quarta-feira, 30 de outubro de 2013

Se o seu beijo tem gosto de saudade Imagina o que tem depois do beijo

Se outro encontro ocorrer, inevitável
Você pode escolher ficar bem longe
Que eu talvez não reaja igual a um monge
Perto do seu perfume, incomparável...
E além disso, um olhar indecifrável
Pode ser que eu confunda no que eu vejo
E os teus olhos ardentes de desejo
Sejam só um "tiquinho" de vontade
"Se o seu beijo tem gosto de saudade
Imagina o que tem depois do beijo?!"

Pedro Torres
Mote de Zé Adalberto

terça-feira, 29 de outubro de 2013

Pois, procura, não acha, e apenas vai Receber, simplesmente, o que queria.

O problema maior do ciumento
É viver procurando o que já tem
Como o cão faz com o rabo, mas, ninguém
Vai negar ter vivido o sentimento.
Que ciúme é igual lente de aumento
Aumentando o que antes já existia
Quem do amor que recebe, desconfia
Sofre a mesma sentença de quem trai
Pois, procura, não acha, e apenas vai
Descobrir, tudo aquilo, o que queria.

Pedro Torres

segunda-feira, 28 de outubro de 2013

Sangrando

Se a vida soubesse o quanto eu carrego
Deslizes de um tempo reduzido a pó
Traria de volta aquilo que eu nego
Pra qu’eu na saudade não me sinta só

Ferido, esse orgulho que habita meu ego,
Me causa mais dores, sem nunca ter dó
Se a corda da vida não desse nó cego
Talvez desatasse em meu peito esse nó.

Em vão a distância me cerca no centro
Talvez fira tanto meu peito por dentro
Que a gente protege sem saber porquê

Sou tua metade que espera com calma
Sentindo esse corte profundo na alma
Sangrando o vazio de não ter você!

Mariana Véras & Pedro Torres

"Roda Gigante"

Na roda viva da vida
Desencontros são normais
São fatores naturais
Da vida que foi vivida.

Guardo forças na descida
Descanso a dor dos meus ais
Sem jamais olhar pra trás
Pra não cansar na subida.

Nas voltas que o mundo dá
Talvez, um dia eu aprenda
A viver sem teu perfume...

Talvez, até me acostume
Ou, talvez, você se renda
Nas voltas que mundo dá...

Pedro Torres

sábado, 26 de outubro de 2013

Cada dia, dos dias que partiste; Tem um pouco do amor que tu deixaste!

Cada verso de amor que tu fizeste;
Cada passo no chão que percorreste;
Cada marca no peito que esqueceste;
Tem um pouco do sonho que me veste.
Cada traço de cheiro que me deste;
Cada frase de dor que retiraste;
Cada abraço sincero que abraçaste;
Cada riso no rosto que sorriste;
Cada dia, dos dias que partiste;
Tem um pouco do amor que tu deixaste!

Pedro Torres

sexta-feira, 25 de outubro de 2013

Talvez o silêncio fale Mais alto que a própria voz

Talvez o silêncio fale
Mais alto que a própria voz
Nas vezes que nos sentimos
Cansados, tristes e sós
Sabendo que o que calamos
É muito maior que nós.

Pedro Torres

quinta-feira, 24 de outubro de 2013

Momento

Recebi a visita da inspiração e o jeito foi escrever no celular mesmo e decidi publicar, mesmo sem revisão.

Momento

Sinto a saudade me comendo vivo
E alguns segredos sendo revelados
Na chama ardente dos apaixonados
Queimando tudo sem deixar motivo

Aprisionando um sonho fugitivo
Pelos pecados sendo libertados
Dois corações, pulsando acelerados,
Batem num ritmo quase explosivo.

Sonhamos muito com este momento
E agora estamos juntos, finalmente,
Vivendo o sonho pela liberdade!

Se nossas bocas calam sentimento
Nosso silêncio vive, eternamente,
Falando tudo que causou Saudade.

Pedro Torres.

quarta-feira, 23 de outubro de 2013

Minha poesia sofre Na ausência de inspiração

Minha poesia sofre
Na ausência de inspiração
Mas, esta semana eu torno
A voltar no meu sertão
Pra me abastecer de novo
Das coisas do coração.

Pedro Torres

Seu orgulho tem dado prejuízo Muito mais a você do que a mim

Se amanhã a saudade lhe bater
Lembre as muitas pancadas no meu peito
Que um momento de amor quando é perfeito
Outro igual é difícil de ocorrer...
Pois, nem sempre é tão fácil se esconder
Quando o doce do amor amarga o fim
Mesmo havendo a hipótese de um sim
E ainda ardendo a lembrança no juízo
"Seu orgulho tem dado prejuízo
Muito mais a você do que a mim”

Na barreira do orgulho eu nunca paro
Porque o tempo me deu um ensinamento:
"Não se nega a si mesmo um sentimento
Inda mais quando é puro, belo e raro."
E a ninguém nesta vida eu me comparo
Que não sou mais, nem menos, que ninguém
Não há mal que jamais nos traga um bem
Mas, não vou reclamar só por vaidade
Porque a vida me fez sentir saudade
De quem sente saudade em mim também.

Pedro Torres


segunda-feira, 21 de outubro de 2013

Se o ciúme não for motivação

Se o ciúme não for motivação
E não havendo, além disso, outro motivo,
Não pretendo enterrar um sonho vivo
Nem erguer nenhum "muro de razão."
Já me basta a distância do sertão
Pra esse verbo de amor não conjugar
Se o futuro de amei é vou te amar
E no infinito, não cabe ter dois sóis
De igual forma, debaixo dos lençóis,
Não tem outra que assuma o seu lugar.

Tudo bem! "- Se você não quer falar
Eu seguro a saudade e não reclamo"
Mas, não posso negar que ainda lhe amo
Se meu peito, eu não sei como calar.
Se essa seca de amor tomou lugar
Pra razão nos deixar de alma cega
Acredito que a gente apenas nega
O inegável, "- Que eu sei que você tenta"
E a paixão é essa coisa violenta
Que até mesmo o silêncio nos entrega!

Pedro Torres

Música de Plástico

Peço licença a vocês para expor estes versos sobre um troço que há dias vem incomodando a minha alma. Dizem do meu pensamento a respeito de um tema delicado:

Música de Plástico

Há muito tempo a cultura
Vem sofrendo a ditadura
Da pornografia pura
Se expandindo como elástico...
Enquanto isso as canções
Que tocam nos corações
São trocadas por refrões
De uma música de plástico.

Belas notas musicais
Servindo às letras banais
Destes dejetos fecais
Que não sei como alguém gosta...
Dizem ser por passatempo
Mas, pra mim é contratempo
E não vou gastar meu tempo
Tentando ouvir esta bosta.

"Dança da pirikitinha";
"Abaixa e sobe a bundinha";
"Enfica e fica facinha";
O panorama é complexo...
Iludindo a juventude
Chamam a isso de saúde
Não quero parecer rude
Mas, o nome disso é Sexo!

Todo esse eroticismo
Não faz bem ao organismo
Inda mais quando o cinismo
De uma indústria lhe condena...
Pois, quem escraviza gente
Visando lucro, somente
Quer dominar sua mente
Para a exploração sem pena.

"Vendem" que beber é bom
Que no paredão do som
Só as 'Tops' dão o tom
Pra farra ser "animada..."
E quem quer ser "popular"
Termina sendo vulgar
Que é diferente o falar
De ser muito mal falada.

E há quem julgue estas condutas
Chamando 'as minas' de putas
Mas, sem dar valor as lutas
Da mulher, se contradizem...
Corpinho sarado passa
Rostinho liso se amassa
Mas, na moral e na graça
Mulheres, se valorizem!

"Boyzinho", tenha respeito
Não é só um par de peito
Pois, defenda esse direito
Não passe por vagabundo...
Dê valor ao riso delas
Seja mais gentil com elas
Que são as coisas mais belas
Que Deus botou nesse mundo!

Pedro Torres.

domingo, 20 de outubro de 2013

Se o teu peito sentir saudade minha Não me culpe que eu sei que a culpa é sua.

Não fui  eu que inventou toda a distância
Que separa um casal apaixonado
Mesmo assim, eu assumo o meu pecado
De guardar com vontade a minha ânsia.
Que meu peito tem marcas da inconstância
Desse humor que se altera como a lua
Cada fase de amor, com a alma nua,
Vivi sonhos traçados "na folhinha"
"Se o teu peito sentir saudade minha
Não me culpe que eu sei que a culpa é sua."

Você fez o que quis, com a liberdade
De voltar, se assim fosse seu desejo,
E quase morro na ausência do seu beijo
Com meus lábios já secos, de saudade.
Serviu quente a vingança, é bem verdade,
Mas, quem corre demais, a come crua...
Pois, não posso aceitar quem insinua
Que meu reino ficou sem ter rainha
"Se o teu peito sentir saudade minha
Não me culpe que eu sei que a culpa é sua."

Pedro Torres
Mote de Dayane Rocha

sábado, 19 de outubro de 2013

Balaio Cultural de Tuparetama - Dedé Monteiro

A data já está marcada:
Novembro, dia primeiro
Dia de Todos os Santos
Tem balaio verdadeiro
Onde vês verso 'de graça'
Sentado ao lado, na praça,
Da igreja do meu terreiro.

É o trigésimo primeiro
Balaio, sem ter hiato
Embora aqui e acolá
Um vereador gaiato
Ao invés de ajudar
Faz força pra atrapalhar
Mas, não quebra nosso trato.

Se queres saber, de fato,
Poesia o que é que é
Venha pra Tuparetama
Tangendo uma porca a pé
Pode levar um milênio
Mas, conhecerás um gênio
Cujo apelido é Dedé!

Seu nome mesmo é José
Rufino da Costa Neto
Poeta de alta classe
Humilde, calmo, e discreto
Elegante nas condutas
Vencedor de muitas lutas
Sendo a cultura, o objeto.

Nosso poeta completo
A nossa cena completa
Que sem nada de secreto
Sua inspiração secreta
Mil poesias perfumosas
Colhidas das finas rosas
Do jardim de um ser poeta.

Assim, pra cumprir a meta
De uma forma magistral
Prestamos nossa homenagem
Em vida, ao imortal
Poeta Dedé Monteiro
Poeta do mundo inteiro
No Balaio Cultural

Pedro Torres

sexta-feira, 18 de outubro de 2013

Segundo Eclipse

Como inteiro eu padeço na metade
De uma triste ilusão de despedida
Que minh'alma se sente dividida
Sendo parte, das duas, na saudade.

Peregrinas palavras, nesta vida
Não me causam sorriso, na verdade,
Só a lágrima percorre em liberdade
Pela estrada a caminho da partida.

Chega a noite, e dois "S" numa elipse
Faz do sol sob a lua um lindo eclipse,
No infinito momento que passou...

Nestas linhas trancadas nos papéis,
Reinvento, a mim mesmo, porque és
Uma parte de mim, que nada sou.

Pedro Torres

quinta-feira, 17 de outubro de 2013

Os anos

Passa a vida no tempo, e acumulamos
Um' agregado de sonhos e quimeras
Sem ciência dos erros que somamos
Na contabilidade, ao fim das eras.

Nossa infância, esta flor das primaveras,
Passa rápido e apenas contemplamos
Na adolescência, quando apaixonamos
Na primeira ilusão, das vãs esperas.

Vida adulta, sem divisão de fase,
Cada viga de engano forma a base
De um castelo de dor, e desenganos

Quando a última esperança cai no sono
Já no fim da existência, chega o outono,
Na folhagem da árvore dos anos.

Pedro Torres

quarta-feira, 16 de outubro de 2013

Cada vez que a distância entra na roda Faz um samba do nosso sentimento

Cada vez que a distância entra na roda
Faz um samba do nosso sentimento
E é difícil negar, no fingimento
Que essa ausência irreal, nos incomoda.
Quando o espinho da dúvida, se poda,
E a tesoura do tempo fica cega
No semblante o desejo nunca nega
Que a saudade "valendo" caça jeito
Toma conta dos olhos, e do peito
E a vontade do beijo nos entrega.

Pedro Torres

terça-feira, 15 de outubro de 2013

E esquecer de você sei que não posso Mas, amar eu já sei que eu consigo.

É de quem desistiu mais de uma vez
Não ter voz quando fala em desistir
Mas, não vejo uma história prosseguir
Sustentada nos erros de um "talvez".
No intervalo da vida, eu sou seu ex
Que não posso apagar um laço antigo
Por amor, de meu peito eu fiz-te abrigo
Mas, você demoliu o que era nosso
E esquecer de você sei que não posso
Mas, amar eu já sei que eu consigo.

Assumi muitos erros no passado
Na intenção de não ter que perdoar
Ou, talvez, pra você não ver chorar
Quem sorria contente, ao seu lado...
Me perdi no caminho, embriagado,
Pelas doses de angústia que tomei
E na noite dos sonhos, me acordei
Vendo o amor naufragado na lonjura
"Vou deixar de chorar na sepultura
Desse amor que eu mesmo assassinei."

Prometer é muito fácil
Difícil é ser verdade
Porque não basta plantar
Pra colher felicidade
Que o nosso jardim da vida
Também tem pé de saudade.

Outra vez a saudade no espinhaço
Arde igual a uma pisa de urtiga
Quando muito distante nos obriga
A ensopar travesseiro no cansaço.
Nesse "abraço" de noite, sem o abraço
De quem Deus fez pra nós "cara-metade"
É difícil sentir felicidade
Sem sentir o calor dos braços seus
Mas, ninguém se reclama porque Deus
Fez o amor e também fez a Saudade.

Pedro Torres


domingo, 13 de outubro de 2013

Me pego as vezes pensando Aonde a gente se mete

Me pego as vezes pensando
Aonde a gente se mete
Quando a vida cobra caro
Os erros, de quem comete
De tentar matar saudades
Apenas pela internet.

Pedro Torres

A Inspiração

De hora em hora a saudade é descoberta
Pela ausência calada no meu peito
São feridas que o tempo encontra um jeito
De deixar esta chaga sempre aberta

Quando a dor bate forte e 'ela' aperta
Outro laço desata com defeito
Porque orgulho não faz nenhum efeito
Quando o nó da garganta desaperta.

Se a represa dos olhos faz sangria
Tento um verso de amor na poesia
E confesso um segredo para Deus

Lhe pergunto, na voz do coração:
"Como pode uma só inspiração
Ser a dona total dos versos meus?"

Pedro Torres
Mote de Adriana Sousa

sexta-feira, 11 de outubro de 2013

No silêncio da saudade Só quem fala é o coração

Ao decidir lhe esquecer
Pra cuidar melhor de mim
Vi o amor chegar ao fim
E calar meu bem querer...
Como o sol ao entardecer
Que nos traz a escuridão
Não existe espera em vão
Pra quem espera a claridade
"No silêncio da saudade
Só quem fala é o coração."

Pedro Torres
Mote de Antônio Pereira

quinta-feira, 10 de outubro de 2013

Dividimos, os dois, nossos caminhos Procurando no mundo por nós mesmos!

Nosso amor inda hoje nos dá frutos
Na lembrança que o tempo nunca apaga
Que a distância ferindo, feito adaga,
Corta o brilho do olhar de dois matutos.
Sem deixar nossos olhos ser enxutos
Cada chance perdida os faz tristonhos
Que a saudade não morre, e os nossos sonhos
Nos olhares perdidos, vagam esmos...
Mesmo assim, suportando estes espinhos
Dividimos, os dois, nossos caminhos
Procurando no mundo por nós mesmos!

Lembro há um ano quando eu lhe conheci
Como quem encontrava o amor primeiro
Tão bonito, tão forte e verdadeiro
Que outro igual, nessa vida, eu não vivi.
Só depois de algum tempo eu discerni
Que esse amor a nós dois reencontrou
De um pedaço de sonho que ficou
De outro tempo pretérito que vivemos
"E desde o dia em que nós nos conhecemos
Uma coisa qualquer em mim mudou."

Pedro Torres

Metade de mim chorava Outra metade sorria

Metade de mim chorava
Outra metade sorria
Metade de mim te olhava
Outra metade, não via
Dormi, sonhei que te amava
Acordei era poesia.

Pedro Torres

terça-feira, 8 de outubro de 2013

"Meu orgulho é ser nascido Nos carrascais do sertão."

Alguns versos que estarão no meu livro e que decidi publicar hoje pela ocasião do dia do Nordestino.

Lhes digo sem nem talvez
Sou do sertão nordestino
Não me orgulha ter 'ensino'
Nem saber falar o inglês.
Me admira é o português
Falado no meu torrão
E sou mais um Gonzagão
Que um estrangeiro metido
"Meu orgulho é ser nascido
Nos carrascais do sertão."

"eu não troco meu oxente
Pelo okay de seu ninguém*"
Respeito ser diferente
Pra ter respeito também.
Carne de sol com xerém?
Melhor não conheço não
Gosto demais do feijão
De corda, e bode cozido
"Meu orgulho é ser nascido
Nos carrascais do sertão."

Das riquezas naturais
Do meu sertão nordestino
Asa branca é o meu hino
Nas estações musicais.
E acho até que lá tem mais
Estrelas na imensidão
Nas noites de escuridão
Que o céu é todo 'inxirido'
"Meu orgulho é ser nascido
Nos carrascais do sertão."

Se dá saudade? "e apois"
Dá saudade e é desmedida
Da minha terra querida
Do som dos carros de bois
Da música que deus compôs
No ouvir cantar o carão
E o som da chuva no chão
Quando o tempo é invernido
"Meu orgulho é ser nascido
Nos carrascais do sertão."

Posso estar sendo exigente
Mas, não tem outro lugar
Pra gente querer morar
E até se sentir mais gente.
Depois da seca inclemente
- que cinza a vegetação -
Bonito é ouvir trovão
Pintar tudo no estampido
"Meu orgulho é ser nascido
Nos carrascais do sertão."

(Continua...)

Pedro Torres
Mote de Pedro Tunú (Pai)
*Frase célere do Pernambucano Ariano Suassuna.

E muitas vezes me sinto prisioneiro Mesmo estando com plena liberdade!

Procurei me afastar, por precaução,
Que em meu peito não cabe mais pancada
Mas, minh'alma parece aprisionada
Nestas grades da minha solidão...
Sem querer mais ferir meu coração
Pela algema invisível da saudade
Procurei me livrar dessa vontade
Que me prende nos braços do teu cheiro
"E muitas vezes me sinto prisioneiro
Mesmo estando com plena liberdade!"

Pedro Torres
Mote de Fifita Luciano

segunda-feira, 7 de outubro de 2013

Sofro calado porque Nosso amor requer cautela

Sofro calado porque
Nosso amor requer cautela
Mas, não podes me culpar
Se o meu pranto te revela
Ou será que a minha lágrima
Tem teu nome escrito nela?

Pedro Torres

E nem sempre no amor teremos sorte Mas, podemos ganhar experiência.

Você pode escolher suas razões
Que não guardo rancor e nem me vingo
Mas, meu peito não joga nesse bingo
Com cartela batida de ilusões.
Arranhamos os nossos corações
E culpamos o tempo e a inocência
Sem contar com a navalha dessa ausência
Outro ponto se abriu no mesmo corte
E nem sempre no amor teremos sorte
Mas, podemos ganhar experiência.

Pedro Torres

sexta-feira, 4 de outubro de 2013

Quando a flecha do amor, o alvo acerta Marca pontos de mais com o coração.

O flecheiro do amor tem pontaria
Mas, às vezes atira sem mirar
Mesmo assim, é difícil d'ele errar
Quando a dor da razão lhe contraria.
Que o veneno do amor nos contagia
E não deixa um espaço pra razão
Que até mesmo querendo dizer "NÃO"
Sai um "SIM" na saudade, quando aperta
"Quando a flecha do amor, o alvo acerta
Marca pontos de mais com o coração."

Pedro Torres

quinta-feira, 3 de outubro de 2013

A mistura de cores no poente Deixa o céu mais bonito, ao fim do dia.

Quando o globo completa a transição
Deus faz festa de cores lá no céu
Com mil anjos pintando, sem pincel
O mais lindo retrato do sertão.
É o momento fecundo em que a emoção
Faz poeta sentir-se em harmonia
Com su'alma escutando a cantoria
Da falange do reino onipresente
"A mistura de cores no poente
Deixa o céu mais bonito, ao fim do dia."

Noutro dia o sol nasce aquebrantado
Pela brisa gelosa da matina
E pouco a pouco o infinito abre a cortina
Da janela do mundo iluminado.
Vai-se a noite e o céu todo estrelado
Chega a luz da manhã, e a fantasia
De esperar ver de novo a poesia
Quando tudo se pinta, de repente
"E a mistura de cores no poente
Deixa o céu mais bonito, ao fim do dia."

No silêncio do mundo Deus escuta
O astro rei apagando o candeeiro
E o aboio sentido do carreiro
Faz o sol ir dormir, atrás da gruta.
No intervalo dos dias segue a luta
Novamente, o universo silencia
Dá-se início a pintura que extasia
E faz verso no coração da gente
"A mistura de cores no poente
Deixa o céu mais bonito, ao fim do dia."

Pedro Torres
Mote de Felisardo Moura

terça-feira, 1 de outubro de 2013

Tu me ensina a fazer renda E eu te ensino a namorar

Vamos montar um cursinho
Pra dar aulas de paixão
Te ensino, meu coração
A gostar do meu carinho
E tu, com esse jeitinho
Doce que tu tens no olhar
Me ensina a te acarinhar
Até que um dos dois aprenda
"Tu me ensina a fazer renda
E eu te ensino a namorar."

Pedro Torres