O que diria o verão com a chegada do inverno,
Acabaria este inferno, dentro do meu coração?
E na terra, inda seca, pra ficar molhada
Chovesse, derramando-lhe com rigor
Extraordinárias gotas de chuva, pesada
E de outra nuvem, lenta, carregada
Brotasse um poema iluminado de amor?
Eu não suportaria a saída
Desse imenso precipício!
Mas, porque desde o início
Essa força tão entranha
Leva-me aos montes
Mais altos e verdejantes?
Se me fazes temer o abismo,
Diz-me porque tanta coragem
De seguir esse longo caminho
Tocando a minha viagem...
Talvez eu soubesse a razão...
Ser, a dita felicidade,
O meio e não o fim
De tudo que há em mim.
E contigo eu vivo, sempre
Sorvido pela paixão...
Gigantesco, tal o oceano
De muitas praias belas
Que vivem em solidão.
Receber de caudalosos rios
A água doce da chuva
E causar-lhe um destempero
Uma poesia interrompida
Pelas quebrantas da praia...
Do que houve em nós
E o que nunca aconteceu
Não é o sonho que morreu
É a morte do sonhador,
E o pranto das virgens todas.
É quando uma lágrima salta
Sentindo o abraço que falta
Que a tristeza se aproxima...
E nos traz de volta a vida
Numa grande inundação
Último ato da estação.
A constante fonte de luz,
Será depois da partida
Essa distância sem valor,
Que nos dá esse penar.
Só depois da despedida
Tudo há de começar
E compreenderás a dor.
Já é chegado o momento
De te falar do sentimento
Que nunca há de acabar
Em nós novamente soar
A música do nosso amor.
Lembrada daquele vento...
Pedro Torres
terça-feira, 22 de dezembro de 2009
segunda-feira, 21 de dezembro de 2009
Meu amor
Nas últimas brisas deste verão
Vim aqui neste verso, soprando
Ecos de um coração tão mais árido
Aprendendo a reconstruir as palavras
Pois é tempo de sair pra voar, passarinho
Alegres momentos às margens do rio
Nem a mais singela melodia irá tocar
Levanto a cabeça após um leve pranto
E começo a voltar de um breve vôo
Retornando, retomando, a nossa conversa
Antes interrompida, de eu com saudades
Agora um pouco mais sábio e mais velho
Aprendizes na mesma jornada, e o professor
Um leal principiante e aquele poço de insensatez
Tão lúcidos na mata, ambos, o guia e o pecador
O agonizante inerte sorriso de um espantalho
Que gira em volta de si e nada espantador
Ingressa a cena em minha mente e o peito meu
Se desfaz em mil pedaços e cada um deles, teu
A chuva então bate no chão, principiando a invernada
Num eterno instante, de um poeta regressando
E minhas frases vulgares de miséria e dor
Vão-se nas asas de um novo dia, de vida...
Onde exatamente que ficaremos juntos?
Encontro minha luz, esperança e a força em ti
E renasce o poeta, lá daquelas altas serras
Meu orgulho, minha fortaleza, meu refúgio.
Pedaço de mim.
Pedro Torres
Vim aqui neste verso, soprando
Ecos de um coração tão mais árido
Aprendendo a reconstruir as palavras
Pois é tempo de sair pra voar, passarinho
Alegres momentos às margens do rio
Nem a mais singela melodia irá tocar
Levanto a cabeça após um leve pranto
E começo a voltar de um breve vôo
Retornando, retomando, a nossa conversa
Antes interrompida, de eu com saudades
Agora um pouco mais sábio e mais velho
Aprendizes na mesma jornada, e o professor
Um leal principiante e aquele poço de insensatez
Tão lúcidos na mata, ambos, o guia e o pecador
O agonizante inerte sorriso de um espantalho
Que gira em volta de si e nada espantador
Ingressa a cena em minha mente e o peito meu
Se desfaz em mil pedaços e cada um deles, teu
A chuva então bate no chão, principiando a invernada
Num eterno instante, de um poeta regressando
E minhas frases vulgares de miséria e dor
Vão-se nas asas de um novo dia, de vida...
Onde exatamente que ficaremos juntos?
Encontro minha luz, esperança e a força em ti
E renasce o poeta, lá daquelas altas serras
Meu orgulho, minha fortaleza, meu refúgio.
Pedaço de mim.
Pedro Torres
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Poesias Repartidas
domingo, 20 de dezembro de 2009
Em nome dos repentistas
Vejo que a profissão
Não está reconhecendo
Nem meu talento está tendo
A justa admiração
Vou do agreste ao sertão
Com meu trabalho rimado
Jamais demonstrei enfado
À minha musa querida
Quanto mais canto na vida
Menos dinheiro arrecado!
Em inúmeros festivais
Já demonstrei meu valor
Sou legítimo cantador
Honrando os meus ancestrais
Só peço uma coisa a mais
Aos secretários de Estado
Dêem o valor esperado
Que a arte quer ser ouvida
Quanto mais canto na vida
Menos dinheiro arrecado!
“Pé-de-parede”(*) somente
Não dá pra sobreviver
Cantador precisa ter
Mais incentivo da gente
Que ouve, admira e sente
O repentista inspirado
Pois sendo patrocinado
A rima sai mais polida.
Quanto mais canto na vida
Menos dinheiro arrecado!
Mote: Abílio Neto.
Glosas: Wellington Vicente.
Porto Velho, 10/12/2009.
Não está reconhecendo
Nem meu talento está tendo
A justa admiração
Vou do agreste ao sertão
Com meu trabalho rimado
Jamais demonstrei enfado
À minha musa querida
Quanto mais canto na vida
Menos dinheiro arrecado!
Em inúmeros festivais
Já demonstrei meu valor
Sou legítimo cantador
Honrando os meus ancestrais
Só peço uma coisa a mais
Aos secretários de Estado
Dêem o valor esperado
Que a arte quer ser ouvida
Quanto mais canto na vida
Menos dinheiro arrecado!
“Pé-de-parede”(*) somente
Não dá pra sobreviver
Cantador precisa ter
Mais incentivo da gente
Que ouve, admira e sente
O repentista inspirado
Pois sendo patrocinado
A rima sai mais polida.
Quanto mais canto na vida
Menos dinheiro arrecado!
Mote: Abílio Neto.
Glosas: Wellington Vicente.
Porto Velho, 10/12/2009.
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Decanto de Poetas
quinta-feira, 17 de dezembro de 2009
Natal de Jesus
Ah, se os homens compreendessem,
o sentido real do Natal,
se todos se amassem com igualdade,
tivessem o amor, a caridade,
o mundo não seria tão desigual.
Natal, é quando você ora,
quando dobra os joelhos e chora,
as lágrimas do seu irmão,
que passa por você e mendiga,
um teto, um pedaço de pão.
Natal, é nascer todo dia,
é doar-se em gestos de amor,
é ser o sol que aquece,
ao irmão que adormece,
sem teto e sem cobertor.
Natal, é ser o acalento,
da criancinha faminta,
que lhe estende a mão,
com os olhos marejados,
ela suplica calada,
um pouco do seu amor.
O Natal, é todo dia,
quando se dá alegria,
quando você é uma luz,
iluminando os caminhos,
de todos os seus irmãos.
Natal, é viver plenamente,
em comunhão com Jesus,
Natal, é ajudar seu irmão,
à carregar sua cruz,
esse é o Natal verdadeiro,
é esse, o Natal de Jesus.
Valmir Andrade é jornalista e poeta.
Seu portal de notícias: http://www.valmirandrade.com
o sentido real do Natal,
se todos se amassem com igualdade,
tivessem o amor, a caridade,
o mundo não seria tão desigual.
Natal, é quando você ora,
quando dobra os joelhos e chora,
as lágrimas do seu irmão,
que passa por você e mendiga,
um teto, um pedaço de pão.
Natal, é nascer todo dia,
é doar-se em gestos de amor,
é ser o sol que aquece,
ao irmão que adormece,
sem teto e sem cobertor.
Natal, é ser o acalento,
da criancinha faminta,
que lhe estende a mão,
com os olhos marejados,
ela suplica calada,
um pouco do seu amor.
O Natal, é todo dia,
quando se dá alegria,
quando você é uma luz,
iluminando os caminhos,
de todos os seus irmãos.
Natal, é viver plenamente,
em comunhão com Jesus,
Natal, é ajudar seu irmão,
à carregar sua cruz,
esse é o Natal verdadeiro,
é esse, o Natal de Jesus.
Valmir Andrade é jornalista e poeta.
Seu portal de notícias: http://www.valmirandrade.com
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terça-feira, 15 de dezembro de 2009
Eu
Mergulhei nos sargaços da vida,
Mas não tive retorno, só ida.
Embriaguei as palavras no mel,
Recebendo a desgosto o fel.
Fiz dos sonhos intensa labuta,
Mas não adiantou tanta luta.
Tão somente percebi teu véu,
Pois choravas vagando ao léu.
Entreguei minha vida no todo,
Afoguei as lágrimas no lodo.
Dialoguei com deuses e fui profeta,
Descobri eu nada sou, nem poeta.
Poeta Josimar Matos
Mas não tive retorno, só ida.
Embriaguei as palavras no mel,
Recebendo a desgosto o fel.
Fiz dos sonhos intensa labuta,
Mas não adiantou tanta luta.
Tão somente percebi teu véu,
Pois choravas vagando ao léu.
Entreguei minha vida no todo,
Afoguei as lágrimas no lodo.
Dialoguei com deuses e fui profeta,
Descobri eu nada sou, nem poeta.
Poeta Josimar Matos
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Metades
Se nao soubesse o teu nome
Perguntaria ao vento
Pra compor a melodia
Do meu pensamento.
E sentiria teu cheiro
Nas flores da primavera
Aumentando mais a dor
Dessa longa espera.
Voar nas asas do sonho
E ver o ANJO a bailar
Lembrar do elo perdido
Expulsar do peito a dor sem lamentar.
Mas nao consigo enxergar
A vida sem tua presença.
Descortinar, a insensatez do destino
E descobrir as marcas do nosso passado
Vou embarcar solitário
No vagao do imaginário.
A viajar pelas estradas do tempo
E procurar pelo poeta; metades
Poeta Josimar Matos
Perguntaria ao vento
Pra compor a melodia
Do meu pensamento.
E sentiria teu cheiro
Nas flores da primavera
Aumentando mais a dor
Dessa longa espera.
Voar nas asas do sonho
E ver o ANJO a bailar
Lembrar do elo perdido
Expulsar do peito a dor sem lamentar.
Mas nao consigo enxergar
A vida sem tua presença.
Descortinar, a insensatez do destino
E descobrir as marcas do nosso passado
Vou embarcar solitário
No vagao do imaginário.
A viajar pelas estradas do tempo
E procurar pelo poeta; metades
Poeta Josimar Matos
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sábado, 12 de dezembro de 2009
Ciúme da água
Água de bonitas cores
Com seus profundos rumores
Me diga de onde vem
Nessa via tortuosa
Cada curva perigosa
Solitária e espinhosa
Mas sei que você quer bem
Aqui não conhece nada
Mas não errou a estrada
O seu caminho está certo
Diga que você não erra
Me diga se viu na serra
Uma casinha de terra
Inspiração do deserto
Oh água aquela casinha
Foi propriedade minha
Consolo da minha mágoa
Hoje vivo na cidade
Soluçando de saudade
E por curiosidade
Venho perguntar a água:
Naquela casinha habita
Uma mulher tão bonita
Um corpo de mãe Joanina
Muito linda, de cintura
Cor morena, boa altura
O seu olhar se mistura
Com o verde da campina
Nas escondidas da gruta
O seu perfume disputa
Com o perfume da flor
Não a esqueço um momento
Devido ser ciumento
Faço guerras contra o vento
Pra não roubar seu amor
Oh água estou com ciúme
Você tem o perfume
Do lago que ela é banhada
Por favor, me diga ao menos
Se esses peixes pequenos
Viram os seios morenos
Do corpo da minha amada
Sei que você todo dia
Beija e acaricia
As curvas do corpo dela
Proibir não adianta
Quando ela se levanta
Aquela cascata canta
Para apaixonar a ela
Aquela voz de piano
Intrusa do oceano
Não para pra descansar
Água você é correio
Que não dispensa o alheio
Abraça quem está no meio
E leva de presente ao mar
Minha esperança se esconde
Pois a água não responde
As tais perguntas que fiz
Ficou foi mais orgulhosa
Água forte, ambiciosa
Só você é poderosa
E só eu que sou infeliz...
Poeta Daldeth Bandeira
Com seus profundos rumores
Me diga de onde vem
Nessa via tortuosa
Cada curva perigosa
Solitária e espinhosa
Mas sei que você quer bem
Aqui não conhece nada
Mas não errou a estrada
O seu caminho está certo
Diga que você não erra
Me diga se viu na serra
Uma casinha de terra
Inspiração do deserto
Oh água aquela casinha
Foi propriedade minha
Consolo da minha mágoa
Hoje vivo na cidade
Soluçando de saudade
E por curiosidade
Venho perguntar a água:
Naquela casinha habita
Uma mulher tão bonita
Um corpo de mãe Joanina
Muito linda, de cintura
Cor morena, boa altura
O seu olhar se mistura
Com o verde da campina
Nas escondidas da gruta
O seu perfume disputa
Com o perfume da flor
Não a esqueço um momento
Devido ser ciumento
Faço guerras contra o vento
Pra não roubar seu amor
Oh água estou com ciúme
Você tem o perfume
Do lago que ela é banhada
Por favor, me diga ao menos
Se esses peixes pequenos
Viram os seios morenos
Do corpo da minha amada
Sei que você todo dia
Beija e acaricia
As curvas do corpo dela
Proibir não adianta
Quando ela se levanta
Aquela cascata canta
Para apaixonar a ela
Aquela voz de piano
Intrusa do oceano
Não para pra descansar
Água você é correio
Que não dispensa o alheio
Abraça quem está no meio
E leva de presente ao mar
Minha esperança se esconde
Pois a água não responde
As tais perguntas que fiz
Ficou foi mais orgulhosa
Água forte, ambiciosa
Só você é poderosa
E só eu que sou infeliz...
Poeta Daldeth Bandeira
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quinta-feira, 10 de dezembro de 2009
Pressa dessas
Céu de anjos, do bem e do mal
Cobrem a cidade e tudo passa
Rasga-se a cena até que cessa
A bela cena de um ancestral
E saber que o sol fulgente ao alvorecer
Será o mesmo que viveu e morreu inda hoje
Virá a cada manhã, até sem unção de caboje
Negar o que há de vir é não amanhecer
Da pressa que incomoda os miolos
De todos que se prestam a pensar
Em ver pedras removidas do lugar
Das quebras indevidas de tijolos
A rasga-mortalha que rasga o céu
Da noite, guardiã de obscuro véu
Chega a doer tanto sentir dores
E chorar migalhas de teus amores
Desfeitos, por tão malfeitores
Vezes tanto, do saber, doutores
E não conhecem dos corações
Do sal da lágrima, nas aflições.
Rapina de hábito noturno
Que não come coturno
Tampouco a corda miúda
Daquele que não a saúda
Seja reles fartura de ratos
Dos esgotos e, já fartos,
Reúnem-se ao claro diurno
A altercar-se em outro turno.
Pedro Torres
Cobrem a cidade e tudo passa
Rasga-se a cena até que cessa
A bela cena de um ancestral
E saber que o sol fulgente ao alvorecer
Será o mesmo que viveu e morreu inda hoje
Virá a cada manhã, até sem unção de caboje
Negar o que há de vir é não amanhecer
Da pressa que incomoda os miolos
De todos que se prestam a pensar
Em ver pedras removidas do lugar
Das quebras indevidas de tijolos
A rasga-mortalha que rasga o céu
Da noite, guardiã de obscuro véu
Chega a doer tanto sentir dores
E chorar migalhas de teus amores
Desfeitos, por tão malfeitores
Vezes tanto, do saber, doutores
E não conhecem dos corações
Do sal da lágrima, nas aflições.
Rapina de hábito noturno
Que não come coturno
Tampouco a corda miúda
Daquele que não a saúda
Seja reles fartura de ratos
Dos esgotos e, já fartos,
Reúnem-se ao claro diurno
A altercar-se em outro turno.
Pedro Torres
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Fogaréu
Luz que acende e candeia que não apaga
Não consome, não turva, não embriaga
Desértico inóspito acolher da ausência.
Paixão com fome, viver tua sede
Beber teu néctar, lamber tua nuca
Fundir a cuca, e apaixonar-se definitivamente
Um abrigo amigo, um teto, e tua teta
Alcançar a imaginação tua, atear o fogo
E vir teu rosto rubro, feminino, nua...
A preferida entrada triunfal do destino
Coabitarmos, Cópula, Frutos, Filhos
Plural do amor meu.
Pedro Torres
Não consome, não turva, não embriaga
Desértico inóspito acolher da ausência.
Paixão com fome, viver tua sede
Beber teu néctar, lamber tua nuca
Fundir a cuca, e apaixonar-se definitivamente
Um abrigo amigo, um teto, e tua teta
Alcançar a imaginação tua, atear o fogo
E vir teu rosto rubro, feminino, nua...
A preferida entrada triunfal do destino
Coabitarmos, Cópula, Frutos, Filhos
Plural do amor meu.
Pedro Torres
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Alegorias
Minha alegria em terças tardes de carnaval;
Fome de morango, apetite de rua
O cheiro e o sabor da fruta, comemos...
Sua vez, a cor da lua chegando à tua
Fazes do que nos sondava.
Caminho de luz, antes avistado,
Teu beijo gostoso e demorado,
Que tudo toma aquebrantado.
Meu oriente, minha sorte,
O ocaso do acaso, meu norte!
Desejo de viver além da morte,
De em si renascer, inda tão forte
Quedar-se nos teus braços e abraços
Que me perdem, e que me acham aos pedaços
Das partes absolutas e simpáticas!
Ah! Quem dera, se o pouco nos desse
Bastar poemas de amor, e nunca cesse
Se da espera nada mais além restasse
E nós, em encontros, jamais indagarmos
De tudo, um ao outro, do que ficou...
Da sombra que nos seguira sob um sol
Que aprendemos a admirar, de tão quente...
Da vida, que aprendemos a amar, somente
Desejo de viajar, e concluir: Porque barcos,
Se nos oferecera oceanos, de não navegar?!
O carnaval, e tudo mais amor seria,
Dormir?! Se ali não existiria mais sonhos...
Acordando-nos em brasa, às luzes do dia
Do rei, do nosso céu, outrora fendido...
Ora calados, ora descortinados, revelados...
Acontece, amor acontece! Em tanto mar...
Conhece de amar o veludo, a seda e tudo
Vê se aparece em tempos, e nos renovar
Que sinto saudade do olhar teus olhos, olhar...
A claridade que irradias, do teu eu mais denso.
Atearmos o fogo e eu, só em ar flamejar
Às ciências marginais de uma calheta acometemos
E, crus, comemos os mariscos, resistentes...
Ficamos contentes, alegres, de até dentes
Mostrar os temperos secretos, de ais e ais...
E, dançando, o cheiro vermelho de sangue
Admirarmos a imagem nua, outro espelho
Avaliamos certo momento, muito bom.
Que seria a lágrima mais verdadeira?! Se...
Doces os momentos de inebriantes sais.
Festejos à nossa ordem, e beijos!
Que esperaria o poeta triste
Se nada além da vista existe
Morrer de amor fora simples lampejos
De desejos ainda, e tudo...
Se sem teus olhos não me vejo
E te vejo em cada olhar meu
Que seria então dessa minha virtude
De amar mais ainda, que não pude
Para preservar os carinhos teus.
Breve, reside nas retinas nuas
Em um momento iluminado, vais
E tudo de mais belo em nós
Uma luz brilhante de vida,
Daquela janela do quarto, vimos ...
Pedro Torres
Fome de morango, apetite de rua
O cheiro e o sabor da fruta, comemos...
Sua vez, a cor da lua chegando à tua
Fazes do que nos sondava.
Caminho de luz, antes avistado,
Teu beijo gostoso e demorado,
Que tudo toma aquebrantado.
Meu oriente, minha sorte,
O ocaso do acaso, meu norte!
Desejo de viver além da morte,
De em si renascer, inda tão forte
Quedar-se nos teus braços e abraços
Que me perdem, e que me acham aos pedaços
Das partes absolutas e simpáticas!
Ah! Quem dera, se o pouco nos desse
Bastar poemas de amor, e nunca cesse
Se da espera nada mais além restasse
E nós, em encontros, jamais indagarmos
De tudo, um ao outro, do que ficou...
Da sombra que nos seguira sob um sol
Que aprendemos a admirar, de tão quente...
Da vida, que aprendemos a amar, somente
Desejo de viajar, e concluir: Porque barcos,
Se nos oferecera oceanos, de não navegar?!
O carnaval, e tudo mais amor seria,
Dormir?! Se ali não existiria mais sonhos...
Acordando-nos em brasa, às luzes do dia
Do rei, do nosso céu, outrora fendido...
Ora calados, ora descortinados, revelados...
Acontece, amor acontece! Em tanto mar...
Conhece de amar o veludo, a seda e tudo
Vê se aparece em tempos, e nos renovar
Que sinto saudade do olhar teus olhos, olhar...
A claridade que irradias, do teu eu mais denso.
Atearmos o fogo e eu, só em ar flamejar
Às ciências marginais de uma calheta acometemos
E, crus, comemos os mariscos, resistentes...
Ficamos contentes, alegres, de até dentes
Mostrar os temperos secretos, de ais e ais...
E, dançando, o cheiro vermelho de sangue
Admirarmos a imagem nua, outro espelho
Avaliamos certo momento, muito bom.
Que seria a lágrima mais verdadeira?! Se...
Doces os momentos de inebriantes sais.
Festejos à nossa ordem, e beijos!
Que esperaria o poeta triste
Se nada além da vista existe
Morrer de amor fora simples lampejos
De desejos ainda, e tudo...
Se sem teus olhos não me vejo
E te vejo em cada olhar meu
Que seria então dessa minha virtude
De amar mais ainda, que não pude
Para preservar os carinhos teus.
Breve, reside nas retinas nuas
Em um momento iluminado, vais
E tudo de mais belo em nós
Uma luz brilhante de vida,
Daquela janela do quarto, vimos ...
Pedro Torres
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