segunda-feira, 30 de dezembro de 2013

E saudade é um maquinista Doido, cego e embriagado.

Eu agradeço sorrindo
A deus por eu ser feliz
Porque pedi, e ele quis
Me dar viver o amor lindo.
Meu coração está sentindo
A inspiração mais bela
Que o vento pela janela
Bate em meu peito e resfria
De um jeito que acaricia
E lembra o carinho dela.

Quando a gente se apaixona
Os dias mudam de cor
Porque se pinta de amor
O coração que tem dona.
Mas, depois que se abandona
As luzes do bem querer
Vê-se a vida escurecer
Na pintura que ela faz
"A dor de esquecer dói mais
Que a dor de lembrar sem ver."

Quando um amor se esfarela,
Quem sente, sofre um bocado.
Que o caso embora encerrado
Saudade deixa sequela.
Essa vida é muito bela
Pra quem aprende a viver
E consegue se esquecer
Sem jamais olhar pra trás
"a dor de esquecer dói mais
Que a dor de lembrar sem ver."

Quem sente saudade tem
Motivo pra ser feliz
Porque saudade é raiz
Da flor do querer-se bem.
Mas, acontece também
Da gente ter que esquecer
Sem poder, no amor, viver
Tudo que nos dava a paz
"a dor de esquecer dói mais
Que a dor de lembrar sem ver."

Pode chover canivete
Faltar caminho no mundo
Primeiro virar segundo
Se desligar a internet.
Nâo relançar o "chevet"
Só pra eu não ir neste dia
No reino da cantoria
Pro trono que abdiquei
"E eu vou pra festa de rei
Me coroar de poesia."

Pedro Torres
Mote de Antônio Marinho.

À lá Zé Limeira.

Passa a brisa soprando na janela
Passa o dia, as horas, mês e ano
Passa a mágoa que trouxe o desengano
Mas, não passa essa falta doida dela.
Passa a noite estrelada, fria e bela
Na lembrança o calor se desaquece
E a saudade gelada nunca aquece
Mas, não deixa um amor virar fumaça
"passa tudo na vida, tudo passa
Mas, nem tudo que passa a gente esquece."

Pedro Torres

Crime de Amor

Isso sim, é música sertaneja caipira. O resto é "Luan Santana", insisto!

Desde os lindos tempos que eram estudantes.
Osvaldo e Clarisse se amavam demais.
Igual duas aves que não conheciam.
Da vida enganosa seus golpes fatais.

Um dia Osvaldo formou-se pra médico.
E ela formou-se um ano depois.
Casaram-se e foram em longa viagem.
De lua-de-mel bem felizes os dois.

Clarisse na viagem ao marido pediu.
Se um dia uma dor a fizesse sofrer.
Melhor que a matasse pois desejaria.
Mil vezes a morte do que padecer.

Passaram-se os anos e um dia Clarisse.
Doença incurável pegou pra morrer.
O doutor lembrou do pedido da esposa.
Que nunca no mundo a deixasse sofrer.

E uma injeção de terrível veneno.
No braço da esposa aplicou a chorar.
Enquanto injetava o veneno dizia.
Agora meu bem você vai descansar.

E olhando no rosto da esposa foi vendo.
Seus olhos parando a cobrir-se de um véu.
Qual duas estrelas perdendo seu brilho.
Cobrindo-se aos poucos com as nuvens do céu.

Ele enlouqueceu vendo o corpo gelando.
Daquela que amava com tanto fervor.
Matou pra atender o pedido da esposa.
Roubando-lhe a vida pra livrar da dor.

E assim encontraram Clarisse sem vida.
E Osvaldo beijando seus lábios sem cor.
Sorrindo e chorando, gritando que viessem.
Ver quanto foi lindo seu crime de amor.

Zé Fortuna & Pitangueira
http://www.youtube.com/watch?v=OUVf7XUlf84

domingo, 29 de dezembro de 2013

É bem menor a saudade

Dizem que um grande amor
É também uma amizade
Grande que se incendeia
Sem nenhuma vaidade
Eu não sei se isto está certo
Mas, sei que ficando perto
É bem menor a saudade

Pode ser felicidade
O que me seria estranho
Mas, quando o coração bate
Infelizmente, eu apanho
E o jardim tem muitas flores
Pra apenas lamentar dores
De um grande amor, sem tamanho

Como um quebra-cabeças de saudade
Cada peça do jogo quando encaixa
Sempre deixa com a autoestima baixa
Mas, não dura por toda a eternidade...
Eu não posso forçar "maturidade"
Pra ficar sem ter céu e sem ter chão
E não quero esperar por ilusão
Que tem vezes que a gente se demora
Mas, se for pra partir que parta agora
E devolva ao sair, meu coração!

Foi-se um pedaço de mim
Com esse amor que partiu
Meu coração que sorriu
Pra depois chorar, no fim.
Já tentei com outro "sim"
Curar a dor que ficou
Dessa ave que voou
Sem dar adeus, foi-se embora
"E o meu peito ainda chora
Com a saudade que restou."

Desejo que pro sertão
Venha a chuva benfazeja
Irrigar a plantação
Dos sonhos de quem deseja
Que o inverno traga bonança
Forte ou fraco, mas que seja.

Por volta da meia noite
Se calam os telefones
O vento assobia a dúvida
Em agourentos ciclones
E a rasga mortalha voa
Impondo medo aos insones

Pedro.Torres

Andarilho

Pelo mundo a vagar, sem rumo certo
Utilizo as estrelas como guias,
Que me servem também de companhias
Quando às vezes do céu... Estou bem perto.

Vez por outra me encontro num deserto
De areias repletas de agonias
E então busco um lugar de calmarias,
Onde eu possa viver de peito aberto.

Ando fora de hora sem cessar
Sem saber um lugar onde chegar,
Nem sequer tenho ponto de partida;

Vivo a esmo... Seguindo cada trilho,
Sem notar me tornei um andarilho
Nos caminhos incertos dessa vida.

Lucélia Santos

sexta-feira, 27 de dezembro de 2013

o inimigo nunca trai

Com amigo que lhe indaga
Por você, se está em casa
Só para arrastar a asa
Pras bandas da sua plaga.
Ou lhe ferir com a adaga
Da mentira quando sai
Até o dia em que cai
A máscara da falsidade
Eu prefiro a inimizade
"Que o inimigo nunca trai!"

2013 está indo
Pro ano que vem surgindo
Ser maravilhoso e lindo
E valer nosso suor
Mas, para não ser só mera
Ilusão de primavera
2014 espera
Que a gente seja melhor!

Eu tive pressa pra chegar depois
Depois chegou e eu perdi a pressa
Que a gente termina e tudo começa
A fazer de tudo pra juntar nós dois.

Pedro.

quinta-feira, 26 de dezembro de 2013

Chorar e sorrir

Sem ver motivos pra infelicidade
Eu, mesmo triste, sempre hei de sorrir
Se foi sorrindo que encontrei Saudade
Não é chorando que a verei partir

Quem teme a vida perde a liberdade
E o tempo passa sem você sentir
Se nada dura toda a eternidade
O riso e o pranto hão de se extinguir

Eu choro e rio quando me convém
E prezo muito por alguém que tem
A habilidade de viver sorrindo...

E na mistura de alegria e pranto
Seus olhos secos se umedecem tanto
Que molha a face de um sorriso lindo.

Pedro Torres

domingo, 22 de dezembro de 2013

Tempo de frio

É quando começa a chover no sertão
Que a força do inverno transforma o momento
Deixando mais fértil todo o sentimento
Chovendo esperança no meu coração.

Nas notas solenes da antiga canção
Irriga-se as flores do meu pensamento
Resfria-me o corpo na força do vento
Esquentando as vias da minha ilusão.

Até mais parece que o tempo de frio
Faz dois corações entrarem no cio
No acasalamento que toca no peito

E a saudade morre de tanto cansaço
Que a gente se aquece no calor do abraço
Sem deixar espaço, no encaixe perfeito

Pedro Torres

sábado, 21 de dezembro de 2013

Que eu não posso querer dar meu amor Se nem mesmo o perdão você me deu.

Sinto falta de tudo de você
De dizer que gostei do seu cabelo
Que esse corte combina com teu jeito
De fazer-te em segredo o meu apelo
De ganhar pelo menos o olhar antigo
E sonhar teu abraço, em novamente tê-lo.

Você faltou lá na festa
Mas, não na minha ilusão
Que as vezes quem se acostuma
Na vida, a ouvir "não"
Nem sempre dá muito ouvidos
Pra voz que vem da razão.

Cometi muitos erros, e admito
Que não sou dos que fogem da verdade
Não ficou muita coisa, só saudade
De um amor tão sincero, e tão bonito.
Cada verso por mim foi manuscrito
Pela tinta do amor, que não venceu
Você foi o maior dos sonhos que eu
Já vivi, mas, também a maior dor
Que eu não posso querer dar meu amor
Se nem mesmo o perdão você me deu.

Pedro Torres

sexta-feira, 20 de dezembro de 2013

Segue em paz, o rei Reginaldo Rossi.

O nordeste, o brasil, senão o mundo
Perdeu hoje um gigante 'astro rei'
Como fã eu jamais esquecerei
Do poeta do brega mais profundo.
Coração de poeta é vagabundo
Quando dele um amor vem tomar posse
Se você conheceu talvez endosse
Porque amor tem do quente, frio e morno
Que partiu dessa vida mais um corno
Segue em paz, o rei Reginaldo Rossi.

Pedro Torres

quinta-feira, 19 de dezembro de 2013

Catorze

Por mais de três anos e muitos penares
No solo rachado da seca inclemente
Vem vindo um inverno molhar novamente
O chão do sertão, caindo dos ares

Já tendo passado por tantos lugares
Vê-se o sertanejo quebrar a patente
Plantando a esperança da antiga semente
Pra colher bonança no quintal dos lares

Dois mil e catorze promete fartura
Que há cada 10 anos a chuva que cura
Retorna ao sertão pro fim da estiagem

Depois desse inverno, vem seca de novo
Torrar quase tudo, mas nunca esse povo
Guerreiro, valente, de muita coragem!

Pedro Torres

O sal que salga a saudade É o mesmo que adoça o mar.

Meu coração passarinho
Caiu na tua arapuca
Nas grades do teu sorriso
Preso na paixão maluca
E agora chora o coitado
Quando a saudade cutuca

Como essa chuva caindo
No sertão seco e sofrido
Meu peito triste e ferido
Chora a dor de um amor findo.
Quando um sentimento lindo
Insiste em nos rodear
Deixa a tristeza sem par
Com ímpar disparidade
"O sal que salga a saudade
É o mesmo que adoça o mar."

Há três janeiros atrás
Nosso balaio nascia
E agora em três de janeiro
Quando ele aniversaria
Nós vamos juntar três anos
Num dia de poesia.

Da saudade que chega "de mansinho"
Felizmente, eu conheço os seus sintomas
Vez por outra magoa os hematomas
E me faz implorar por seu carinho.
Mas, um riso forçado é tão mesquinho
Pra lembrança que toca no juízo
Que até tento fingir que não preciso
Simulando um sorriso enquanto ardo
"Não deixei de sofrer, apenas guardo
A tristeza por trás do meu sorriso."

Mesmo me causando dor
Eu devo lhe agradecer
Por esta oportunidade
Que tive, pra não mais crer,
Em coração que não sabe
Mais nada além de bater!

Pedro Torres

segunda-feira, 9 de dezembro de 2013

Idas e Vindas (Paráfrase)

Dei-te, amor, os teus sonhos mais bonitos
Sob um leito de plumas e carinhos
Nos amamos quer ver dois passarinhos
Numa nuvem vestida de infinitos.

Hoje, dois corações vivendo aflitos
Vão tentando encontrar-se em outros ninhos
Se perdendo nas curvas dos caminhos
Abafando em silêncios, nossos gritos.

Dos enredos que findam sem motivos
Em plurais de pronomes possessivos
Nossos ímpares formam ...como pares.

De saudades minh'alma agora chora
Porque sabe que a dor só vai embora
Se algum dia, vencida, ...tu voltares!

Pedro Torres

domingo, 8 de dezembro de 2013

Todo não vira um sim No coração de quem ama.

Saudade é uma coisa à toa
Quando a gente ama a pessoa
Parece que o tempo voa
Nas asas de quem reclama
Geralmente, não tem fim
É muito melhor que ruim
E todo não vira um sim
No coração de quem ama.

O silêncio vira incômodo
Nas vezes que alguém se exalta
E a dor calada na boca
Na saudade tem voz alta
Que orgulho não vale nada
Quando a gente sente falta.

É difícil Lenelson errar no tom
Pra falar a verdade, eu nunca vi
Improvisa veloz qual colibri
Bate as asas no vento e solta o som.
Seu versejo preciso, tem o dom
Sai ao doce perfume de jasmim
E um poeta perfeito e bom assim
Tá no top dos tops sendo um pró
"Quando o vate é Lenelson Piancó
Não tem verso no mundo pra ser ruim."

Mote de Lucas Rafael referindo-se ao poeta Lenelson Piancó

O amor nasceu prematuro,
Parido pela ilusão,
De um romance casual,
Fecundo no coração,
“E a saudade foi gerada,
No ventre da solidão.”

Pedro Torres


sexta-feira, 6 de dezembro de 2013

Se...

Se esse pranto meu secasse
Se meu peito te esquecesse
Se esse dia escuresesse
E a saudade não voltasse...

Se a distância não ficasse
Entre dois e me aquecesse
Se essa ausência não doesse
E eu nunca mais chorasse...

Se minh'alma não partisse
Cada vez que ela te visse
Sem sequer poder tocar-te

Se essa dor chegasse ao fim
Eu seria mais de mim
Se eu tivesse a outra parte.

Pedro Torres

quinta-feira, 5 de dezembro de 2013

"Todo sopro que apaga uma chama, Reacende o que for para ficar."

Pode a mão do destino escrever torto
Que se for pra ser seu tudo dá certo
Que até mesmo a distância fica perto
Quando o amor segue rumo a um mesmo porto...
Onde o fogo do amor, se faz de morto,
Basta a brisa da falta lhe soprar
Pro calor da saudade se abrasar
Na faísca do olhar de quem se ama
"Todo sopro que apaga uma chama,
Reacende o que for para ficar."

Pedro Torres
Mote: O Teatro Mágico

terça-feira, 3 de dezembro de 2013

Terceiro soneto

Nosso amor inda hoje nos dá frutos
Na lembrança que o tempo nunca apaga
Que a distância ferindo, feito adaga,
Corta o brilho do olhar de dois matutos.

Sem deixar nossos olhos ser enxutos
Outros erros, por cima dessa chaga,
Faz o orgulho covarde encontrar vaga
Pra furtar de nós dois alguns minutos

E os minutos perdidos são tristonhos
Que a saudade não morre ...e os nossos sonhos
Nos olhares perdidos, vagam esmos.

Mesmo assim, suportando estes espinhos
Dividimos, os dois, nossos caminhos
Procurando no mundo por nós mesmos!

Pedro Torres


domingo, 1 de dezembro de 2013

Tem coisas que dou valor Mas, outras não valem nada

Gislândio, um Poeta amigo meu de Brejinho tá interessado numa dona comprometida e não diz quem é. E pra defender o "meu lado" eu fiz.

Tem coisas que dou valor
Mas, outras não valem nada
E hoje estou sem namorada
Mas, já "tive" um grande amor.
Se o meu reino hoje é de dor
Eu perdi minha rainha
E se ela estiver sozinha
Dependendo de quem seja
Eu lhe entrego de bandeja
Embora não seja minha.

Pedro Torres