Se a vida é laboriosa
Prossiga na sua crença...
Sem agradar todo mundo
Defenda o que você pensa
Se for mentira, derrube!
Se for verdade, convença!
Pedro Torres
quinta-feira, 6 de junho de 2013
Tem que ser um pipoco muito grande Pra partir o rochedo do meu peito...
Eita pedreira Poeta!
Na pedreira de casos do passado
Fiz concreto da brita de ilusões
Que o meu peito causou decepções
E outras tantas sofreu, despedaçado..
E, no entanto, se fez mais reforçado
Pras ciladas de amores com defeito
Pouca pólvora não faz nenhum efeito
Que o meu peito não é feito de 'frande'
Tem que ser um pipoco muito grande
Pra partir o rochedo do meu peito...
Na quentura mais forte de um abraço
Foi forjada em minh'alma toda a dor
Nas lições mais antigas de um amor
Que partiu, mas, deixou sempre um pedaço
Nessa luta, de fogo, ferro e aço
Vi castelos de areia ser desfeito
Sigo a trilha do amor, insatisfeito
Sem ligar pro tamanho do desande
Tem que ser um pipoco muito grande
Pra partir o rochedo do meu peito...
Pedro Torres
Mote: Esdras Galvão
Na pedreira de casos do passado
Fiz concreto da brita de ilusões
Que o meu peito causou decepções
E outras tantas sofreu, despedaçado..
E, no entanto, se fez mais reforçado
Pras ciladas de amores com defeito
Pouca pólvora não faz nenhum efeito
Que o meu peito não é feito de 'frande'
Tem que ser um pipoco muito grande
Pra partir o rochedo do meu peito...
Na quentura mais forte de um abraço
Foi forjada em minh'alma toda a dor
Nas lições mais antigas de um amor
Que partiu, mas, deixou sempre um pedaço
Nessa luta, de fogo, ferro e aço
Vi castelos de areia ser desfeito
Sigo a trilha do amor, insatisfeito
Sem ligar pro tamanho do desande
Tem que ser um pipoco muito grande
Pra partir o rochedo do meu peito...
Pedro Torres
Mote: Esdras Galvão
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quarta-feira, 5 de junho de 2013
Tenho n'alma as tatuagens Da minha origem cigana.
Andarilho das lonjuras
Dos recantos mais distantes
Meu sonhos são caminhantes
Por entre estradas escuras
Buscador doutras procuras
Quando meu peito se dana
Desarma-se a caravana
Vagueia noutras paisagens
Tenho n'alma as tatuagens
Da minha origem cigana.
Viageiro sem ter porto
De chegadas e partidas
Tenho em minh'alma feridas
De um sonho perene e morto
Nesse meu caminhar torto
Levo o sonho à aduana
Sem desarmar a cabana
Seguindo nas carruagens
Tenho n'alma as tatuagens
Da minha origem cigana.
Tenho por obrigação
Sempre que volto da lida
Ser caminhante da vida
De estradas sem direção
Evitando a contramão
Meu peito nunca se engana
Sem saciar-se da gana
Vai conhecendo as paragens
Tenho n'alma as tatuagens
Da minha origem cigana.
Minh'alma foi arranhada
Nas garras ferinas dela
E fez no peito a sequela
D'uma saudade incrustada
Quando chega a madrugada
Que essa ferida se espana
Retorno à vida serrana
De algumas onças selvagens
Tenho n'alma as tatuagens
Da minha origem cigana.
Passam-se meses, e anos
E os dias, vão lentamente
Do passado pro presente
Levando meus desenganos
Vou refazendo os meus planos
Sem me perder na semana
Desse tempo doidivana
Sigo enfrentando as miragens
Tenho n'alma as tatuagens
Da minha origem cigana.
Pedro Torres
Mote: Raimundo Asfora, apresentado pela prima Thaís Nunes
Dos recantos mais distantes
Meu sonhos são caminhantes
Por entre estradas escuras
Buscador doutras procuras
Quando meu peito se dana
Desarma-se a caravana
Vagueia noutras paisagens
Tenho n'alma as tatuagens
Da minha origem cigana.
Viageiro sem ter porto
De chegadas e partidas
Tenho em minh'alma feridas
De um sonho perene e morto
Nesse meu caminhar torto
Levo o sonho à aduana
Sem desarmar a cabana
Seguindo nas carruagens
Tenho n'alma as tatuagens
Da minha origem cigana.
Tenho por obrigação
Sempre que volto da lida
Ser caminhante da vida
De estradas sem direção
Evitando a contramão
Meu peito nunca se engana
Sem saciar-se da gana
Vai conhecendo as paragens
Tenho n'alma as tatuagens
Da minha origem cigana.
Minh'alma foi arranhada
Nas garras ferinas dela
E fez no peito a sequela
D'uma saudade incrustada
Quando chega a madrugada
Que essa ferida se espana
Retorno à vida serrana
De algumas onças selvagens
Tenho n'alma as tatuagens
Da minha origem cigana.
Passam-se meses, e anos
E os dias, vão lentamente
Do passado pro presente
Levando meus desenganos
Vou refazendo os meus planos
Sem me perder na semana
Desse tempo doidivana
Sigo enfrentando as miragens
Tenho n'alma as tatuagens
Da minha origem cigana.
Pedro Torres
Mote: Raimundo Asfora, apresentado pela prima Thaís Nunes
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E o meu peito tristonho se balança Pendurado nos braços da ilusão.
Vi meus sonhos dormirem numa rede
De mentiras, intriga e falsidade
Me acordei na mais dura realidade
De meu corpo morrendo por ter sede...
Levantei no meu peito uma parede
Na argamassa concreta da razão
Percebi só depois da construção
Dois rachões gigantescos de esperança
E o meu peito tristonho se balança
Pendurado nos braços da ilusão.
Pedro Torres
Mote: Gislândio Araújo
De mentiras, intriga e falsidade
Me acordei na mais dura realidade
De meu corpo morrendo por ter sede...
Levantei no meu peito uma parede
Na argamassa concreta da razão
Percebi só depois da construção
Dois rachões gigantescos de esperança
E o meu peito tristonho se balança
Pendurado nos braços da ilusão.
Pedro Torres
Mote: Gislândio Araújo
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Pra quem defende a cultura Calypso é contradição
Peço licença aos amigos para externar minha opinião sobre a contratação da banda Calypso para o dia 24 de junho em São José do Egito. Tenho plena convicção de que meu amigo Poeta Neném Patriota jamais contrataria essa banda por seu gosto particular, também que não mede esforços pela defesa da cultura do Berço Imortal da Poesia. Portanto, refiro-me apenas a esta "escolha". Obrigado!
Me perdoem os defensores
Dessa banda contratada
Mas, cultura estagnada
É coisa de ditadores...
Pela inversão de valores
Ter Calypso no São João
Mais parece imposição
Tem "cheiro" de ditadura
Pra quem defende a cultura
Calypso é contradição
Quem chamaria essa banda
Pra tocar na sua casa?
Se a cultura toda atrasa,
Só pra fazer "propaganda"?
Se for pra mostrar quem manda
Já tá feita a confusão
Ou não "seria" o cidadão
Quem manda na prefeitura?
Pra quem defende a cultura
Calypso é contradição
Como entender quem reclama
São José não ter igual
Ao balaio cultural
Que tem em Tuparetama?
É que esse evento de fama
Dá frutos de inspiração
Na gratuita "produção"
Da poesia mais pura
Pra quem defende a cultura
Calypso é contradição
Quer dizer, só porque é dado
Significa que presta?
Se fosse injeção na testa (grátis)
Alguém queria aplicado?
Não que esteja nada errado
É que a minha convicção
Faz dizer que essa atração
Parece mais com tortura
Pra quem defende a cultura
Calypso é contradição
Pedro Torres
Me perdoem os defensores
Dessa banda contratada
Mas, cultura estagnada
É coisa de ditadores...
Pela inversão de valores
Ter Calypso no São João
Mais parece imposição
Tem "cheiro" de ditadura
Pra quem defende a cultura
Calypso é contradição
Quem chamaria essa banda
Pra tocar na sua casa?
Se a cultura toda atrasa,
Só pra fazer "propaganda"?
Se for pra mostrar quem manda
Já tá feita a confusão
Ou não "seria" o cidadão
Quem manda na prefeitura?
Pra quem defende a cultura
Calypso é contradição
Como entender quem reclama
São José não ter igual
Ao balaio cultural
Que tem em Tuparetama?
É que esse evento de fama
Dá frutos de inspiração
Na gratuita "produção"
Da poesia mais pura
Pra quem defende a cultura
Calypso é contradição
Quer dizer, só porque é dado
Significa que presta?
Se fosse injeção na testa (grátis)
Alguém queria aplicado?
Não que esteja nada errado
É que a minha convicção
Faz dizer que essa atração
Parece mais com tortura
Pra quem defende a cultura
Calypso é contradição
Pedro Torres
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Matar Saudade de Umbu
Tô indo na direção
Do sertão do Pajeú
Visitar Tupatetama
Comer bode.com pitu
Galinha gorda guizada
Matar Saudade de Umbu
Pedro Torres
Do sertão do Pajeú
Visitar Tupatetama
Comer bode.com pitu
Galinha gorda guizada
Matar Saudade de Umbu
Pedro Torres
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Que fica o cheiro na mão De quem machuca uma rosa.
Meu peito foi machucado
De uma forma impiedosa
Na noite de poesia
Sob a lua indecorosa
"Mas, não tem revolta não"
Que fica o cheiro na mão
De quem machuca uma rosa.
Pedro Torres
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Reviver uma dor do seu passado É trazer um fantasma pro presente.
Quem procura viver um falecido
Caso antigo de amor de ingratidão
No gelado calor dessa paixão
Não terá mais seu corpo aquecido..
Que esse fogo que foi todo exaurido
Não lhe aquece de novo no presente
Como um fósforo queimado, antigamente
Não se acende depois de ser riscado
Reviver uma dor do seu passado
É trazer um fantasma pro presente.
Pedro Torres
Mote: Henrique Brandão
Caso antigo de amor de ingratidão
No gelado calor dessa paixão
Não terá mais seu corpo aquecido..
Que esse fogo que foi todo exaurido
Não lhe aquece de novo no presente
Como um fósforo queimado, antigamente
Não se acende depois de ser riscado
Reviver uma dor do seu passado
É trazer um fantasma pro presente.
Pedro Torres
Mote: Henrique Brandão
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Esqueça o nosso passado Rasgue o nosso compromisso.
Leia-se em meu verso agora
Se procuravas por isso
Eu não sei se é o que querias
Mas, você foi causa disso
Esqueça o nosso passado
Rasgue o nosso compromisso.
Pedro Torres
Se procuravas por isso
Eu não sei se é o que querias
Mas, você foi causa disso
Esqueça o nosso passado
Rasgue o nosso compromisso.
Pedro Torres
Ninguém viu minha angústia desenhada Na pintura do quadro do meu rosto
Atendendo a um pedido da poetisa conterrânea do "Egito", após voltar de um encontro maravilhoso de poesia em Tuparetama, o Balaio Cultural eu fiz:
Com mil risos no rosto estampados
Revi velhos e novos bons amigos.
Reatando alguns elos mais antigos,
Vi meus sonhos e alma renovados.
Vivos laços fraternos restaurados,
Esqueci-me até mesmo do desgosto.
Como fosse a pintura de um sol posto
Renascendo depois da alvorada,
Ninguém viu minha angústia desenhada
Na pintura do quadro do meu rosto
Pedro Torres
Mote: Gerlane Brito, com alterações minhas.
Com mil risos no rosto estampados
Revi velhos e novos bons amigos.
Reatando alguns elos mais antigos,
Vi meus sonhos e alma renovados.
Vivos laços fraternos restaurados,
Esqueci-me até mesmo do desgosto.
Como fosse a pintura de um sol posto
Renascendo depois da alvorada,
Ninguém viu minha angústia desenhada
Na pintura do quadro do meu rosto
Pedro Torres
Mote: Gerlane Brito, com alterações minhas.
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