domingo, 9 de fevereiro de 2014

Sem saber que sentiria Fome até de bucho cheio!

Talvez o cheiro que empaca
Na narina e no juízo
Faça o verso de improviso
Sair com a rima fraca...
Que a saudade é como faca
Repartindo o pão no meio
Onde alguém num gesto feio
Quer sempre a maior fatia
Sem saber que sentiria
Fome até de bucho cheio!

Vivo repleto de nada
De vazio, de ilusões
Fazendo metamorfose
De algumas decepções
Ando à estrada sem seguro
Me iluminando no escuro
Ao largo, às vezes, do dia
Não sei ser bom nem ruim
E quando não caibo em mim
Me derramo em poesia.

Pedro Torres
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