Sertanejo é um sujeito engraçado
- Já dizia o poeta que saiu de Petrolina, Geraldo Azevedo, quando lhe perguntaram se sentia saudade de sua terra, por ter saído de lá, ele disse: "Eu saí de lá, mas lá não saiu de mim".
- Pior que ser sertanejo e viver longe de sua terra, é trazer consigo o dom da poesia. A combinação tem um efeito terrível nesse sujeito.
- E assim se dá com o Pe. Brás Ivan Costa Santos. Vivendo atualmente na Suíça, onde estuda e exerce o sacerdócio, ele disse:
Longe dele me sinto saudosista
Cada frase que digo é como um mote
Choro tanto que quase turvo a vista
As lembranças me chegam de magote.
Perto dele me torno repentista
Tomo posse completa do meu dote
Mas me disse a razão que é realista
Que estou indo com muita sede ao pote.
E pra não viver criança
Distância de segurança
Manterei do Pajeú.
Ele Pajé e eu monge
Nos amaremos de longe
Sem ser nós, só eu e tu.
Poeta Pe. Brás Ivan Costa Santos
domingo, 9 de setembro de 2012
sexta-feira, 7 de setembro de 2012
Assovio ao vento..
E me senti harmonia
Com as forças do universo
Pensei fazê-las um verso
Imaginando poesia
De quando tudo eu sentia
Fazer sentido, e fazia
Do vento a melodia
Pra alegrar o meu dia
Falava com os passarinhos
O defensor de seus ninhos
Correndo redemoinhos
Era feliz de verdade
Mudou-se então pra cidade
E a natureza não o obedece
Que quando a gente cresce
Tudo que resta é saudade
Dia desses novamente
Visitei o meu lugar
Conversei com a natureza
Pra ela me perdoar
Assoviei para o vento
Pensei naquele momento
Um recado te mandar
Que ventos vindo do norte
Diz do amor, diz da sorte
De nós dois se encontrar.
Pedro Torres
Com as forças do universo
Pensei fazê-las um verso
Imaginando poesia
De quando tudo eu sentia
Fazer sentido, e fazia
Do vento a melodia
Pra alegrar o meu dia
Falava com os passarinhos
O defensor de seus ninhos
Correndo redemoinhos
Era feliz de verdade
Mudou-se então pra cidade
E a natureza não o obedece
Que quando a gente cresce
Tudo que resta é saudade
Dia desses novamente
Visitei o meu lugar
Conversei com a natureza
Pra ela me perdoar
Assoviei para o vento
Pensei naquele momento
Um recado te mandar
Que ventos vindo do norte
Diz do amor, diz da sorte
De nós dois se encontrar.
Pedro Torres
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O começar
A poetisa Mariana Teles arrumou esse mote e fiz esse versinho:
Nascer e viver em verdes campos
Vendo a barra do dia clarear
À noitinha se encantar com pirilampos
Sem notícia da hora de chegar.
Viajar pra bem longe ver o mar
Com amigos alegrando a caminhada.
Encontrar um amor pela jornada.
Ir embora, mas, achar muito ruim
"Quem começa um caminho pelo fim
Perde a glória do aplauso na chegada."
Pedro Torres
Nascer e viver em verdes campos
Vendo a barra do dia clarear
À noitinha se encantar com pirilampos
Sem notícia da hora de chegar.
Viajar pra bem longe ver o mar
Com amigos alegrando a caminhada.
Encontrar um amor pela jornada.
Ir embora, mas, achar muito ruim
"Quem começa um caminho pelo fim
Perde a glória do aplauso na chegada."
Pedro Torres
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Coração de poeta
Tem um poeta na minha terra, um cidadão de pouca idade, dessa contas terrenas que a gente faz, mas, que pela força do seu verso, é alma antiga neste mundo.
Como gotas de orvalho da matina, o poeta Dudu Morais diariamente goteja seus preciosos poemas:
Aos corações dos poetas
O tempo nega as escolhas...
Feito uma gota de orvalho,
É mais um, entre outras bolhas,
Jardim que o destino obriga
Viver mudando de folhas
Poeta Dudu Morais
Siga o poeta no Facebook para conhecer a autêntica poesia sertaneja nordestina.
Como gotas de orvalho da matina, o poeta Dudu Morais diariamente goteja seus preciosos poemas:
Aos corações dos poetas
O tempo nega as escolhas...
Feito uma gota de orvalho,
É mais um, entre outras bolhas,
Jardim que o destino obriga
Viver mudando de folhas
Poeta Dudu Morais
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segunda-feira, 3 de setembro de 2012
Em campanha
Nossa poesia sertaneja nordestina é também palco para críticas inteligentes e precisas em forma de versos, como este da poetisa Thyelle Dias.
Chegam todos decentes, pueris,
Ostentando na face, hipocrisia
Escondendo por trás dos seus perfis,
O talento para a dramaturgia.
Chegam todos tal qual uns varonis,
Numa marcha pela democracia.
Com sorrisos e gestos tão gentis,
Pra atingir, desta forma, a maioria.
Sempre chegam, de quatro em quatro anos.
Na campanha são todos puritanos,
Guardiões da moral e dos direitos.
Mas depois que se vão as eleições,
Os sorrisos e as boas intenções,
Sempre acabam depois que são eleitos.
Poetisa Thyelle Dias
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domingo, 2 de setembro de 2012
A saudade é uma doença...
Dia desses deixei um mote no Facebook e a poetisa Mônica Barbosa disse:
"A saudade é uma doença,
Que só um remédio cura."
Existem 3 males na vida
Dor, tristeza e saudade
Reféns de toda maldade
De um coração sem guarida
É a dor de uma partida
É a tristeza que dura
Desfigura a formosura
Detento cumprindo sentença
A saudade é uma doença
Que só um remédio cura
Só quem ama pode sentir
Tal sentimento cruel
É amargo como fel
E ninguém sabe o gerir
Pois dele não pode fugir
E pra acabar com a amargura:
Dose de amor e ternura.
O antídoto é a presença
A saudade é uma doença
Que só um remédio cura.
Poetisa Mônica Barbosa
"A saudade é uma doença,
Que só um remédio cura."
Existem 3 males na vida
Dor, tristeza e saudade
Reféns de toda maldade
De um coração sem guarida
É a dor de uma partida
É a tristeza que dura
Desfigura a formosura
Detento cumprindo sentença
A saudade é uma doença
Que só um remédio cura
Só quem ama pode sentir
Tal sentimento cruel
É amargo como fel
E ninguém sabe o gerir
Pois dele não pode fugir
E pra acabar com a amargura:
Dose de amor e ternura.
O antídoto é a presença
A saudade é uma doença
Que só um remédio cura.
Poetisa Mônica Barbosa
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Graphos
Vou caminhando pelas veredas dos versos
Mil poetas falam ao meu ouvido
Ouço os baixos acordes sustenidos
No tirinete da viola do universo
Digo coisas, falo coisas sem pensar
Transmitindo uma mensagem de outrora
Parecendo a rima a dedilhar
Os cordões d'um amor que foi embora.
Pedro Torres
Mil poetas falam ao meu ouvido
Ouço os baixos acordes sustenidos
No tirinete da viola do universo
Digo coisas, falo coisas sem pensar
Transmitindo uma mensagem de outrora
Parecendo a rima a dedilhar
Os cordões d'um amor que foi embora.
Pedro Torres
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Instantâneo
A felicidade é algo passageiro
Mas o momento que dura é eterno.
Talvez não faça nenhum sentido
A frase fora de contexto
Mas, não posso me atrever
A escrever em tuas fotos
De instantes de alegria.
Pois sinto o peso do mundo
Do mundo que já passei.
Pedro Torres
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sábado, 1 de setembro de 2012
Confissões
Teu olhar atravessou o meu
Deixando marcas no peito
Percorreu pelas retinas
Espantou todas neblinas
Que haviam em minha alma
Deixou-me penso de um jeito
Que entortou minha calma.
Pedro Torres
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Estrela cadente
Uma vantagem da poesia sertaneja nordestina é dispensar explicação:
“Viver perto um do outro a vida inteira”
Prometemos nos vendo frente a frente.
Era noite... E deitados numa esteira,
Assistimos o céu brilhar pra gente...
De repente nós vimos reluzente,
Uma estrela cadente bem ligeira.
Cada qual fez pedido em sua mente,
Como fazem de forma corriqueira.
Sem contar um ao outro o seu desejo,
Nos olhamos quietinhos, nesse ensejo,
Esconder os pedidos, foi besteira...
Nosso olhar foi sincero e distraído,
E entregou um ao outro o seu pedido:
“Viver perto um do outro a vida inteira”.
Poeta Vinícius Gregório
“Viver perto um do outro a vida inteira”
Prometemos nos vendo frente a frente.
Era noite... E deitados numa esteira,
Assistimos o céu brilhar pra gente...
De repente nós vimos reluzente,
Uma estrela cadente bem ligeira.
Cada qual fez pedido em sua mente,
Como fazem de forma corriqueira.
Sem contar um ao outro o seu desejo,
Nos olhamos quietinhos, nesse ensejo,
Esconder os pedidos, foi besteira...
Nosso olhar foi sincero e distraído,
E entregou um ao outro o seu pedido:
“Viver perto um do outro a vida inteira”.
Poeta Vinícius Gregório
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