sexta-feira, 31 de janeiro de 2014

Meu castelo de saudade

Meu castelo de saudade
Vive hoje mal-assombrado
Por fantasmas do passado
Quando foge a claridade.
Nos porões da mente a grade
Da cela que a dor povoa
E o silêncio que atordoa
No quintal de um templo rústico
Meu peito, salão acústico
Lugar que a saudade ecoa.

Pedro Torres.

Saudade, não sei que é Mas, sei bem o que ela faz:

Saudade, não sei que é
Mas, sei bem o que ela faz:
Arranca um tampo da alma
Esconde junto com' a paz
E a gente quase endoidece
Sem conseguir achar mais!

Pedro Torres

Retirei seu retrato da carteira Sem tirar seu amor do coração.

Procurei me afastar, mas foi perdido
Que a lembrança da gente é como um vício
Nos levando pro mesmo precipício
Da memória de um tempo bom vivido.
Que até mesmo um retrato colorido
Já rasgado por sua ingratidão
Acha espaço na estante da ilusão
Pra tirar a razão da prateleira
"Retirei seu retrato da carteira
Sem tirar seu amor do coração."

Pedro Torres
Mote de Zé Adalberto

Destruído o romance entre nós dois
Eu procuro evitar qualquer contato
Pois, não quero borrar nenhum retrato
Com o que sei que aos meus olhos vem depois.
Sequer toco no assunto "de nós", pois
Se isso importa é só a você e eu
Seu direito de amar, não prescreveu
Mas, quem dorme a justiça não socorre
E cada dia que passa um sonho morre
Só a minha ilusão que não morreu!

Você pode ostentar sua "alegria"
Disfarçar no sorriso a sua dor
Se o teu peito não sabe o que é o amor
Eu não posso lhe dar na poesia...
Se hoje tento encontrar na boemia
O que sei que aqui dentro se perdeu
É que a última esperança adormeceu
E acordar desse sono não me ocorre
E cada dia que passa um sonho morre
Só a minha ilusão que não morreu

Pedro Torres

quinta-feira, 30 de janeiro de 2014

Saudade

A poesia mais bela sempre aflora
Das raízes do nosso sentimento
Quando as flores do nosso pensamento
São regadas na lágrima ...e ela chora!

Cada gota de pranto ...revigora
A roseira do amor, e o desalento
Vai na brisa inventada pelo vento
Carregando a saudade mundo afora...

Tua ausência de mim, nunca é completa
Porque parte de mim Deus fez poeta
Pra cantar essa falta que me habita

E apesar da tristeza e todo o efeito
Dentre todas que habitam o meu peito
És a minha saudade mais bonita!

Pedro Torres

Haverão sinais e não muitas apostas

Haverão sinais e não muitas apostas
De alguns jogadores sem carta na mesa
Se a aparente vítima frágil, indefesa
Vier mais feroz sem marcas nas costas.
E o tempo não cala nas muitas respostas
Que a vida pergunta sem olhar pra trás
Nem diz se o futuro de sonhos banais
Será melodia de alguma canção
Que música antiga não toca o refrão
De trilha sonora que não volta mais.

Pedro Torres

Se eu pudesse arrumar meu pensamento Eu não tinha saudade mais de nada

Se eu pudesse apagar o meu passado
Não ficava um resquício de lembrança
Do que fez eu nutrir falsa esperança
Desse caso de amor mal terminado.
Cada gota de pranto derramado
Verteu sangue da jura vã quebrada
Com a pupila dos olhos dilatada
De chorar por um falso sentimento
"Se eu pudesse arrumar meu pensamento
Eu não tinha saudade mais de nada"

Pedro Torres
Mote de Severina Branca

terça-feira, 28 de janeiro de 2014

Judas

Minha Cumade Dayane Rocha de Brejinho de Tabira fez um soneto pra um amor de enganação e eu como sei da "história" não resisti em advogar pelo coitado... (risos)

Ela disse:

Judas

És a causa maior do meu desgosto
A pior ilusão que eu já provei
Sinto raiva de mim porque fiquei
Muito tempo sentindo o amargo gosto.

A tristeza reflete no meu rosto
A angústia me toma porque sei
Nessa história fui eu que mais errei
Por deixar o meu peito assim exposto.

Tantas juras dizendo que me amava
E você loucamente me enganava
Com suas feias palavras secas, mudas

Sinto o meu coração aborrecido
Hoje vive doente, enfurecido
Por saber que amava um triste Judas.

Dayane Rocha

Defendendo o tal "Judas" eu disse:

Judas?!

Eu não sei que desgosto sentirias
Se não tens gosto algum pra (des)gostar
Pra perderes não tens que antes ganhar?
Pois, no caso, perdoe-me as ironias...

Tu não podes querer se reclamar
Pois, causaste a ti mesma as agonias:
Se o que dei foram só palavras frias
Porque diabos alegas se queimar?

Não entendo direito esse teu jogo
Mas, pareces ardendo nesse "fogo"
Da fogueira do ilúcido desejo...

Se não tens meu sabor, pois, não te iludas
Que a pessoa pra ser esse teu "Judas"
Não teria que ter te dado um beijo?

Pedro Torres

segunda-feira, 27 de janeiro de 2014

Dezembro

Era mês de dezembro ...Primavera!
No apogeu da estação linda das flores
Nosso encontro se deu, entre esplendores
De romance, carinho, e fim de espera.

Tê-la outra vez comigo ...Ah, quem dera!
Pra varrer dessa vida as minhas dores
E assistir ao declínio dos horrores
Da saudade ferina, essa pantera...

Entre quadro paredes, dois enredos
Sendo escritos nas digitais dos dedos
E do luar minguante na janela...

Com minh'alma feliz unida à sua
No cenário de amor ...àquela lua,
Dava beijos de luz no corpo dela.

Pedro Torres

Trocadilhando

Quem tenta a verdade acerta
Quem mente está enganado
Quem erra na coisa certa
Acerta quem está errado
Quem na mentira se aperta
Se afrouxa ao ser revelado.

Pedro Torres

domingo, 26 de janeiro de 2014

Cinco (madrigais)

O tempo atravessa
Ruínas passadas
De muitas estradas
Por onde passamos
Calado esse sonho
Em mim se agiganta
E o nó da garganta
Jamais desatamos.

Os olhos já secos
De tanto chorar
E a boca sem par
Que ainda umedece...
E apesar de tudo,
De todas as dores,
Há certos sabores
Que a gente não esquece

Se as minhas virtudes
Não são como as tuas
No encontro das luas
No amor, se repara...
Que o beijo da lágrima,
Se enrosca na elipse
Do abraço no eclipse
Da noite mais rara.

Nos muitos caminhos
De sonhos e metas
Há longínquas retas
Que já se aproximam
Registro o momento
Nos meus alfarrábios
No encontro de lábios
De bocas que rimam.

Da triste partida
Ficou só saudade
Mas, na realidade
Nós nunca partimos
Na música nossa
Tem restos de planos
Que mesmo após anos...
Serão nossos hinos.

Por tudo lhe devo:
Pelo meu eu lírico
E esse universo onírico
Em meu versejar...
Se alguém te ferir
Te lembra do amigo
E conta comigo
Pro que precisar.

Prossigo sozinho
Sem mais esperanças
E as nossas lembranças
Carrego no peito
Ficam cicatrizes
Das idas e vindas
Das histórias lindas
De amor sem defeito.

Continua...

Pedro Torres

Minha paz

Ébrio de palavras, tomando vinho
Com medo do silêncio, silenciar-me
Num momento vão e, sem soar alarme,
Decretar-me um viver triste, sozinho.

Sinto meus erros martelando tudo
Quebrando a paz no breu desses meus dias,
E sinto falta das nuas poesias
Hoje caladas no teu peito mudo.

Traz-me essa alegria do teu riso lindo
E a graça inteira de outro dia findo
Junto de ti, na luz do bem querer

Quero esse abraço teu sincero e franco
Curtir preguiças de um domingo branco
Matar saudade e no teu amor: Viver!

Pedro Torres

sexta-feira, 24 de janeiro de 2014

É inútil tentar fingir

É inútil tentar fingir
Quando a tristeza lhe invade
Que orgulho é coisa pequena
Diante da imensidade
Do coração que soluça
Sentindo a dor da saudade.

Nem toda dor é saudade
Nem todo pranto é tristeza
Nem toda força é coragem
Nem toda queda é fraqueza
Nem todo riso é alegria
Nem toda dúvida é certeza.

Pedro Torres

quinta-feira, 23 de janeiro de 2014

Os Barcos

Como barcos perdidos sem ter norte
Nos perdemos na rota de ilusões
Procurando encontrar nas direções
Algum porto seguro em que se aporte.

Nunca é fácil, na dor, tentar ser forte
Porque a dor se acomoda nas razões
E se a ausência machuca os corações
Não tem esse remédio para o corte.

Ela esteve comigo nas tormentas
Tempestades de inveja, violentas
Como prova maior da lealdade...

Acordamos depois, já naufragados,
Num oceano de sonhos, rebocados
Pelo barco pesqueiro da saudade.

Pedro Torres

quarta-feira, 22 de janeiro de 2014

Inspiração

De onde vim, pra onde vou...
Não sei, mas quero chegar!
Só sei que agora aqui estou
E que não vim pra ficar...

Não sei que fui, nem que sou
Também que irei me tornar
Se me peço, se me dou
Onde vou, se devo estar...

No êxtase, às vezes, contudo
Eu voo sinto-me em tudo
Da vastidão desbravada.

Após o auge da torpeza
Ao pousar, vem-me a certeza,
De saber que não sou nada!

Pedro Torres

Caminhos

De quantos caminhos nós dois precisamos,
Em tantos atalhos que o peito padece,
Se a curva da vida jamais amortece
A dor da partida que nunca evitamos?

Em cada silêncio perdido buscamos
A voz que preencha um peito que esquece
E mesmo na ausência nós dois escutamos
Falando a saudade que nunca emudece.

Parece que o mundo nos conta um segredo
Soprando nas folhas do tempo um enredo
Escrito na tinta da sinceridade.

Vivemos negando pra nós os carinhos
E a gente se perde em tantos caminhos
Pra sempre escrever sobre a mesma saudade.

Mariana Véras & Pedro Torres

terça-feira, 21 de janeiro de 2014

E a saudade covarde só não mata Porque tem o prazer de torturar

Quando a gente se afasta de quem ama
Pela dúvida de ser correspondido
Não existe no mundo um comprimido
Pra tratar da saudade que se inflama.
Quando a falta se arrancha em nossa cama
Ela vira uma taboa ao se deitar
O travesseiro não fica no lugar
Nem afofa, por mais que você bata
“E a saudade covarde só não mata
Porque tem o prazer de torturar”

Pedro Torres

Porque a vida é esse segredo Que o tempo sabe a resposta.

Um alguém que de alguém gosta
Não deve de amar ter medo
Porque a vida é esse segredo
Que o tempo sabe a resposta.

Pedro Torres

"Não!"

Não me importunes mais, ..."não sabes quanto"
Estou cansado dos teus fingimentos!
Sem guardar mágoa, sem ressentimentos,
Hei de enxugar sozinho todo o pranto.

Não te enciumes, pois, os sentimentos
Que foram teus, tu os desprezaste tanto
Que se voltares, todo aquele encanto,
Não trás de volta nossos bons momentos.

- Não me procure, deixe-me sozinho,
eu mato o tempo com goles de vinho!
(Ao menos isso é bom pro coração...)

E ainda que uma lágrima transborde
Não faças com que minha dor se acorde
Que eu não quero sonhar com ilusão!

Pedro Torres

Ter amor é o melhor bem

Ter amor é o melhor bem
Que alguém tem sem ter vaidade
E o maior valor que tem
É dividir a saudade.

Pedro Torres

segunda-feira, 20 de janeiro de 2014

Metades

Quem tem medo de amar e não se apega
Perde a parte melhor que tem na vida
Porque a flor só nos fere na partida
Se não for verdadeira, nossa entrega.

Se a roseira do sonho ninguém rega
Só nos resta no espinho ter ferida
Que é possível negar a dor sentida
Mas, ao próprio sentido ninguém nega.

E, no amor, pra metades serem dois
É preciso, antes, ser inteiros, pois
Dois inteiros não faz-se de metade

Mas, sem ti a minh'alma é incompleta
Porque Deus fez metade em mim poeta
E fez outra metade de saudade.

Pedro Torres

Cada um ama de um jeito Eu amo à minha maneira

Cada um ama de um jeito
Eu amo à minha maneira
Não ofendo a companhia
De quem a minha não queira
Porque a flor que nos espinha
É a mesma flor que nos cheira.

Pedro Torres

Eu não entendo a derrota De quem foge da batalha

Eu não entendo a derrota
De quem foge da batalha
Sem lutar contra a distância
Que fere feito navalha
Deixando atrás os pedaços
Que a dor saudade espalha.

Pedro Torres

Só curo no colo dela Minhas feridas de amor!

O primo, Poeta Pedro Menezes, me presenteou com um mote seu agora e eu improvisei:

Eu não sei se é seu perfume
Ou seu sorriso bonito
Que faz o meu peito aflito
Esquecer do meu queixume.
E por mais que eu me acostume
Com o seu abraço e o calor
Do beijo que tem sabor
Mais doce que a "siriguela"
"Só curo no colo dela
Minhas feridas de amor!"

Depois que a lida estradeira
Me vence pelo cansaço
Volto pra pétala do abraço
Da minha flor verdadeira.
Nas vezes que ela me cheira
E eu sinto o cheiro da flor
É tanto alívio pra dor
Que eu só sei fazer com ela
"Só curo no colo dela
Minhas feridas de amor!"

Me perfumei de carinhos
De flores falsificadas
E sofri com as perfuradas
De alguns covardes espinhos.
Depois que os nossos caminhos
Se encontraram pude por
No meu peito sonhador
Outro amor sem ter sequela
"Só curo no colo dela
Minhas feridas de amor!"

Pedro Torres
Mote do Primo Pedro Menezes.

Bonito, Poeta!

Eu não vejo beleza em quase nada Que não tenha beleza interior!

Num primeiro momento a boniteza
Causa impacto na hora da paquera
Mas, sem ter conteúdo a primavera
Tão sonhada não passa de impureza.
Quando a força maior da natureza
Põe perfume na pétala da flor
Também dota a raiz para transpor
Sua essência na seiva perfumada
“Eu não vejo beleza em quase nada
Que não tenha beleza interior!”

Você pode mudar sua roupagem
Colorir seus cabelos de outro tom
Usar caros perfumes e batom
Enfeitar-se com uma tatuagem.
Sem leitura, ou cultura na bagagem
A mudança restringe-se ao exterior
Que cabelo se pinta de outra cor
Mas, a alma não pode ser pintada
"Eu não vejo beleza em quase nada
Que não tenha beleza interior."

Pedro Torres
Mote de Lenelson Piancó

domingo, 19 de janeiro de 2014

Quando alguém machucar seu coração Lembre as marcas que estão dentro do meu.

Vocação pra ser santo, eu nunca tive
Mas, não nego um amor só por vaidade
Pois, quem vive de orgulho, na verdade,
Só disfarça a saudade que ela vive.
Nossos erros são muitos, inclusive
Acredito o maior deles foi seu
Que do amor que você me prometeu
Não pagou nem 1/3 da ilusão
"Quando alguém machucar seu coração
Lembre as marcas que estão dentro do meu."

Pedro Torres
Mote de Marcos Rabelo

Pra vingar duas sementes.

Se a sinceridade for pré-requisito
Pro teu coração no pulsar mais ligeiro
Prometo a promessa de ser o primeiro
A não prometer e deixar pro infinito.
Que até seja breve, mas muito bonito
Pra que seja pleno por quanto durar
Se o acaso do abraço quiser nos queimar
Então que nos queime, com um fogo intenso
Se for igualzinho do jeito que penso
A gente só apaga, na beira do mar...

Se essa flor tua cheirar
Como exalas poesia
Num beija-flor eu queria
Um dia me transformar..
Seria para pairar
Tuas pétalas olentes
Se dizes mesmo o que sentes
Talvez também eu plantasse
Um pé de amor e regasse
Pra vingar duas sementes.

Pedro Torres

sábado, 18 de janeiro de 2014

Sempre que a poesia Lhe traz varrida no vento.

Já tive uma margarida
Perfumando meu jardim
Mas, um beija-flor ruim
Beijou-a à pétala ferida.
E a essência da minha vida
Da flor do meu sentimento
Volta no meu pensamento
Com qualquer brisa macia
Sempre que a poesia
Lhe traz varrida no vento.

Pedro Torres

sexta-feira, 17 de janeiro de 2014

Porque sei que alguém me esquece Mas, sei esquecer também!

Não há desgosto que faça
Meu coração de refém
Nem mágoa que torne amargo
O doce que a vida tem
Porque sei que alguém me esquece
Mas, sei esquecer também!

Pedro Torres

Delírio

Falei pra Deus ...confessei-Lhe tudo!
Feito silêncio, compreendi que nada
Era mais alto do que a voz calada
Desse meu peito que gritava mudo!

Passa esse tempo ...tão veloz e rudo
Chego ao destino da minha alvorada
Cubro de fé meu peito, e sobretudo
Planto sementes pra estação florada...

Visto um sorriso diante do espelho
Pro meu olhar, de chorar vermelho,
Disfarçar dores como algum colírio...

Com alma aflita parto, incontinenti,
Certo que a vida se fará presente
Quando acodar-me desse meu delírio!

Pedro Torres

quarta-feira, 15 de janeiro de 2014

Bato um prego na taboa do improviso Viro a ponta e duvido desvirar.

Um dos estilos mais empolgantes , bem humorados e criativos da cantoria de repente do nordeste do Brasil é o ‘mote em desafio’ em que os cantadores de viola trocam insultos, se gabam dos seus dotes magníficos, numa apoteose de versos e rimas brilhantes. Eu provoquei uma turma com o mote:

“Bato um prego na taboa do improviso
Viro a ponta e duvido desvirar."

E começou a peleja:

Pode ser no martelo agalopado
Ou dez pés do martelo alagoano
No serrote da rima eu causo um dano
E não tem como ser mais consertado.
Pois, poeta de verso pé-quebrado,
Não se atreva a vir me desafiar
No repente, se não quiser levar
Marteladas na sola do juízo
“Bato um prego na taboa do improviso
Viro a ponta e duvido desvirar."

Pedro Torres, mote e glosa.

Eu não sou cantador, porém conheço
Dessa arte sublime as artimanhas,
Sei por onde caminha, as entranhas,
Os mistérios, veredas e o endereço.
Os seus versos eu sempre enalteço,
Mas poeta não queira se afoitar,
Pois aquele que tenta se exaltar
Muitas vezes termina em prejuízo.
“Bato um prego na taboa do improviso
Viro a ponta e duvido desvirar."

Grande abraço poeta Pedro Torres.

Orlando Queiroz

Eu sou um cantador de fino trato
Muito novo, porém sou bom de briga
Que meu verso penetra na barriga
E querendo bater eu bato e mato
No repente só perco pra Nonato
Mas, num risco constante de ganhar
E quem quiser pode vir me enfrentar
Consciente que apanha sem aviso
“Bato um prego na taboa do improviso
Viro a ponta e duvido desvirar."

Gislândio Araújo

Pode ser de qualquer jeito a tua rima
Venha em pé ou deitado tanto faz
Venha aqui e me mostre que é capaz
De mudar totalmente o meu clima
Meu motor já disparou a ventoinha
Mas duvido num instante ele esfriar
Se quiser pode vim desafiar
Mais prepare bem, as armas do juízo
“Bato um prego na taboa do improviso
Viro a ponta e duvido desvirar."

Tallys Barbosa

O meu verso é dotado pela ética
Que constrói toda a minha fantasia
Hoje eu sou professor de poesia
Nas sextilhas dou aula em minha métrica
Nos sonetos eu mostro com estética
O sentido real de improvisar
Eu respondo em galope a beira mar
Se quiser me enfrentar eu já te aviso:
“Bato um prego na taboa do improviso
Viro a ponta e duvido desvirar."

Renato Santos

Faço um verso a tocar numa viola
Trago a rima num simples pensamento
E por isso não perco pra um jumento
Que do verso, passou longe da escola
Ainda achando pouco é boiola
Que só vive mesmo a se "amostrar"
Mas agora eu vim pra lhe calar
Porque poeta ruim eu chego e piso
“Bato um prego na taboa do improviso
Viro a ponta e duvido desvirar."

Felipe Emanoel

Quando canto a plateia não me cobra,
Já Gislândio Araújo só engana,
Sou o doce extraído duma cana
E você o bagaço quando sobra,
À van Gogh eu comparo a minha obra,
À Da Vinci, Picasso e Renoir,
Quando eu entro no jogo é pra ganhar
Nem o dono do mote eu aliso...
“Bato um prego na taboa do improviso
Viro a ponta e duvido desvirar."

Bandeira Júnior

Ô Bandeira você se desmantela
Dirigindo pra mim essa tolice
E essa sua medíocre idiotice
É imensa, perdida e sem cautela
Parecida demais ao dono dela
Que só sabe mentir e se julgar
Mas Gislândio Araújo vai botar
Pra lascar o seu verso e seu juízo
“Bato um prego na taboa do improviso
Viro a ponta e duvido desvirar."

Gislândio Araújo

Eu produzo repente dirigindo
Mas só faço porque eu me garanto,
Sou atento e veloz do mesmo tanto
Que é Sebastian VETTEL competindo,
Eu sou multifunções e sou bem vindo
Em qualquer solo firme qu'eu pisar.
Nem parado você vai avisar
Uma estrofe do jeito que eu aviso...
“Bato um prego na taboa do improviso
Viro a ponta e duvido desvirar."

Bandeira Júnior

Pinto foi "CASCAVEL" nesse sertão
No veneno do bote fez escola
Mas, o cabra que fez minha viola
Fez com raspa de tronco de pião.
É por isso que pinto foi então
Obrigado a cantar noutro lugar
Onde eu vou, cascavel não pode entrar
Se quiser me enfrentar, esconda o guiso
“Bato um prego na taboa do improviso
Viro a ponta e duvido desvirar."

Lenelson Piancó

Mestre Lenelson Piancó, vosmecê, bateu em Pinto???
Isso aí, é garapa... "Foiguêdo" de menino.

Zé Limeira com seu jeito estabanado
Ao me ouvir, já saía em disparada,
Lourival, pra esconder sua enrascada
Só fazia trocadilhos, pé quebrado.
Rogaciano para mim, um iletrado
Nunca fez Poesias, a se louvar,
Ensinei todos eles a versejar
E Reensino a qualquer um, se for preciso
“Bato um prego na taboa do improviso
Viro a ponta e duvido desvirar."

No cenário de nome cantoria
O poeta que me ver trema na base
O mais bravo se transforma num covarde
Ajoelha-se e esquece a valentia
Lourival hoje vivo ainda estaria
Se não tivesse vindo me desafiar
Fenelom, Valdir Teles e Ademar
Se vier me enfrentar tem prejuízo
“Bato um prego na taboa do improviso
Viro a ponta e duvido desvirar."

Pra cantar com poeta igual você
Desço o nível para o modo iniciante
Pois não adianta mostrar pra ignorante
Tudo aquilo que ele não vai entender
Tu só conheces pedregulho e massapê
Limpar mato fazer broca e destocar
Copiar versos me ouvir e me imitar
Não arranca uma frase do juízo
“Bato um prego na taboa do improviso
Viro a ponta e duvido desvirar."

Edvânio Moraes

Vi poetas tentando, e eu admito
Pois, fizeram uns versos mais ou menos
Alguns médios, e outros tão pequenos
Que acho até que isso seja o mais bonito.
Pelo esforço em tentar barrar um mito
Vale um prêmio, só por participar
Só não venha depois querer tratar
"Pé-quebrado", tampouco, dor de siso
“Bato um prego na taboa do improviso
Viro a ponta e duvido desvirar."

Pedro Torres

Pedro Torres você entrou na briga,
Um conselho de amigo agora eu digo:
Foi o diabo que amassou o trigo
Desse pão que encheu tua barriga,
Se quiser ir conosco, que nos siga,
Se quiser, nessa casa pode entrar
Mas depois vai dizer por onde andar:
'Nessa casa do cão nunca mais piso!'
“Bato um prego na taboa do improviso
Viro a ponta e duvido desvirar."

Bandeira Júnior

Edvânio Moraes você não sabe
O tamanho da minha poesia
Veja só meu repente por um dia
Que talvez você pare e não se gabe.
A grandeza divina que me cabe
Pra eu ser um doutor no improvisar
Nem o Cristo querendo retirar
Não consegue porque sou ofensivo
“Bato um prego na taboa do improviso
Viro a ponta e duvido desvirar."

Eu não vou aguentar mais desaforo
Por que sou repentista genial
Vou fazer a Bandeira virar pau
E meter o cacete no seu couro
Igualmente seu Pinto fez com Louro
Vou fazer para ver você chorar
E depois sem poder mais aguentar
Vir pedir que eu seja compreensivo
“Bato um prego na taboa do improviso
Viro a ponta e duvido desvirar."

Gislândio Araújo

Para Gislândio Araújo, Tallys Barbosa, Merisvan, Junior , Pedro Tôrres Filho , Felipe Emanoel e Yago Tallys.

Quem quiser me vencer tá condenado
Sou espinho matando qualquer rosa
Merisvan já tracei, Tallys Barbosa
Eu deixei o rebolo estropiado.
Pedro Tôrres - o filho - Oh! Deus, coitado
Apanhou pra jamais se levantar
Veio um tal de Gislândio me enfrentar
Viu meu "prego" e pediu: bote! Eu preciso...
“Bato um prego na taboa do improviso
Viro a ponta e duvido desvirar."

Nenem Patriota Chárliton

Ao Mestre Nenem

Esse fresco chegou todo se achando
Se dizendo ser grande na poesia
Mas não foi em nenhuma cantoria
Que não fosse seus mimos lá cantando.
É um pobre poeta, e ensinando
Um aluno já toma o seu lugar
E Neném Patriota pra ensinar
Tem que ter mais saber e outro juízo
“Bato um prego na taboa do improviso
Viro a ponta e duvido desvirar."

Gislândio Araújo

Ao Gislândio Araújo vou dizer
Que você fica longe do meu rastro,
Sou Bandeira e Bandeira tem um mastro
E esse mastro em seu lombo vou descer
O seu sonho é um dia me vencer
Mas você não irá realizar,
Mas o sonho que tenho de matar
Nesse mote de Pedro eu realizo...
“Bato um prego na taboa do improviso
Viro a ponta e duvido desvirar."

Bandeira Júnior

Eu duvido Gislândio de Brejinho
Não pisar em poeta do seu porte
Pois você pra cantar tem que ter sorte
Ou se perde na beira do caminho.
Não preciso de sorte, pois meu pinho
Paralisa você se me olhar
E seu verso só vai me acompanhar
Quando Deus for demente e indeciso
“Bato um prego na taboa do improviso
Viro a ponta e duvido desvirar."

Gislândio Araújo

Você pensa que é, mas nem parece,
Você pensa que vai, mas nunca chega,
De surpresa a sua estrofe é pega
Quando a minha é melhor, logo aparece
Um poeta que logo a enaltece
E não para de me elogiar.
No meu chão você vai escorregar
No seu chão, vou ligeiro e nem deslizo...
“Bato um prego na taboa do improviso
Viro a ponta e duvido desvirar."

Eu não fui, com você deselegante,
A peleja foi tão maravilhosa!
Os poetas puseram em cada glosa
Poesia pra todos, o bastante.
Boa noite poeta e nesse instante
Vou dormir e um recado vou deixar:
Veja só esse trio espetacular:
Você Eva e Adão no paraíso...
“Bato um prego na taboa do improviso
Viro a ponta e duvido desvirar."

Bandeira Júnior

Jurando... kkkk

Junto Pinto, Lenelson Piancó
Pedro Torres o filho e até seu pai
Toda vez que levanto um fraco cai
Nem o diabo "guentou" e ficou só
De Gislândio Araújo deixo o pó
Quem viria bater já quer voltar
Do restante que sobra eu vou juntar
E engolir nem que tenha prejuízo.
“Bato um prego na taboa do improviso
Viro a ponta e duvido desvirar."

Dayane Rocha

Quando trago o meu verso mais feroz
Vejo Torres caindo de joelho
E Dayane se dana no mar vermelho
Borra a boca, desemboca, vira foz
Toda vez qu’eu levanto minha voz
Não encontro quem queira desafiar
Cantador corre mudo sem cantar
Cantador foge se tiver juízo
“Bato um prego na taboa do improviso
Viro a ponta e duvido desvirar."

Hélio Ferreira Lima

Deus me livre de te desafiar
És perfeita na rima e na poesia
Não tem rifle que atire e tem valia
Que consiga teu verso derrubar
Os teus versos são de arrepiar
Até poeta, que rima nunca usa
O teu verso em calor só usa blusa
Pra matar de tremor quem desafia
O teu verso foi feito de magia
É por isso que chamo tu de MUSA.

Eu não vou respeitar o verso teu
Pois não tem o que me amedrontar
Se na rima só tens a lamentar
Se o confronto vai ser com o verso meu
Na poesia que faço, até ateu
Reconhece, Jesus vem pra salvar
Não encontro poeta pra rimar
Pois rimando comigo é indeciso
“Bato um prego na taboa do improviso
Viro a ponta e duvido desvirar."

Iranildo Marques

Verso pra poeta da terra de Lampião tem que ser
desse quilo. kkkkkkkkkk

Iranildo, no seu campeonato
Pra saber quem melhor faz poesia
Eu não vou competir, mas, gostaria
De dizer pra você um simples fato:
Se Cumade ganhar eu não lhe mato
Não lhe mato, mas, só se ela ganhar
E no arrocho de verso que eu vou dar
É melhor colocar nela um sorriso
“Bato um prego na taboa do improviso
Viro a ponta e duvido desvirar”

Pedro Torres

Pra falar de poesia eu sou de fato
Não arredo um centímetro de perdão
Eu não corro da briga nem com o cão
E na briga eu almejo, atiro e mato
Pois meu verso é real e vem no ato
E você não tem bala pra atirar
Lampião vai aqui pra lhe falar
E dizer pra você o que é preciso
“Bato um prego na taboa do improviso
Viro a ponta e duvido desvirar."

Iranildo Marques

Pajeú de nós abençoado Poeta grande!
Kkkkkkkkkkkkkkkkkk

Quem sou eu pra temer um “lampião”
E eu vou lá arengar com querosene?
Se você não herdou do verso o gene
Eu 'enxerto' você com meu facão.
Mais ligeiro que um raio e seu trovão
Na lapada da rima a ribombar
Se fizer profissão no versejar
Vai morrer pobre e duro, fraco e liso
“Bato um prego na taboa do improviso
Viro a ponta e duvido desvirar”

Pedro Torres

Saiu fraco demais poeta.... kkkkkkkkkkkkkkk

Tu não podes falar em tal pobreza
Nesse verso bonito em desafio
Pois a rima que fazes não tem brio
Falta muito pra vir junto a beleza
Mas se queres falar dessa nobreza
Falta muito pra tu desafiar
Lampião o teu bucho vai cortar
Sem mandar nem sequer um só aviso
“Bato um prego na taboa do improviso
Viro a ponta e duvido desvirar."

Tu não vais arengar com Lampião
Pois teu verso não pode acreditar
Se sonhar ainda hoje vai melar
Tua fronha, o lençol e o teu colchão
Pois a merda que sai, respeita não
Nem avisa o que vem pra te manchar
Lampião nunca vai te perdoar
E eu mando uma Fralda se preciso
“Bato um prego na taboa do improviso
Viro a ponta e duvido desvirar."

Iranildo Marques

Lembrando que pra esse 'serviço' qualquer bisturi enferrujado serve. kk (Dedicado a Nenem Patriota Chárliton, Gislândio Araújo, Bandeira Júnior, Tallys Barbosa, Renato Santos, Lenelson Piancó, Iranildo Marques, Hélio Ferreira Lima, Orlando Queiroz, Felipe Emanoel, Edvânio Moraes, exceto Cumade "Dayane Rocha" e Lucélia Santos pela inviabilidade da circuncisão.) kkkkkk

Se o poeta não for Rei dos Judeus
Nem tiver um João que lhe consagre
Não tem obra terrena, nem milagre
Que lhe faça imitar os versos meus.
Jesus, bom, perdoou os fariseus
Mas, eu, ruim, não preciso perdoar
E o "defeito" pagão pra lhe empatar
Com meu verso afiado eu circunciso
“Bato um prego na taboa do improviso
Viro a ponta e duvido desvirar."

Pedro Torres

Quem conhece o meu verso se amedronta
Porque sabe da minha imensidade
E apesar dessa minha pouca idade
Cantador com juízo não me afronta
Que poetisa como eu já nasce pronta
Pra nos palcos da vida duelar
Na peleja eu sou primeiro lugar
E vitória é palavra que eu repriso
"Bato um prego na taboa do improviso
Viro a ponta e duvido desvirar."

Lucélia Santos

Pedro vem me falar de bisturi
Mas sua faca é um pintinho atrofiado
Se brincar até foi circuncisado
Pra virar esse grande travesti
Ao me ver sua face não sorri
Sua voz já começa a gaguejar
Diz que é ruim, mas é frouxo de lascar
Em seu lombo eu cavalgo, cuspo e piso
"Bato um prego na taboa do improviso
Viro a ponta e duvido desvirar."

Renato Santos

Renatinho é melhor manter a calma
Não me trate com tanta intimidade
Ou, sem pena e com grande crueldade
Eu devolvo pro inferno a sua alma.
Dou-lhe emprego de cortador de palma
Pra você, seu irmão alimentar
E antes de você vir pra ruminar
Já lhe disse, mas, novamente friso:
"Bato um prego na taboa do improviso
Viro a ponta e duvido desvirar."

Pedro Torres

Olha Pedro, em poesia eu bem te digo
Minha alma é divina aos olhos teus
Fale a mim como fala ao próprio Deus
Se ajoelhe ligeiro caro amigo
Ou então você vai correr perigo
De sumir da existência milenar
Um palhaço é melhor pra te julgar
Pois teu verso ao meu ver só traz o riso
"Bato um prego na taboa do improviso
Viro a ponta e duvido desvirar."

Renato Santos

Jogo a praga dos sete Barrabás
Pra você fazer versos por mil anos
E ao chegar já nos últimos enganos
Essa praga trazer você pra trás.
Como eu, grandioso não serás
Nem que tentes meus versos copiar
Teus garranchos não podem arranhar
Na planície de um verso meu conciso
"Bato um prego na taboa do improviso
Viro a ponta e duvido desvirar."

Pedro Torres

Jogar praga é pra quem não se confia
No seu verso que sai lá da cachola
Pedro Tôrres me vendo pede esmola
Pra tentar aprender o que é poesia
Eu lhe digo com fé, sabedoria
Vá buscar outra coisa, pra brincar
Pois no verso tu vai se machucar
Se não for eu te bato se preciso
"Bato um prego na taboa do improviso
Viro a ponta e duvido desvirar."

Renato Santos

Teu espelho está cheio de batom
Quando mudas pra 'Shirley' toda noite
Inda assim quando sentes meu açoite
Não consegues fazer um verso bom.
Mas, por via das dúvidas o tom
Dos meus versos contigo vou mudar
Pra não ver 'um bebê" querer chorar
Com meu verso batendo em seu juízo
"Bato um prego na taboa do improviso
Viro a ponta e duvido desvirar."

Pedro Torres

O teu prego tá todo enferrujado
De levar marteladas de meus versos
Nem se quer num milhão de universos
Os teus versos chegaram do meu lado
Meu sorriso já sai metrificado
Quanto a 'Shirley' só tu para inventar
E o batom do espelho eu vou contar
Foi você ao beijar o meu sorriso
"Bato um prego na taboa do improviso
Viro a ponta e duvido desvirar."

Renato Santos

Cantador que no canto só enrola
Cantador que no palco é só mentira
Dou-lhe um corte no couro tiro a tira
Depois bato no couro e tiro sola
Depois bato no quengo, na cachola
Só pra ver se ele tem o que mostrar
Quanto mais eu bato, o seu cantar
Não tem rumo é tão feio e impreciso
"Bato um prego na taboa do improviso
Viro a ponta e duvido desvirar."

Hélio Ferreira Lima

Eu preciso beber água potável
Pra, com sede, matar a minha sede,
Só preciso de uma boa rede
Pra tirar um cochilo agradável,
Pro negócio ser auto sustentável
Eu preciso de grana pra girar,
Mas poeta pra me atrapalhar
Eu com toda certeza, não preciso!
"Bato um prego na taboa do improviso
Viro a ponta e duvido desvirar."

Bandeira Júnior

Se juntar, tudinho não dá uma caldo
Que Pudesse uma criança alimentar
Tanta gente querendo improvisar,
Mas passando na peneira não tem saldo.
Como após do incêndio, no rescaldo
Pouca coisa se tem de aproveitar
Tem somente o Cariri a despontar
Como fontes, de criar com o juízo
"Bato um prego na taboa do improviso
Viro a ponta e duvido desvirar."

O Desafio, Pedro Torres começou
Mas pelo jeito, se acha arrependido
O seu lombo se encontra mais moído
Do que a cana, que a porca chupou
Quando o vento nessas bandas aqui chegou
Nos chamando pra peleja enfrentar
O Cariri começou a se alegrar
E pensei, neste povo agora eu piso
"Bato um prego na taboa do improviso
Viro a ponta e duvido desvirar."

Alberto Quintans

Para os santos, meu Deus, agora apelo:
Dai-me forças, ó Pai Onipotente,
Pra que eu sobreviva e aguente
As pancadas poéticas do Martelo.
Um segredo, amigos, lhes revelo:
Quando vejo vocês a versejar
Só me resta aplaudir e exclamar
Eita fábrica de versos padrão ISO!
"Bato um prego na taboa do improviso
Viro a ponta e duvido desvirar."

Orlando Queiroz

Tem poeta no meio dessa história
Esnobando que tem terceiro grau,
Mas comigo, sem dó, boto no pau,
E no meu ABC não tem vanglória,
Tem poeta que só na palmatória
Que consigo lhe alfabetizar,
Mesmo assim se ele não assimilar,
Nos caroços de milho alfabetizo...
"Bato um prego na taboa do improviso
Viro a ponta e duvido desvirar."

Bandeira Júnior

Na cultura do mundo eu vi nascer
A poesia que é fenomenal
Vi um Pinto, Otacílio e Lourival
Que ligavam querendo era aprender
Na pintura também eu vi crescer
O Van Gogh, Da Vinci e Renoir
Todos eles pediram p'reu ensinar
E por isso ganharam o paraíso.
"Bato um prego na taboa do improviso
Viro a ponta e duvido desvirar."

Iranildo Marques

Dedicado pra Bandeira Júnior pela 'parte que me toca" kkkkk

Sou formado na escola do versejo
Onde o verso é matéria obrigatória
Pois, me diga, poeta, nesta história
Quem de fato é poeta sertanejo.
Eu pelejo, pelejo, mas não vejo
Como podes querer “impressionar”
No repete, com “Góga” e Renoir
Se não podes comprar um quadro liso?
“Bato um prego na taboa do improviso
Viro a ponta e duvido desvirar!”

Pedro Torres

Dedicado pra Bandeira Júnior pela 'parte que me toca" kkkkk

Sou formado na escola do versejo
Onde o verso é matéria obrigatória
Pois, me diga, poeta, nesta história
Quem de fato é poeta sertanejo.
Eu pelejo, pelejo, mas não vejo
Como podes querer “impressionar”
No repete, com “Góga” e Renoir
Se não podes comprar um quadro liso?
“Bato um prego na taboa do improviso
Viro a ponta e duvido desvirar!”

Pedro Torres

Quem deseja cruzar o meu caminho
Eu aviso, são fortes minhas rimas.
Já foi peso pra Jó, pra Louro e Dimas
Otacílio, Diniz e Canhotinho
Entrei numa peleja com Marinho
Que parou sem poder me acompanhar
Pinto velho tentou me enfrentar,
Mas calou-se ao sentir o prejuízo
"Bato um prego na taboa do improviso
Viro a ponta e duvido desvirar."

Carlos Aires

Não temi cantador que não me teme
Na peleja tinha punho, voz e pinho
Com a direita dei tapa no Canhotinho
Que a esquerda até hoje ainda treme
Até hoje no Monteiro Pinto geme
Com vergonha do seu mais fino piar
Meti medo, fiz um Louro se pelar
Pra plateia se encher de pleno riso
“Bato um prego na taboa do improviso
Viro a ponta e duvido desvirar”

Ai arrependido de bater nos mestres do repente, eu disse:

Pra bater em mulher, bêbado e defunto
Qualquer um no repente se aproveita
Cantador que é fraco não respeita
A memória do repente, o conjunto
Mas eu vendo injustiça subo e munto
Numa besta que inda tenta poetar
Boto espora, boto para esfolar
Cantador sem respeito e sem juízo
“Bato um prego na taboa do improviso
Viro a ponta e duvido desvirar”

Hélio Ferreira de Lima

Foi José de Jesus o carpinteiro
E o que fez pelo Pai foi consagrado
Já na terra cantando fiz dourado
E aprovado já fui no mundo inteiro
Desempeno a madeira tão ligeiro
Como um verso que faço sem pensar
E coloco no espaço pra voar
Cantador que comete erro eu aviso
“Bato um prego na taboa do improviso
Viro a ponta e duvido desvirar”

O serrote já serra na medida
E compasso por verso não precisa,
Bom Poeta na métrica improvisa
Ao deixar repentistas sem saída.
Tanto faz na subida ou na descida
Na ladeira não sobe quem parar
E não peça pra eu ir lhe carregar
Que no carro da rima forte eu piso
“Bato um prego na taboa do improviso
Viro a ponta e duvido desvirar”

Os troféus que tu tens são mais de cem
E as medalhas são todas feitas de ouro
Humildade pra mim é um tesouro
Que carrego no peito e me faz bem
A riqueza não serve pra quem tem
Um tesouro de bens pra humilhar.
Eu prefiro ter fé e me salvar
Pra levar paz e amor ao paraíso
“Bato um prego na taboa do improviso
Viro a ponta e duvido desvirar”

Andrade Lima

Onde moro poeta é bicho extinto
Não conheço nenhum além de mim
Se tiver logo logo terá fim
Que o meu verso é maior do que o de pinto
Quando marco presença em um recinto
Os poetas recusam me enfrentar
É "Patu" médio oeste potiguar
Onde reina meu verso e meu sorriso
"Bato um prego na taboa do improviso
Viro a ponta e duvido desvirar."

Lucélia Santos

Pode ser com teu verso na viola
Até mesmo cantando em teu curral
Tu pra mim és um grande sem moral
Que precisa voltar para a escola
É chamado por ai de cú de sola
Pois a todos seu rabo que mostrar
Se tu quer, pode vim desafiar
Mais se prepare pra levar um prejuízo
“Bato um prego na taboa do improviso
Viro a ponta e duvido desvirar!”

Tallys Barbosa

Eu não roubo a sua profissão
Que é de ser a dama do cabaré
Que esse cabra fugiu de são José
Para "DAR" com maior satisfação
Está muito feioso seu baião
Se não sabe o que faz vá estudar
Que esse verso acabou de lhe queimar
O neurônio restante em seu juízo
“Bato um prego na taboa do improviso
Viro a ponta e duvido desvirar!”

Felipe Emanoel

Direito de resposta à Pedro Torres:

Valorizo um poeta cantador
Que na beira da praia ganha o pão,
Limitado, mas põe o coração
Na viola e improvisa com amor,
Valorizo o poeta embolador,
Muitas vezes rimando por rimar,
Não queria falar, mas vou falar:
Cantador como tu, desvalorizo...
“Bato um prego na taboa do improviso
Viro a ponta e duvido desvirar!”

Bandeira Junior

Eu perder no repente não dou vez
Com meu dom, consciência e meu talento
Rapidez, construção, conhecimento
Segurança, vocábulo, altivez
Idioma do russo ao japonês
Aramaico e latim eu sei cantar
E se alguém no alemão vier testar
Sei de Hitler discursos no juízo
“Bato um prego na taboa do improviso
Viro a ponta e duvido desvirar!”

Fale em fome que eu vou falar em pão
Fale em seca que dou banho de inverno
Fale em céu que do céu vou ao inferno
Fale em mar que só falo no sertão
Mostre Deus que lhe mostro logo o Cão
Mostre sorte que eu sei mostrar azar
Mostre o ódio que eu mostro o verbo amar
Mostre Pedro que eu mostro o paraíso
“Bato um prego na taboa do improviso
Viro a ponta e duvido desvirar!”

Nenem Patriota Chárliton

Se esse belo trabalho, pro papel,
For passado daqui, futuramente,
Quer que seja em um livro diferente,
Quer que seja, quiçá em um cordel,
Quando o bom editor duro e cruel
Rigoroso demais for revisar,
Vai dizer: "só seus versos vão passar,
E os dos outros poetas nem reviso!"
“Bato um prego na taboa do improviso
Viro a ponta e duvido desvirar!”

Bandeira Junior

Na prisão da saudade eu sempre vivo
Mas, liberto do peito as minhas dores
E na cadeia onde muitos cantadores
Não conseguem cantar, sou produtivo.
Sempre encontro na rima algum motivo
Para o meu coração se libertar
E se a lei da atração me aprisionar
Sei do artigo, parágrafo, e o inciso
"Bato um prego na taboa do improviso
Viro a ponta e duvido desvirar."

Pedro Torres

Na caatinga enfrentei onça pintada
Pantanal já matei foi sucuri
Na Amazônia eu já gritei daqui
E deixei jacaré, de mão atada
Se você conhecer minha laçada
Vai saber que a brabeza vai chorar
Lampião já correu sem aguentar
Me pedindo socorro e hoje eu friso
"Bato um prego na taboa do improviso
Viro a ponta e duvido desvirar."

Esse MOTE de Pedro fez história
Os poetas no verso foram fortes
E é preciso nascer mais outros MOTES
Que derrubem e registrem na memória
Para nós a escrita é uma glória
A poesia só tem é que ganhar
Nesse verso que fui improvisar
Revirei coração e o juízo
"Bato um prego na taboa do improviso
Viro a ponta e duvido desvirar."

Iranildo Marques

Provocando as poetisas...

Poesia é um bem pra quem quiser
E muito embora eu não tenha preconceito
Há mulheres querendo ter direito
Mas, nem tudo na vida é o que se quer...
E o que dá na cabeça da mulher
Pra querer com o homem se igualar
Se na arte sublime do versar
O ambiente é hostil pro indeciso?
"Bato um prego na taboa do improviso
Viro a ponta e duvido desvirar."

Pedro Torres

Ainda tá pra nascer um cantador
Que consiga alcançar o meu repente
Pois o que tá contido em minha mente
Só se chega enfrentando o meu labor
Que provoca sufoco, causa dor
E que faz o juízo revirar
Pois que sou pesadelo no sonhar
E da dor sou o corte mais preciso
"Bato um prego na taboa do improviso
Viro a ponta e duvido desvirar."

Monique D'Angelo

Poeta veio, num vai dar na pedra não! Kkkk

Pedro Torres versando sem Saudade
É o mesmo que praia sem ter sol,
Pescaria sem isca no anzol
E ir sem grana ao Shopping da cidade,
Mas partindo pra briga de verdade
A tendência é de Pedro se acabar,
O saudoso poeta vai passar
Por acocho, aperreio e desaviso...
"Bato um prego na taboa do improviso
Viro a ponta e duvido desvirar."

Bandeira Junior

Aprendi que quem canta improvisado
Tem o mundo guardado em sua mente
Eu não sou um poeta diferente
Este mundo também tenho guardado
Outros mundos até tenho buscado
Pra um dia qualquer eu lhe usar
Quando alguém vier me desafiar
Aí sim vou ao mundo que preciso
"Bato um prego na taboa do improviso
Viro a ponta e duvido desvirar."

Elizeu Meneses Goncalves

Não existe no mundo quem consiga
Compor como vocês estão compondo,
Cada verso que surge é mais redondo,
Na beleza a estrofe se abriga.
Ninguém tem essa têmpera, essa liga,
Nem os astros da Música Popular:
Ivan, Chico (sempre espetacular),
Caetano, Lobão, Wagner Tiso...
Bato um prego na tábua do improviso
Viro a ponta e duvido desvirar.

Orlando Queiroz

Pistoleiro me marca e não me mata,
Vendedor insistente não me vende,
Armadilha de laço não me prende,
Todo nó que eu der, ninguém desata,
Se der praga de mosca e de barata
Pago alguém para vir dedetizar
Mas poeta sem ter o que mostrar,
Essa praga sou eu quem dedetizo...
"Bato o prego na tábua do improviso
Viro a ponta e duvido desvirar"

Bandeira Junior

Na Viola sou rei da profissão
E artesão como Mestre Vitalino
No Cangaço serei sempre um Virgulino
Na Sanfona - Luiz Rei do Baião
Como Senna na pista - Campeão
Que não há quem assuma seu lugar
Serei eu no campo da arte titular
Sem temer a esses vates, sou preciso
"Bato um prego na tábua do improviso
Viro a ponta e duvido desvirar".

No repente cantando sou perverso
Não tolero poeta "puxa saco"
Bato nele sem pena quando ataco
Com meus dons picotando cada verso.
Como um pássaro que voa no Universo
Eu percorro os lugares pra exaltar:
Oceano, montanha, terra e mar.
No sistema solar meus pés eu friso
"Bato um prego na tábua do improviso
Viro a ponta e duvido desvirar".

Pedro Torres lançou aos glosadores
E na glosa primeira Pedro fez
Um chamado de filho em altivez
Por duelo “raçudo” e multicores.
E no chão, Pajeú terra das flores
Enfrentei o desafio e vou honrar
Dando viva a Cultura Popular
Nessa verve que brilha em meu sorriso.
"Bato um prego na tábua do improviso
Viro a ponta e duvido desvirar".

Andrade Lima

Villanova se perde na poeira
Que o meu verso veloz deixa na estrada
Valdir Teles, Geraldo e uma cambada
De poetas, de mim levam rasteira
Os Nonatos derrubo na primeira
Martelada do verso a galopar
E se alguém sonha um dia em me ganhar
Deixo aqui nesses versos meu aviso
"Bato um prego na taboa do improviso
Viro a ponta e duvido desvirar."

Lucélia santos

Cabra bom até hoje eu não conheço
Em matéria de fazer um Poesia,
O que escuto é um monte de heresia
Se vier, pro meu lado, acha tropeço.
Eu ensino, mas pra isso tem um preço
E fiado não me venha aqui falar,
Se não pode seu estudo custear
Não encoste no meu lado, se for liso
"Bato um prego na taboa do improviso
Viro a ponta e duvido desvirar."

Alberto Quintans

terça-feira, 14 de janeiro de 2014

Tem coisa que a gente sonha E nem quando acorda passa

Sonhei com ela, abraçado
Dividindo o travesseiro
Me perfumando do cheiro
Do seu cabelo lavado...
O seu lábio tatuado
Na lateral de uma taça
E a lua, pela vidraça,
Iluminando, risonha
Tem coisa que a gente sonha
E nem quando acorda passa.

Se a dor não passou ainda
É que estes teus olhos meigos
São como doutores leigos
Tratando uma dor infinda.
Se a nossa história era linda
Terminou, não sei porquê
Pois, só depois é que vê
Quem fica, a realidade
"Quando eu não sinto saudade,
Sinto falta de você!"

Pedro Torres
Mote do Poeta Aldo Berto (Aldo do Gás)

segunda-feira, 13 de janeiro de 2014

Pajeú

Ah, Pajeú! se acaso eu regressar
Não seria acaso porquê regressei
És o pedaço de chão que deixei
Antigamente, sem querer deixar.

Faz uma cara que me abandonei
Nessa odisséia para vir ao mar
Pois, não te assustes se eu puder salgar
As tuas águas com o que já chorei

Ouvi que a seca tem te castigado
Que o solo seco, pelo sol rachado
Não dá futuro para as tuas lavras

E mesmo havendo tanto sofrimento
Não mando um pingo de ressentimento
Nessa umidade de minhas palavras.

Pedro Torres

domingo, 12 de janeiro de 2014

A saudade se alimenta Da pele de sonhos mortos

A saudade se alimenta
Da pele de sonhos mortos
Das distâncias percorridas
Por vários caminhos tortos
E o afastamento do cais
Onde o amor fundou dois portos.

Pedro Torres

sábado, 11 de janeiro de 2014

Você trouxe pra mim o seu sorriso Mas, levou na partida a minha paz!

Inda sinto a pancada do machado
Devastando a floresta do meu peito
E um amor que eu jurava tão perfeito
Virar cinzas no incêndio do passado.
Apesar de hoje estar fragilizado
E a saudade querer olhar pra trás
Desse amor "Sonrizal" que se desfaz
No teu peito vazio, eu não preciso
Você trouxe pra mim o seu sorriso
Mas, levou na partida a minha paz!

Pedro Torres

sexta-feira, 10 de janeiro de 2014

Mas, a chave da saudade Não entra no cadeado.

Meu coração sonhador
Bastante fragilizado
Hoje tenta a todo custo
Se libertar do passado
Mas, a chave da saudade
Não entra no cadeado.

Pedro Torres

Lentamente levando a minha vida Pela estrada veloz que dá na morte!

Não nasci pra agradar a seu ninguém
Vivo sempre pra ser, e não pra ter
Que eu não sei como alguém pode crescer
Quando tudo que vale é o que se tem.
E quem faz do caráter maior bem
Não há força no mundo que lhe entorte
Não preciso contar com "bambo" ou sorte
Pra acertar, uso a fé, que é garantida
Lentamente levando a minha vida
Pela estrada veloz que dá na morte!

Pedro Torres

quinta-feira, 9 de janeiro de 2014

Mais estranho é querer beijar no rosto Quando a boca dos dois já se conhecem.

Sou teu fã, mas, também sou fã da vida
E acho lindo, no amor, quando dá voltas
Mas, não guardo rancor e nem revoltas
Só ao doce a minh'alma dá guarida...
E a lembrança do beijo está vencida
Que tem coisas que os corações esquecem
E tem outras que ficam, permanecem
Mas, não lembra se tem o mesmo gosto
"Mais estranho é querer beijar no rosto
Quando a boca dos dois já se conhecem."

Pedro Torres

Poeta, eu sei que você Quer que eu lhe declare guerra

Poeta, eu sei que você
Quer que eu lhe declare guerra
Mas, eu prefiro zelar
Pelo chão da minha terra
Que você não vale um grama
Daquilo que o gato enterra!

Pedro Torres

quarta-feira, 8 de janeiro de 2014

Reviravoltas

Me deixa em paz! Preciso de descanso..
Leva pra longe esse teu riso lindo
Não me procura, nunca mais, fingindo
Com teu sorriso doce, falso e manso.

Meu peito agora está em mil pedaços
Mas logo mais eu junto os seus caquinhos
E a cola forte que tem nos carinhos
Hei de encontrar rendido em outros braços

Nas muitas voltas que essa vida dá
Talvez, encontres na saudade má
As mesmas dores fundas que senti

E ao regressares com as faces rubras
Envergonhada tu, talvez, descubras
Ser a ilusão maior que eu já vivi!

Pedro Torres

Que eu quis muito o seu amor Mas, sua pena eu não quero.

Você faz falta, é verdade
Mas, devo sem bem sincero
Eu me afastei de você
Pra ver se me recupero
Que eu quis muito o seu amor
Mas, sua pena eu não quero.

Pedro Torres

segunda-feira, 6 de janeiro de 2014

Felicidade

Faça sempre por onde ser feliz
Escolhendo o melhor, se for preciso
Leve a vida bem leve de um sorriso
Interrompa a tristeza do infeliz.
Cuide tudo do amor, desde a raiz
Ignore os espinhos da maldade
Deposite no amor sinceridade
Abra as portas pra alguém no coração
Depois disso, se a vida disser não,
Escrevinhe um poema de saudade!

Pedro Torres

domingo, 5 de janeiro de 2014

E eu já sei que esse amor deve morrer Mas, não tenho mais forças pra matá-lo

Nunca quis provocar qualquer ciúme
Na verdade, eu nem reparei direito
No detalhe do riso mais perfeito
Nem no toque sutil do seu perfume.
E é provável que em breve eu me acostume
Que é recente tratá-la como "ex"
Mas, não culpe também se a insensatez
Tomar conta de um lindo sentimento
E por uma fraqueza de momento
Eu tocar nos seus lábios, outra vez.

Sinto um verso de amor fazendo efeito
No meu peito carente e angustiado
Com sintomas presentes de um passado
Que não passa, por mais que eu tenha feito.
Pode ser pelo abraço mais perfeito
Que até hoje provoca-me esse abalo
Gastei muita energia no intervalo
Excluindo a saudade, pra nem ver,
“E já sei que esse amor deve morrer
Mas, não tenho mais forças pra matá-lo”

Ao saber da impossibilidade
Desse amor ir adiante eu me demoro
Refletindo os porquês, e às vezes choro
Nuvens rasas de ausência, e de saudade.
Sinto, da opaquecida realidade,
Como um vazio em minh'alma, e me calo
Que no reino em teu peito, sou vassalo
Que abdica do trono sem querer
"E já sei que esse amor deve morrer
Mas, não tenho mais forças pra matá-lo"

Pedro Torres
Mote de Adriana Sousa


sábado, 4 de janeiro de 2014

Do sal faz colmeia na beira do mar.

Aos amigos do Facebook que me acompanham. Saiu este improviso em galope a beira mar pra agradecer a companhia de vocês de sempre. Valeu!

Garimpo este verso com minha bateia
Na mina profunda do meu improviso
E o meu objetivo é de levar o riso
Pra face sincera da linda plateia
Se acaso faltar, na mente uma ideia
Eu faço outra ideia pra por no lugar
E meu improviso sai de arripunar
Do doce que tem melhor que da abelha
Porque o poeta com o que der na telha
Do sal faz colmeia na beira do mar.

Pedro Torres

sexta-feira, 3 de janeiro de 2014

Despertar da paixão

Como posso saber qual o sabor
Da maçã do pecado sem provar
Se o perdão só é dado a quem pecar
Pois, quem ama já nasce pecador

Uma chama acendeu-se no calor
E me fez enxergar além do olhar
Que um abraço de amor pode queimar
Sem nem mesmo causar nenhuma dor

Hibernando em meu peito, o amor antigo
Desistiu de encontrar em outro abrigo
Sem notar, que chegava o sonho ao fim

Com o barulho das asas da paixão
A vontade tomou meu coração
Acordando você dentro de mim.

Adriana Sousa & Pedro Torres

Pressentindo uma paixão Meu coração se revela

Pressentindo uma paixão
Meu coração se revela
Porque sabe que a saudade
Que não morre, trás sequela
O problema é que não posso
Tirar mais meus olhos dela.

Apesar de alguns tropeços
Ao longo da caminhada
Sigo de cabeça erguida
Sem fortuna acumulada
Ciente que eu nada trouxe
E daqui não levo nada.

Pedro Torres

O perigo que tem é olhar tanto E depois terminar apaixonado.

Nosso amor virou fumaça
E o silêncio, nas respostas,
Me ensinou que o correto
É não dobrar as apostas
Em fogo de amor que arde
E depois nos vira as costas.

Teu calor me aquece a alma
Tua presença me acalma
Teu olhar no meu se espalma
E me deixa, assim, risonho...
Mas, eu tenho que acordar
Porque se eu quiser te amar
Devo aprender a tocar
Sem tá dormindo, em um sonho.

Minha vida é um texto sem rasuras
Em um livro de páginas viradas
Muitas delas, por uso, desgastadas
Contém restos mortais de antigas juras.
Chorei rios das lágrimas mais puras
E não culpo ninguém sem ter sentido
Se o presente é o futuro acontecido
Cabe a nós um passado sem ter briga
“Se você me perder depois não diga
Que não sabe o porquê de ter perdido.”

Pedro Torres

Seu sorriso tem curvas sinuosas
Fica fácil de derrapar na pista
E acabar conquistado, na conquista
Das paixões mais intensas, perigosas.
No seu corpo um perfume de mil rosas
Tão suave que deixa embriagado
E esse cheiro de céu e de pecado
Faz pecar até mesmo quem é "santo"
"O perigo que tem é olhar  tanto
E depois terminar apaixonado."

Pedro Torres
Mote de Rafaela Nogueira

quinta-feira, 2 de janeiro de 2014

Codinome

Pare com seus gestos loucos
Se vê que não quer me amar.
Aprenda martar-me aos poucos
"Que eu sei morrer devagar."

A partir dessa quadra do Poeta Diomedes Mariano eu construí um mote e disse:

Codinome

Esse teu jeito, faceiro,
Faz minh'alma ficar tonta
E o coração paga a conta
No débito de amor e cheiro.
E o teu sorriso certeiro
Como quem quer me matar
Combina com o teu olhar
Convidando meu carinho
“Me mate devagarinho
Que eu sei morrer devagar.”

Pela minha experiência
É melhor nem ter contato
Já da pra ver o "retrato"
Desse encontro de carência.
Se eu provar da doce essência
Do teu cheiro e embriagar
É capaz de eu não voltar
Ou me perder no caminho
“Me mate devagarinho
Que eu sei morrer devagar.”

Mulher, mas que ingratidão
Não tem porque tanta pressa
Que bem a gente começa
E voltas pra solidão.
Se queres meu coração
Primeiro tens que ganhar
Que eu talvez não saiba amar
Mas, aprendo, com jeitinho
“Me mate devagarinho
Que eu sei morrer devagar.”

Teu silêncio me condena
Que minh'alma fica aflita
Mas, quem mandou ser bonita
Igual a flor da açucena?!
E a tua pele, morena,
Se acaso se arrepiar
Pode até me assassinar
Na furada desse espinho
“Me mate devagarinho
Que eu sei morrer devagar.”

Eu já cresci, pra ter medo
Do teu jogo feminino
Misterioso, assassino
Nas veredas desse enredo.
Na palma do meu segredo
Me perco, ao te encontrar
Mas, se for pra revelar
Eu revelarei baixinho:
“Me mate devagarinho
Que eu sei morrer devagar.”

Doce demais, sei que abusa
Mas, pra quê tanto azedume?!
Deixa desse teu ciúme
Sabes que és minha musa.
E hoje ninguém mais usa
Dessa história de agradar
A quem não deseja amar
Pelo menos um pouquinho
“Me mate devagarinho
Que eu sei morrer devagar.”

Esse sabor de distância
Que amarga na minha boca
Vem de uma vontade louca
Que provoca a minha ânsia.
Porque tu tens a fragrância
Das flores desse lugar
És como o sonho a voar
Nas asas de um passarinho
“Me mate devagarinho
Que eu sei morrer devagar.”

Meu coração como a lua
Sempre se expõe só metade
Porque metade é saudade
Oculta na face tua.
E a claridade insinua
O brilho do teu olhar
E o calor de regressar
De uma ave pro seu ninho
“Me mate devagarinho
Que eu sei morrer devagar.”

Não se avexe não, meu bem,
Que a vida segue o compasso
Sem ter que apetar o passo
O que é da gente já vem.
Pois, não se importa se alguém
Insiste em não navegar
Como o rio vai pro mar
Nós vamos no burburinho
“Me mate devagarinho
Que eu sei morrer devagar.”

Pedro Torres

Que...

Se quebrem as amarras que te prendem ao passado.
Cresçam as tuas asas e você possa voar.
Seja infinito enquanto dure, e te faça feliz.
Ame infinitamente enquanto houver infinito.
Cada fase da vida tenha sabor de vitória.
O futuro não seja mais "como era antigamente"
Não culpe os anos por alguns erros cometidos.
As lembranças se acumulem boas e duradouras
A tua saudade morra, assassinada de abraço.
A primavera floresça no jardim da tua vida.
Esse gosto de distância, adoce um beijo "de perto".
O vento sopre a favor do barco da tua vida.
Os caminhos se dividam, mas, jamais tua coragem.
A fé que move montanhas remova antigas feridas
Teu coração desista de deixar para amanhã.
O amanhã sempre seja muito melhor do que hoje.
O perdão pavimente a rua da tua mágoa.
A tua lágrima regue uma flor de esperança.
A porta do coração se escancare para o amor.
A razão seja o esteio dos melhores pensamentos.
E Jamais seja empecilho dos teus lindos sentimentos

É um pouco do que desejo a todos os amigos e amigas que me aturaram durante esse ano.

Um feliz 2014 pra vocês, "Valeu!"

Pedro Torres

Uma linda e florida primavera.

Como quem foi atingido
Por um trem desgovernado
Meu coração sente o baque
Da pancada do passado
Que a saudade é um maquinista
Doido, cego e embriagado.

Eu não tenho razões pra celebrar
A chegada do ano que está vindo
Como eu, quem saudade está sentindo
É provável que queira concordar.
Mas, a mágoa decerto vai passar
Porque o tempo não para, e essa fera
Que abocanha meus dias nessa era
Em que o amor se tornou obsoleto
Vai fazer desse ano em branco e preto
Uma linda e florida primavera.

Pedro Torres

Pior que achar que dá certo É ter certeza que não.

Eu não coleciono as rolhas
Dos vinhos que já provei
E os atalhos que peguei
Pra seguir minhas escolhas
Num livro de muitas folhas
Numa página de ilusão
Escrevi seu nome em vão
Por querer sempre estar perto
Pior que achar que dá certo
É ter certeza que não.

Quem quer se iludir se iluda
Eu já passei dessa fase
De amor que chega no 'quase'
Tenta mudar, e não muda.
Ninguém precisa de ajuda
Pra cair em ilusão
Basta cegar pra razão
Pra crer em futuro incerto
Pior que achar que dá certo
É ter certeza que não.

Pedro Torres