domingo, 5 de janeiro de 2014

E eu já sei que esse amor deve morrer Mas, não tenho mais forças pra matá-lo

Nunca quis provocar qualquer ciúme
Na verdade, eu nem reparei direito
No detalhe do riso mais perfeito
Nem no toque sutil do seu perfume.
E é provável que em breve eu me acostume
Que é recente tratá-la como "ex"
Mas, não culpe também se a insensatez
Tomar conta de um lindo sentimento
E por uma fraqueza de momento
Eu tocar nos seus lábios, outra vez.

Sinto um verso de amor fazendo efeito
No meu peito carente e angustiado
Com sintomas presentes de um passado
Que não passa, por mais que eu tenha feito.
Pode ser pelo abraço mais perfeito
Que até hoje provoca-me esse abalo
Gastei muita energia no intervalo
Excluindo a saudade, pra nem ver,
“E já sei que esse amor deve morrer
Mas, não tenho mais forças pra matá-lo”

Ao saber da impossibilidade
Desse amor ir adiante eu me demoro
Refletindo os porquês, e às vezes choro
Nuvens rasas de ausência, e de saudade.
Sinto, da opaquecida realidade,
Como um vazio em minh'alma, e me calo
Que no reino em teu peito, sou vassalo
Que abdica do trono sem querer
"E já sei que esse amor deve morrer
Mas, não tenho mais forças pra matá-lo"

Pedro Torres
Mote de Adriana Sousa


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