Vou caminhando pelas veredas dos versos
Mil poetas falam ao meu ouvido
Ouço os baixos acordes sustenidos
No tirinete da viola do universo
Digo coisas, falo coisas sem pensar
Transmitindo uma mensagem de outrora
Parecendo a rima a dedilhar
Os cordões d'um amor que foi embora.
Pedro Torres
domingo, 2 de setembro de 2012
Instantâneo
A felicidade é algo passageiro
Mas o momento que dura é eterno.
Talvez não faça nenhum sentido
A frase fora de contexto
Mas, não posso me atrever
A escrever em tuas fotos
De instantes de alegria.
Pois sinto o peso do mundo
Do mundo que já passei.
Pedro Torres
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sábado, 1 de setembro de 2012
Confissões
Teu olhar atravessou o meu
Deixando marcas no peito
Percorreu pelas retinas
Espantou todas neblinas
Que haviam em minha alma
Deixou-me penso de um jeito
Que entortou minha calma.
Pedro Torres
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Estrela cadente
Uma vantagem da poesia sertaneja nordestina é dispensar explicação:
“Viver perto um do outro a vida inteira”
Prometemos nos vendo frente a frente.
Era noite... E deitados numa esteira,
Assistimos o céu brilhar pra gente...
De repente nós vimos reluzente,
Uma estrela cadente bem ligeira.
Cada qual fez pedido em sua mente,
Como fazem de forma corriqueira.
Sem contar um ao outro o seu desejo,
Nos olhamos quietinhos, nesse ensejo,
Esconder os pedidos, foi besteira...
Nosso olhar foi sincero e distraído,
E entregou um ao outro o seu pedido:
“Viver perto um do outro a vida inteira”.
Poeta Vinícius Gregório
“Viver perto um do outro a vida inteira”
Prometemos nos vendo frente a frente.
Era noite... E deitados numa esteira,
Assistimos o céu brilhar pra gente...
De repente nós vimos reluzente,
Uma estrela cadente bem ligeira.
Cada qual fez pedido em sua mente,
Como fazem de forma corriqueira.
Sem contar um ao outro o seu desejo,
Nos olhamos quietinhos, nesse ensejo,
Esconder os pedidos, foi besteira...
Nosso olhar foi sincero e distraído,
E entregou um ao outro o seu pedido:
“Viver perto um do outro a vida inteira”.
Poeta Vinícius Gregório
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segunda-feira, 27 de agosto de 2012
Sim
Eu também imagino a cena
Do teu sorriso matreiro,
Ao encontrar-se com o meu.
Como se conversássemos com os olhos,
Sem uma palavra dita?!
Trocando segredos nossos.
Preciosos, eternos, segredos.
E fico com um sorriso solto no ar.
Meio bobo, consciente. à esperar...
Ah! Gosto do teu idioma, da gramática.
Pedro Torres
Do teu sorriso matreiro,
Ao encontrar-se com o meu.
Como se conversássemos com os olhos,
Sem uma palavra dita?!
Trocando segredos nossos.
Preciosos, eternos, segredos.
E fico com um sorriso solto no ar.
Meio bobo, consciente. à esperar...
Ah! Gosto do teu idioma, da gramática.
Pedro Torres
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Beija-flor
Se eu fosse o beija flor
De liberdade infinda
Eu seria o teu amor
Que não brotou ainda
Imaginaria o sorriso
Que eu seria se fosse
Pedacinho de paraíso
Do teu olhar tão doce.
O teu pensamento forte
Cruza as fronteiras do norte
E se encontra com o meu.
É como quem já viveu
Muito além depois da morte
Mas o amor não pereceu.
Pedro Torres
De liberdade infinda
Eu seria o teu amor
Que não brotou ainda
Imaginaria o sorriso
Que eu seria se fosse
Pedacinho de paraíso
Do teu olhar tão doce.
O teu pensamento forte
Cruza as fronteiras do norte
E se encontra com o meu.
É como quem já viveu
Muito além depois da morte
Mas o amor não pereceu.
Pedro Torres
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Um arco-íris se deita, na paisagem do Sertão.
Às vezes penso em deletar o meu perfil do Facebook por ser uma perda de tempo, mas, vez por outra me deparo com publicações como esta do poeta Wellington Vicente e vou ficando por lá:
"Um arco-íris se deita
Na paisagem do Sertão."
Mote da poetisa Fátima Marcolino.
Uma nuvem no horizonte,
Parecendo uma cortina,
Vai jogando uma neblina
No cocuruto do monte.
No pé da serra defronte
Já se escuta o trovão
E o gado come ração
Numa cocheira bem feita.
Um arco-íris se deita
Na paisagem do Sertão.
O vento frio arrepia
As folhas do umbuzeiro,
Um dedicado vaqueiro
Tange a vaca que deu cria.
Um matutinho assovia
Uns acordes de baião,
A vovó prepara o pão
Sem precisar de receita.
Um arco-íris se deita
Na paisagem do Sertão.
Um violeiro ponteia
Seu estimado instrumento,
Lá no terreiro um jumento
Vem se espojar na areia.
A aranha tece a teia,
O velho faz oração,
O Autor da Criação
Vendo tudo se deleita.
Um arco-íris se deita
Na paisagem do Sertão.
Poeta Wellington Vicente
Porto Velho, 21/07/2008.
"Um arco-íris se deita
Na paisagem do Sertão."
Mote da poetisa Fátima Marcolino.
Uma nuvem no horizonte,
Parecendo uma cortina,
Vai jogando uma neblina
No cocuruto do monte.
No pé da serra defronte
Já se escuta o trovão
E o gado come ração
Numa cocheira bem feita.
Um arco-íris se deita
Na paisagem do Sertão.
O vento frio arrepia
As folhas do umbuzeiro,
Um dedicado vaqueiro
Tange a vaca que deu cria.
Um matutinho assovia
Uns acordes de baião,
A vovó prepara o pão
Sem precisar de receita.
Um arco-íris se deita
Na paisagem do Sertão.
Um violeiro ponteia
Seu estimado instrumento,
Lá no terreiro um jumento
Vem se espojar na areia.
A aranha tece a teia,
O velho faz oração,
O Autor da Criação
Vendo tudo se deleita.
Um arco-íris se deita
Na paisagem do Sertão.
Poeta Wellington Vicente
Porto Velho, 21/07/2008.
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domingo, 26 de agosto de 2012
Marina
Naveguei por águas tão revoltas
Mas, cheguei ao rio da divisa.
Fui à proa para sentir a brisa
Acendi do farol a lamparina
Aprumei as velas do meu barco
Hoje que meu coração é parco
Vejo estrelas nos olhos da menina
Navegando por águas cristalinas
Na fúria das águas da ribeira
Uma dor de partir me rasga o peito.
Saudade faz abrigo em meu leito
Já no fim da jornada derradeira
Vejo a fé descendo a corredeira
Se voltasses: – Eu pediria a Deus...
Mas de lá eu sei que já não voltas.
Pedro Torres
Mas, cheguei ao rio da divisa.
Fui à proa para sentir a brisa
Acendi do farol a lamparina
Aprumei as velas do meu barco
Hoje que meu coração é parco
Vejo estrelas nos olhos da menina
Navegando por águas cristalinas
Na fúria das águas da ribeira
Uma dor de partir me rasga o peito.
Saudade faz abrigo em meu leito
Já no fim da jornada derradeira
Vejo a fé descendo a corredeira
Se voltasses: – Eu pediria a Deus...
Mas de lá eu sei que já não voltas.
Pedro Torres
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sábado, 11 de agosto de 2012
A Paixão de Cristo, por Pe. Brás Costa
O padre e poeta Brás Ivan Costa Santos, agraciado pelo dom Divino da poesia, redigiu estas estrofes no mote do mestre Zé de Cazuza, inda pedindo perdão pela insuficiência de seus versos.
Referindo-se ao abençoado mote do mestre Zé de Cazuza:
"JESUS CRISTO PAGOU SEM DEVER NADA
A QUEM NUNCA COBROU DE QUEM DEVIA."
O poeta Pe. Brás Costa disse:
Jesus Cristo, o Filho do Deus vivo
Deus de Deus, Unigênito, Luz da Luz
Carregou sem dever a sua Cruz
Condenado a morte sem motivo
Nesse tempo Israel era cativo
Ao império romano obedecia
Sem que Roma mandasse não podia
Ser a pena de morte decretada.
JESUS CRISTO PAGOU SEM DEVER NADA
A QUEM NUNCA COBROU DE QUEM DEVIA.
Sendo Herodes tetrarca "rei"-vassalo
Incapaz de assumir seus próprios atos
Ordenou que o levassem a Pilatos
De quem era o direito de julgá-lo
Mas, Pilatos cansou de interrogá-lo
E Jesus sendo Deus não respondia
Se Pilatos matá-lo não queria
A sentença já tinha sido dada.
JESUS CRISTO PAGOU SEM DEVER NADA
A QUEM NUNCA COBROU DE QUEM DEVIA.
Sendo assim Jesus-Deus ficou sozinho
Ao invés de Hosana ouviu desdenho
O seu trono um desconfortável lenho
A coroa cravada de espinho
Sua túnica bordada, puro linho
Sorteada a quem não merecia
Com a cruz que pesada conduzia
Recebia tabefe e chicotada.
JESUS CRISTO PAGOU SEM DEVER NADA
A QUEM NUNCA COBROU DE QUEM DEVIA.
Chega assim ao calvário o Homem-Deus
Corpo nú, pés no chão desfigurado
Quase morto pra ser crucificado
Humilhado até mesmo pelos seus
Uma frase: "Jesus Rei dos Judeus"
Bem no alto da cruz quem visse lia
Aos seus pés um discípulo e Maria
Padecendo sem ser crucificada.
JESUS CRISTO PAGOU SEM DEVER NADA
A QUEM NUNCA COBROU DE QUEM DEVIA.
Quando o Cristo de Deus na cruz tombou
Para salvar da morte os seus irmãos
Disse: "Pai, eu entrego em tuas mãos
Meu Espirito" E depois disso expirou
Nesse instante o centurião notou
Que aquele que ali na cruz morria
Era o Filho de Deus,a Profecia
Que por toda Israel era esperada.
JESUS CRISTO PAGOU SEM DEVER NADA
A QUEM NUNCA COBROU DE QUEM DEVIA
Poeta Pe. Brás Ivan Costa Santos
Vendo estas belíssimas construções poéticas destes vates inspirados por Deus, só nós resta dizer: Amém!
Pedro Torres
Referindo-se ao abençoado mote do mestre Zé de Cazuza:
"JESUS CRISTO PAGOU SEM DEVER NADA
A QUEM NUNCA COBROU DE QUEM DEVIA."
O poeta Pe. Brás Costa disse:
Jesus Cristo, o Filho do Deus vivo
Deus de Deus, Unigênito, Luz da Luz
Carregou sem dever a sua Cruz
Condenado a morte sem motivo
Nesse tempo Israel era cativo
Ao império romano obedecia
Sem que Roma mandasse não podia
Ser a pena de morte decretada.
JESUS CRISTO PAGOU SEM DEVER NADA
A QUEM NUNCA COBROU DE QUEM DEVIA.
Sendo Herodes tetrarca "rei"-vassalo
Incapaz de assumir seus próprios atos
Ordenou que o levassem a Pilatos
De quem era o direito de julgá-lo
Mas, Pilatos cansou de interrogá-lo
E Jesus sendo Deus não respondia
Se Pilatos matá-lo não queria
A sentença já tinha sido dada.
JESUS CRISTO PAGOU SEM DEVER NADA
A QUEM NUNCA COBROU DE QUEM DEVIA.
Sendo assim Jesus-Deus ficou sozinho
Ao invés de Hosana ouviu desdenho
O seu trono um desconfortável lenho
A coroa cravada de espinho
Sua túnica bordada, puro linho
Sorteada a quem não merecia
Com a cruz que pesada conduzia
Recebia tabefe e chicotada.
JESUS CRISTO PAGOU SEM DEVER NADA
A QUEM NUNCA COBROU DE QUEM DEVIA.
Chega assim ao calvário o Homem-Deus
Corpo nú, pés no chão desfigurado
Quase morto pra ser crucificado
Humilhado até mesmo pelos seus
Uma frase: "Jesus Rei dos Judeus"
Bem no alto da cruz quem visse lia
Aos seus pés um discípulo e Maria
Padecendo sem ser crucificada.
JESUS CRISTO PAGOU SEM DEVER NADA
A QUEM NUNCA COBROU DE QUEM DEVIA.
Quando o Cristo de Deus na cruz tombou
Para salvar da morte os seus irmãos
Disse: "Pai, eu entrego em tuas mãos
Meu Espirito" E depois disso expirou
Nesse instante o centurião notou
Que aquele que ali na cruz morria
Era o Filho de Deus,a Profecia
Que por toda Israel era esperada.
JESUS CRISTO PAGOU SEM DEVER NADA
A QUEM NUNCA COBROU DE QUEM DEVIA
Poeta Pe. Brás Ivan Costa Santos
Vendo estas belíssimas construções poéticas destes vates inspirados por Deus, só nós resta dizer: Amém!
Pedro Torres
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quinta-feira, 9 de agosto de 2012
Geminiano
Eu sou do sim
Eu sou do não
Eu sou do contra
E, com razão,
Eu sou geminiano.
Eu amo sim
Eu amo não
Eu amo tanto
E, sem razão,
Eu sou geminiano.
Coração de lua
Cabeça de vento
Menino de rua
Dormindo ao relento
Eu sou geminiano.
Tempo de agora
De ir embora
De estar perto
Inundar o deserto
Do teu coração.
Eu sou geminiano,
E mudo de ideia
E de opnião
Sou de carnaval
E de São João.
Viaja comigo
Ao longe senão
Que o presente talvez
Não serve à emoção
De um geminiano.
Pedro Torres
Eu sou do não
Eu sou do contra
E, com razão,
Eu sou geminiano.
Eu amo sim
Eu amo não
Eu amo tanto
E, sem razão,
Eu sou geminiano.
Coração de lua
Cabeça de vento
Menino de rua
Dormindo ao relento
Eu sou geminiano.
Tempo de agora
De ir embora
De estar perto
Inundar o deserto
Do teu coração.
Eu sou geminiano,
E mudo de ideia
E de opnião
Sou de carnaval
E de São João.
Viaja comigo
Ao longe senão
Que o presente talvez
Não serve à emoção
De um geminiano.
Pedro Torres
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