Nosso amor para além da eternidade
Não durou dois verões e meio inverno.
Quando o céu transformou-se num inferno
No silêncio da nuvem de saudade...
Dediquei-me a zelar nossa amizade
No percurso da história interrompida
Construindo um Amor pra toda a vida
No terreno arenoso do seu peito....
"Meu castelo de sonhos foi desfeito
No momento da sua despedida."
Dei pra ela: romance e sentimento
Em um livro de amor que lhe escrevi
E apesar de ser pouco o que vali
Seu valor foi pra mim os 100%.
E "inda" há chagas abertas, no momento,
Duma história bonita e verdadeira
Foi gigante e hoje só resta uma beira
Do que houve em meu peito adormecido
"Tem um resto de amor mal resolvido
Perturbando meu sono a noite inteira."
Pedro Torres
segunda-feira, 22 de dezembro de 2014
sábado, 20 de dezembro de 2014
Desintoxicação
Preciso, desesperadamente,
De um verso doce de amor.
A frase certa que alivia
Que descansa a alma
E faz sentir de novo algo quente e cheiroso
Como uma xícara de café quente!
Não preciso de um verso-Deus
Que ressuscite nada!
Basta-me, apenas, a poesia...
Expirar esse gás carbônico
Que me seca a inspiração
E repousar meu espírito em um abraço
Único!
Pedro Torres
De um verso doce de amor.
A frase certa que alivia
Que descansa a alma
E faz sentir de novo algo quente e cheiroso
Como uma xícara de café quente!
Não preciso de um verso-Deus
Que ressuscite nada!
Basta-me, apenas, a poesia...
Expirar esse gás carbônico
Que me seca a inspiração
E repousar meu espírito em um abraço
Único!
Pedro Torres
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domingo, 16 de novembro de 2014
Alucinação
Bebo doses maciças de ansiedade
E me ausento do mundo das certezas
Deixo a dúvida arder entre as friezas
Desse breve torpor de realidade.
Anoitece e a fumaça da cidade
Decorada por mil luzes acesas
Pinta o céu de amarelo e as impurezas
Ganham cor, disfarçando a falsidade.
Eu me esforço em deixar minh'alma sã
E à janela eu convoco outra manhã
Que preencha de luz meu pensamento...
Recordando o perfume da campina
"O silêncio da nuvem me alucina
Nesse mapa irreal de sentimento"
Pedro Torres
Mote de Mariana Véras
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Decanto de Poetas,
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Vou vender meu coração Por qualquer tostão furado.
Já se passou tanto tempo
Desde o meu último romance
Que eu nem sei se existe chance
De findar meu contratempo.
Se nem pra ser passatempo
Eu tenho sido sondado
Pra não morrer desprezado
Na primeira ocasião
Vou vender meu coração
Por qualquer tostão furado.
Pedro Torres
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Porque o espinho faz parte da roseira E é besteira dizer que se esqueceu.
Quando a gente ama mesmo uma pessoa
Não importa se acaso ela nos fira
Que é melhor se calar sendo mentira
Que falar que não ama sendo a toa.
A saudade é o espinho que magoa
Na roseira do sonho que morreu
Eu não posso culpar quem prometeu
Ser amor ao meu lado a vida inteira
Porque o espinho faz parte da roseira
E é besteira dizer que se esqueceu.
Pedro Torres.
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O mundo tá se acabando E tem quem diga que não.
Nem se houvesse outra Alcatraz
Cabia tanto bandido!
Que o petróleo foi vendido
Porém, barato demais...
Afundaram a Petrobrás
Num mar de corrupção
E inda tem muito ladrão
Do poço fundo, jorrando...
O mundo tá se acabando
E tem quem diga que não.
Pedro Torres
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Na loteria da morte Todos serão contemplados!
NA LOTERIA DA MORTE
TODOS SERÃO CONTEMPLADOS
Dentre os jogos de azar
Nenhum é mais democrático
Pois, sendo um sorteio prático
Ninguém consegue escapar.
Todo mundo vai ganhar
Celebração de finados!
Pois, nesse jogo de dados
Todos têm a mesma sorte
Na loteria da morte
Todos serão contemplados!
Como bois indo pro abate
É nossa vida terrena
Tentamos fugir da pena
Até que a morte nos mate.
Do rico dono de iate
Ao pobre, de alguns trocados,
Todos serão derrubados
No dia exato do corte
Na loteria da morte
Todos serão contemplados!
Ter orgulho e vaidade
É vão demais, pode crer
Porque depois de morrer
Se acaba a desigualdade.
No banco da eternidade
Têm-se os débitos sanados
E a conta dos humilhados
Recebe o perdão de aporte
Na loteria da morte
Todos serão contemplados!
Juntar bens materiais,
Entre outras coisas vãs,
São heresias pagãs
Desnecessárias demais.
Ser rico mesmo, é ter paz
E amigos acumulados
Pra os que ficarem, coitados,
Ter alguém que lhes conforte
Na loteria da morte
Todos serão contemplados!
A vida não é cassino
Pra ninguém ganhar aposta
Pois, quem odeia e quem gosta
Enfrenta o mesmo assassino.
O tempo cumpre o destino
Ao qual estamos fadados
E, após, sermos sorteados
Pifa o fraco e bate o forte
Na loteria da morte
Todos serão contemplados!
Pedro Torres
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Quem passar no castelo da saudade Dê lembrança ao amor que já foi meu.
Essa hora que a noite abarca o dia
Numa tarde saudosa de dezembro
Passa um filme na mente, e eu me lembro
Do calor de um abraço que eu queria.
Eu daqui pra morrer só gostaria
De saber se de fato, ela esqueceu
Se ela sabe que o nosso amor morreu
Mas, ficou no meu peito "inda" metade
"Quem passar no castelo da saudade
Dê lembrança ao amor que já foi meu."
Pedro Torres
Mote de Neuza Clementino
Numa tarde saudosa de dezembro
Passa um filme na mente, e eu me lembro
Do calor de um abraço que eu queria.
Eu daqui pra morrer só gostaria
De saber se de fato, ela esqueceu
Se ela sabe que o nosso amor morreu
Mas, ficou no meu peito "inda" metade
"Quem passar no castelo da saudade
Dê lembrança ao amor que já foi meu."
Pedro Torres
Mote de Neuza Clementino
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sexta-feira, 19 de setembro de 2014
Pendurei na parede do meu peito Seu retrato num quadro de saudade!
Meu casebre de sonhos assombrado
Já não vive paixões faz tanto tempo
Que lembranças de amor de passatempo
Tem há tempos meu sono, atormentado.
Sem querer mais lembrar desse passado
Que deixou meu presente na ansiedade
Vou tentando sonhar na liberdade
Do que eu tento esquecer, sem achar jeito...
"Pendurei na parede do meu peito
Seu retrato num quadro de saudade!"
Sem eu ter condições de lhe esquecer
Pelo menos, de um jeito mais completo
Vou vivendo num mundo tão secreto
Que é capaz da vontade se perder.
Não é fácil encontrar algum prazer
Quando a falta não traz felicidade
E remédio pra ausência quando invade
É danado pra não fazer efeito...
"Pendurei na parede do meu peito
Seu retrato num quadro de saudade!"
Pedro Torres
Mote de Catarine Aragão
Já não vive paixões faz tanto tempo
Que lembranças de amor de passatempo
Tem há tempos meu sono, atormentado.
Sem querer mais lembrar desse passado
Que deixou meu presente na ansiedade
Vou tentando sonhar na liberdade
Do que eu tento esquecer, sem achar jeito...
"Pendurei na parede do meu peito
Seu retrato num quadro de saudade!"
Sem eu ter condições de lhe esquecer
Pelo menos, de um jeito mais completo
Vou vivendo num mundo tão secreto
Que é capaz da vontade se perder.
Não é fácil encontrar algum prazer
Quando a falta não traz felicidade
E remédio pra ausência quando invade
É danado pra não fazer efeito...
"Pendurei na parede do meu peito
Seu retrato num quadro de saudade!"
Pedro Torres
Mote de Catarine Aragão
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quarta-feira, 6 de agosto de 2014
Um segundo!
Tem-se tudo e, ao mesmo tempo, nada
Nesse instante se faz mais necessário
Era como se o dia e o calendário
Se encontrassem na data programada.
Um momento sem antes nem depois
Só durante e assim mesmo um infinito
Onde sonhos passeiam, tão bonito
Quanto os raios de um sol que já se pôs.
É uma espera do que não vai chegar
Por estar, já bem antes, onde existe
Num sorriso no rosto, ou pranto triste,
Que inda insiste em querer se apropriar.
Tudo aquilo indomável que nos toma
Paralisa a garganta e o peito expulsa
Quando a voz do desejo sai convulsa
Da megera do orgulho que entra em coma.
Dá-se o fim das razões e toda lógica
Numa ausência completa de conceitos
Nessa força gigante entre dois peitos
Na paixão sem distância ideológica.
Pelo brilho dos cílios se revela
A saudade escorrendo pelos olhos
Como a bruma lançada sob abrolhos
Corre face uma lágrima singela.
Ninguém sabe, de fato, a explicação
Desse grande mistério sem mistério
Dos meandros do íntimo refrigério
Quando as almas se tocam na emoção.
Todos cinco sentidos se aprimoram
Mas, o olhar é de longe o mais arguto
Quando o vento ao passar deixa-lhe enxuto
E põe riso na face dos que choram.
Toda vez que a lembrança acende a chama
Arde um par de saudade onde lhe abraça
E isso é quase metade do que passa
Num segundo de olhar de quem se ama.
Nesse instante se faz mais necessário
Era como se o dia e o calendário
Se encontrassem na data programada.
Um momento sem antes nem depois
Só durante e assim mesmo um infinito
Onde sonhos passeiam, tão bonito
Quanto os raios de um sol que já se pôs.
É uma espera do que não vai chegar
Por estar, já bem antes, onde existe
Num sorriso no rosto, ou pranto triste,
Que inda insiste em querer se apropriar.
Tudo aquilo indomável que nos toma
Paralisa a garganta e o peito expulsa
Quando a voz do desejo sai convulsa
Da megera do orgulho que entra em coma.
Dá-se o fim das razões e toda lógica
Numa ausência completa de conceitos
Nessa força gigante entre dois peitos
Na paixão sem distância ideológica.
Pelo brilho dos cílios se revela
A saudade escorrendo pelos olhos
Como a bruma lançada sob abrolhos
Corre face uma lágrima singela.
Ninguém sabe, de fato, a explicação
Desse grande mistério sem mistério
Dos meandros do íntimo refrigério
Quando as almas se tocam na emoção.
Todos cinco sentidos se aprimoram
Mas, o olhar é de longe o mais arguto
Quando o vento ao passar deixa-lhe enxuto
E põe riso na face dos que choram.
Toda vez que a lembrança acende a chama
Arde um par de saudade onde lhe abraça
E isso é quase metade do que passa
Num segundo de olhar de quem se ama.
Pedro Torres
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