinhas...
Sou um poeta que prima
Pelas belezas do sertão
Expulso do peito a rima
Presas no meu coração
Só Jesus faz amor todo dia.
Eu vim ao mundo pra ser
Um pecador por merecer
Perdão da Virgem Maria.
Saudade fogueira em brasa
Ímã de mil magnetos...
Oferto a teu pai uns netos
pra vir morar na minha casa
Eu ave da noite e do dia
Se enterrado em cova rasa
Fica de fora uma asa
Por me sobrar poesia
Pedro Torres
À medida que for lembrando das quadrinhas que fiz vou postando aqui, agonizando umas tentativas.
Peço aos poetas da boa poesia que corrijam-me na métrica, porque to aqui pra aprender e quero honrar a iguaria que aprecio.
Pelas belezas do sertão
Expulso do peito a rima
Presas no meu coração
Só Jesus faz amor todo dia.
Eu vim ao mundo pra ser
Um pecador por merecer
Perdão da Virgem Maria.
Saudade fogueira em brasa
Ímã de mil magnetos...
Oferto a teu pai uns netos
pra vir morar na minha casa
Eu ave da noite e do dia
Se enterrado em cova rasa
Fica de fora uma asa
Por me sobrar poesia
Pedro Torres
À medida que for lembrando das quadrinhas que fiz vou postando aqui, agonizando umas tentativas.
Peço aos poetas da boa poesia que corrijam-me na métrica, porque to aqui pra aprender e quero honrar a iguaria que aprecio.
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Poesias Repartidas
Divergência
Seja grosseira, me responda aos gritos
Encha de mágoa o meu interior
Seus seios virgens, quentes e bonitos
Também tiveram culpa em minha dor
Sem machucar os corações aflitos
Deve ser muito bom morrer de amor
Seus olhos mostram dois aerólitos
Enfeitando o espaço ao sol se pôr
Já que não posso merecer seu porte
Fico parado condenado a sorte
Que não nos trouxe condições iguais
Eu não sou cofre de guardar segredo
Ou tive culpa de nascer mais cedo
Ou foi você que demorou demais
Manoel Filó
Encha de mágoa o meu interior
Seus seios virgens, quentes e bonitos
Também tiveram culpa em minha dor
Sem machucar os corações aflitos
Deve ser muito bom morrer de amor
Seus olhos mostram dois aerólitos
Enfeitando o espaço ao sol se pôr
Já que não posso merecer seu porte
Fico parado condenado a sorte
Que não nos trouxe condições iguais
Eu não sou cofre de guardar segredo
Ou tive culpa de nascer mais cedo
Ou foi você que demorou demais
Manoel Filó
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Decanto de Poetas
quarta-feira, 29 de julho de 2009
Sem nome
Eu soube de tuas setas
Fiquei até sem palavras...
Ao ouvir por tuas lavras
Das juras suas secretas
Que por minhas portas abertas
Entrara o amor que incendeia
Nesse coração que alardeia
Desde as searas mais desertas
À cidade mais cosmopolita
És a morena mais bonita
Que tem lá na minha aldeia
Essa distância não existe!
E é mentira que estou triste!
É tudo um ledo engano!
Esse teu nada de essência,
Essa dor te tua ausência,
É o meu mais puro insano.
Pedro Torres
Fiquei até sem palavras...
Ao ouvir por tuas lavras
Das juras suas secretas
Que por minhas portas abertas
Entrara o amor que incendeia
Nesse coração que alardeia
Desde as searas mais desertas
À cidade mais cosmopolita
És a morena mais bonita
Que tem lá na minha aldeia
Essa distância não existe!
E é mentira que estou triste!
É tudo um ledo engano!
Esse teu nada de essência,
Essa dor te tua ausência,
É o meu mais puro insano.
Pedro Torres
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Vergonha
Quando passo, entre passos
Nas ruas do meu Recife
Chego em casa em pedaços
Miséria, dor e sofrimento
Nas calçadas e ruas esburacadas
O clamor do cheira cola
Criança de alugueis morrendo de fome
A pedir esmola por amor a um Deus
Velhos, aleijados e desgraçados
O que penso é a humilhação
Que fazem seu instrumento de trabalho
Uns reprovam, outros não
Qual a expectativas para estes seres
Que esquecemos que sentem frio
São almas humanas iguais a nós
Nas suas guerras intimas, estão por um fio
Manoel Fernandes Maia
Nas ruas do meu Recife
Chego em casa em pedaços
Miséria, dor e sofrimento
Nas calçadas e ruas esburacadas
O clamor do cheira cola
Criança de alugueis morrendo de fome
A pedir esmola por amor a um Deus
Velhos, aleijados e desgraçados
O que penso é a humilhação
Que fazem seu instrumento de trabalho
Uns reprovam, outros não
Qual a expectativas para estes seres
Que esquecemos que sentem frio
São almas humanas iguais a nós
Nas suas guerras intimas, estão por um fio
Manoel Fernandes Maia
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Eu e o Galo-de -Campina
Triste sina de um Galo-de-Campina
Que era alegre bem antes da prisão,
Mas foi preso nas grades do alçapão
E hoje chora no canto a triste sina.
Eu também tive a sina repentina,
Pois um dia fui livre e hoje não.
Na tristeza, esse Galo é meu irmão:
Minha sina da dele é copia fina.
Hoje a casa do Galo é a gaiola.
Notas tristes no canto é que ele sola.
A saudade do Galo - a vastidão.
O meu canto é um canto de lamento.
A gaiola é o meu apartamento.
E a saudade que eu sinto é do sertão.
Vinicius Gregório
Que era alegre bem antes da prisão,
Mas foi preso nas grades do alçapão
E hoje chora no canto a triste sina.
Eu também tive a sina repentina,
Pois um dia fui livre e hoje não.
Na tristeza, esse Galo é meu irmão:
Minha sina da dele é copia fina.
Hoje a casa do Galo é a gaiola.
Notas tristes no canto é que ele sola.
A saudade do Galo - a vastidão.
O meu canto é um canto de lamento.
A gaiola é o meu apartamento.
E a saudade que eu sinto é do sertão.
Vinicius Gregório
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Decanto de Poetas
Meu peito e o chão
Preparei minha terra pra plantar,
Mas a chuva não veio até agora...
Enfeitei o meu peito para amar,
E a mulher que mais amo foi embora...
Mas as nuvens já vêm anunciar,
Que uma chuva virá regando a flora.
Só não veio ninguém pra me avisar,
Se quem amo virá na mesma hora.
Mesmo assim o meu peito é como o chão,
Sempre fértil, está de prontidão,
Esperando chover bem de mansinho...
Mas um chão, sem chover, pode rachar
E o meu peito, cansado de esperar,
Rachará nessa seca de carinho!
Vinícius Gregório
Recife 30/04/2009
Mas a chuva não veio até agora...
Enfeitei o meu peito para amar,
E a mulher que mais amo foi embora...
Mas as nuvens já vêm anunciar,
Que uma chuva virá regando a flora.
Só não veio ninguém pra me avisar,
Se quem amo virá na mesma hora.
Mesmo assim o meu peito é como o chão,
Sempre fértil, está de prontidão,
Esperando chover bem de mansinho...
Mas um chão, sem chover, pode rachar
E o meu peito, cansado de esperar,
Rachará nessa seca de carinho!
Vinícius Gregório
Recife 30/04/2009
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terça-feira, 28 de julho de 2009
Doces Lembranças
Mando de volta as cartas que enviaste,
Me declarando tão profundo amor,
E te pergunto por que é que deixaste,
O peito de amas sofrer tanta dor.
Ah! Lindas noites as quais me amaste,
E em beijaste, tal qual beija-flor,
Noites ardentes em que deliraste,
E trouxeste à tona um sonho multicor,
Hoje meu peito triste, amargurado,
Transformou todo sonho do passado,
Neste mundo cinzento em meu presente.
Para mim, restaram só doces lembranças,
Quando agarrava tuas longas tranças,
E tu roçavas em meu corpo quente.
Ciro Menezes
Me declarando tão profundo amor,
E te pergunto por que é que deixaste,
O peito de amas sofrer tanta dor.
Ah! Lindas noites as quais me amaste,
E em beijaste, tal qual beija-flor,
Noites ardentes em que deliraste,
E trouxeste à tona um sonho multicor,
Hoje meu peito triste, amargurado,
Transformou todo sonho do passado,
Neste mundo cinzento em meu presente.
Para mim, restaram só doces lembranças,
Quando agarrava tuas longas tranças,
E tu roçavas em meu corpo quente.
Ciro Menezes
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