domingo, 2 de fevereiro de 2014

"Amor Proibido..."

Quando alguém se revela em nossas vidas
E sabemos, no amor, sua importância
Não tem bala ou nenhuma substância
Pra empatar de as paixões serem sentidas.
Se as estradas do amor são divididas
E os casais sofrem com a divisão
Nos caminhos sem rumo da ilusão
Qualquer lágrima ultima-se, e cai
"Que paixão sem o "XÃO" o nome é PAI
Mas, o pai não empata essa paixão"

Compreendo, mas, sou um bom sujeito
Que o ciúme é maior de pai pra filha
Mas, seguimos, os dois, na mesma trilha
Nos atalhos do nosso amor perfeito.
Nos perdemos, por não ter o direito,
De falar com a voz do coração
E, mesmo mudos, na força da atração,
No silêncio da boca, o olhar atrai
"Que paixão sem o "XÃO" o nome é PAI
Mas, o pai não empata essa paixão"

Todo ímpar na vida tem seu par
E na soma perfeita somos pares
Nosso caso de amor foi pelos ares
Mas, no caso, não deu pra não se amar...
Decidimos, porém, nos afastar
Pra não dar asas pra imaginação
Mas, no curso do rio, a inspiração
Sempre inunda na face e o verso sai
"Que paixão sem o "XÃO" o nome é PAI
Mas, o pai não empata essa paixão"

Quantos são os casais só de aparência
Que não têm verdadeira afinidade?
Que na essência não têm felicidade
Por forçar entre si a convivência?
Quando o "Pai" da Divina Providência
Determina pra dois uma união
Faz um laço na ponta do cordão
Que somente Ele mesmo Deselai
"Que paixão sem o "XÃO" o nome é PAI
Mas, o pai não empata essa paixão"

A saudade pra nós é igual sentença
Que no apelo do amor ninguém cumpriu
Como dois foragidos, e quem abriu
Nossa cela de dor foi nossa crença.
Que apesar da aparente diferença
Nas questões de idade, e formação
Como o espelho reflete o sim e o não
Nossa imagem invertida nunca trai
"Que paixão sem o "XÃO" o nome é PAI
Mas, o pai não empata essa paixão"

Pedro Torres
Mote de Jeferson Silva
Comentários
0 Comentários

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Direito à Réplica Poética...