Ao decidir lhe esquecer
Pra cuidar melhor de mim
Vi o amor chegar ao fim
E calar meu bem querer...
Como o sol ao entardecer
Que nos traz a escuridão
Não existe espera em vão
Pra quem espera a claridade
"No silêncio da saudade
Só quem fala é o coração."
Pedro Torres
Mote de Antônio Pereira
sexta-feira, 11 de outubro de 2013
quinta-feira, 10 de outubro de 2013
Dividimos, os dois, nossos caminhos Procurando no mundo por nós mesmos!
Nosso amor inda hoje nos dá frutos
Na lembrança que o tempo nunca apaga
Que a distância ferindo, feito adaga,
Corta o brilho do olhar de dois matutos.
Sem deixar nossos olhos ser enxutos
Cada chance perdida os faz tristonhos
Que a saudade não morre, e os nossos sonhos
Nos olhares perdidos, vagam esmos...
Mesmo assim, suportando estes espinhos
Dividimos, os dois, nossos caminhos
Procurando no mundo por nós mesmos!
Lembro há um ano quando eu lhe conheci
Como quem encontrava o amor primeiro
Tão bonito, tão forte e verdadeiro
Que outro igual, nessa vida, eu não vivi.
Só depois de algum tempo eu discerni
Que esse amor a nós dois reencontrou
De um pedaço de sonho que ficou
De outro tempo pretérito que vivemos
"E desde o dia em que nós nos conhecemos
Uma coisa qualquer em mim mudou."
Pedro Torres
Na lembrança que o tempo nunca apaga
Que a distância ferindo, feito adaga,
Corta o brilho do olhar de dois matutos.
Sem deixar nossos olhos ser enxutos
Cada chance perdida os faz tristonhos
Que a saudade não morre, e os nossos sonhos
Nos olhares perdidos, vagam esmos...
Mesmo assim, suportando estes espinhos
Dividimos, os dois, nossos caminhos
Procurando no mundo por nós mesmos!
Lembro há um ano quando eu lhe conheci
Como quem encontrava o amor primeiro
Tão bonito, tão forte e verdadeiro
Que outro igual, nessa vida, eu não vivi.
Só depois de algum tempo eu discerni
Que esse amor a nós dois reencontrou
De um pedaço de sonho que ficou
De outro tempo pretérito que vivemos
"E desde o dia em que nós nos conhecemos
Uma coisa qualquer em mim mudou."
Pedro Torres
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Metade de mim chorava Outra metade sorria
Metade de mim chorava
Outra metade sorria
Metade de mim te olhava
Outra metade, não via
Dormi, sonhei que te amava
Acordei era poesia.
Pedro Torres
Outra metade sorria
Metade de mim te olhava
Outra metade, não via
Dormi, sonhei que te amava
Acordei era poesia.
Pedro Torres
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terça-feira, 8 de outubro de 2013
"Meu orgulho é ser nascido Nos carrascais do sertão."
Alguns versos que estarão no meu livro e que decidi publicar hoje pela ocasião do dia do Nordestino.
Lhes digo sem nem talvez
Sou do sertão nordestino
Não me orgulha ter 'ensino'
Nem saber falar o inglês.
Me admira é o português
Falado no meu torrão
E sou mais um Gonzagão
Que um estrangeiro metido
"Meu orgulho é ser nascido
Nos carrascais do sertão."
"eu não troco meu oxente
Pelo okay de seu ninguém*"
Respeito ser diferente
Pra ter respeito também.
Carne de sol com xerém?
Melhor não conheço não
Gosto demais do feijão
De corda, e bode cozido
"Meu orgulho é ser nascido
Nos carrascais do sertão."
Das riquezas naturais
Do meu sertão nordestino
Asa branca é o meu hino
Nas estações musicais.
E acho até que lá tem mais
Estrelas na imensidão
Nas noites de escuridão
Que o céu é todo 'inxirido'
"Meu orgulho é ser nascido
Nos carrascais do sertão."
Se dá saudade? "e apois"
Dá saudade e é desmedida
Da minha terra querida
Do som dos carros de bois
Da música que deus compôs
No ouvir cantar o carão
E o som da chuva no chão
Quando o tempo é invernido
"Meu orgulho é ser nascido
Nos carrascais do sertão."
Posso estar sendo exigente
Mas, não tem outro lugar
Pra gente querer morar
E até se sentir mais gente.
Depois da seca inclemente
- que cinza a vegetação -
Bonito é ouvir trovão
Pintar tudo no estampido
"Meu orgulho é ser nascido
Nos carrascais do sertão."
(Continua...)
Pedro Torres
Mote de Pedro Tunú (Pai)
*Frase célere do Pernambucano Ariano Suassuna.
Lhes digo sem nem talvez
Sou do sertão nordestino
Não me orgulha ter 'ensino'
Nem saber falar o inglês.
Me admira é o português
Falado no meu torrão
E sou mais um Gonzagão
Que um estrangeiro metido
"Meu orgulho é ser nascido
Nos carrascais do sertão."
"eu não troco meu oxente
Pelo okay de seu ninguém*"
Respeito ser diferente
Pra ter respeito também.
Carne de sol com xerém?
Melhor não conheço não
Gosto demais do feijão
De corda, e bode cozido
"Meu orgulho é ser nascido
Nos carrascais do sertão."
Das riquezas naturais
Do meu sertão nordestino
Asa branca é o meu hino
Nas estações musicais.
E acho até que lá tem mais
Estrelas na imensidão
Nas noites de escuridão
Que o céu é todo 'inxirido'
"Meu orgulho é ser nascido
Nos carrascais do sertão."
Se dá saudade? "e apois"
Dá saudade e é desmedida
Da minha terra querida
Do som dos carros de bois
Da música que deus compôs
No ouvir cantar o carão
E o som da chuva no chão
Quando o tempo é invernido
"Meu orgulho é ser nascido
Nos carrascais do sertão."
Posso estar sendo exigente
Mas, não tem outro lugar
Pra gente querer morar
E até se sentir mais gente.
Depois da seca inclemente
- que cinza a vegetação -
Bonito é ouvir trovão
Pintar tudo no estampido
"Meu orgulho é ser nascido
Nos carrascais do sertão."
(Continua...)
Pedro Torres
Mote de Pedro Tunú (Pai)
*Frase célere do Pernambucano Ariano Suassuna.
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E muitas vezes me sinto prisioneiro Mesmo estando com plena liberdade!
Procurei me afastar, por precaução,
Que em meu peito não cabe mais pancada
Mas, minh'alma parece aprisionada
Nestas grades da minha solidão...
Sem querer mais ferir meu coração
Pela algema invisível da saudade
Procurei me livrar dessa vontade
Que me prende nos braços do teu cheiro
"E muitas vezes me sinto prisioneiro
Mesmo estando com plena liberdade!"
Pedro Torres
Mote de Fifita Luciano
Que em meu peito não cabe mais pancada
Mas, minh'alma parece aprisionada
Nestas grades da minha solidão...
Sem querer mais ferir meu coração
Pela algema invisível da saudade
Procurei me livrar dessa vontade
Que me prende nos braços do teu cheiro
"E muitas vezes me sinto prisioneiro
Mesmo estando com plena liberdade!"
Pedro Torres
Mote de Fifita Luciano
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segunda-feira, 7 de outubro de 2013
Sofro calado porque Nosso amor requer cautela
Sofro calado porque
Nosso amor requer cautela
Mas, não podes me culpar
Se o meu pranto te revela
Ou será que a minha lágrima
Tem teu nome escrito nela?
Pedro Torres
Nosso amor requer cautela
Mas, não podes me culpar
Se o meu pranto te revela
Ou será que a minha lágrima
Tem teu nome escrito nela?
Pedro Torres
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E nem sempre no amor teremos sorte Mas, podemos ganhar experiência.
Você pode escolher suas razões
Que não guardo rancor e nem me vingo
Mas, meu peito não joga nesse bingo
Com cartela batida de ilusões.
Arranhamos os nossos corações
E culpamos o tempo e a inocência
Sem contar com a navalha dessa ausência
Outro ponto se abriu no mesmo corte
E nem sempre no amor teremos sorte
Mas, podemos ganhar experiência.
Pedro Torres
Que não guardo rancor e nem me vingo
Mas, meu peito não joga nesse bingo
Com cartela batida de ilusões.
Arranhamos os nossos corações
E culpamos o tempo e a inocência
Sem contar com a navalha dessa ausência
Outro ponto se abriu no mesmo corte
E nem sempre no amor teremos sorte
Mas, podemos ganhar experiência.
Pedro Torres
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sexta-feira, 4 de outubro de 2013
Quando a flecha do amor, o alvo acerta Marca pontos de mais com o coração.
O flecheiro do amor tem pontaria
Mas, às vezes atira sem mirar
Mesmo assim, é difícil d'ele errar
Quando a dor da razão lhe contraria.
Que o veneno do amor nos contagia
E não deixa um espaço pra razão
Que até mesmo querendo dizer "NÃO"
Sai um "SIM" na saudade, quando aperta
"Quando a flecha do amor, o alvo acerta
Marca pontos de mais com o coração."
Pedro Torres
Mas, às vezes atira sem mirar
Mesmo assim, é difícil d'ele errar
Quando a dor da razão lhe contraria.
Que o veneno do amor nos contagia
E não deixa um espaço pra razão
Que até mesmo querendo dizer "NÃO"
Sai um "SIM" na saudade, quando aperta
"Quando a flecha do amor, o alvo acerta
Marca pontos de mais com o coração."
Pedro Torres
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quinta-feira, 3 de outubro de 2013
A mistura de cores no poente Deixa o céu mais bonito, ao fim do dia.
Quando o globo completa a transição
Deus faz festa de cores lá no céu
Com mil anjos pintando, sem pincel
O mais lindo retrato do sertão.
É o momento fecundo em que a emoção
Faz poeta sentir-se em harmonia
Com su'alma escutando a cantoria
Da falange do reino onipresente
"A mistura de cores no poente
Deixa o céu mais bonito, ao fim do dia."
Noutro dia o sol nasce aquebrantado
Pela brisa gelosa da matina
E pouco a pouco o infinito abre a cortina
Da janela do mundo iluminado.
Vai-se a noite e o céu todo estrelado
Chega a luz da manhã, e a fantasia
De esperar ver de novo a poesia
Quando tudo se pinta, de repente
"E a mistura de cores no poente
Deixa o céu mais bonito, ao fim do dia."
No silêncio do mundo Deus escuta
O astro rei apagando o candeeiro
E o aboio sentido do carreiro
Faz o sol ir dormir, atrás da gruta.
No intervalo dos dias segue a luta
Novamente, o universo silencia
Dá-se início a pintura que extasia
E faz verso no coração da gente
"A mistura de cores no poente
Deixa o céu mais bonito, ao fim do dia."
Pedro Torres
Mote de Felisardo Moura
Deus faz festa de cores lá no céu
Com mil anjos pintando, sem pincel
O mais lindo retrato do sertão.
É o momento fecundo em que a emoção
Faz poeta sentir-se em harmonia
Com su'alma escutando a cantoria
Da falange do reino onipresente
"A mistura de cores no poente
Deixa o céu mais bonito, ao fim do dia."
Noutro dia o sol nasce aquebrantado
Pela brisa gelosa da matina
E pouco a pouco o infinito abre a cortina
Da janela do mundo iluminado.
Vai-se a noite e o céu todo estrelado
Chega a luz da manhã, e a fantasia
De esperar ver de novo a poesia
Quando tudo se pinta, de repente
"E a mistura de cores no poente
Deixa o céu mais bonito, ao fim do dia."
No silêncio do mundo Deus escuta
O astro rei apagando o candeeiro
E o aboio sentido do carreiro
Faz o sol ir dormir, atrás da gruta.
No intervalo dos dias segue a luta
Novamente, o universo silencia
Dá-se início a pintura que extasia
E faz verso no coração da gente
"A mistura de cores no poente
Deixa o céu mais bonito, ao fim do dia."
Pedro Torres
Mote de Felisardo Moura
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terça-feira, 1 de outubro de 2013
Tu me ensina a fazer renda E eu te ensino a namorar
Vamos montar um cursinho
Pra dar aulas de paixão
Te ensino, meu coração
A gostar do meu carinho
E tu, com esse jeitinho
Doce que tu tens no olhar
Me ensina a te acarinhar
Até que um dos dois aprenda
"Tu me ensina a fazer renda
E eu te ensino a namorar."
Pedro Torres
Pra dar aulas de paixão
Te ensino, meu coração
A gostar do meu carinho
E tu, com esse jeitinho
Doce que tu tens no olhar
Me ensina a te acarinhar
Até que um dos dois aprenda
"Tu me ensina a fazer renda
E eu te ensino a namorar."
Pedro Torres
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