segunda-feira, 13 de janeiro de 2014

Pajeú

Ah, Pajeú! se acaso eu regressar
Não seria acaso porquê regressei
És o pedaço de chão que deixei
Antigamente, sem querer deixar.

Faz uma cara que me abandonei
Nessa odisséia para vir ao mar
Pois, não te assustes se eu puder salgar
As tuas águas com o que já chorei

Ouvi que a seca tem te castigado
Que o solo seco, pelo sol rachado
Não dá futuro para as tuas lavras

E mesmo havendo tanto sofrimento
Não mando um pingo de ressentimento
Nessa umidade de minhas palavras.

Pedro Torres
Comentários
0 Comentários

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Direito à Réplica Poética...