Agora sim estás triste
E sem duvidar da fonte
Das águas cristalinas
Inodoras, Incolores e Insípidas
Que amargam ao gole da sede
Que não é da garganta
Do nó do pranto
Que resistes em mim
Deságuas o sem-fim
E sem receios
Acorrenta-se ao amor.
Que te proíbes em vão
Porque já em jaulas
De um fliperama
Das bolas que voltam
A cada nova ficha
Comprada e validada.
Que a máquina não aceita
Qualquer inverdade.
E viver na cidade
Não é em vão.
É preciso pão
Ainda que seja
Tudo o que reste
Plantar o trigo
E colher os favos
Bater na pedra
E moer a casca
Integralmente
Pois do fermento
O dormido
É mais saudável
E até amargo, encorpado
Lá na França.
O cheiro inesquecível
Da infância...
Do pão quente do forno!
Pedro Torres
terça-feira, 30 de junho de 2009
Vento No Litoral
Legião Urbana
Composição: Renato Russo
De tarde quero descansar
Chegar até a praia e ver
Se o vento ainda esta forte
E vai ser bom subir nas pedras
Sei que faço isso pra esquecer
Eu deixo a onda me acertar
E o vento vai levando
Tudo embora...
Agora está tão longe
ver a linha do horizonte me distrai
Dos nossos planos é que tenho mais saudade
Quando olhávamos juntos
Na mesma direção
Aonde está você agora
Alem de aqui dentro de mim...
Agimos certo sem querer
Foi só o tempo que errou
Vai ser difícil sem você
Porque você esta comigo
O tempo todo
E quando vejo o mar
Existe algo que diz
Que a vida continua
E se entregar é uma bobagem...
Já que você não está aqui
O que posso fazer
É cuidar de mim
Quero ser feliz ao menos,
Lembra que o plano
Era ficarmos bem...
Eieieieiei!
Olha só o que eu achei
Humrun
Cavalos-marinhos...
Sei que faço isso
Pra esquecer
Eu deixo a onda me acertar
E o vento vai levando
Tudo embora...
Poeta Renato Manfredini Jr.
Composição: Renato Russo
De tarde quero descansar
Chegar até a praia e ver
Se o vento ainda esta forte
E vai ser bom subir nas pedras
Sei que faço isso pra esquecer
Eu deixo a onda me acertar
E o vento vai levando
Tudo embora...
Agora está tão longe
ver a linha do horizonte me distrai
Dos nossos planos é que tenho mais saudade
Quando olhávamos juntos
Na mesma direção
Aonde está você agora
Alem de aqui dentro de mim...
Agimos certo sem querer
Foi só o tempo que errou
Vai ser difícil sem você
Porque você esta comigo
O tempo todo
E quando vejo o mar
Existe algo que diz
Que a vida continua
E se entregar é uma bobagem...
Já que você não está aqui
O que posso fazer
É cuidar de mim
Quero ser feliz ao menos,
Lembra que o plano
Era ficarmos bem...
Eieieieiei!
Olha só o que eu achei
Humrun
Cavalos-marinhos...
Sei que faço isso
Pra esquecer
Eu deixo a onda me acertar
E o vento vai levando
Tudo embora...
Poeta Renato Manfredini Jr.
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Decanto de Poetas
Ecos de Respeito
Será o tempo, juiz implacável dos nossos planos
Da saudade, recompensa tardia dos nossos desenganos
E do teu germe companheiro, testemunha fiel aos poucos anos
E me dissolvo em nuvens parcas
E vôo em plena escuridão de minh'alma
Porque silêncios que apunhalam covardemente
E peço que se afastem dela, novamente e sempre
Fui um vento que passou e deixou silêncio
Emudeceu o melhor dos verbos eloquentes, não tremas
Que expressava o sentimento do punhal encravado,
Fincado em minhas costas e peito nu, aberto em chagas.
Do alto vi colinas verdejantes e agonizei
E de lá não pude voltar, pois que distante
Audácia? A praia d'onde bronzeio pensamentos diários
E sem pára-quedas saltei em teu vazio absurdo
Disposto a queimar-me em mil fogueiras em brasa
E ser consumido vivo até ver-me cinzas, carcaça
Chamuscando inicialmente a pele como torresmo
Para negar aos abutres pedaços de minha carne
Abandono-me à sorte minha, exclusiva e repentinamente
E nada compartilharei que em ti te encontres
Pois só adiante e depois de apodrecida a carne
Filhos de moscas brotarão nela como larvas famintas.
Descobrirás dolorosamente, aí sim o desperdiçar do tempo
Que o tempo perdido era a mais preciosa gema, e ainda
De muitos quilates, mas não polida em tua idéia torta
E talvez encontres a solução definitiva da morte, e te rejeite sem azeite.
Não advogo causas perdidas para o meu Senhor
Luta selvagem até extrair-se de todo o suor e a dor
E implantar a delícia do sacrifício de viver intensamente
O orvalho de amanhecer sempre e parir tua própria cria!
Quando nunca aparecer nada por fazer, e o último poema
For sempre o recomeço de uma nova linha por escrever
Vamos caminhar por entre becos e ruas desertas e povoadas
Não dividir ego, id, superego e desencontrar-se volitivamente
E viver a ermo como náufragos de um mundo pobre
Soberanos de uma anarquia de planos sarcásticos de nobres
Que não te compreendem por que além do tempo a tua doença
Não ira, que dos pecados me alimento e vomito
Fertilidade desta matéria de cópula pronta espera
E agora tesa em ti pensar, ereta e pungente
Lactante, órfã e humana que chora e se esconde
De si, não de mim, o que arranco e ponho as escâncaras
Suga-me todo o bem que desejas e cresce, dá-me o teu peito
Aceita morrermos juntos pecaminosamente e permanecermos
Que anjos caídos não conhecem a candeia e se confundem
E cumprindo a promessa de respeitar cada pensamento teu, vou...
Pedro Torres
Da saudade, recompensa tardia dos nossos desenganos
E do teu germe companheiro, testemunha fiel aos poucos anos
E me dissolvo em nuvens parcas
E vôo em plena escuridão de minh'alma
Porque silêncios que apunhalam covardemente
E peço que se afastem dela, novamente e sempre
Fui um vento que passou e deixou silêncio
Emudeceu o melhor dos verbos eloquentes, não tremas
Que expressava o sentimento do punhal encravado,
Fincado em minhas costas e peito nu, aberto em chagas.
Do alto vi colinas verdejantes e agonizei
E de lá não pude voltar, pois que distante
Audácia? A praia d'onde bronzeio pensamentos diários
E sem pára-quedas saltei em teu vazio absurdo
Disposto a queimar-me em mil fogueiras em brasa
E ser consumido vivo até ver-me cinzas, carcaça
Chamuscando inicialmente a pele como torresmo
Para negar aos abutres pedaços de minha carne
Abandono-me à sorte minha, exclusiva e repentinamente
E nada compartilharei que em ti te encontres
Pois só adiante e depois de apodrecida a carne
Filhos de moscas brotarão nela como larvas famintas.
Descobrirás dolorosamente, aí sim o desperdiçar do tempo
Que o tempo perdido era a mais preciosa gema, e ainda
De muitos quilates, mas não polida em tua idéia torta
E talvez encontres a solução definitiva da morte, e te rejeite sem azeite.
Não advogo causas perdidas para o meu Senhor
Luta selvagem até extrair-se de todo o suor e a dor
E implantar a delícia do sacrifício de viver intensamente
O orvalho de amanhecer sempre e parir tua própria cria!
Quando nunca aparecer nada por fazer, e o último poema
For sempre o recomeço de uma nova linha por escrever
Vamos caminhar por entre becos e ruas desertas e povoadas
Não dividir ego, id, superego e desencontrar-se volitivamente
E viver a ermo como náufragos de um mundo pobre
Soberanos de uma anarquia de planos sarcásticos de nobres
Que não te compreendem por que além do tempo a tua doença
Não ira, que dos pecados me alimento e vomito
Fertilidade desta matéria de cópula pronta espera
E agora tesa em ti pensar, ereta e pungente
Lactante, órfã e humana que chora e se esconde
De si, não de mim, o que arranco e ponho as escâncaras
Suga-me todo o bem que desejas e cresce, dá-me o teu peito
Aceita morrermos juntos pecaminosamente e permanecermos
Que anjos caídos não conhecem a candeia e se confundem
E cumprindo a promessa de respeitar cada pensamento teu, vou...
Pedro Torres
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segunda-feira, 29 de junho de 2009
Pedaços de mim
Quem inventou o amor?
Eu quero conhecer outras suas teses
Agradecer pela dor que sinto diariamente
E pelo sangue que derramo dos olhos, contente
Pelo coraçãozinho que desenho na prova final
E dos meus pensamentos que se nos confundem
Na hora mais inadequada, ser namorado, namorada...
E da zombaria gostosa de que estou apaixonada
Acorrentada a uma estranha idéia, dantes amargura
Vinda da sepultura que guardei mais bem guardada
Acordar já como se houvesse chorado a noite toda
Desde que dormi durante o dia, e não vi as lágrimas derramadas
De uma saudade que sinto desgraçada, meu tormento
E acreditar racionalmente que tudo isso é bom
É demais para o meu sensato e humano pensamento
E sinto uma felicidade tão imensa, que me anula
Assusta saber que perdi as rédeas do meu destino
Penso que posso embaralhar meus cabelos e entrar em desatino
E não encontrar neles a tua mão que me dá paz
É que meu espírito se acalma, se me dizes alguma coisa
E já não escuto mais aquela voz insana, desumana
Pois Autorizada por meu amor verdadeiro, meu amor.
E as malditas filosofias vãs, pagãs... As favas com os divãs
Quero teu colo, teu abraço fraterno e amigo, e tudo
E quero frutos doces, da mordida já provada, proibida
Um pedaço de mim.
Pedro Torres
Eu quero conhecer outras suas teses
Agradecer pela dor que sinto diariamente
E pelo sangue que derramo dos olhos, contente
Pelo coraçãozinho que desenho na prova final
E dos meus pensamentos que se nos confundem
Na hora mais inadequada, ser namorado, namorada...
E da zombaria gostosa de que estou apaixonada
Acorrentada a uma estranha idéia, dantes amargura
Vinda da sepultura que guardei mais bem guardada
Acordar já como se houvesse chorado a noite toda
Desde que dormi durante o dia, e não vi as lágrimas derramadas
De uma saudade que sinto desgraçada, meu tormento
E acreditar racionalmente que tudo isso é bom
É demais para o meu sensato e humano pensamento
E sinto uma felicidade tão imensa, que me anula
Assusta saber que perdi as rédeas do meu destino
Penso que posso embaralhar meus cabelos e entrar em desatino
E não encontrar neles a tua mão que me dá paz
É que meu espírito se acalma, se me dizes alguma coisa
E já não escuto mais aquela voz insana, desumana
Pois Autorizada por meu amor verdadeiro, meu amor.
E as malditas filosofias vãs, pagãs... As favas com os divãs
Quero teu colo, teu abraço fraterno e amigo, e tudo
E quero frutos doces, da mordida já provada, proibida
Um pedaço de mim.
Pedro Torres
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domingo, 28 de junho de 2009
Sono verdadeiro
Vou dormir um sono verdadeiro
Talvez sonhe com um mundo melhor
Sem hipócritas, estupradores e ladrões
Carnificina assassina de emoções das pedras
Que das janelas vejo sendo atiradas por meninos
Traquinagem de almas pequeninas, minúsculas cenas.
E na novela passa um monte de abobrinhas
Preencher o vazio do oco coco
Miolos de pote, azedumes, costumes.
A virtude é uma reta indivisível
Para poucos, menos invisível e até crível
Ainda que em um sonho, acordado
Imaginar-te nua andando pela sala
E olhos esbugalhados indagando
Que é aquilo?
Tieta, Pedro Bala, e tantos personagens...
Não são tão lindos quanto a vida do escritor
Meu bem amado, morena cravo e canela.
Que te debruças na janela
E fumas um cigarro sem companhia
Sem nenhum tapa, na cara limpa e goza a fumaça cinza
E sem passar de mãos em mãos vais em frente
Sem arrependimentos e sentindo o vento quente
Que de repente te leva bem próximo de uma confusão
Imprópria e que te aproprias, por egoísta
Que queres posto em escritos teus
E em teu seio, escrito o mais bonito verso meu.
Que ninguém respeita por alhear-se ao teu destino
Dos pensamentos que se lhes absurdam em suas mentes
Não maturadas, como amoras frescas colhidas e não tragadas.
Pessoas estragadas por não aproveitadas, desperdício de vontades
Que não perdes tempo, que nesse tempo, tempo é essencial
Providências, afazeres, e o amor trivial...
Quem sabe um copo traz um pouco de alegria
Ou o vazio seja a fonte toda de tua existência
E essa decadência, que te confundia seja tua rebeldia
Romper de idéias previamente planejadas por senhores
Doutores de uma ciência caduca desde o nascimento
Que não se precisa a data nem o momento.
Que sabemos existir e assim nos encontramos livres
E nessa caminhada nos encontramos para copular
Fazer filhos, agasalharmos um ao outro no frio
Encontrar para o mesmo encontro nosso um conforto
Ainda que de futilidades que sabemos a força do poço
Que infinita seja, pois, essa busca incessante que nos incendeia
E nos amaremos na rede, na teia e no chão quente de um pântano
De lamas de larvas de um vulcão de muitas matérias inorgânicas
Que alimentem esse corpo de mesmos elementos e nos dê espaço
Para em atos complexos sedimentarmos algumas palavras
Que descrevam os fatos mais relevantes
Eis que o todo deveras saber impossível realizar
E a parte nossa seria talvez amar incondicionalmente
Ainda os fracos, frascos e seus comprimidos
Oprimidos, esquecidos e cartelas ou tabelas matemáticas
Para evitar a regra, voltemos à rudeza, olhemos a lua
E volto a minha fertilidade, virilidade, te imagino sim
E não posto no verso tudo que não carece e repito a prece
Até definitivamente pegar teus modos e aprender contigo
Como seguir essa vida de orvalhos matinais sem jornais
E ficar informado do que se produziu à distância...
Pedro Torres
Talvez sonhe com um mundo melhor
Sem hipócritas, estupradores e ladrões
Carnificina assassina de emoções das pedras
Que das janelas vejo sendo atiradas por meninos
Traquinagem de almas pequeninas, minúsculas cenas.
E na novela passa um monte de abobrinhas
Preencher o vazio do oco coco
Miolos de pote, azedumes, costumes.
A virtude é uma reta indivisível
Para poucos, menos invisível e até crível
Ainda que em um sonho, acordado
Imaginar-te nua andando pela sala
E olhos esbugalhados indagando
Que é aquilo?
Tieta, Pedro Bala, e tantos personagens...
Não são tão lindos quanto a vida do escritor
Meu bem amado, morena cravo e canela.
Que te debruças na janela
E fumas um cigarro sem companhia
Sem nenhum tapa, na cara limpa e goza a fumaça cinza
E sem passar de mãos em mãos vais em frente
Sem arrependimentos e sentindo o vento quente
Que de repente te leva bem próximo de uma confusão
Imprópria e que te aproprias, por egoísta
Que queres posto em escritos teus
E em teu seio, escrito o mais bonito verso meu.
Que ninguém respeita por alhear-se ao teu destino
Dos pensamentos que se lhes absurdam em suas mentes
Não maturadas, como amoras frescas colhidas e não tragadas.
Pessoas estragadas por não aproveitadas, desperdício de vontades
Que não perdes tempo, que nesse tempo, tempo é essencial
Providências, afazeres, e o amor trivial...
Quem sabe um copo traz um pouco de alegria
Ou o vazio seja a fonte toda de tua existência
E essa decadência, que te confundia seja tua rebeldia
Romper de idéias previamente planejadas por senhores
Doutores de uma ciência caduca desde o nascimento
Que não se precisa a data nem o momento.
Que sabemos existir e assim nos encontramos livres
E nessa caminhada nos encontramos para copular
Fazer filhos, agasalharmos um ao outro no frio
Encontrar para o mesmo encontro nosso um conforto
Ainda que de futilidades que sabemos a força do poço
Que infinita seja, pois, essa busca incessante que nos incendeia
E nos amaremos na rede, na teia e no chão quente de um pântano
De lamas de larvas de um vulcão de muitas matérias inorgânicas
Que alimentem esse corpo de mesmos elementos e nos dê espaço
Para em atos complexos sedimentarmos algumas palavras
Que descrevam os fatos mais relevantes
Eis que o todo deveras saber impossível realizar
E a parte nossa seria talvez amar incondicionalmente
Ainda os fracos, frascos e seus comprimidos
Oprimidos, esquecidos e cartelas ou tabelas matemáticas
Para evitar a regra, voltemos à rudeza, olhemos a lua
E volto a minha fertilidade, virilidade, te imagino sim
E não posto no verso tudo que não carece e repito a prece
Até definitivamente pegar teus modos e aprender contigo
Como seguir essa vida de orvalhos matinais sem jornais
E ficar informado do que se produziu à distância...
Pedro Torres
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sábado, 27 de junho de 2009
Natália
Legião Urbana
Composição: Renato Russo
Vamos falar de pesticida
E de tragédias radioativas
De doenças incuráveis
Vamos falar de sua vida
Preste atenção ao que eles dizem
Ter esperança é hipocrisia
A felicidade é uma mentira
E a mentira é salvação
Beba desse sangue imundo
E você conseguirá dinheiro
E quando o circo pega fogo
Somos os animais na jaula
Mas você só quer algo tão doce
Não confunda ética com éter
Quando penso em você eu tenho febre
Mas quem sabe um dia eu escrevo
Uma canção pra você
Quem sabe um dia eu escrevo
Uma canção pra você
É complicado estar só
Quem está sozinho que o diga
Quando a tristeza é sempre o ponto de partida
Quando tudo é solidão
É preciso acreditar num novo dia
Na nossa grande geração perdida
Nos meninos e meninas
Nos trevos de quatro folhas
A escuridão ainda é pior que essa luz cinza
Mas estamos vivos ainda
E quem sabe um dia eu escrevo
Uma canção pra você
Quem sabe um dia eu escrevo
Uma canção pra você
Poeta Renato Manfredini Jr.
Composição: Renato Russo
Vamos falar de pesticida
E de tragédias radioativas
De doenças incuráveis
Vamos falar de sua vida
Preste atenção ao que eles dizem
Ter esperança é hipocrisia
A felicidade é uma mentira
E a mentira é salvação
Beba desse sangue imundo
E você conseguirá dinheiro
E quando o circo pega fogo
Somos os animais na jaula
Mas você só quer algo tão doce
Não confunda ética com éter
Quando penso em você eu tenho febre
Mas quem sabe um dia eu escrevo
Uma canção pra você
Quem sabe um dia eu escrevo
Uma canção pra você
É complicado estar só
Quem está sozinho que o diga
Quando a tristeza é sempre o ponto de partida
Quando tudo é solidão
É preciso acreditar num novo dia
Na nossa grande geração perdida
Nos meninos e meninas
Nos trevos de quatro folhas
A escuridão ainda é pior que essa luz cinza
Mas estamos vivos ainda
E quem sabe um dia eu escrevo
Uma canção pra você
Quem sabe um dia eu escrevo
Uma canção pra você
Poeta Renato Manfredini Jr.
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Decanto de Poetas
Oito?
É do meu duvidar
Que vens certeza
De idéias claras.
À luz de velas,
De candelabros,
Ou caravelas
D'onde navegam
Planos...
Uma casa,
Um filho,
Um sonho.
Pés no chão,
Frio no corpo,
Calor na alma,
Na cama,
Sermão...
Silêncio teu...
E eu ateu
Ateio o fogo
De uma novidade
De outrora.
E te descobres
Em chamas.
Madrugada...
Ciclos de vida,
Desde a Phoenix
Que pressentia
O aproximar-se
Dos raios do sol.
Quem à aurora
Encontrei-a no tempo
Despertando...
Vespertina,
De repente
Um espanto e o terrível
Abandonar-se
Da busca.
O Surgir inevitável,
Por zelo,
Do amor...
Duvidar
Saber
Temer
Zelar
Estremecer
Lacrimejar
Da doce incerteza
Viva...
Respeito
O teu tempo.
Sereno,
Desnudo,
Calmo,
Atento!
Espírito
Luta...
Descobrir
Pesado
Grave.
Saudade
Filhos
Idade
Tudo
Refleti...
Concluí ser o saber
Consciente
Do que me foi informado
Pelo presente e passado
Que merecemos
Na cidade
A felicidade
De sermos,
Dessa vez...
Pedro Torres
Que vens certeza
De idéias claras.
À luz de velas,
De candelabros,
Ou caravelas
D'onde navegam
Planos...
Uma casa,
Um filho,
Um sonho.
Pés no chão,
Frio no corpo,
Calor na alma,
Na cama,
Sermão...
Silêncio teu...
E eu ateu
Ateio o fogo
De uma novidade
De outrora.
E te descobres
Em chamas.
Madrugada...
Ciclos de vida,
Desde a Phoenix
Que pressentia
O aproximar-se
Dos raios do sol.
Quem à aurora
Encontrei-a no tempo
Despertando...
Vespertina,
De repente
Um espanto e o terrível
Abandonar-se
Da busca.
O Surgir inevitável,
Por zelo,
Do amor...
Duvidar
Saber
Temer
Zelar
Estremecer
Lacrimejar
Da doce incerteza
Viva...
Respeito
O teu tempo.
Sereno,
Desnudo,
Calmo,
Atento!
Espírito
Luta...
Descobrir
Pesado
Grave.
Saudade
Filhos
Idade
Tudo
Refleti...
Concluí ser o saber
Consciente
Do que me foi informado
Pelo presente e passado
Que merecemos
Na cidade
A felicidade
De sermos,
Dessa vez...
Pedro Torres
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Onde Virgulino passeou, Passo deixando saudade.
Se esse mote não for de minha autoria, minha memória me traiu e lembrei de uma cantoria que devo ter ido em outra 'geração' onde cantadores valentes cantavam para o primo Virgulino Ferreira em um 'pé de parede':
Onde Virgulino passeou
Passo deixando saudade
Pedro Torres
Agradecimento ao Poeta Ciro Menezes pelo socorro na metrificação desse mote, sem tirar e nem por nenhum sentido. Primeira de Luxo poeta!
Onde Virgulino passeou
Passo deixando saudade
Pedro Torres
Agradecimento ao Poeta Ciro Menezes pelo socorro na metrificação desse mote, sem tirar e nem por nenhum sentido. Primeira de Luxo poeta!
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sexta-feira, 26 de junho de 2009
Ave Migrante
Se é sina de passarinho
Sair e buscar sozinho
Gravetos para o seu ninho
Vou seguir o meu caminho
Bater asas e voar...
Ir, veredas desbravar
Acolher a retirante
Ave migratória.
Conceder-lhe a vitória
De não ser um ser errante.
Tirar vendas em Cervantes
Pra não destruir moinhos
Tratadores das sementes.
Vou ao relento, tempos cientes
Passarinhos...
Vou adiante pousar
Construir e espalhar os segredos dos sonhos
Irei descendir o futuro do olhar
De cada vôo, em mares abertos
Pelos sertões, entre labaredas
Abrir caminhos, tirar espinhos
Pra acalantar os sonhos dos meus,
Passarinhos.
Pedro Torres e Maviael Melo
26 de junho de 2009
Sair e buscar sozinho
Gravetos para o seu ninho
Vou seguir o meu caminho
Bater asas e voar...
Ir, veredas desbravar
Acolher a retirante
Ave migratória.
Conceder-lhe a vitória
De não ser um ser errante.
Tirar vendas em Cervantes
Pra não destruir moinhos
Tratadores das sementes.
Vou ao relento, tempos cientes
Passarinhos...
Vou adiante pousar
Construir e espalhar os segredos dos sonhos
Irei descendir o futuro do olhar
De cada vôo, em mares abertos
Pelos sertões, entre labaredas
Abrir caminhos, tirar espinhos
Pra acalantar os sonhos dos meus,
Passarinhos.
Pedro Torres e Maviael Melo
26 de junho de 2009
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sexta-feira, 19 de junho de 2009
Penas de outrora
Em algum momento
Estive te perdendo
Ouvi tua voz e tudo
E à volta, aquela música
E a chuva que fez
No tempo exato
A sua parte
Delícia nossa
Hoje, só hoje.
Tira-me daqui
Eu quero ir
A qualquer parte
Não quero ficar
Aqui.
Esperar ainda
Um pouco mais?
Ser tudo tão definitivo:
Quanto o início e o fim
Por onde começaríamos?
E até onde iria,
O nosso querer, minha Heroína?
Meu Dado da sorte
Lança-me nas veias...
Os teus escritos
Que guardo segredo
Até a morte!
Oferta-me o teu cacto resistente
E com tua pena, descreves a flor
E seus espinhos defensores...
Não é quando faz sentido
Que dói até um pouco?
Eu sei...
Mas logo passa!
Por um cheiro de álcool,
Uma espera em vão,
E o trem repleto.
A mesma estação
E outra viagem...
A paciência que finda
E tu ainda não...
Quase cilada, poeta
Por um não querer,
A letra que não vai
E conhecer teu conto,
O teu desejo, mais recôndito.
A pena leve, de tuas letras...
Pedro Torres
Estive te perdendo
Ouvi tua voz e tudo
E à volta, aquela música
E a chuva que fez
No tempo exato
A sua parte
Delícia nossa
Hoje, só hoje.
Tira-me daqui
Eu quero ir
A qualquer parte
Não quero ficar
Aqui.
Esperar ainda
Um pouco mais?
Ser tudo tão definitivo:
Quanto o início e o fim
Por onde começaríamos?
E até onde iria,
O nosso querer, minha Heroína?
Meu Dado da sorte
Lança-me nas veias...
Os teus escritos
Que guardo segredo
Até a morte!
Oferta-me o teu cacto resistente
E com tua pena, descreves a flor
E seus espinhos defensores...
Não é quando faz sentido
Que dói até um pouco?
Eu sei...
Mas logo passa!
Por um cheiro de álcool,
Uma espera em vão,
E o trem repleto.
A mesma estação
E outra viagem...
A paciência que finda
E tu ainda não...
Quase cilada, poeta
Por um não querer,
A letra que não vai
E conhecer teu conto,
O teu desejo, mais recôndito.
A pena leve, de tuas letras...
Pedro Torres
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