sexta-feira, 17 de janeiro de 2014

Delírio

Falei pra Deus ...confessei-Lhe tudo!
Feito silêncio, compreendi que nada
Era mais alto do que a voz calada
Desse meu peito que gritava mudo!

Passa esse tempo ...tão veloz e rudo
Chego ao destino da minha alvorada
Cubro de fé meu peito, e sobretudo
Planto sementes pra estação florada...

Visto um sorriso diante do espelho
Pro meu olhar, de chorar vermelho,
Disfarçar dores como algum colírio...

Com alma aflita parto, incontinenti,
Certo que a vida se fará presente
Quando acodar-me desse meu delírio!

Pedro Torres
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