Passaste por mim tal furacão
Fiquei bem no meio da tormenta
Onde tudo era profunda calmaria
Ora quando te vais à ventania
Nada de paz me alimenta
À tortuosa aragem do coração
As frases descolam-se do centro
Já não quero ficar no mesmo antro
Que te achas nesse meu dia tristonho
Senti falta de ti mesmo presente
E só agora que ficaste ausente
Sinto o frio ser enganoso, de tão quente...
Do que estou a rir às gargalhadas
Inda casto alheio às madrugadas
D’onde partiriam tantas alegrias...
É que preciso ler um poema teu
Com um triscado de saudade
Até uma pitada de liberdade
Algo que caiba no peito meu
Como o silêncio dessa noite fria
Ou, a noite desse tenebroso dia
Pedro Torres
domingo, 2 de maio de 2010
Ardil
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