Vivia reclamando a desventura
De Deus lhe ter dado ser poeta
Ter-lhe incumbido de uma meta
E enchido seu peito de amargura
De modo que era triste o seu canto
Lágrimas banhavam o seu pranto
E, como anjo, apareceste criatura
Derramando, às canadas, tanta candura
Que quando já pensava: é sem jeito!
O coração bateu como nunca havia batido
E o poeta que acreditava ter morrido
Viu brotar o amor dentro do peito e,
Percebendo que acabara de ter nascido
De tanta felicidade, não coube em um só grito...
Pedro Torres
segunda-feira, 29 de março de 2010
Doce
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