sábado, 30 de novembro de 2013

Ausência

Posso bem nunca mais lhe procurar
E viver sem você ...perfeitamente!
Na saudade, ficar indiferente,
Esquecer de esquecer, ou de lembrar...

Tanto faz, se eu tiver que me afastar
Não viver nosso amor, completamente,
Mas, negar tudo que meu peito sente
Pra mim mesmo, é difícil de negar.

Pode ser que distante dos teus braços
Eu me esqueça de vez dos teus abraços
No apagar-se da luz dos meus sentidos

Posso até repetir o mesmo "NÃO"
Mas, não posso calar meu coração
Que as paredes da alma têm ouvidos!

Pedro Torres

quinta-feira, 28 de novembro de 2013

Porque a mente somente faz barulho Quando a boca se cala com saudade.

"Então vamos falar das tais razões
Que você tanto alega possuí-las?"
Tenho a minha consciência entre as tranquilas
Mas, não fujo de boas discussões...
De alguns erros tirei muitas lições
E sou fã de quem tem sinceridade
Se você não quer ver minha verdade
Abra os olhos pra ver seu próprio orgulho
Porque a mente de alguém só faz barulho
Quando a boca se cala com saudade.

Lado a lado é possível descobrir
De nós dois quem ainda tem amor
Que a saudade se faz lápis de cor
Pra no encontro de olhares colorir.
Pois, no brilho que tem no refletir
Da pupila de dois apaixonados
Na aquarela dos olhos traz, pintados,
Mil segredos contidos num soneto
E os mistérios de um caso em branco e preto
Pelas cores nos beijos revelados.

Pedro Torres

Nessa seca de carinho
Negando meu sentimento
Vejo, varridas no vento,
As folhas do meu caminho.
Quem me feriu como espinho
Já foi flor do bem querer
Que eu tentei me esquecer
Sem conseguir, na verdade
"Meu riacho de saudade
Nunca parou de correr..."

Na barragem do meu peito
Não guardo mais ilusões
Que é inútil ter mil razões
Se o que passou, tá sem jeito...
Nessa seca no meu leito
Vejo a lembrança chover
Mas, busco me proteger
Pra não molhar na vontade
"Meu riacho de saudade
Nunca parou de correr..."

Pedro Torres
Mote de Pedro Tunú

sábado, 23 de novembro de 2013

Psiu!

Hoje o mundo lhe cobra explicações
Pelos erros que o tempo não curou
Pelas folhas que o vento não levou
Após muitas mudanças de estações.

Sempre arde em meu peito os arranhões
Que a ferida "inda" não cicatrizou
E esse corte que a vida não fechou
Faz silêncio dos nossos corações...

Na minh'alma cansaço mais não cabe
Mas, meu peito parece até que sabe
Que você do meu mundo está saindo...

Se a lembrança da gente desconforta
Ao sair, por favor, não bata a porta
Porque a minha saudade está dormindo.

Pedro Torres

Seus lábios cor de cereja Seu sorriso de marfim

Seus lábios cor de cereja
Seu sorriso de marfim
Seu perfume inebriante
E sua pele de cetim
É um pouco das muitas coisas
De você que eu quero em mim.

Passarinho aprisionado
Padece uma triste cena:
Por crueldade do dono
Tem asa, mas, não tem pena
Tenta voar, não consegue
E a queda não é pequena.

Pedro Torres

Quem quer muito termina sem ter nada E você não me quis, nem me tem mais.

Pela soma dos erros, duplamente
Eu errei, por querer e ao desistir:
Por chegar e assistir você partir
E partir sem querer seguir em frente.
Hoje vejo esse quadro diferente:
Pouco a pouco eu recobro a minha paz
Caminhando, sem mais olhar pra trás,
Onde a jura de amor ficou plantada
"Quem quer muito termina sem ter nada
E você não me quis, nem me tem mais."

Pedro Torres
Mote de Lucas Rafael

terça-feira, 19 de novembro de 2013

Cometi tantos erros no passado Que eu nem sei o que eu fiz para perdê-la.

Cem sonetos de amor eu lhe faria
Pra somar aos inúmeros que fiz
Se eu pudesse negar que fui feliz
Um segundo sequer, de "poesia".
Nosso amor ficou na fotografia
Pra tornar mais difícil eu esquecê-la
Como quem sente falta de uma estrela
Numa noite com o céu todo estrelado
"Cometi tantos erros no passado
Que eu nem sei o que eu fiz para perdê-la."

Por enquanto inda dói no coração
Mas, com o tempo isso passa e eu me levanto
E com o lenço que eu enxugar meu pranto
Faço a minha bandeira de ilusão.
Não foi culpa da sua indecisão
Se alguém houve indeciso, isso fui eu
Que insisti em lhe dar o amor meu
E o valor que você não merecia
Sem notar que o teu peito me esquecia
Até o dia em que o meu te esqueceu.

Pedro Torres

segunda-feira, 18 de novembro de 2013

Dos Conselhos

Há quem tente apagar as negruras da própria alma com o borrão das ideias caducas. Antes de julgar o olho do jovem, tira a trave do teu olho obsoleto, pois, quem cega pra realidade bate de cabeça no muro que lhe afasta dos seus sonhos e isto é, apenas, para os que ainda sonham.

Quem não sonha já morreu e não se deu conta da podridão dos desenganos acumulados. Antes, é necessário que se estenda a alma num varal pra deixar o sol quarar os erros e pecados nodoados nela.

Quanto aos conselhos, não os dê. São inutilidades plenas. Os conselhos que você não seguiu e em seguida lhe conduziram ao erro não se tornam corretos por isso. Nem os que você seguiu e deram errado também não se inutilizam. O seu proceder é que determinou os frutos de sua árvore da vida.

Se há frutos podres, enterre-os na raiz e poderão servir de adubo para um pouco mais de tempo tentando cultivar boas coisas e, quem sabe, tentar colher alguma fruta madura. O que deve acontecer conforme a vontade de Deus irá acontecer. Quer você queira ou não queira!

E, ainda quanto aos conselhos, tanto os bons (que funcionaram) como os maus (que fracassaram) são inúteis se não forem aplicados a sua própria história. Cada um tem uma palavra a seguir dentro do coração. Dar conselhos é querer ser essa Palavra no íntimo de outra pessoa, o que é no mínimo uma contradição pra quem não sabe ouvir sequer o silêncio da ensurdecedora resposta do tempo.

Acumular bens materiais, sem o propósito ou o uso que agrada ao espírito é das maiores burrices de todo o universo. Pois, Tudo. Absolutamente tudo, perece. Nada, absolutamente nada, permanece. Independente do que você crê ou não ter ouvido de Deus sobre o estabelecido. Sua vontade será só lembranças e, na porta estreita da última morada só dá pra passar a alma, uma por vez, e nada mais. Todo o resto vira estrume. Insisto: quer você queira ou não queira!

Cada cabeça é um mundo e no meu, mando eu!

Pedro Torres

domingo, 17 de novembro de 2013

Coração sem amor é como um rio Sem ter água no leito pra correr.

Admito não ter mais intenções
De remar ao sabor da correnteza
Sem cair nem um pingo de certeza
No afluente dos nossos corações.
Talvez seja um desejo, onde as razões
Sempre encalham no leito do prazer
Como barcos remando, mas sem ter
Condições de vencer o desafio
"Coração sem amor é como um rio
Sem ter água no leito pra correr."

Pedro Torres
Mote de Mariana Teles

quarta-feira, 13 de novembro de 2013

Meu coração se assemelha A uma peneira furada

Meu coração se assemelha
A uma peneira furada
Tentando transpor saudades
De uma história esfarelada
Depois de mil tentativas
Sem conseguir levar nada.

Meu coração tem motivo
De sentir-se amordaçado
Que ao invés de falar, se cala
Prevendo estar enganado
Porque tem boca que jura
O que não foi perguntado.

Quero a alegria de um sorriso lindo
E a graça inteira de outro dia findo
Junto de ti, na luz do bem querer
Quero esse abraço teu sincero e franco
Curtir preguiças de um domingo branco
Matar saudade e no teu amor: viver!

Pedro Torres

Na cumplicidade dos nossos anseios Desdobra-se o manto da felicidade

Na cumplicidade dos nossos anseios
Desdobra-se o manto da felicidade
E o brilho cadente, da estrela saudade
Colore o infinito do amor sem receios.
No acaso do abraço não penso em por freios
Nem tempo limite depois de abraçar
Que é muito difícil da gente soltar
Do amor que reflete toda a plenitude
No espelho da alma sagrando virtude
Com a força das águas que correm pro mar.

Pedro Torres

terça-feira, 12 de novembro de 2013

E uma lágrima de amor tempera o beijo De quem vive no insosso da saudade

À essa altura do nosso campeonato
Era tarde demais, o que eu suponho
Que o silêncio não fala, e o nosso sonho
Fica mudo na ausência, em cada ato.
"retirei da carteira o seu retrato"
Pra não ter que chorar felicidade
Que a distância não mata uma vontade
Acendida no fogo do desejo
"E uma lágrima de amor tempera o beijo
De quem vive no insosso da saudade."

Pedro Torres

domingo, 10 de novembro de 2013

Eu não tenho ciúmes de você

Eu não tenho ciúmes de você
E não sei se isso é bom, ou é ruim
Pois, você, que já faz parte de mim,
Não diz se sim, se não, e nem porquê.
"como as flores bonitas de um buquê
Que se oferta escondendo a raiz morta"
Uma jura insincera desconforta
E pra dor nós não vamos dar motivos?
Mas, existe, e eu assumo, sonhos vivos
Sepultados por trás da mesma porta.

Nosso amor inda hoje nos dá frutos
Na lembrança que o tempo nunca apaga
Que a distância ferindo, feito adaga,
Corta o brilho do olhar de dois matutos.
Sem deixar nossos olhos ser enxutos
Cada chance perdida os faz tristonhos
Que a saudade não morre, e os nossos sonhos
Nos olhares perdidos, vagam esmos...
Mesmo assim, suportando estes espinhos
Dividimos, os dois, nossos caminhos
Procurando no mundo por nós mesmos!

Pedro Torres

sábado, 9 de novembro de 2013

Quero muito dizer que não te quero Mas, não posso calar meu coração.

Nessa forma de amar-te, exagerada
Que você faz de mim o que bem quer
Com seus truques malvados de mulher.
Fez a flor do querer ser machucada.
Como a rosa que foi despetalada
Pelo vento veloz de um furação
Implorei pro juízo dizer não
Mas, não pude evitar, pra ser sincero,
"Quero muito dizer que não te quero
Mas, não posso calar meu coração."

Pedro Torres
Mote de Dayane Rocha

Feridas

Trago no peito velhas cicatrizes
De amores lindos, de sonhos perdidos
De estradas breves, de dias compridos
E a chaga aberta de dias felizes;

Tenho, entretanto, ainda um coração
Batendo firme, e cada vez mais forte
Que se sutura acaso um novo corte
Venha a feri-lo por ingratidão;

Marcas profundas, rasos juramentos
Que, como as folhas, lançam-se nos ventos
E jamais voltam depois de partidas...

Minhas feridas sempre se renovam
Mas, cicatrizes no meu peito provam
Que ninguém morre por ferir feridas.

Pedro Torres

sexta-feira, 8 de novembro de 2013

Meu silêncio fala mudo Tudo que não sei calar

Meu silêncio fala mudo
Tudo que não sei calar:
As dores que já não conto
Mágoa que não quer passar
Saudade que fere e arde
Peito que não sabe amar.

Pedro Torres

Desviei de você, recentemente Pra não dar mais motivos pra ilusão

Desviei de você, recentemente
Pra não dar mais motivos pra ilusão
E mudei no caminho, a direção
Mas, não pude ficar, indiferente...
Vi você enfeitando, lindamente
Um vestido estampado, tão perfeito
Que na estampa eu nem reparei direito
E o vestido era lindo, mas duvido
Que outro alguém que vestisse esse vestido
Me causasse no peito o mesmo efeito.

Pedro Torres

quinta-feira, 7 de novembro de 2013

Mamãe morou nesta casa Cara, rica, grande e bela

Mamãe morou nesta casa
Cara, rica, grande e bela
Hoje somente a saudade
Enfeita os cômodos dela.

Pedro Torres

Não tive amores, sonhei-os Mas, possuí-los, não pude.

Nossos beijos não sentiram
O calor dos nossos lábios
Acomodando os ressábios
Dos dias que se seguiram.
Vis espinhos me feriram
E esse amor que inda me ilude
Só tive na plenitude
Da solidão dos anseios
"Não tive amores, sonhei-os
Mas, possuí-los, não pude."

Pedro Torres
Mote de Raimundo Asfora


Seu triunfo é passageiro Sua glória, muito breve

Seu triunfo é passageiro
Sua glória, muito breve
Não há razão pra arrogância
Que a vida é um floco de neve
Que o tempo derrete tudo
E a gente paga o que deve!

Quando as viçosas flores
De um querer que não se quis
São regadas com vaidades
E adoecem na raiz
Não tem adubo no mundo
Que faça você feliz!

Pedro Torres

quarta-feira, 6 de novembro de 2013

"Ave Adorada!"

Ave Adorada faz tempo que choro
Na sombra morta do teu coração
Trinando arpejos da tua canção
Nos sustenidos do meu "Dó" sonoro.

Ave Adorada, 'Lá' do meu sertão,
Faz uma cara que muito te adoro,
Mas, teus gorjeios eu nunca decoro
Preciso ouvi-los sempre à exaustão.

Amor não vinga com querer relapso
E antes que chegue no nosso colapso
Vamos por fogo em novas tentativas...

No bem sincero do querer que invade
Sinto meu peito ardendo de saudade
Na chama acesa das vontades vivas!

Pedro Torres

terça-feira, 5 de novembro de 2013

Sinto o gosto do beijo prometido Na essência da jura mentirosa.

Tua boca promete, mas, não faz
Como fazem os lábios dos que agem
Talvez falte a você minha coragem
E tua língua não molha a minha mais...
Lá na frente eu não quero olhar pra trás
Sem lembrar da saliva saborosa
Do teu beijo molhado, como a rosa
Dum jardim de ilusão que vi florido
"Sinto o gosto do beijo prometido
Na essência da jura mentirosa."

Pedro Torres
Mote de: Lucas Patriota


Pode ser minha cota de ironia

Pode ser minha cota de ironia
Mas, não vou lhe dizer: "eu lhe avisei!"
Porque justo a mulher que mais amei
Sente agora, na pele, o que eu sentia.
Do meu pranto, na dor, você sorria
Mergulhando mais fundo na ilusão
Sem saber quanto dói ouvir um não
E ir dormir debruçado sobre o orgulho
Se assustando até mesmo com o barulho
Da pancada do próprio coração.

Pedro Torres

Das águas ribeiras que correm pro mar.

Não prende teu riso, na dor da saudade,
Não deixa "esse rio" secar, por favor...
Não deixa essa mágoa, na chaga do amor,
Ferir teu sorriso de felicidade...
Liberta teu canto, com toda vontade,
Que a força do peito puder liberar
Tu jamais precisas teu rosto pintar
Pois, deste hemisfério és toda beleza
E teu riso é lindo, como a correnteza,
Das águas ribeiras que correm pro mar.

Pedro Torres

Saudade é um passarinho Que da gaiola se solta

Saudade é um passarinho
Que da gaiola se solta
Quando abandona seu ninho
Às vezes, causa revolta
Mas, nunca esquece o caminho
Que vai lhe trazer de volta!

Deus forjou nossa aliança
De um jeito muito bem feito.
Nos deu amor na medida
Em um tempo insatisfeito
Pra gente dar mais valor
Àquilo dentro do peito.

Pedro Torres.