Quero um hortelã
A sereníssima vontade de tocar meu violão.
Quero uma manhã, quero uma tarde.
Quero ir até qualquer lugar de bike.
Quero os quereres que quero realizados.
E quero o teu abraço quente, num friozinho...
Quero um lugar secreto pra gente.
Quero te beijar, mas, que meu beijo roube o teu.
Quero que chores de amor... Que sara!
Amor de lágrimas, de mares, de calor, de seca,
De lençóis subterrâneos e de tudo que a vida dá.
Ah! Quero embriagar-me contigo...
E sumirmos sem dar notícias,
E sermos a notícia...
Quero o teu riso, e quero te fazer raivinha,
Até me bateres de tanto 'ódio'...
E depois me olhes com esse teu olhar e amor.
Quero fazer um café que preste,
Que não fazes ideia.... Ah! O café...
O teu café que adorarei...
Quero improvisar pra ti, quero dizer-te dos improvisos.
Que sejam nada mais, nem ninguém, que nós,
Sem nós!
Que sejamos nós como já o é,
Mas, que estejamos, principalmente,
Juntos!
Ah! E se me compreendes é porque te compreendi.
Não tem essa história de maiores histórias
Sem findar ainda uma outra história, num livro que é nosso!
Não tem razão de lamentares, pois, nada lamento.
Não houve culpados, mas, irresponsáveis, sem zelo,
Sem razão, sem respeito, sem o que temos.
E qual história é finda?
Ah! Realidade da qual foges, e foges,
E me perco em quereres, meus e, teus sem que saibas...
Eu sei!
Pedro Torres