domingo, 3 de fevereiro de 2013

Pra pouco depois desse 'sonho lindo' Deixá-lo sozinho na beira do mar

Andava contente, feliz pela praia
Por lá a saudade, também passeando..
Ergui meu olhar do seu desviando
Senti-me tão forte qual uma atalaia
Que noutra pessoa o seu olhar caia
E com esse alguém vá se abraçar
Trocando juras e segredos de amar
Lhe deixando leve, feliz e sorrindo
Pra pouco depois desse 'sonho lindo'
Deixá-lo sozinho na beira do mar

Pedro Torres

Comi mais deixei o nome Na casca da melancia.

 Às tardes depois do bingo
No sítio do meu vizinho
Para fazer um 'lanchinho'
Eu ia todo santo domingo
E sem nenhum choramingo
Da fruta grande bem fria
Eu comia, comia, comia...
Comia pra matar a fome
Comi mais deixei o nome
Na casca da melancia.

Comi, mas, deixei gravado
O nome dele na casca...
Ô bicho besta, né lasca?!
Já deixar selecionado
O fruto melhor marcado
Até parece ironia
Pois a fruta mais macia
É a 'mesminha' que se some
Comi mais deixei o nome
Na casca da melancia.

Pedro Torres

Até mesmo o sol e a lua, Padecem da tal saudade


sábado, 2 de fevereiro de 2013

Rôgo

Que fosse a sorte do intranquilo, senão, mais um baque....

Ah! Precipícios d'onde despencam sonhos, lança-me em teus infindos profundos.

Repousa-me inerte em teu vazio, na imensidão dos teus segredos.

Dá-me de beber dessa bebida amarga de teu mais imerso.

Acolhe-me imberbe, menino moleque. Dá-me saciar-me as traquinagens todas pagãs, sem pecados.

Senda dos vãos dos tempos, sede finito, porém adula meus quereres nesse enquanto.

E livra-me das carnavalescas saudades, não me tortures mais.

Entretanto, arrelia-me das minhas humanas vaidades, mas, poupa-me das certezas.

Dá-me os perenes sorrisos dos anjos, tristes, se concedes a mim a felicidades de retê-los em meu peito forte.

Senta comigo, indaga ao vento os segundos porquês, mas, sacia-te dos ventos e voarei contigo.

Pedro Torres

Sinopse diferente pro Cinema Paradiso.

Certa vez em Cinema Paradiso
Um belíssimo filme de amor
Numa cena mais 'quente' o censor
Censurou-a, exercendo seu juízo
Fez um corte na fita bem preciso
E a cena mais 'forte' não passou...
Quando o dono, Totó, por lá chegou
Com firmeza ele colou a fita
Exibiu-se a cena mais bonita
Foi assim que o filme terminou

Pedro Torres

Antes, mais cedo, eu havia lido o texto abaixo, junto da imagem publicada pelo Poeta Esdras Galvão de Arcoverde. Trata-se de uma narrativa do filme em comento, Cinema Paradiso.

Eu estava com a ideia final da estrofe o dia inteiro me seguindo, e à noite escrevi falando do cinema, pois estava no mote que já havia criado e lembrei-me do filme. Não lembrava do trecho abaixo transcrito, mas numa grande 'Deusdência' da poesia, saiu narrando a mesma história. Coisas da poesia!

Post no Facebook:

"Quero deixar você contente. Vou te contar uma coisa. Vamos sentar um pouco (…). Um dia um rei deu uma festa. Convidou as princesas mais belas do reino. Um soldado da guarda viu passar a filha da rei. Era a mais bela de todas. Ele se apaixonou, mas o que faria um pobre soldado diante da filha do rei?

Finalmente, um dia ele conseguiu encontrá-la e disse-lhe que não podia mais viver sem ela. Ela ficou tão impressionada com esse forte sentimento que respondeu ao soldado: se souber esperar cem dias e cem noites sob o meu balcão, então eu serei sua. Caramba! O soldado foi lá e esperou: um dia, dois dias, 10 dias, 20 dias. Toda noite ela controlava pela janela. Ele não saía dali. Com chuva, vento ou neve, ele continuava ali. Os passarinhos faziam cocô nele, as abelhas o comiam vivo, mas ele não se mexia. Depois de 90 noites, ele estava todo ressecado e branco. Lágrimas escorriam-lhe dos olhos e ele não podia segurá-las, pois não tinha mais forcas nem para dormir. A princesa continuava a olhar pra ele. Quando chegou a 99ª noite, o soldado se levantou, pegou a cadeira e foi embora.

Totó: Como assim? No final?

Alfredo: Sim. Bem no finalzinho, totó. E não me pergunte o significado. Eu não sei! Se entendeu, explique-me você."

Esdras Galvão

Vou viver meu amor por toda vida Se não der, paciência, já valeu!

Eu só tenho motivos para crer
Que o amor mais bonito e mais perfeito
Fez morada na casa do meu peito
Pois, bem sei que jamais vou esquecer
Decidi-me, assim, por meu querer
Respeitar o que a vida ofereceu
Dedicar-me nesse tempinho meu
À esperar o que o tempo se decida
Vou viver meu amor por toda vida
Se não der, paciência, já valeu!

Pedro Torres

sexta-feira, 1 de fevereiro de 2013

Hoje, eu te agradeço pelo treino Mas, não quero ficar só no ensejo...

Que teu gosto de amor de mim não sai
Tu estás já cansada de saber
E foi bom, foi gostoso pode crer
Feito nuvem que chega, mas não cai
Vê a terra sequinha e se esvai
Me deixasse mortinho de desejo...
Eu provei do sabor desse teu beijo
E já foste a rainha do meu reino
Hoje, eu te agradeço pelo treino
Mas, não quero ficar só no ensejo...

Pedro Torres

E o problema do encaixe exclusivo É que a forma é comum a todos dois

Nos atamos no laço mais bonito
No encaixe exclusivo do meu peito
Tu fizeste morada no meu leito
Acalmando o meu coração aflito
Mas, que tudo na vida é finito
E tivemos o fim que o tempo opôs
Nós sofremos a sorte do depois
Um depois que se deu sem ter motivo
E o problema do encaixe exclusivo
É que a forma é comum a todos dois

Pedro Torres

Isabelly Moreira

Um presente divino estes versinhos da conterrânea de São José do Egito, Poetisa Isabelly Moreira, são sublimes, lindos!

Um dia as minhas paixões
Certamente estarão mortas
Porém o meu coração
Sempre vai abrir as portas
E quem sabe ser amado
Creio até recompensado
Pois esse mundo dá voltas.

Quem sabe se algum dia
Viverei a eloquência
De sentir um novo amor
Que não me dê penitência
Aí lembrarás de mim
Que gosto vigora assim
Quando se há concorrência

Saudade é como visita
Que chega sem avisar
Diz que vai passar dois dias
Mas acaba por ficar
E quando a gente percebe
Termina vindo é morar

Isabelly Moreira

Meu Carnaval

As marchinhas e cantos estridentes,
Os embalos dos frevos compassados,
As batidas dos bombos ritmados
Estimulam os passos dos presentes

Personagens diversos, sorridentes
Acompanham os blocos animados
Pelas ruas, abraços apertados
Se misturam em cores reluzentes

Castanhola é o marco principal
Pra encontros do nosso carnaval
Entre dias e noites sem fronteira

O cansaço não vence, a fé não passa
E é tanta alegria que ultrapassa
O final da ingrata quarta -feira.

Isabelly Moreira