domingo, 26 de janeiro de 2014

Cinco (madrigais)

O tempo atravessa
Ruínas passadas
De muitas estradas
Por onde passamos
Calado esse sonho
Em mim se agiganta
E o nó da garganta
Jamais desatamos.

Os olhos já secos
De tanto chorar
E a boca sem par
Que ainda umedece...
E apesar de tudo,
De todas as dores,
Há certos sabores
Que a gente não esquece

Se as minhas virtudes
Não são como as tuas
No encontro das luas
No amor, se repara...
Que o beijo da lágrima,
Se enrosca na elipse
Do abraço no eclipse
Da noite mais rara.

Nos muitos caminhos
De sonhos e metas
Há longínquas retas
Que já se aproximam
Registro o momento
Nos meus alfarrábios
No encontro de lábios
De bocas que rimam.

Da triste partida
Ficou só saudade
Mas, na realidade
Nós nunca partimos
Na música nossa
Tem restos de planos
Que mesmo após anos...
Serão nossos hinos.

Por tudo lhe devo:
Pelo meu eu lírico
E esse universo onírico
Em meu versejar...
Se alguém te ferir
Te lembra do amigo
E conta comigo
Pro que precisar.

Prossigo sozinho
Sem mais esperanças
E as nossas lembranças
Carrego no peito
Ficam cicatrizes
Das idas e vindas
Das histórias lindas
De amor sem defeito.

Continua...

Pedro Torres
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