Confio às colunas deste edifício
O tempo, a honestidade, a fama.
Pois, não me custa morrer a míngua.
Se ao quedar inerte mostrar-te a língua
A libra, a improbidade, a tua lama.
E se reto fosses ao fim do início
E fui ao longe trabalhar outra ideia
Voltei com alguns calos e um plano
Armar a tenda pra nossa grande plateia
Da geração que plantaremos ano a ano
Por ti lutei com feras selvagens
Deslumbrei-me com lindas paisagens
E vi a luz desaparecer ao entardecer
De o tal crepúsculo, a morte do dia...
Também o tempo se fez ausente
Foi quando te senti presente
E o espaço insuficiente
Pra o poeta amar eternamente
Cada falta tua e cada volta
Cada falha nossa e o recomeço
Essa dor que o tempo transporta
À saudade que o coração suporta.
Pedro Torres
quarta-feira, 1 de dezembro de 2010
sexta-feira, 19 de novembro de 2010
Sorriso
É preciso o sangue de nossos pés
Regue o caminho por onde andarmos
Pisando-o bravamente,
Por sobre espinhos, e até...
Inocentemente, que um irmão.
Pisasse-se das flores ali surgidas
E nada se violasse àquele arbusto.
Caminhais, pois em frente e adiante.
Sejais, pois pioneiro e rasga a carne.
Deixa-a exposta a teus inimigos
Em plena luz do dia e espera
A dor é menor do que parece
O que lhe é ofertado perece
É que de adubo servirá aos entes
Mas como nada lhes fez contentes
Não fica nessa terra em prejuízo
Aquele que tiver um reles juízo
Porá na boca para brilhar teus dentes
Um insustentável e incompreensível sorriso...
Pedro Torres
Regue o caminho por onde andarmos
Pisando-o bravamente,
Por sobre espinhos, e até...
Inocentemente, que um irmão.
Pisasse-se das flores ali surgidas
E nada se violasse àquele arbusto.
Caminhais, pois em frente e adiante.
Sejais, pois pioneiro e rasga a carne.
Deixa-a exposta a teus inimigos
Em plena luz do dia e espera
A dor é menor do que parece
O que lhe é ofertado perece
É que de adubo servirá aos entes
Mas como nada lhes fez contentes
Não fica nessa terra em prejuízo
Aquele que tiver um reles juízo
Porá na boca para brilhar teus dentes
Um insustentável e incompreensível sorriso...
Pedro Torres
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Pranto
Ninguém pergunta da minha dor
Mas, pra que preciso que alguém o faça.
Se somente eu chorarei o meu pranto
Uma a uma as minhas lágrimas...
Não! Não dou a ninguém, pois,
Quem não me fez Feliz antes.
Fico quieto no meu canto
E cozo todo meu amargor.
Delicio-me sozinho com minha dor
Compraz-me a companhia do silêncio
Porque a tormenta atormenta-me melhor
E de nada mais poderei saber do amor
Pedro Torres
Mas, pra que preciso que alguém o faça.
Se somente eu chorarei o meu pranto
Uma a uma as minhas lágrimas...
Não! Não dou a ninguém, pois,
Quem não me fez Feliz antes.
Fico quieto no meu canto
E cozo todo meu amargor.
Delicio-me sozinho com minha dor
Compraz-me a companhia do silêncio
Porque a tormenta atormenta-me melhor
E de nada mais poderei saber do amor
Pedro Torres
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quinta-feira, 28 de outubro de 2010
A Carta
Nesta carta quero dizer-te
O quanto sinto a sua falta
O quanto o vento é forte e frio
Quando estou sem você...
Que és tu a minha alegria
A frase exata que me diria
Sentir o calor do ar que te rodeia
Bem no ponto de partida
De onde tudo ora inicia
Mais cedo do que nos tarda
Porque é com amor que se segue
À estrada virtuosa da felicidade
Pois quando lá no porto de chegada
Pesaremos as nossas vidas
Que somente a nós nos é devida
E receberemos cada um sua medida
Vamos sem medo de sermos felizes
Vamos deixar o amor acontecer
Vamos deixar com o tempo as cicatrizes
Vibrar de emoção e vida a cada amanhecer.
Vamos...
Pedro Torres
O quanto sinto a sua falta
O quanto o vento é forte e frio
Quando estou sem você...
Que és tu a minha alegria
A frase exata que me diria
Sentir o calor do ar que te rodeia
Bem no ponto de partida
De onde tudo ora inicia
Mais cedo do que nos tarda
Porque é com amor que se segue
À estrada virtuosa da felicidade
Pois quando lá no porto de chegada
Pesaremos as nossas vidas
Que somente a nós nos é devida
E receberemos cada um sua medida
Vamos sem medo de sermos felizes
Vamos deixar o amor acontecer
Vamos deixar com o tempo as cicatrizes
Vibrar de emoção e vida a cada amanhecer.
Vamos...
Pedro Torres
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terça-feira, 26 de outubro de 2010
À José, Serra.
Nasceu planta, foi madeira
E tão logo foi cortada
Depressa foi transportada
Pra transformação primeira.
Ficou de outra maneira
Pois foi toda picotada
E a serragem transformada
Em papel de prateleira.
Daí seguiu pro escritório
Pra escola ou pro cartório
O seu destino fiel.
Porém não seguiu ditosa
E virou uma criminosa
Bola bomba de papel.
Jorge Filó
E tão logo foi cortada
Depressa foi transportada
Pra transformação primeira.
Ficou de outra maneira
Pois foi toda picotada
E a serragem transformada
Em papel de prateleira.
Daí seguiu pro escritório
Pra escola ou pro cartório
O seu destino fiel.
Porém não seguiu ditosa
E virou uma criminosa
Bola bomba de papel.
Jorge Filó
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quinta-feira, 21 de outubro de 2010
Comunhão
Voaria esta cidade inteira
Como antes fizera, e beberia até a sorte.
Nós vamos beber esta noite
E vamos viver além da morte
Bem longe das ondas da praia
E bem perto de nossas casas
Assistiremos a todas as plateias
Abateremos os preconceitos
Deixemos as estações seguirem seu curso
Combatamos juntos, aguerridos de pulso
Ergamos pontes entre os que se calam
E os que demais falam
Vençamos o rei absoluto.
Não seríamos sós
Se da bebida amarga que apaixona
Dessa inquietação de folguedos
Conosco todos tomassem um gole
A vida seria comunhão...
Pedro Torres
Como antes fizera, e beberia até a sorte.
Nós vamos beber esta noite
E vamos viver além da morte
Bem longe das ondas da praia
E bem perto de nossas casas
Assistiremos a todas as plateias
Abateremos os preconceitos
Deixemos as estações seguirem seu curso
Combatamos juntos, aguerridos de pulso
Ergamos pontes entre os que se calam
E os que demais falam
Vençamos o rei absoluto.
Não seríamos sós
Se da bebida amarga que apaixona
Dessa inquietação de folguedos
Conosco todos tomassem um gole
A vida seria comunhão...
Pedro Torres
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Pedra bruta
Porque lapidar-se diamante?!...
Se se lhe alcança a formosura,
Desde que reles pedra dura
De brilho infindo e irradiante?...
E se de mera matéria pura,
De substância, sem mistura,
Fosse o tudo e o nada feito
Senhores de um teu direito
Espera o verso acabar,
De sair pela garganta...
Dá-me licença um pouco,
Tenho que chorar
Já volto com a poesia toda...
Em busca de encontrar-te
Fechei os olhos pra ver-te
E pus-me a vagar a esmo
À procura de mim mesmo
Fiz uma tentativa breve
Deixar Minh ‘alma leve
No alvor, tanta pureza.
Quanto se via natureza
Não, não quero ser d’aonde
Tudo é mera perfeição
Onde a terra é tão cheirosa
Tal perfume de marmeleiro
Cada curva tem o cheiro
De estrada perigosa
E de poetas, a inspiração...
Pedro Torres
Se se lhe alcança a formosura,
Desde que reles pedra dura
De brilho infindo e irradiante?...
E se de mera matéria pura,
De substância, sem mistura,
Fosse o tudo e o nada feito
Senhores de um teu direito
Espera o verso acabar,
De sair pela garganta...
Dá-me licença um pouco,
Tenho que chorar
Já volto com a poesia toda...
Em busca de encontrar-te
Fechei os olhos pra ver-te
E pus-me a vagar a esmo
À procura de mim mesmo
Fiz uma tentativa breve
Deixar Minh ‘alma leve
No alvor, tanta pureza.
Quanto se via natureza
Não, não quero ser d’aonde
Tudo é mera perfeição
Onde a terra é tão cheirosa
Tal perfume de marmeleiro
Cada curva tem o cheiro
De estrada perigosa
E de poetas, a inspiração...
Pedro Torres
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sexta-feira, 15 de outubro de 2010
Et estiagem
Uma chuva dessas
Que da Terra a sede mata
Acordei de um sonho bom
E tu estavas ao meu lado
Antes e depois do sonho.
Eras tu o frescor da brisa suave
Da chuvinha fina ainda caindo
Fazendo barulho lá fora e nós alheios...
Que sonhamos um mesmo sonho...
Estava no fim da estação seca
Naquele período interposto
Da morte das paisagens ocres
E tudo que se lhe revelasse cor
E não temêssemos mais a dor
E a saudade não nos banhasse mais
E fosse repleta somente a nostalgia
De um sorriso de alegria no orvalhar...
Pedro Torres
Que da Terra a sede mata
Acordei de um sonho bom
E tu estavas ao meu lado
Antes e depois do sonho.
Eras tu o frescor da brisa suave
Da chuvinha fina ainda caindo
Fazendo barulho lá fora e nós alheios...
Que sonhamos um mesmo sonho...
Estava no fim da estação seca
Naquele período interposto
Da morte das paisagens ocres
E tudo que se lhe revelasse cor
E não temêssemos mais a dor
E a saudade não nos banhasse mais
E fosse repleta somente a nostalgia
De um sorriso de alegria no orvalhar...
Pedro Torres
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terça-feira, 5 de outubro de 2010
Elixir
Ter que partir
Agradecer e seguir
A dor de sentir
O plantar e florir
O desenho de colorir
Falar e ouvir
Começar e desistir
Ao longe, devagar, ir
De o farol reluzir
A ideia expandir
O calar e o bramir
Amar, existir
O gemer e o sorrir
Aumentar e reduzir
Desistir, persistir
Gerar, parir
Chegar, partir
O poema elixir...
Pedro Torres
Agradecer e seguir
A dor de sentir
O plantar e florir
O desenho de colorir
Falar e ouvir
Começar e desistir
Ao longe, devagar, ir
De o farol reluzir
A ideia expandir
O calar e o bramir
Amar, existir
O gemer e o sorrir
Aumentar e reduzir
Desistir, persistir
Gerar, parir
Chegar, partir
O poema elixir...
Pedro Torres
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segunda-feira, 4 de outubro de 2010
Dúvidas
Quando não souber o que fazer e nem pra onde ir, paro o mundo e desço!
Pedro Torres
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