Porque lapidar-se diamante?!...
Se se lhe alcança a formosura,
Desde que reles pedra dura
De brilho infindo e irradiante?...
E se de mera matéria pura,
De substância, sem mistura,
Fosse o tudo e o nada feito
Senhores de um teu direito
Espera o verso acabar,
De sair pela garganta...
Dá-me licença um pouco,
Tenho que chorar
Já volto com a poesia toda...
Em busca de encontrar-te
Fechei os olhos pra ver-te
E pus-me a vagar a esmo
À procura de mim mesmo
Fiz uma tentativa breve
Deixar Minh ‘alma leve
No alvor, tanta pureza.
Quanto se via natureza
Não, não quero ser d’aonde
Tudo é mera perfeição
Onde a terra é tão cheirosa
Tal perfume de marmeleiro
Cada curva tem o cheiro
De estrada perigosa
E de poetas, a inspiração...
Pedro Torres
quinta-feira, 21 de outubro de 2010
sexta-feira, 15 de outubro de 2010
Et estiagem
Uma chuva dessas
Que da Terra a sede mata
Acordei de um sonho bom
E tu estavas ao meu lado
Antes e depois do sonho.
Eras tu o frescor da brisa suave
Da chuvinha fina ainda caindo
Fazendo barulho lá fora e nós alheios...
Que sonhamos um mesmo sonho...
Estava no fim da estação seca
Naquele período interposto
Da morte das paisagens ocres
E tudo que se lhe revelasse cor
E não temêssemos mais a dor
E a saudade não nos banhasse mais
E fosse repleta somente a nostalgia
De um sorriso de alegria no orvalhar...
Pedro Torres
Que da Terra a sede mata
Acordei de um sonho bom
E tu estavas ao meu lado
Antes e depois do sonho.
Eras tu o frescor da brisa suave
Da chuvinha fina ainda caindo
Fazendo barulho lá fora e nós alheios...
Que sonhamos um mesmo sonho...
Estava no fim da estação seca
Naquele período interposto
Da morte das paisagens ocres
E tudo que se lhe revelasse cor
E não temêssemos mais a dor
E a saudade não nos banhasse mais
E fosse repleta somente a nostalgia
De um sorriso de alegria no orvalhar...
Pedro Torres
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terça-feira, 5 de outubro de 2010
Elixir
Ter que partir
Agradecer e seguir
A dor de sentir
O plantar e florir
O desenho de colorir
Falar e ouvir
Começar e desistir
Ao longe, devagar, ir
De o farol reluzir
A ideia expandir
O calar e o bramir
Amar, existir
O gemer e o sorrir
Aumentar e reduzir
Desistir, persistir
Gerar, parir
Chegar, partir
O poema elixir...
Pedro Torres
Agradecer e seguir
A dor de sentir
O plantar e florir
O desenho de colorir
Falar e ouvir
Começar e desistir
Ao longe, devagar, ir
De o farol reluzir
A ideia expandir
O calar e o bramir
Amar, existir
O gemer e o sorrir
Aumentar e reduzir
Desistir, persistir
Gerar, parir
Chegar, partir
O poema elixir...
Pedro Torres
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segunda-feira, 4 de outubro de 2010
Dúvidas
Quando não souber o que fazer e nem pra onde ir, paro o mundo e desço!
Pedro Torres
Pedro Torres
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terça-feira, 17 de agosto de 2010
Mudança
Vivendo cá no Sertão
Faço verso mais bem feito
Sai tudo bem mais rimado
Parecendo que a rima
Veio morar do meu lado
Fazendo força no peito
Pedro Torres
Faço verso mais bem feito
Sai tudo bem mais rimado
Parecendo que a rima
Veio morar do meu lado
Fazendo força no peito
Pedro Torres
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domingo, 8 de agosto de 2010
Teus vinte anos e tua beleza
Essas vinte primaveras que te cercam
Te coroam de amor, de paz e luz
És linda, és meiga, porém só te disfarças
Por não saberes a beleza que possuis
Tuas vinte primaveras, vinte flores
Te perfumam, te beijam, te rodeiam
Não descobres a meiguice que tu tens
Porque os céus de amor te encandeiam
Teus vinte anos te deram mil encantos
Os teus olhos, teus sorrisos divinais
O coração que sentir o teu amor
Pulsa tanto que chora e se desfaz
Se tu tens atrativos de uma flor
És das flores a flor mais invejada
Se teus anos te fizeram como flor
És também flor entre as flores misturada
As aragens são tuas portadoras
As densas brumas te servem como véu
Te apresentas como linda patativa
Das gaiolas de luz que há no céu
Vestal linda dos templos de Diana
Parnasiana de sublime inspiração
Rainha amada das fontes de Castália
Dourado cisne do País do Coração
João Batista de Siqueira, Cancão.
Gentilmente enviado pelo organizador do livro Palavras ao Penilúnio, do escritor e poeta Lindoaldo Vieira.
"O livro pode ser adquirido nos endereços eletrônicos acima, no endereço do organizador Lindoaldo Vieira Campos Júnior (lvcamposjunior@hotmail.com), ou no Box Sertanejo (81 - 3446-8596), dentro do Mercado da Madalena."
Fonte: Interpoética
http://www.interpoetica.com/
Explêndido livro!
Pedro Torres
Te coroam de amor, de paz e luz
És linda, és meiga, porém só te disfarças
Por não saberes a beleza que possuis
Tuas vinte primaveras, vinte flores
Te perfumam, te beijam, te rodeiam
Não descobres a meiguice que tu tens
Porque os céus de amor te encandeiam
Teus vinte anos te deram mil encantos
Os teus olhos, teus sorrisos divinais
O coração que sentir o teu amor
Pulsa tanto que chora e se desfaz
Se tu tens atrativos de uma flor
És das flores a flor mais invejada
Se teus anos te fizeram como flor
És também flor entre as flores misturada
As aragens são tuas portadoras
As densas brumas te servem como véu
Te apresentas como linda patativa
Das gaiolas de luz que há no céu
Vestal linda dos templos de Diana
Parnasiana de sublime inspiração
Rainha amada das fontes de Castália
Dourado cisne do País do Coração
João Batista de Siqueira, Cancão.
Gentilmente enviado pelo organizador do livro Palavras ao Penilúnio, do escritor e poeta Lindoaldo Vieira.
"O livro pode ser adquirido nos endereços eletrônicos acima, no endereço do organizador Lindoaldo Vieira Campos Júnior (lvcamposjunior@hotmail.com), ou no Box Sertanejo (81 - 3446-8596), dentro do Mercado da Madalena."
Fonte: Interpoética
http://www.interpoetica.com/
Explêndido livro!
Pedro Torres
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Decanto de Poetas
Aniversariante
Hoje, tua primavera e esse teu colorido.
Da parte da vida, o por viver e o já vivido
Os tantos outros planos e um dia ensolarado!...
Que estarei sempre amor, do teu lado.
Teu aniversário e restaram somente
Estilhaços dos sonhos da criança,
Os raros bons momentos na lembrança
De um viver-se feliz, eternamente...
Lembra-te de tudo quanto se esquece,
E do que a gente não esquece mais.
Da alegria que você merece...
Que hoje é também dia dos pais.
Mas, sou é poeta, vivo do exagero.
Já mandei avisar até no estrangeiro
Que hoje é festa no mundo inteiro!
Acaba-se o poema, fica teu cheiro...
(08 de agosto de 2010)
Pedro Torres
Da parte da vida, o por viver e o já vivido
Os tantos outros planos e um dia ensolarado!...
Que estarei sempre amor, do teu lado.
Teu aniversário e restaram somente
Estilhaços dos sonhos da criança,
Os raros bons momentos na lembrança
De um viver-se feliz, eternamente...
Lembra-te de tudo quanto se esquece,
E do que a gente não esquece mais.
Da alegria que você merece...
Que hoje é também dia dos pais.
Mas, sou é poeta, vivo do exagero.
Já mandei avisar até no estrangeiro
Que hoje é festa no mundo inteiro!
Acaba-se o poema, fica teu cheiro...
(08 de agosto de 2010)
Pedro Torres
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MARCAS
O ponteiro da saudade
Arranhou meu coração.
(Mote de Bira Marcolino)
As torres da minha infância
Já se perderam de vista
Uma nuvem saudosista
Aumenta mais minha ânsia
Com tamanha relevância
Que em tal situação
Vou buscar na oração
Cura pra senilidade
O ponteiro da saudade
Arranhou meu coração.
A minha mente inda guarda
As imagens do passado
Do meu sertão adorado
Que ficou na retaguarda
Cabeleira, outrora parda,
Hoje parece algodão.
Só a minha inspiração
Aumentou mais da metade.
O ponteiro da saudade
Arranhou meu coração.
A saudade, moça branca,
Acoitou-se no meu peito
Fechando a porta dum jeito
Que não tem quem quebre a tranca.
Só a poesia franca
Percebe a minha aflição
A rima, com seu condão,
Mantém minha liberdade.
O ponteiro da saudade
Arranhou meu coração.
Glosas: Wellington Vicente
Porto Velho-RO, 1° de agosto de 2010.
Arranhou meu coração.
(Mote de Bira Marcolino)
As torres da minha infância
Já se perderam de vista
Uma nuvem saudosista
Aumenta mais minha ânsia
Com tamanha relevância
Que em tal situação
Vou buscar na oração
Cura pra senilidade
O ponteiro da saudade
Arranhou meu coração.
A minha mente inda guarda
As imagens do passado
Do meu sertão adorado
Que ficou na retaguarda
Cabeleira, outrora parda,
Hoje parece algodão.
Só a minha inspiração
Aumentou mais da metade.
O ponteiro da saudade
Arranhou meu coração.
A saudade, moça branca,
Acoitou-se no meu peito
Fechando a porta dum jeito
Que não tem quem quebre a tranca.
Só a poesia franca
Percebe a minha aflição
A rima, com seu condão,
Mantém minha liberdade.
O ponteiro da saudade
Arranhou meu coração.
Glosas: Wellington Vicente
Porto Velho-RO, 1° de agosto de 2010.
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Decanto de Poetas
Soneto de aniversário
Passem-se dias, horas, meses, anos
Amadureçam as ilusões da vida
Prossiga ela sempre dividida
Entre compensações e desenganos.
Faça-se a carne mais envilecida
Diminuam os bens, cresçam os danos
Vença o ideal de andar caminhos planos
Melhor que levar tudo de vencida.
Queira-se antes ventura que aventura
À medida que a têmpora embranquece
E fica tenra a fibra que era dura.
E eu te direi: amiga minha, esquece...
Que grande é este amor meu de criatura
Que vê envelhecer e não envelhece.
Poeta Vinicius de Moraes, Rio, 1942.
Amadureçam as ilusões da vida
Prossiga ela sempre dividida
Entre compensações e desenganos.
Faça-se a carne mais envilecida
Diminuam os bens, cresçam os danos
Vença o ideal de andar caminhos planos
Melhor que levar tudo de vencida.
Queira-se antes ventura que aventura
À medida que a têmpora embranquece
E fica tenra a fibra que era dura.
E eu te direi: amiga minha, esquece...
Que grande é este amor meu de criatura
Que vê envelhecer e não envelhece.
Poeta Vinicius de Moraes, Rio, 1942.
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sábado, 7 de agosto de 2010
Turbilhão
A nossa vida é um carnaval
A gente brinca escondendo a dor
E a fantasia do meu ideal
É você, meu amor
Sopraram cinzas no meu coração
Tocou silêncio em todos clarins
Caiu a máscara da ilusão
Dos Pierrots e Arlequins
Vê colombinas azuis a sorrir laiá
Vê serpentinas na luz reluzir
Vê os confetes do pranto no olhar
Desses palhaços dançando no ar
Vê multidão colorida a gritar lará
Vê turbilhão dessa vida passar
Vê os delírios dos gritos de amor
Nessa orgia de som e de dor
La lalaia lalaia lalaia
Poeta Moacyr Franco
A gente brinca escondendo a dor
E a fantasia do meu ideal
É você, meu amor
Sopraram cinzas no meu coração
Tocou silêncio em todos clarins
Caiu a máscara da ilusão
Dos Pierrots e Arlequins
Vê colombinas azuis a sorrir laiá
Vê serpentinas na luz reluzir
Vê os confetes do pranto no olhar
Desses palhaços dançando no ar
Vê multidão colorida a gritar lará
Vê turbilhão dessa vida passar
Vê os delírios dos gritos de amor
Nessa orgia de som e de dor
La lalaia lalaia lalaia
Poeta Moacyr Franco
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