quarta-feira, 4 de setembro de 2013

Nosso amor é sem fim, não tem mais jeito

"Nosso amor é sem fim, não tem mais jeito"
Muito tempo eu pensei dessa maneira
E até quis me livrar na bebedeira
Mas, achei na saudade o seu defeito...
Que por mais que se encharque nosso peito
Na memória da gente, não se estraga
Que a lembrança sabida encontra vaga
Pra deixar nossa mente com vontade
Levou tempo, até ver com claridade
Que tem coisas que o tempo nunca apaga.

Pedro Torres

Sou a garantia de teu sentimento Guardado comigo na beira do mar.

Eu sou a palavra depois de lançada
Que igual uma flecha não volta jamais
Sou tua saudade, teu ponto de paz
Metade de alma que aguarda cansada.
Também a lembrança que faz madrugada
Trazer a certeza de um dia se amar
A lágrima quente no brilho no olhar
Sou a ventania na força do vento
Sou a garantia de teu sentimento
Guardado comigo na beira do mar.

Pedro Torres

Hipócritas!

Há quem queira ter mais sorte
Que quaisquer dos semelhantes
Mas, são pífios, arrogantes,
De pernosticismo forte...

Com retórica em suporte
Carcarejam deslumbrantes
Como galos vis, cantantes
Nas madrugadas da morte.

Mas, no tempo, abaixa a crista,
Que humildade se conquista
Não se impõe nas falas rudes

Enquanto o medíocre fala
O mais humilde se cala
Para esbanjar atitudes.

Pedro Torres

A passagem da porta é tão estreita Mesmo aberta só passa uma pessoa

De que adianta ter acumulações
De riquezas e bens desnecessários
Se na agenda de Deus, sem comentários
Ele grifa nas atribulações?...
Nesse mundo de tantas ilusões
É melhor perdoar a quem magoa
Porque Deus abençoa a quem perdoa
E toda ela ao perdão fica sujeita
"A passagem da porta é tão estreita
Mesmo aberta só passa uma pessoa."

Pedro Torres
Mote de Mariana Véras

terça-feira, 3 de setembro de 2013

Na perpétua prisão de uma saudade.

Num momento de reaproximações
Evitamos falar "de antigamente"
Que o passado, nem sempre, no presente
Recomenda pra nós recordações...
Temos marcas em nossos corações
E uma ânsia maior por liberdade
Procurando manter nossa amizade
Na difícil tarefa de esquecer
Nosso crime de amor e bem querer
Na perpétua prisão de uma saudade.

Pedro Torres

segunda-feira, 2 de setembro de 2013

Há quem queira lançar fel No amor bonito da gente

Há quem queira lançar fel
No amor bonito da gente
Mas o que Deus fez ser mel
Não se azeda facilmente.

Na doçura do seu beijo
Adocei meu coração
Depois provei do salgado
Sabor da desilusão.

Toda vez que ela demora
Meu peito pede socorro
Minh'alma por dentro chora
Por fora quase que eu morro.

Pedro Torres

Conformação

Eu não me canso de lembrar que um dia
Uma surpresa escravizou meu peito
Te quis demais, e quanto mais queria
Mais me dobrava pesaroso ao leito

Meu sol se pondo quando o teu surgia
Sinistro drama de um amor desfeito
meus sonhos negros um por um caía
Nas pedras soltas de um caminho estreito

Prefiro apenas vigiar teu ninho
Andar sem rumo, conversar sozinho
Sentindo o peso da realidade

Rasgar processos de quem não tem crime
Louvar as causas de um viver sublime
Porque foi Deus que inventou Saudade.

Manoel Filó

domingo, 1 de setembro de 2013

Me diga o que foi que eu fiz Pra merecer tudo isso:

Me diga o que foi que eu fiz
Pra merecer tudo isso:
Você vem de vez em quando
Sem querer ter compromisso
E eu caio feito um patinho
Nas lábias do teu feitiço.

Pela soma dos seus erros
Dava pra ter aprendido
Para não somar mais um
Por cima do cometido:
De fingir-se em outro peito
E trazê-lo arrependido.

Ciúme não me aborrece
Havendo sinceridade
Que as paixões são como pássaros
Felizes com liberdade
Mas, se compartilham ninhos
Já beira a imoralidade.

Depois que você partiu
Meus olhos vivem tristonhos
Por noites intermináveis
De pesadelos medonhos
Meu peito se transformou
Num cemitério de sonhos.

Depois que você voltou
Meus olhos vivem risonhos
Sem nem notícia daqueles
Dias compridos medonhos
Meu peito se transformou
Num infinito de sonhos.

Nem sempre o medo convence
Nem toda lembrança é boa
Nem toda semente presta
Inda mais se não 'agoa'
Nem toda saudade aperta
Tem laço que só magoa.

A verdade é que a saudade
Quando noto os seus impulsos
Tranco a porta do meu quarto
E evito deitar de bruços
Procurando a melhor forma
Para abafar meus soluços.

Depois de relutar muito
Contra toda a indiferença
Aprendi com os meus erros:
Nem sempre esperar compensa
Que às vezes o que se espera
Não é como você pensa.

Não quero rediscutir
Assuntos já encerrados
Nem revirar as gavetas
De casos mais complicados
Pra não somar no presente
Os erros de dois passados.

Pedro Torres

Coração se acelera e reanima Faz sentir nosso amor em ambos pulsos.

Nos olhares da gente, disfarçados
Mil segredos que nunca revelamos
Mas, há um brilho no olhar, de quando amamos
Entregando um casal de apaixonados...
Os desejos dos dois são revelados
E alguns versos de amor do peito expulsos
Que a saudade provoca estes impulsos
Quando a gente um do outro se aproxima
E o coração se acelera e reanima
Pra sentir nosso amor em nossos pulsos.

Pedro Torres

Domingo

Na segunda eu começo a ter saudade
Chega a terça e parece que piora
Já na quarta eu percebo uma melhora
Mas, na quinta a tristeza me invade...

Sexta-feira sem ter felicidade
Falta ânimo no peito de quem chora
Vem o sábado e só cresce a demora
E é difícil enxergar-se a claridade...

Outro dia a saudade é mais completa
Faz um rasgo na alma do poeta
E a poesia se faz num choramingo

Ser feliz na semana é coisa rara
Mas, saudade nenhuma se compara
"A da tarde vazia de domingo"

Pedro Torres