Peço socorro a poesia
Para dizer-te o que sinto
Teu verso tem o torpor
Que se encontra no absinto
Tem a força da verdade
Com o gosto da liberdade
Do abraço que já pressinto.
É como mil caravelas
Desbravando os oceanos
Os laços bem apertados
Das velas esticando panos
Quero o gosto do beijo
Navegar teu desejo
E ancorar nos teus planos
É um querer desumano
Esse meu querer poeta
Viver de abraços teus
E poesias secretas
E numa noite de lua
Atar a minh'alma a tua
E a cena ficar completa
Achar a rima concreta
Insistir usar os remos
Mesmo em barco a motor
Ser marinheiro da vida
Ir contigo aonde for
Depois atar nossos laços
Percorrer os teus abraços
Quem sabe morrer de amor
Pedro Torres