Talvez o cheiro que empaca
Na narina e no juízo
Faça o verso de improviso
Sair com a rima fraca...
Que a saudade é como faca
Repartindo o pão no meio
Onde alguém num gesto feio
Quer sempre a maior fatia
Sem saber que sentiria
Fome até de bucho cheio!
Vivo repleto de nada
De vazio, de ilusões
Fazendo metamorfose
De algumas decepções
Ando à estrada sem seguro
Me iluminando no escuro
Ao largo, às vezes, do dia
Não sei ser bom nem ruim
E quando não caibo em mim
Me derramo em poesia.
Pedro Torres
domingo, 9 de fevereiro de 2014
Já faz tempo que a gente não procura Um diálogo que encontre uma saída
Já faz tempo que a gente não procura
Um diálogo que encontre uma saída
Pra essa estrada da gente dividida
Que tem vezes parece até tortura.
E outro amor que seria a nossa cura
Não penetra num coração blindado
Que o futuro não faz novo passado
Se o que passa não vive pro presente
E a lembrança, no caso, é bem recente
Mas, não faz nenhum erro perdoado.
Pedro Torres
Um diálogo que encontre uma saída
Pra essa estrada da gente dividida
Que tem vezes parece até tortura.
E outro amor que seria a nossa cura
Não penetra num coração blindado
Que o futuro não faz novo passado
Se o que passa não vive pro presente
E a lembrança, no caso, é bem recente
Mas, não faz nenhum erro perdoado.
Pedro Torres
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sexta-feira, 7 de fevereiro de 2014
Vingas
Sou repleno de mim por ter raízes
Neste solo fecundo da humildade
Onde as flores bonitas da amizade
São esteio dos dias meus felizes
Se minh'alma carrega cicatrizes
Dos espinhos cruéis da falsidade
Não me cabe julgar quem tem verdade
Pela sombra de folhas infelizes
Vão-se os dias, também as estações
E com o tempo se fecha os machucões
No caminho do golpe derradeiro
Cada parte de mim que planta o bem
Sem migalhas, nem húmus de ninguém
Agradece, florindo, ser inteiro!
Pedro Torres
Neste solo fecundo da humildade
Onde as flores bonitas da amizade
São esteio dos dias meus felizes
Se minh'alma carrega cicatrizes
Dos espinhos cruéis da falsidade
Não me cabe julgar quem tem verdade
Pela sombra de folhas infelizes
Vão-se os dias, também as estações
E com o tempo se fecha os machucões
No caminho do golpe derradeiro
Cada parte de mim que planta o bem
Sem migalhas, nem húmus de ninguém
Agradece, florindo, ser inteiro!
Pedro Torres
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Condor
Onde estiveres sei que escutarás
Meu canto novo sem chorar lamentos
No colo quente dos teus sentimentos
Que à brisa fria tu te esquentarás;
Se as ventanias que atravessarás
Traz tua calma pros meus aposentos
Voa até mim com a paz dos ventos
E, voar alto, teu condor, verás...
Cobra meus lábios junto aos teus ...com juros
E te cobrirei com mil beijos puros
Mas, não te vingues nunca do vazio
Gasta meu nome junto a identidade
Chove torrentes de amor e saudade
Deságua em mim ...como fosses rio.
Pedro Torres
Meu canto novo sem chorar lamentos
No colo quente dos teus sentimentos
Que à brisa fria tu te esquentarás;
Se as ventanias que atravessarás
Traz tua calma pros meus aposentos
Voa até mim com a paz dos ventos
E, voar alto, teu condor, verás...
Cobra meus lábios junto aos teus ...com juros
E te cobrirei com mil beijos puros
Mas, não te vingues nunca do vazio
Gasta meu nome junto a identidade
Chove torrentes de amor e saudade
Deságua em mim ...como fosses rio.
Pedro Torres
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quinta-feira, 6 de fevereiro de 2014
Lembrança
Eu me esforço tentando acreditar
Que com o tempo a lembrança se arrefece
Mas, quem tenta ir embora, só se esquece
Que a saudade se lembra de voltar.
Na distância da troca de um olhar
Tudo aquilo que passa, permanece
E a vontade do abraço nos aquece
Derretendo a coragem de evitar.
Já minh'alma parece que passeia
E se ausenta de mim por um momento
Na iminência do beijo, em teu abrigo
De tal forma que sinto em minha veia
Correr todo o calor do sentimento
Que até tento negar, mas, não consigo!
Pedro Torres
Que com o tempo a lembrança se arrefece
Mas, quem tenta ir embora, só se esquece
Que a saudade se lembra de voltar.
Na distância da troca de um olhar
Tudo aquilo que passa, permanece
E a vontade do abraço nos aquece
Derretendo a coragem de evitar.
Já minh'alma parece que passeia
E se ausenta de mim por um momento
Na iminência do beijo, em teu abrigo
De tal forma que sinto em minha veia
Correr todo o calor do sentimento
Que até tento negar, mas, não consigo!
Pedro Torres
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terça-feira, 4 de fevereiro de 2014
E a saudade covarde só não mata Porque tem o prazer de torturar
Muitas vezes a dor é igual sopapo
Na ferida da perna da pessoa
Que a casquinha já tá ficando boa
E alguém puxa de vez o esparadrapo.
Pois, tem vezes que fica algum fiapo
De lembrança enganchada no lugar
E quem puxa de vez pode arrancar
Um pedaço da dor que não se trata
"E a saudade covarde só não mata
Porque tem o prazer de torturar!"
Pedro Torres
Na ferida da perna da pessoa
Que a casquinha já tá ficando boa
E alguém puxa de vez o esparadrapo.
Pois, tem vezes que fica algum fiapo
De lembrança enganchada no lugar
E quem puxa de vez pode arrancar
Um pedaço da dor que não se trata
"E a saudade covarde só não mata
Porque tem o prazer de torturar!"
Pedro Torres
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segunda-feira, 3 de fevereiro de 2014
Saudade tem cor de giz Riscado num quadro escuro
Saudade tem cor de giz
Riscado num quadro escuro
São riscos brancos de luz
Iluminando o futuro
Que o apagador nunca apaga
A dor de um fim prematuro.
Pedro Torres
Riscado num quadro escuro
São riscos brancos de luz
Iluminando o futuro
Que o apagador nunca apaga
A dor de um fim prematuro.
Pedro Torres
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domingo, 2 de fevereiro de 2014
"Amor Proibido..."
Quando alguém se revela em nossas vidas
E sabemos, no amor, sua importância
Não tem bala ou nenhuma substância
Pra empatar de as paixões serem sentidas.
Se as estradas do amor são divididas
E os casais sofrem com a divisão
Nos caminhos sem rumo da ilusão
Qualquer lágrima ultima-se, e cai
"Que paixão sem o "XÃO" o nome é PAI
Mas, o pai não empata essa paixão"
Compreendo, mas, sou um bom sujeito
Que o ciúme é maior de pai pra filha
Mas, seguimos, os dois, na mesma trilha
Nos atalhos do nosso amor perfeito.
Nos perdemos, por não ter o direito,
De falar com a voz do coração
E, mesmo mudos, na força da atração,
No silêncio da boca, o olhar atrai
"Que paixão sem o "XÃO" o nome é PAI
Mas, o pai não empata essa paixão"
Todo ímpar na vida tem seu par
E na soma perfeita somos pares
Nosso caso de amor foi pelos ares
Mas, no caso, não deu pra não se amar...
Decidimos, porém, nos afastar
Pra não dar asas pra imaginação
Mas, no curso do rio, a inspiração
Sempre inunda na face e o verso sai
"Que paixão sem o "XÃO" o nome é PAI
Mas, o pai não empata essa paixão"
Quantos são os casais só de aparência
Que não têm verdadeira afinidade?
Que na essência não têm felicidade
Por forçar entre si a convivência?
Quando o "Pai" da Divina Providência
Determina pra dois uma união
Faz um laço na ponta do cordão
Que somente Ele mesmo Deselai
"Que paixão sem o "XÃO" o nome é PAI
Mas, o pai não empata essa paixão"
A saudade pra nós é igual sentença
Que no apelo do amor ninguém cumpriu
Como dois foragidos, e quem abriu
Nossa cela de dor foi nossa crença.
Que apesar da aparente diferença
Nas questões de idade, e formação
Como o espelho reflete o sim e o não
Nossa imagem invertida nunca trai
"Que paixão sem o "XÃO" o nome é PAI
Mas, o pai não empata essa paixão"
Pedro Torres
Mote de Jeferson Silva
E sabemos, no amor, sua importância
Não tem bala ou nenhuma substância
Pra empatar de as paixões serem sentidas.
Se as estradas do amor são divididas
E os casais sofrem com a divisão
Nos caminhos sem rumo da ilusão
Qualquer lágrima ultima-se, e cai
"Que paixão sem o "XÃO" o nome é PAI
Mas, o pai não empata essa paixão"
Compreendo, mas, sou um bom sujeito
Que o ciúme é maior de pai pra filha
Mas, seguimos, os dois, na mesma trilha
Nos atalhos do nosso amor perfeito.
Nos perdemos, por não ter o direito,
De falar com a voz do coração
E, mesmo mudos, na força da atração,
No silêncio da boca, o olhar atrai
"Que paixão sem o "XÃO" o nome é PAI
Mas, o pai não empata essa paixão"
Todo ímpar na vida tem seu par
E na soma perfeita somos pares
Nosso caso de amor foi pelos ares
Mas, no caso, não deu pra não se amar...
Decidimos, porém, nos afastar
Pra não dar asas pra imaginação
Mas, no curso do rio, a inspiração
Sempre inunda na face e o verso sai
"Que paixão sem o "XÃO" o nome é PAI
Mas, o pai não empata essa paixão"
Quantos são os casais só de aparência
Que não têm verdadeira afinidade?
Que na essência não têm felicidade
Por forçar entre si a convivência?
Quando o "Pai" da Divina Providência
Determina pra dois uma união
Faz um laço na ponta do cordão
Que somente Ele mesmo Deselai
"Que paixão sem o "XÃO" o nome é PAI
Mas, o pai não empata essa paixão"
A saudade pra nós é igual sentença
Que no apelo do amor ninguém cumpriu
Como dois foragidos, e quem abriu
Nossa cela de dor foi nossa crença.
Que apesar da aparente diferença
Nas questões de idade, e formação
Como o espelho reflete o sim e o não
Nossa imagem invertida nunca trai
"Que paixão sem o "XÃO" o nome é PAI
Mas, o pai não empata essa paixão"
Pedro Torres
Mote de Jeferson Silva
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Decanto de Poetas,
Poesias Repartidas
Mas, com o tempo irá morrer à míngua Quem quiser insistir que amor não há!
No final da novela "amor à vida"
Teve um beijo que há muito era esperado
Niko e Félix, casal apaixonado
Numa cena romântica e "atrevida."
Foi por causa da cena transmitida
Que se deu todo esse "BÁ-FÁ-FÁ"!
Que os hipócritas com sua língua má
Reclamaram do beijo, sem ver língua
Mas, com o tempo irá morrer à míngua
Quem quiser insistir que amor não há!
Pedro Torres
Teve um beijo que há muito era esperado
Niko e Félix, casal apaixonado
Numa cena romântica e "atrevida."
Foi por causa da cena transmitida
Que se deu todo esse "BÁ-FÁ-FÁ"!
Que os hipócritas com sua língua má
Reclamaram do beijo, sem ver língua
Mas, com o tempo irá morrer à míngua
Quem quiser insistir que amor não há!
Pedro Torres
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sábado, 1 de fevereiro de 2014
Sem que, nem verbo, poesia!
Palavras e frases, canções melodias
Com versos e inversos de doces receitas
Nuance de cores por luzes perfeitas
De até certo ponto em tons de poesias...
Caminhos sem rumos, e estradas vazias
Nos rastros e curvas de ruas estreitas
Mentiras sinceras, sem hipocrisias,
Perfume das flores de olentes colheitas
Das linhas contíguas em cada quarteto
Ao cume elevado do fim do terceto
Todo o brilhantismo no final da meta
Cadência de rimas no encontro do par
E toda a esperança na íris do olhar
Do sonho sem verbo de um peito poeta.
Pedro Torres
Com versos e inversos de doces receitas
Nuance de cores por luzes perfeitas
De até certo ponto em tons de poesias...
Caminhos sem rumos, e estradas vazias
Nos rastros e curvas de ruas estreitas
Mentiras sinceras, sem hipocrisias,
Perfume das flores de olentes colheitas
Das linhas contíguas em cada quarteto
Ao cume elevado do fim do terceto
Todo o brilhantismo no final da meta
Cadência de rimas no encontro do par
E toda a esperança na íris do olhar
Do sonho sem verbo de um peito poeta.
Pedro Torres
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