sexta-feira, 30 de agosto de 2013

Meu peito às vezes parece Perdido num cruzamento

Meu peito às vezes parece
Perdido num cruzamento
De um lado vem a saudade
Do outro vem sofrimento
E sai sempre atropelado
Nas curvas do sentimento.

Pedro Torres

E minha vida é esse livro sempre aberto Mas, não é qualquer um que nele escreve

Por enquanto, estou só, mas não me iludo
Você nunca se dá por satisfeita
E, no entanto, não faço essa desfeita
De ser nada pra quem quer ser seu tudo...
E até tento mudar, mas eu não mudo
Que não cobro um carinho a quem não deve
Todo encontro ocorrido é muito breve
Pra quem mesmo distante quer tá perto
E minha vida é esse livro sempre aberto
Mas, não é qualquer um que nele escreve.

Declamando alguns versos "roedeira"
Que os amigos pediam, insistentes
E eu pedindo ..."que fossem pacientes
Porque a minha saudade é "doedeira”...
Só a cerveja embalava a sexta-feira
No apagar-se das luzes da ribalta
E meu peito gritando na voz alta
Toda falta que faz o seu carinho
Sexta-feira co' amigos num barzinho
E você insistindo em fazer falta.

Pedro Torres

Meu peito se transformou

Depois que você partiu
Meus olhos vivem tristonhos
Por noites intermináveis
De pesadelos medonhos
Meu peito se transformou
Num cemitério de sonhos.

Depois que você voltou
Meus olhos vivem risonhos
Sem nem notícia daqueles
Dias compridos medonhos
Meu peito se transformou
Num infinito de sonhos.

Pedro Torres

Mas, confesse uma vez seus sentimentos E esbagaço esses dez, co' ilusão e tudo.

Não pretendo ver guerra entre razões
No silêncio oportuno dessa pausa
E entre nós, já sabemos qual a causa
E os motivos de algumas decisões?
Eu não quero negar ter ilusões
Que uns noventa por cento inda me iludo
E outros "dez" vou guardando como escudo
Que eu não vou magoar meus ferimentos
Mas, confesse uma vez seus sentimentos
E esbagaço esses dez, co' ilusão e tudo.


Pedro Torres

quinta-feira, 29 de agosto de 2013

Um crime de amor

Nosso amor foi levado a julgamento
Pelo "crime" de amar que praticamos
Posto ao banco dos réus, onde ficamos,
Prisioneiros do próprio sentimento.

E a distância carrasca, em cumprimento
Da sentença mais dura que pegamos,
Sem dar azo ao recurso que impetramos,
Nos deixou nesse frio isolamento...

Hoje, dois corações aprisionados,
Pelo injusto do tempo condenados,
Vão vivendo um amor sem liberdade.

Por Justiça! ...Buscamos ser felizes
Porque o crime maior dos infelizes
É morrer sem matar uma saudade.

Pedro Torres

quarta-feira, 28 de agosto de 2013

- Eu não fiz por querer, aconteceu

“- Eu não fiz por querer, aconteceu
E assumi o meu erro, mas, não posso
Comparar essa história, ao amor nosso
Nada existe, aliás, entre ela e eu..."
Se algo assim, semelhante, lhe ocorreu
Veja bem se o melhor é perdoar
E nem precisa "a verdade" ir apurar
Pois, quem quer ser feliz, no amor, lhe solta
Que se for pra ser seu um dia volta
Mas, nem tudo, compensa se esperar...

Pedro Torres

terça-feira, 27 de agosto de 2013

E a saudade que rima com vontade Faz o amor não querer proceder mais

Teu problema, morena, é ser bonita
Muito linda, demais, além da conta
Como quem para festa vive pronta
Muito embora, vestida só de 'chita'
No cabelo, onde amarras uma fita
Tem um quê de pecados divinais
Mas, teus olhos se aguçam qual punhais
E assassinas no olhar sem piedade
"E a saudade que rima com vontade
Faz o amor não querer proceder mais"

Pedro Torres
Mote improvisado de uma frase da prima Thaís Nunes

Chaga

Nosso amor nunca perde a validade
Do contrário, a ferida virou chaga
Pois, incêndio no peito nunca apaga
Ao por mais gasolina na saudade...

É uma conta que a gente nunca paga
Sem ter crédito a nossa liberdade
E, assim sendo seguimos nossa saga
De esperar alcançar felicidade...

Por encontros, sem data, que acontece
Cada instante vivido permanece
Refletindo nos ecos de um talvez

Entre nós se antecipa a despedida
E partimos, levando essa ferida
Esperando nos vermos,  outra vez.

Pedro Torres

Deus do céu é testemunha Da dor da saudade minha

Deus do céu é testemunha
Da dor da saudade minha
Que ela sempre se aproveita
Quando chega a tardezinha
E o mundo fica em silêncio
Parece até que adivinha.

Pedro Torres

Quando a voz do meu peito silencia São meus olhos que falam pela boca

Na mudez de um casal que inda se ama
Há silêncios de almas semimortas
E a saudade batendo em duas portas
Que trancadas, não rangem, não reclama...
E um olhar diferente acende a chama
Deixa a alma queimando, quase louca
E a vontade não passa, nem é pouca
Nem se importa se alguém se distancia
"Quando a voz do meu peito silencia
São meus olhos que falam pela boca."

Pedro Torres
Mote de Dayane Rocha.