Um dos motes consagrados da poesia de repente do sertão nordestino.
Eu parado ela rodando
Eu no mar ela na terra
Eu na paz ela na guerra
Eu calado ela cantando
Ela indo eu esperando
Ela vindo eu nunca via
Ela quer e eu não queria
Ela gosta e eu não gostava
Quando eu ia ela voltava
Quando eu voltava ela ia.
Poeta Ivanildo Vilanova
sexta-feira, 2 de novembro de 2012
Diniz Viturino
Se há irmão sofredores,
pois que padeçam com calma,
que a humildade da alma
é o remédio das dores.
Ninguém pode ver as cores
do arco-íris da paz;
sem sofrer, sem soltar ais;
porque nos campos terrenos
quem não tem um pranto a menos
no céu tem um riso a mais.
Poeta Diniz Vitorino
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Decanto de Poetas
Continuidade
Existe um cão que ladra quando eu passo,
como se visse um bêbado, um mendigo.
E, no entanto, esse cão foi meu amigo
como tantos amigos que ainda faço.
À noite, com que alegre estardalhaço
vinha encontrar-me no portão antigo,
enquanto a dona vinha ter comigo
e, sorrindo, apoiava-se ao meu braço.
Hoje ele faz a outro a mesma festa
e ela o mesmo carinho, tão honesta
como se nem notasse a transição.
Eu rio dessa triste brincadeira.
mas quando uma mulher é traiçoeira
não se pode confiar nem no seu cão!
Poeta Giuseppe Ghiaroni
como se visse um bêbado, um mendigo.
E, no entanto, esse cão foi meu amigo
como tantos amigos que ainda faço.
À noite, com que alegre estardalhaço
vinha encontrar-me no portão antigo,
enquanto a dona vinha ter comigo
e, sorrindo, apoiava-se ao meu braço.
Hoje ele faz a outro a mesma festa
e ela o mesmo carinho, tão honesta
como se nem notasse a transição.
Eu rio dessa triste brincadeira.
mas quando uma mulher é traiçoeira
não se pode confiar nem no seu cão!
Poeta Giuseppe Ghiaroni
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Ctrl C + Ctrl V
Um proceder que desmerece e desqualifica quem pulica textos alheios e não citar a fonte. Indignados com esta prática eu e o poeta Clécio Rimas e a poetisa Mariana Véras dissemos:
Ctrl C ctrl V é tão famoso
Que ao invés de você compartilhar
Você curte e copia sem pensar
Resultando num ciclo vicioso
Fique esperto e seja cauteloso
E não vá cometer um “adultério”
Nunca troque as bases do império
Por um simples poder de autoridade
Eu neguei pra você hostilidade
Encontrei no meu verso refrigério
Mariana Véras
Publicar sem ter citada a fonte
Só demonstra a frágil existência
De alguém que não tem a sapiência
Ou tem cérebro de um eucarionte
Mas eu vejo uma luz no horizonte
Pra não ver cometido o despautério
Não cometa esse ato deletério
Se você não tem tal habilidade
Eu neguei pra você hostilidade
Encontrei no meu verso refrigério
Pedro Torres Filho.
Quem se atreve a dizer versos alheios
Escondendo o real autor do verso
Deixa assim seu autor bem submerso
E a plateia a provar mil devaneios...
Quem faz isso, comete vis bloqueios!
Vai findar por provar o ostracismo
Pois quem nega um autor só tem cinismo
Quer fazer todo mundo de escada...
Quem faz isso merece uma lapada
Ou cair nas profundas de um abismo!
Clécio Rimas
Ctrl C ctrl V é tão famoso
Que ao invés de você compartilhar
Você curte e copia sem pensar
Resultando num ciclo vicioso
Fique esperto e seja cauteloso
E não vá cometer um “adultério”
Nunca troque as bases do império
Por um simples poder de autoridade
Eu neguei pra você hostilidade
Encontrei no meu verso refrigério
Mariana Véras
Publicar sem ter citada a fonte
Só demonstra a frágil existência
De alguém que não tem a sapiência
Ou tem cérebro de um eucarionte
Mas eu vejo uma luz no horizonte
Pra não ver cometido o despautério
Não cometa esse ato deletério
Se você não tem tal habilidade
Eu neguei pra você hostilidade
Encontrei no meu verso refrigério
Pedro Torres Filho.
Quem se atreve a dizer versos alheios
Escondendo o real autor do verso
Deixa assim seu autor bem submerso
E a plateia a provar mil devaneios...
Quem faz isso, comete vis bloqueios!
Vai findar por provar o ostracismo
Pois quem nega um autor só tem cinismo
Quer fazer todo mundo de escada...
Quem faz isso merece uma lapada
Ou cair nas profundas de um abismo!
Clécio Rimas
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Poesias Repartidas
Os garranchos da tua covardia
No mote de Val Patriota eu disse:
Comecei gostar de outro alguém
Tu não querias deixar acontecer
Jogaste terra no meu novo querer
Mas, tua terra não enganou ninguém
Ao invés, de amar e querer bem,
Tu fizeste uma grande confusão
Julgaste o poeta, sem razão,
Que amar outro alguém não poderia
Os garranchos da tua covardia
Arranharam demais meu coração
A raiva que revelas só mascara
Um amor que tu sentes disfarçado
Eu que tenho o peito calejado
Viro a face se me batem à cara
Escondo a dor de teres maltratado
Quem te ama muito além do limite
Não queiras me ver assim tão triste
Mostrando ao mundo uma rebeldia
Que eu bem sei não é de coração
Comecei gostar de outro alguém
Tu não querias deixar acontecer
Jogaste terra no meu novo querer
Mas, tua terra não enganou ninguém
Ao invés, de amar e querer bem,
Tu fizeste uma grande confusão
Julgaste o poeta, sem razão,
Que amar outro alguém não poderia
Os garranchos da tua covardia
Arranharam demais meu coração
A raiva que revelas só mascara
Um amor que tu sentes disfarçado
Eu que tenho o peito calejado
Viro a face se me batem à cara
Escondo a dor de teres maltratado
Quem te ama muito além do limite
Não queiras me ver assim tão triste
Mostrando ao mundo uma rebeldia
Que eu bem sei não é de coração
Os garranchos da sua covardia
Arranharam demais meu coração
Pedro Torres
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Poetisa Mariana Veras
Depois me perguntam porque me orgulho de ser filho do Pajeú. É por coisas lindas como essas, olha:
Não preciso jogar com indireta
Muito menos errar pra aprender
Eu vivi até hoje sem querer
Dar palpite de forma indiscreta
Enganar nunca foi a minha meta
Se disser que te amo vou amar
Se o sinal não abrir vou esperar
Não camuflo mentira de ninguém
Não pergunte pra mim se estou bem
Se não tens intenção de me escutar
Eu julgava meu corpo protegido
Dos amores, daqueles que vivi
Algum tempo depois não discerni
A altura do erro cometido
Não vivi um amor correspondido
Mas me pus totalmente ao seu dispor
Reclamei que você não deu valor
Mas prendi meu desejo na saudade
Derrubei os portais da eternidade
Arriscando morrer sem ter amor
Degustar a paisagem do sertão
É tão bom que aumenta minha gula
Coração do meu peito chega pula
Quando piso na minha região
Sinto falta da chuva, do trovão
Mas espero do céu a tempestade
Que é inútil sentir uma saudade
Se não crer que ela logo vai cessar
Oh, meu Deus! Tu já podes derramar
Um pedaço da tua umidade
Poetisa Mariana Véras
Nesse último versinho eu não me contive. Como sou fã N.º 1 da poetisa, daqueles que arenga se alguém tenta furar a fila, eu tentei dizer:
É diferente a decoração
Quando chega a invernia
'Passarin' faz cantoria
No alpendre do oitão
Entoando uma canção
Que fala da liberdade,
Da vida, a felicidade
Mas, ao tentar decifrar
Teu verso 'quis' derramar
Uma lágrima de saudade
Pedro Torres
Não preciso jogar com indireta
Muito menos errar pra aprender
Eu vivi até hoje sem querer
Dar palpite de forma indiscreta
Enganar nunca foi a minha meta
Se disser que te amo vou amar
Se o sinal não abrir vou esperar
Não camuflo mentira de ninguém
Não pergunte pra mim se estou bem
Se não tens intenção de me escutar
Eu julgava meu corpo protegido
Dos amores, daqueles que vivi
Algum tempo depois não discerni
A altura do erro cometido
Não vivi um amor correspondido
Mas me pus totalmente ao seu dispor
Reclamei que você não deu valor
Mas prendi meu desejo na saudade
Derrubei os portais da eternidade
Arriscando morrer sem ter amor
Degustar a paisagem do sertão
É tão bom que aumenta minha gula
Coração do meu peito chega pula
Quando piso na minha região
Sinto falta da chuva, do trovão
Mas espero do céu a tempestade
Que é inútil sentir uma saudade
Se não crer que ela logo vai cessar
Oh, meu Deus! Tu já podes derramar
Um pedaço da tua umidade
Poetisa Mariana Véras
Nesse último versinho eu não me contive. Como sou fã N.º 1 da poetisa, daqueles que arenga se alguém tenta furar a fila, eu tentei dizer:
É diferente a decoração
Quando chega a invernia
'Passarin' faz cantoria
No alpendre do oitão
Entoando uma canção
Que fala da liberdade,
Da vida, a felicidade
Mas, ao tentar decifrar
Teu verso 'quis' derramar
Uma lágrima de saudade
Pedro Torres
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Peça de amor
Nessa peça de amor eu fui artista
Como ator de comédia iniciante
Exercendo um papel de figurante
Apaixonado pela protagonista
Na arte de enganar, especialista
Fez o falso a verdade parecer
Feito um bobo esperei acontecer
Uma cena real que então fingira
"É melhor um 'te amo' de mentira
do que amar de verdade e não dizer."
Pedro Torres
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O GPS da saudade
Cutuquei o poeta Dudu Morais no mote e ele disse:
Pra cada paixão errada
Um chip em mim lhe rastreia
E é o mesmo que norteia
Meus passos por esta estrada...
Quando chega a madrugada
Que eu fico sem direção?
Me mostra todo balcão
Menos minha cara-metade
“O GPS da saudade
Encontrou meu coração”
Como eu tava sem fazer nada eu disse:
Na sorte tracei a rota
Pra ser feliz no amor
Mas só encontrei a dor
No mapa da vida exposta
Precisão de nada importa
Que planejei com exatidão
Mas, fiquei sem direção
Bem na curva da vontade
O GPS da saudade
Encontrou meu coração
Procurei pra minha história
Encontrar o par perfeito
Mas um chip com defeito
Desviou-me da trajetória
Busquei ainda na memória
E, quase amei de verdade,
Mas, nada de cara-metade
Só localiza solidão
O GPS da saudade
Encontrou meu coração
Rastreei um amor perdido
Dentro do baú da era
Mas só achei paquera,
Ou um namoro perdido,
Que meu coração bandido
Distanciou-se da razão
E perdeu toda emoção
Pra minha infelicidade
O GPS da saudade
Encontrou meu coração
Depois de glosar no mote (O GPS da saudade // Encontrou meu coração) que me chegou apontado por um GPS desmantelado, uma pessoa muito especial indagou: 'Foi?'
Um verso pulou na veia cava, invadiu o coração e saiu pela boca, eu disse:
Tateei por um momento
Por entre estradas escuras
Procurei tantas procuras
Que decantei um lamento
Passei por muito sofrimento
Mas hoje estou apaixonado
E o teu tá bem guardado
No peito do cantador
Que o GPS do amor
Tá é muito calibrado
Pedro Torres
Pra cada paixão errada
Um chip em mim lhe rastreia
E é o mesmo que norteia
Meus passos por esta estrada...
Quando chega a madrugada
Que eu fico sem direção?
Me mostra todo balcão
Menos minha cara-metade
“O GPS da saudade
Encontrou meu coração”
Como eu tava sem fazer nada eu disse:
Na sorte tracei a rota
Pra ser feliz no amor
Mas só encontrei a dor
No mapa da vida exposta
Precisão de nada importa
Que planejei com exatidão
Mas, fiquei sem direção
Bem na curva da vontade
O GPS da saudade
Encontrou meu coração
Procurei pra minha história
Encontrar o par perfeito
Mas um chip com defeito
Desviou-me da trajetória
Busquei ainda na memória
E, quase amei de verdade,
Mas, nada de cara-metade
Só localiza solidão
O GPS da saudade
Encontrou meu coração
Rastreei um amor perdido
Dentro do baú da era
Mas só achei paquera,
Ou um namoro perdido,
Que meu coração bandido
Distanciou-se da razão
E perdeu toda emoção
Pra minha infelicidade
O GPS da saudade
Encontrou meu coração
Depois de glosar no mote (O GPS da saudade // Encontrou meu coração) que me chegou apontado por um GPS desmantelado, uma pessoa muito especial indagou: 'Foi?'
Um verso pulou na veia cava, invadiu o coração e saiu pela boca, eu disse:
Tateei por um momento
Por entre estradas escuras
Procurei tantas procuras
Que decantei um lamento
Passei por muito sofrimento
Mas hoje estou apaixonado
E o teu tá bem guardado
No peito do cantador
Que o GPS do amor
Tá é muito calibrado
Pedro Torres
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Poeta Antonio Pereira
O poeta Antonio Pereira um dia disse:
"Quem quiser plantar saudade
Escalde bem a semente
Escolha um chão bem seco
Na hora do sol mais quente
Que se plantar no molhado
Quando nascer mata gente."
Parodiando o poeta itapetinense eu fiz esse versinho
Inventei plantar saudade
Escaldei bem a semente
Escolhi o chão bem seco
Na hora do sol mais quente
O chão nem tava molhado
Mas, 'Ô, bixa resistente'!
Pedro Torres
"Quem quiser plantar saudade
Escalde bem a semente
Escolha um chão bem seco
Na hora do sol mais quente
Que se plantar no molhado
Quando nascer mata gente."
Parodiando o poeta itapetinense eu fiz esse versinho
Inventei plantar saudade
Escaldei bem a semente
Escolhi o chão bem seco
Na hora do sol mais quente
O chão nem tava molhado
Mas, 'Ô, bixa resistente'!
Pedro Torres
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Castelos de ar
No mote de Dennis Nascimento, eu disse:
Ruiu a ideia que nós tínhamos
Que tudo não passava de momento
Notamos que havia um sentimento
Bem maior do que imaginamos
Foi algo que nós dois deixamos
Ver crescido em nosso coração
E esse misto de amor e paixão
Revelava o que nós dois pedimos
Dos castelos de ar que construímos,
Cada pedra era feita de ilusão.
Pedro Torres
Ruiu a ideia que nós tínhamos
Que tudo não passava de momento
Notamos que havia um sentimento
Bem maior do que imaginamos
Foi algo que nós dois deixamos
Ver crescido em nosso coração
E esse misto de amor e paixão
Revelava o que nós dois pedimos
Dos castelos de ar que construímos,
Cada pedra era feita de ilusão.
Pedro Torres
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