Sou da casa em que de madrugada
A criança acalenta-se ao cio
E faz sombra com a luz de um pavio
Que tem fogo amarelo igual espada
A mulher nua e fria está deitada
Ao seu lado um parceiro de aventuras
Que lhe mente a tentar fazer ternuras
Traz na bota dinheiro escondido
Que o silêncio da noite é que tem sido
Testemunha das minhas amarguras
Geralmente depois das oito horas
Tomo banho me arrumo no meu quarto
Para o salão toda enfeitada toda parto
Pra aceitar uns convites, e outros foras.
A cachaça e o fumo são escoras
Dando ao corpo alegrias e torturas
E as doses que eu tomo são tão puras
Que o ambiente se torna colorido
Que o silêncio da noite é que tem sido
Testemunha das minhas amarguras
O pecado pra mim é testemunha
Pois ladeia o meu peito o tempo inteiro
Do primeiro ao último parceiro
Dou um nome diferente, faço alcunha.
O vermelho é perene em minha unha
Meu trabalho é melhor sendo às escuras
Sou alguém que procura umas procuras
Que navegam no rio do gemido
Que o silêncio da noite é que tem sido
Testemunha das minhas amarguras.
Mas às vezes pra cama eu vou sozinha
Procurei muitos homens não achei
E aquele que eu mais acreditei
Deu-me um “seixo” e eu paguei o quarto à Dinha
Eu já sei que é tardia a ladainha
Parecido com um pingo em pedras duras
Sou irmã, pois, do canto das loucuras
E o meu peito é acorde do alarido
Que o silêncio da noite é que tem sido
Testemunha das minhas amarguras
Poema transcrito do LP de Zeto – Andarilho
Pedro Torres
quarta-feira, 20 de julho de 2011
Severina Branca, por Zeto.
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Decanto de Poetas
terça-feira, 19 de julho de 2011
Diamantes
Se quiseres conhecer o caráter de uma mulher, dá a ela um diamante. Se seus olhos brilharem mais que o diamante, o diamante é verdadeiro.
Pedro Torres
Pedro Torres
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Palavra Libertária
sexta-feira, 8 de julho de 2011
Candeia
O teu caminho é iluminado, mas não deves correr com a vela acesa.
Pedro Torres
Pedro Torres
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Palavra Libertária
quinta-feira, 30 de junho de 2011
Sociedade Global
Tenha consciência de que você é substituível, uma reles formiguinha num imenso formigueiro, então, faça a sua parte com a máxima dedicação, essa é a sua melhor chance.
Pedro Torres
Pedro Torres
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Palavra Libertária
Geração Coca-Cola
É fácil falar em geração perdida, difícil é dizer quem a perdeu.
Pedro Torres
Pedro Torres
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A Luta por Cidadania
Quem se conscientiza dos seus direitos dá o primeiro passo para a sua conquista.
Pedro Torres
Pedro Torres
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domingo, 19 de junho de 2011
Suave
Resisti à tentação da doce morte
No tempo que vivia a esperança
E o céu noturno era de estrelas
E o sonho de viver uma criança
E o fugidio tempo, um prisioneiro...
Deleito-me agora co'a amarga vida
Esperando um passar de nevoeiro
Quem sabe volte o céu estrelado
E como acontecia no passado
As constelações possa eu voltar a vê-las.
Pedro Torres
No tempo que vivia a esperança
E o céu noturno era de estrelas
E o sonho de viver uma criança
E o fugidio tempo, um prisioneiro...
Deleito-me agora co'a amarga vida
Esperando um passar de nevoeiro
Quem sabe volte o céu estrelado
E como acontecia no passado
As constelações possa eu voltar a vê-las.
Pedro Torres
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domingo, 8 de maio de 2011
Das portas
Quem nunca bateu a porta de um poeta, jamais encontrou-o de portas abertas.
Pedro Torres
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quinta-feira, 21 de abril de 2011
Espelho D'água
Até quem caminha olhando pro chão enxerga o céu no espelho que a chuva cria quando cai sobre sua cabeça...
Pedro Torres
Pedro Torres
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Palavra Libertária
domingo, 17 de abril de 2011
Noite silenciosa
Naquele dia
Quase que por piedade
Uma chuva bem fininha
Acalmava o universo
E deixava a noite fria
Tudo era lembrança e vazio
Só a presença forte, e saudade...
Em tamanho desvario,
Um cheiro de liberdade...
Sentindo o entardecer
Da noite, o enternecer
A inevitável vontade
De a luz adormecer.
Que a graça de cair
Das mais altas nuvens
Fosse apenas voar
Por um breve instante
Bem abaixo a escuridão
Logo acima o brilho da lua
No meio à multidão
Um calor urgente de rua...
Pedro Torres
Quase que por piedade
Uma chuva bem fininha
Acalmava o universo
E deixava a noite fria
Tudo era lembrança e vazio
Só a presença forte, e saudade...
Em tamanho desvario,
Um cheiro de liberdade...
Sentindo o entardecer
Da noite, o enternecer
A inevitável vontade
De a luz adormecer.
Que a graça de cair
Das mais altas nuvens
Fosse apenas voar
Por um breve instante
Bem abaixo a escuridão
Logo acima o brilho da lua
No meio à multidão
Um calor urgente de rua...
Pedro Torres
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