segunda-feira, 30 de setembro de 2013

Nosso amor é um pronome dividido Na pronúncia fiel dos corações

Nosso amor é um pronome dividido
Na pronúncia fiel dos corações
Dividindo no peito os arranhões
Que um se fere se o outro for ferido.
Nosso amor pra nós dois tem garantido
Dias frios em dias de calor
E um sorriso forçado para a dor
De quem sente saudade sem dizer
De tal forma que a gente pode ver
Quanto é grande e bonito o nosso amor

Pedro Torres

domingo, 29 de setembro de 2013

Que uma lágrima caindo Não tem como ser fingida.

No silêncio que antecede
O momento da partida
É fácil ver a saudade
Na face ser refletida
Que uma lágrima caindo
Não tem como ser fingida.

Pedro Torres

Morre uma parte de mim Cada vez que você parte.

Metade de mim se alegra
Quando você se aproxima
Mas, o mar nunca termina
Na onda quando se quebra...
Pois, sempre fica a saudade
Morando em outra metade
E ainda que a gente se farte
De cheiro, amor, tudo enfim,
Morre uma parte de mim
Cada vez que você parte.

Pedro Torres

Amor

Espera vã de ver-te uma alma boa!
Como quem, de esperar milagre ...ímãs
De dor ...restasse n'outras tantas lágrimas
Por alguém, que somente nos magoa.

Como a vespa que com ferrão ferroa
E guarda o ferrão para, novamente,
Causar-nos dor ...de modo tão indiferente
Que o perdão fere e corta a quem perdoa.

Sem pudor ...ou sem nada que lhe valha
Agir simples, de quem da dor gargalha,
Como se inerte em si ...da mesma dor.

Se amor doesse... Quem lhe causaria,
Se, assim, soubesse a dor que sentiria
E se entregaria ainda ao mesmo amor?

Pedro Torres

sexta-feira, 27 de setembro de 2013

Política(gem)

Política é a arte de ser na cidade
Bem mais que um elo de ideias contrárias
E não, tão somente, forças partidárias,
Unidas em busca da "felicidade".

Que cada indivíduo forma as coronárias
Do tecido vivo da diversidade
Unidos na luta, co'a finalidade,
De juntos vencerem "as mãos" arbitrárias.

Dizer-se (sem ser) povo é demagogia
Mas, há quem se valha dessa hipocrisia
De vender o velho como sendo o novo...

E, "politicalhas", nas urnas, eu noto
Vendendo mentira, só pra comprar voto
Quando é pra pagar, quem paga é o povo!

Pedro Torres

E as hienas políticas gargalham Na carcaça funérea da justiça.

Os leões dos pacíficos protestos
Na eleição viram "mulas num curral"
E os chacais do congresso nacional
Formam bandos corru(PT)os, desonestos.
Mensaleiro, em brasília, come restos
Que a justiça apodrece e forma a "liça"
Pros que vivem somente da carniça
Do suor dos honestos que trabalham
"E as hienas políticas gargalham
Na carcaça funérea da justiça."

Pedro Torres
Mote de Fernando Leite

quinta-feira, 26 de setembro de 2013

Talvez

Talvez fosse querer negar o amor
Talvez fosse fugir da situação
Talvez fosse calar-se o coração
Pra talvez, nunca mais sentir-se dor.

Talvez fosse na chaga mais precisa
Outro corte que arranha, e na razão
Se encontrasse a navalha do senão
Na razão do que nunca cicatriza.

Talvez fosse por medo, ou fantasia
Ou talvez jamais queira que queria
Ver meus olhos minando uma outra vez

Talvez fosse uma história muito linda
Talvez fosse um amor que nunca finda
Quando finda-se o amor, mas só talvez.

Pedro Torres

quarta-feira, 25 de setembro de 2013

Não que eu seja um 'sabe tudo' Mas, inda deixo uma canja

Não que eu seja um 'sabe tudo'
Mas, inda deixo uma canja
Pra não passar por ridículo
Agindo feito um laranja
Não queira ser mais que os outros
Naquilo que nada manja.

Pedro Torres

Desiludo-me, vagarosamente,

Desiludo-me, vagarosamente,
Não na rapidez que a ilusão me atinge
Um como intervalo entre realidades
Por onde passa a dor que a mim me cinge
Feito poeta mente a dor que sente
Dor que, deveras, ele sente e finge.

Pedro Torres

segunda-feira, 23 de setembro de 2013

Se por acaso a distância Ameaçar nosso laço

Se por acaso a distância
Ameaçar nosso laço
E uma saudade apertar
De te vencer no cansaço
Desata o nó da garganta
E me amarra no teu abraço.

Pedro Torres

Eu nunca amei desse jeito De perder todo o juízo

Eu nunca amei desse jeito
De perder todo o juízo
Já era pouco, e agora
Fiquei totalmente 'liso'
E nem sei se estou no inferno
Vivendo num paraíso.

Pedro Torres

domingo, 22 de setembro de 2013

Que a caneta da vida fez um traço Riscou junto o teu nome com o meu.

Cada página da história de nós dois
Tem parágrafos repletos de saudade
Que a distância covarde se interpôs
Entre dois, sem deixar felicidade.
Nosso livro de amor está sem título
Mas, na cena, do último capítulo
Meu caminho se encontra com o teu
E qualquer um pode ver em nosso abraço
"Que a caneta da vida fez um traço
Riscou junto o teu nome com o meu."

Pedro Torres
Mote de Dayane Rocha

Fez-se noite na vida de nós dois
E uma estrela a brilhar eu pude vê-la
Mas, não sei se essa minha é a mesma estrela
Que no céu dos teus dias Deus expôs.
Mas, há tempo pra gente saber, pois,
Ela volta bonita todo dia
E já, já! Sentiremos a alegria...
De estar juntos, e o céu todo estrelado
"Nosso amor é um céu iluminado
Pela luz que ilumina a poesia."

Pedro Torres

Da beira do mar...

Sem fechar os olhos pra realidade
Transporto outro sonho pra ser poesia
Sentindo o frescor da brisa mais fria
Trazendo o perfume da flor da saudade.

Seu cheiro me toma, completo me invade
Maltrata meu peito, me causa agonia
Não vejo essa hora passar, nem o dia,
Me perco distante ...da felicidade.

Na fotografia ...relembro uma data
E escrevo essa carta, que quase me mata
Sentindo meus olhos querendo chorar...

...Recolho meu pranto, e canto a cantiga
Que um dia cantei, pra ti, minha amiga
Falando de amores ...da beira do mar.

Pedro Torres

O coração de quem ama Não é culpado de amar.

Dizem do crime imperfeito
Quando, sem querer, a vida
Lhe mata, na despedida,
Um sonho dentro do peito.
Sem razão, sem ter direito
Ninguém pode condenar
Que não dá para apagar
Quando o amor acende a chama
"O coração de quem ama
Não é culpado de amar."

Pedro Torres
Mote de Marcos Rabelo

Que não vou viver a vida Vivendo do não vivido.

Não vou revirar gavetas
De um passado demolido
Lamentando o quão bonito
Nosso amor teria sido
Que não vou viver a vida
Vivendo do não vivido.

Pedro Torres

O destino da vida é sempre em frente Nada volta no tempo, nem pedindo!

Confiança no amor é sobretudo
Por limites na própria liberdade
Sem algemas, prender-se na saudade
Defender-se da dor sem ter escudo.
Seu orgulho, na chance, fala mudo
Mas, não sou de ficar só assistindo
Nosso amor, ademais, é muito lindo
Pra deixar pra depois, e é indiferente
"Que o destino da vida é sempre em frente
Nada volta no tempo, nem pedindo!"

Pedro Torres
Mote de Mariana Véras

sábado, 21 de setembro de 2013

Me desculpa minha amada Não quero causar querela

Me desculpa minha amada
Não quero causar querela
Mas, eu tava ali deitado
Olhando pela janela
E a lua me paquerando
Pra eu namorar com ela.

Pedro Torres

Na distância que a vida nos compôs Somos dois corações que não se calam

Na distância que a vida nos compôs
Somos dois corações que não se calam
Que até mesmo distantes eles falam
Na beleza do amor só de nós dois.
Combinamos igual "feijão com' arroz"
E a saudade reforça o nosso laço
Nos enlaça, e apertando nosso abraço
Nos aquece no peito uma promessa
"Acontece que a história não tem pressa
E o amor se conquista passo a passo."

Pedro Torres
Mote de Alceu Valença

E a falta faz a lembrança Lembrar que nunca se esquece.

A saudade, algumas vezes
Na poesia aparece
Que a distância refrigera
Um coração que se aquece
E a falta faz a lembrança
Lembrar que nunca se esquece.

Pedro Torres

sexta-feira, 20 de setembro de 2013

Mas, se for pra matar, mate a saudade Que eu não quero matar um sonho vivo.

Nunca vou lhe acusar sem ter razão
Que não quero razão só pra estar certo
Mas, não posso querer ficar por perto
De quem não necessita de atenção...
Já feri, noutra feita o coração
E compreendo demais o "seu motivo"
Você sabe que não sou possessivo
Que acredito no amor com liberdade
Mas, se for pra matar, mate a saudade
Que eu não quero matar um sonho vivo.

Pedro Torres

Coca-Cola

Eu não sei porque razão
Tem quem fique estupefato
Por alguém na coca-cola
Descobrir que tem um rato
Se para beber tranquilo
Basta só levar um gato.

Pedro Torres

Que eu não posso arrancar da minha mente Um passado que um dia já foi nosso.

Dividimos, os dois, nossos caminhos
E algum tempo depois nos encontramos
Procurando encontrar, onde deixamos
Preservado os momentos de carinhos.
Nós ficamos igual dois passarinhos
Cujo "ninho desfeito" viu destroço
E tentei ir adiante, mas, não posso
Ver futuro, sem vê-la no presente
"Que eu não posso arrancar da minha mente
Um passado que um dia já foi nosso."

Pedro Torres
Mote de Mariana Véras

quinta-feira, 19 de setembro de 2013

Que a chama do nosso amor Queime muito lentamente

Que a chama do nosso amor
Queime muito lentamente
Seja imenso, intenso, e terno
E aqueça o peito da gente
Que dure enquanto existir
Mas, que viva plenamente.

Talvez seja bem melhor
Nós conversarmos direito
Das coisas que estão passando
"Bulindo" dentro do peito
Pra não deixar pra depois
E depois ficar sem jeito.

Pedro Torres

E s'eu me privo demais é por saber Que o amor entre nós ainda existe.

Tudo quero em você, do sentimento
Ao perfume dum cheiro apaixonado
De um abraço sincero e demorado
A um 'te amo' com zero fingimento.
Que essa 'dor-calorosa', no momento
É saudade, mas não daquela triste
Que um amor em silêncio não resiste
Se não for verdadeiro o bem querer
"E s'eu me privo demais é por saber
Que o amor entre nós ainda existe."

Pedro Torres
Mote de Mariana Véras

Duvidei

Duvidei de nós dois algumas vezes
Por segundos perdidos de loucura
Que ninguém vive, amor, nessa lonjura
Sem ter pranto e saudade por fregueses.

E foi ao longo dos quase doze meses
Que essa pena cruel fez-se mais dura
Pela tinta cinzenta, e mais escura,
De palavras mordazes, descorteses.

Nos borrões do meu quadro de tristeza
Me arrependo somente da certeza
Que sentia em meu peito sem falar

Hoje peço perdão da minha dor
Que antes fosse inventado o nosso amor
Do que ser verdadeiro e eu duvidar.

Pedro Torres

quarta-feira, 18 de setembro de 2013

Meu Desafio...

Eu não sou "João de Barro", mas entendo
Toda dor desse pobre passarinho
Que perdeu seu amor, ficou sozinho
E a saudade em seu peito é sem remendo.

Nosso amor, tão bonito, hoje está sendo
Posto a prova por falta de carinho
Também nós, nos perdemos no caminho
E a distância "parece estar crescendo."

Das palavras de amor que foram ditas
Outras tantas se calam, tão bonitas
Esperando o silêncio adormecer.

Talvez fosse melhor se, como prece,
Minha boca, "calada", te dissesse
"Tudo aquilo, o que eu sinto sem dizer"

Pedro Torres
Mote de Mariana Véras

terça-feira, 17 de setembro de 2013

Quero muito dizer que não lhe quero Mas, não posso calar meu coração.

Já lhe disse: "a ilusão tem o seu preço"
E paguei muito caro, anteriormente
Eu não posso voltar, e mais pra frente
Talvez seja difícil um recomeço...
Já não sei se perdi seu endereço
Mas, na falta de um CEP na razão
Minha carta enviada com meu "não"
Retornou com um "sim" bem mais sincero
"Quero muito dizer que não lhe quero
Mas, não posso calar meu coração."

Pedro Torres

Todo dia o sol mata a madrugada Toda noite vai preso novamente.

Se revezam no céu, o sol e a lua,
Como dois namorados à distância
E se tocam, contudo, na alternância
Pela luz desse espaço, onde flutua...
Nesse caso de amor, se perpetua
Um processo de modo diferente:
Que a saudade de um, no céu poente
Faz a luz do seu par ser libertada
“Todo dia o sol mata a madrugada
Toda noite vai preso novamente.”

Pedro Torres
Mote de Manoel Filó

As vezes a inspiração Vem de um sonho interrompido

As vezes a inspiração
Vem de um sonho interrompido
Dum inverno que viu flores
E depois foi ressequido
Ou da saudade batendo
Num peito velho ferido.

Meu peito, por essas horas
Já fechava o expediente
Depois de um dia inteirinho
Pegado nesse 'batente'
Mas, eis que chega a saudade
Cliente muito exigente.

Seu coração com o meu
Conversa longe dos medos
Como quem se identifica
Pelas digitais dos dedos
Ou como se as nossas almas
Compartilhassem segredos.

Saudade as vezes machuca
D'outro modo muito duro
Levando a cara da gente
A bater no mesmo muro
De quem quer ter, no presentem
Um passado sem futuro.

Pedro Torres

Cavalgando nas asas do destino Sem as rédeas da minha liberdade.

Se algum dia a ciência nos dons seus
Descobrisse o mistério das manhãs
E o segredo no gosto das romãs
D'uma cópia fiel dos beijos teus...
Se pudessem sentir a dor do adeus
E a saudade não mais causasse dor
Se tirassem do sol todo calor
Pra clonar nosso abraço 'bem de perto'
A ciência teria descoberto
Como é que se faz um grande amor.

Não reclame, você já foi sabendo
Que a ladeira na volta era subida
Porque a estrada que desce na partida
É a mesma pra quem parte correndo...
Não que eu queira dizer que estou sofrendo
Que tem coisas no amor que não se esquecem
Mas as lágrimas, que por acaso descem
Também correm na curva do desgosto...
"Que o estranho é querer beijar no rosto
Quando a boca dos dois já se conhecem"

Vou tentando encontrar minha paragem
Onde eu possa sentir mais segurança
De plantar e colher com esperança
Outros dias melhores na viagem...
Tenho n'alma uma antiga tatuagem
Colorida com a tinta da saudade
E o calor da melhor veracidade
Num sorriso, sincero e cristalino
"Cavalgando nas asas do destino
Sem as rédeas da minha liberdade."

Pedro Torres

segunda-feira, 16 de setembro de 2013

Na unilateralidade Um amor não sobrevive

Na unilateralidade
Um amor não sobrevive
Mas, não vou negar por isso
Que meu peito ainda vive
Sentindo saudade, à toa
D'um amor que nunca tive.

Pedro Torres

Aboio...

Cantava lá no sertão
Sentindo muita emoção
Uma dor no coração
Na tarde de um dia findo...
E aquele verde da mata
Na lembrança me maltrata
Com a lua cor de prata
No horizonte, surgindo.

Pedro Torres

Após ter vencido os traumas Do último caso recente

Após ter vencido os traumas
Do último caso recente
De amor, estarei convicto
Em seguir daqui pra frente
Com a única certeza que
Passado não faz presente.

Pedro Torres

Quando o mundo de amor cai nos meus ombros Você surge pra mim qual fortaleza

Com meu peito amargando os dissabores
De um passado recente, turbulento
Nas histórias de amor e sentimento
Você chega pra mim com lindas flores.
Como um rio que seca, os desamores
Me levaram pro mar na correnteza
E às ruínas de um reino de incerteza
Com meus sonhos debaixo dos escombros
"Quando o mundo de amor cai nos meus ombros
Você surge pra mim qual fortaleza."

Pedro Torres
Mote de Dayane Rocha

Nas minhas noites escuras
Buscava encontrar sentido
Pr'esse meu peito abatido
Curar-se de antigas juras...
E, remendaste as fissuras,
Dos sonhos meus, andaluz
Co'os encantos que possuis
E nos teus olhos, minados
Vi dois brilhantes cravados
Num oceano de luz.

Pedro Torres

Com meu pai aprendi o que é ser gente Mas, tem gente que não respeita o pai.

Nosso pai é a maior sustentação
Dos pilares morais da nossa vida
Uma mão que estará sempre estendida
Quando, às vezes, o mundo nos diz não.
Há quem diga, porém, sem ter razão,
Que não existe um amparo pra quem cai
Mas, na queda aprendi foi com papai
E conheci um guindaste diferente
"Com meu pai aprendi o que é ser gente
Mas, tem gente que não respeita o pai."

Pedro Torres
Mote de Henrique Brandão
Verso publicado no Jornal Desafio, edição 185.

Porque a França não fabrica Cheiro de moça do mato!

Pra gente ser bem felizes
Devemos fazer um trato:
Não compre perfumes caros
Desses que agridem o olfato
Que o seu cheiro não se explica
E nem a França fabrica
Cheiro de moça do mato!

Pedro Torres


domingo, 15 de setembro de 2013

Vi dois brilhantes cravados Num oceano de luz.

Nas minhas noites escuras
Buscava encontrar sentido
Pr'esse meu peito abatido
Curar-se de antigas juras...
E, remendaste as fissuras,
Dos sonhos meus andaluz
Co'os encantos que possuis.
E nos teus olhos, minados
Vi dois brilhantes cravados
Num oceano de luz.

Pedro Torres

O sal que salga a saudade É o mesmo que adoça o mar

Quando uma lágrima cai
Escorrendo em nosso rosto
Por vezes nos deixa o gosto
De um grande amor que se vai...
Que ao mesmo tempo que atrai
Lembranças doces 'do amar'
Uma onda tenta arrastar
Pra longe, a felicidade
"O sal que salga a Saudade
É o mesmo que adoça o mar."

Pedro Torres


Não deixei de sofrer apenas guardo A tristeza por trás do meu sorriso

Quem só vê o sorriso no meu rosto
Não percebe a tristeza no meu peito
E nem sente, nas vezes que me deito
D'uma lágrima que cai, o mesmo gosto.
Mais ninguém, 'sabe a cor' do meu desgosto
Nem se o meu coração vive indeciso
Dividido entre o inferno e o paraíso
Carregando sozinho este meu fardo
"Não deixei de sofrer apenas guardo
A tristeza por trás do meu sorriso."

Da saudade que chega "de mansinho"
Felizmente, eu conheço os seus sintomas
Vez por outra magoa-me os hematomas
E me faz por implorar por seu carinho.
Mas, um riso forçado é tão mesquinho
Na lembrança que toca no juízo
Que até tento fingir que não preciso
Simulando um sorriso enquanto ardo
"Não deixei de sofrer, apenas guardo
A tristeza por trás do meu sorriso."

Pedro Torres
Desconheço o autor do mote.

sexta-feira, 13 de setembro de 2013

Nas vezes que estou sofrendo Fico calado, silente

Nas vezes que estou sofrendo
Fico calado, silente
Pra não somar mais a culpa
De dividir com mais gente
Que por mim ficou sentindo
A dor que meu peito sente.

Eu não sei mais até quando
Conseguirei resistir
Que às vezes me dá vontade
Simplesmente, de sumir
Por sentir que morto, vivo
E a vida é mais que existir.

Pedro Torres


A ciência teria descoberto Como é que se faz um grande amor.

Se algum dia a ciência, nos dons seus,
Descobrisse o segredo das manhãs
E o mistério no gosto das romãs
De uma cópia fiel dos beijos teus...
Se sentissem, por nós, a dor do adeus
E a saudade não mais causasse dor
Se pudessem do sol tirar calor
Pra clonar nosso abraço 'bem de perto'
A ciência teria descoberto
Como é que se faz um grande amor.

Nosso encontro marcante estabelece
Pra nós dois ...uma divisão de eras
Das floradas de amor nas primaveras
Ao perfume que a gente nunca esquece...
Qualquer dia a razão 'inda' amanhece
Como um sol de esperança que se pôs
Ressurgindo no inverno, bem depois
Numa chuva de amor e de carinhos
Com mil flores cheirosas, sem espinhos
Perfumando os caminhos de nós dois.

Pedro Torres

quinta-feira, 12 de setembro de 2013

Há quem queira neste ínterim Por orgulho, ou fingimento

Há quem queira neste ínterim
Por orgulho, ou fingimento
Direcionar, sem razão
As velas falsas ao vento
Pra não perder a carona
Nos mares do sentimento.

Pedro Torres

Primaveras

Primaveras nem sempre nos dão flores
Pois, há quatro estações para o jardim
E os floristas não sabem 'tempo ruim'
Porque aprendem zelar por seus amores.

Eu não ligo, também, pros 'torcedores'
De plantão ...aguardando o nosso fim
Porque canto o meu pranto, tudo, enfim
E não devo a ninguém das minhas dores.

Reclamamos, contudo, das ausências
Porque as vezes colhemos das essências
Que a saudade (semente) nos cultiva.

E esperamos, com fé, vir nosso tempo
Que pra Deus não existe contratempo
Que assassine ...uma chama Sua viva!

Pedro Torres

E apagando dois pontos positivos Resta um ponto, dos três das reticências...

Refletindo os meus erros, acredito
Ter um crédito ainda no teu peito
Que saudade valendo 'caça' jeito
E dar a volta por cima é mais bonito.
Nunca quis provocar qualquer conflito
Mas, não quero falar em coincidências
Porque creio bem mais em consequências
Que casais nunca brigam sem motivos
"E apagando dois pontos positivos
Resta um ponto, dos três das reticências..."

Pedro Torres

quarta-feira, 11 de setembro de 2013

Saudade

Meu amor me abandonou
Foi viver uma aventura..
Me jogou num poço raso
De silêncio e de amargura
E esse vírus da Saudade
Que ela deixou, não tem cura.

Pedro Torres

Eu matei a saudade nos teus braços Hoje vivo nos braços da saudade.

Como a luz clareando na campina
Nosso encontro ilumina as amarguras
Dos períodos de ausências e lonjuras
Que no abraço sincero se elimina.
Quando a luz de teus olhos, cristalina
Refletiu meu olhar na claridade
Decretou pra nós dois felicidade
No intervalo de amor entre os abraços
"Eu matei a saudade nos teus braços
Hoje vivo nos braços da saudade."

Pedro Torres
Mote de Erivoneide Amaral

Ouvindo Chiclete com Banana: Valeu Demais!

Na paixão que vivemos, como poucas
Meus desejos secaram teus desejos
E meus beijos molharam os teus beijos
Nesse inverno do amor de nossas bocas...
No momento, as saudades gritam roucas
No meu peito, e também no peito teu
Que é difícil negar que se esqueceu
De lembrar todo amor que foi vivido
Muito embora, melhor teria sido
Se jamais terminasse, mas, "Valeu!”

Pedro Torres

Você pode escolher os seus caminhos Que jamais vou mudar minhas condutas

Você pode seguir os seus caminhos
Que jamais vou mudar minhas condutas
Foi com' o peso das minhas muitas lutas
Que aprendi caminhar pisando espinhos.
Se eu chorar por faltar os seus carinhos
Não me oferte pra mim seu "ombro amigo"
Que eu talvez não resista, e esse perigo
É das coisas que eu não quero correr
Sigo em frente tentando lhe esquecer
Sem saber, no momento, se eu consigo.

Pedro Torres


Vivo eu mendigando entre os teus becos Rastejando o meu corpo nos teus braços.

Num palácio de sonhos me abraçaste
E em teu peito tu me tornaste rei
Junto as marcas do amor que eu te dei
Estão marcas das juras que quebraste.
Junto aos laços de amor que desataste
Inda resta, em meu peito, ainda uns laços
E na avenida de beijos e de abraços
Que a lembrança contorna os lábios secos
"Vivo eu mendigando entre os teus becos
Rastejando o meu corpo nos teus braços."

Pedro Torres
Mote de Dayane Rocha

terça-feira, 10 de setembro de 2013

O Espinho da Rosa

Jurou-me a rosa, criminosamente
Amar-me sempre, pela eternidade
Depois, feriu-me impiedosamente
Com seus espinhos, na fatalidade.

Se a rosa é bela, e vive em liberdade
Me regozija amá-la livremente
Flor tem espinho, pura e simplesmente,
E amor não vinga sem sinceridade.

Vem da lembrança do cheiro da rosa
Essa vontade linda e dolorosa
Todas as vezes quando ela se solta

E o seu perfume me deixou tão cego
Que essa saudade toda que eu carrego
Me serve apenas pra cantar revolta.

Pedro Torres

"O sal que salga a saudade É o mesmo que adoça o mar."

"O sal que salga a saudade
É o mesmo que adoça o mar."

"A dor de esquecer dói mais
Que a dor de lembrar sem ver."

A noitinha vai seguindo
E uma lembrança surgindo
De um breve momento lindo
Que me traz felicidade...
Quando vem a lua nova
A esperança se renova
Porque a lua está de prova
Que o nosso amor deu Saudade.

Pedro Torres

segunda-feira, 9 de setembro de 2013

Quando a gente magoa uma saudade Incomoda demais o coração.

Nosso abraço de amor tem as mãos quentes
Que nos toca no corpo e aquece a alma
Nosso tempo de amar mantém a calma
Nas lembranças sinceras, permanentes.
Se as distâncias nos deixam impacientes
Não existem culpados, sem razão
E você pode até dizer que não
Mas, seu peito já sabe da verdade
"Quando a gente magoa uma saudade
Incomoda demais o coração."

Pedro Torres
Mote de Manoel Filó

Eu não lhe tiro a razão De querer se afastar

Eu não lhe tiro a razão
De querer ir, se afastar
Eu também me afastaria
Se eu não pudesse provar
E ter que arrancar do peito
Pra meu coração mostrar.

Não sei distinguir ao certo
Inspiração de ilusão
Porque meu peito não sabe
Usar direito a razão
E quando bate a saudade
Termina sem opção.

Sigo buscando meu norte
"Nas curvas do meu caminho"
Pra me fazer companhia
Ouço legião, tomo um vinho
Que algumas vezes a gente
Precisa ficar sozinho.

Pedro Torres

você pode plantar o que quiser Mas, só colhe a semente que plantou

Tua fala ridícula não me assusta
Nem um pouco, pra lhe ser bem sincero
E também, não é de hoje que eu lhe espero
Pra saber, ter saudade, o quanto custa.
Mas, comigo, você tem sido injusta
Que não sabe sequer como eu estou
E você deu motivos, mas não vou
Consertar impaciência de mulher?...
"E você pode plantar o que quiser
Mas, só colhe a semente que plantou."

Pedro Torres

Se eu quisesse arriscar meu coração Outro alguém eu jamais escolheria

Se eu quisesse arriscar meu coração
Outro alguém eu jamais escolheria
Pois, já és toda a minha poesia
Porque eu temeria ouvir um não?
Se esse mundo não passa de ilusão
Eu exponho a ferida a mais um corte
Ou me perco na vida sem ter norte
Sem a estrela no céu ser refletida
Lentamente levando a minha vida
Pela estrada veloz que dá na morte.

No vazio silêncio desse 'espaço'
Só queria estar com meu segredo
Removendo d peito qualquer medo
Num suspiro, aliviado do cansaço...
Aquecidos, os dois, em um abraço
E sorrindo de até felicidade
Se uma lágrima fugisse de saudade
Beberíamos no gosto de um beijo
E na cortina da noite, pelo ensejo
Curaríamos, talvez, uma vontade.

Pedro Torres
Recife, 07/07/13

Como um anjo falando ao meu ouvido
Ouço a voz da saudade em poesia
E calar-se em seguida, que ironia
Que o silêncio não faz nenhum sentido.
Nosso amor, foi ferido e, adormecido,
Inda sonha acordado em nosso leito
Que os caminhos futuros deem um jeito
De emendar nossa história dividida
"Eu vivi um amor pra toda vida
Num pedaço de tempo insatisfeito."

A noitinha vai caindo
E uma lembrança surgindo
De um breve momento lindo
Que me traz felicidade...
Quando vem a lua nova
A esperança se renova
Porque a lua está de prova
Que o nosso amor deu saudade.

Meu peito fica sorrindo
Meus olhos ficam minando
Minha vontade crescendo
Com a distância, aumentando
Minh'alma fazendo festa
E o meu coração sangrando.

Pedro Torres
Recife, 06/06/2013

Descobri nosso cheiro na saudade
Tinha gosto de amor e confiança
E os carinhos trocados na lembrança
Saciavam um pouco da vontade
Esse misto de dor e de bondade
Revelava nos dois um sentimento
Provocava na mente um pensamento
Nos levando pros braços do querer
“Se a saudade aquecesse sem doer
Eu morria de amor neste momento”

Pedro Torres
Recife, 04/07/2013

Despedida do posto que ocupavas
Tu não tens mais nenhuma obrigação
Vê se faz bom proveito da razão
E não mais jura as juras que juravas.
Pois, mentiste ao dizer que me amavas
E o teu nome infiel soprei ao vento
Não existe qualquer um sentimento
Que te impeça de vir a ser feliz
Mas, te peço, que esqueça a tarde gris
E não deixes meu mundo mais cinzento.

Pedro Torres
Recife, dezembro de 2012

E os garranchos da tua covardia Arranharam demais meu coração

Te pedi cem mil beijos só vi dez
Quatrocentas saudades na partida
Uma noite de amor na despedida
Doze abraços sinceros, mais fiéis...
Devolveste somente alguns mil réis
Dos milhões que emprestei do coração
E um sorriso pra dar recordação
Dos momentos felizes na poesia...
“Os garranchos da tua covardia
Arranharam demais meu coração”

Pedro Torres
Mote de Val Patriota

Marinheiro que faz muitas viagens Não se perde alegando não ter porto

Nosso amor se perdeu na insegurança
De quem não sabe ter sinceridade
E sem negar existir muita saudade
Decidiu desmanchar nossa aliança.
Guardo vivo, somente, na lembrança
Os momentos já mortos, ancestrais
Pois, parece, eu cheguei tarde demais
Pra fazer da sua estória a minha história
"Na parede pintada da memória
Tua imagem é o quadro que dói mais."

Entre tapas e beijos, raiva e amor
Nosso amor aos pouquinhos vira eterno
Alternando entre céus e algum inferno
Para 'as pazes' ganharem mais sabor...
Entre galhos e espinhos nasce a flor
E o perfume nos ata em cada abraço
Se o ciúme nos causa um embaraço
Basta o olhar mais sincero e logo cessa
"Acontece que a história não tem pressa
E o amor se conquista passo a passo"

Se fiquei todo tempo sem alguém
E a saudade deitava em minha cama
É difícil entender a quem reclama
Sem dizer 'por onde andou' também...
Não que eu sinta ciúmes de ninguém
Se esclareço é somente por saber
Quanto dói ter lhe ter muito bem querer
Pra lhe ver comparada com 'safira'
"É melhor um 'te amo' de mentira
Que amar de verdade e não dizer."

Tão intenso é o amor que se perdoa
Que se quebram silêncios e amargura
E as feridas que o tempo traz a cura
Faz a vida sorrir para a pessoa.
Dá no peito uma sensação tão boa
Que parece ser boa ...até saudade
Mas, se cuida em manter a intensidade
Pra queimar lentamente a sua chama
Que é assim que acontece com quem ama
Plenamente, por toda a eternidade.

Não se ocupe em me impor os seus limites
Que conheço de longe os seus sinais
Prometi pra mim mesmo, e nunca mais
Ouvirei da ilusão os seus palpites...
De saudade, ademais, estamos quites
Que não cobro esperança a um peito morto
E mesmo ainda existindo um desconforto
Cobrirei com o tempo as tatuagens
"Marinheiro que faz muitas viagens
Não se perde alegando não ter porto"

Eu pensei que teu peito conservasse
Os valores que o meu coleciona
Que não faz "fileirinha" ou se apaixona
Por carinho fingido, ou de outra classe!
Mas, por mais que na vida o tempo passe
Ninguém ganha um amor se não merece
E nas voltas que dá, no sobe e desce,
Caçador qualquer dia vira caça
"Passa tudo na vida, tudo passa
Mas, nem tudo que passa a gente esquece."

Pedro Torres
Mote de Raimundo Asfora

Se uma lágrima é de amor O seu calor morno acalma

Se uma lágrima é de amor
O seu calor morno acalma
Não fica um traço de dor
No ponto íntimo da alma.

Pedro Torres

Se quiser beber saudade Beba com moderação

Se quiser beber saudade
Beba com moderação
Não ultrapasse os 'limites'
Cuidado na direção
Se não quiser ser multado
Por excesso de ilusão.

Pedro Torres

Se uma lágrima é de amor O seu calor morno acalma

Se uma lágrima é de amor
O seu calor morno acalma
Não fica um traço de dor
No ponto íntimo da alma.

Pedro.

E é melhor um 'te amo' de mentira Que amar de verdade e não dizer.

Se fiquei todo tempo sem alguém
E a saudade deitava em minha cama
É difícil entender a quem reclama
Sem dizer 'por onde andou' também...
Não que eu sinta ciúmes de ninguém
Se esclareço é somente por saber
Quanto dói ter a alguém um bem querer
E lhe ver comparada com 'safira'
"E é melhor um 'te amo' de mentira
Que amar de verdade e não dizer."

Pedro Torres

domingo, 8 de setembro de 2013

Marinheiro que faz muitas viagens Não se perde alegando não ter porto

Não se ocupe em me impor os seus limites
Que conheço de longe os seus sinais
Prometi pra mim mesmo, e nunca mais
Ouvirei da ilusão os seus palpites...
De saudade, ademais, estamos quites
Que não cobro esperança a um peito morto
E mesmo ainda existindo um desconforto
Cobrirei com o tempo as tatuagens
"Marinheiro que faz muitas viagens
Não se perde alegando não ter porto"

Pedro Torres

Inventei comprar saudade Baratinho, na parcela

Inventei comprar saudade
Baratinho, na parcela
Mas, com juros ilusórios
Pra pagar foi uma novela
Que eu já paguei uns três tantos
E inda tô devendo a "ela".

Se quiser beber saudade
Beba com moderação
Não ultrapasse os 'limites'
Cuidado na direção
Se não quiser ser multado
Por excesso de ilusão.

Pedro Torres

Segurei bem nos fios da lembrança Pra saudade de nós poder ficar.

Nosso amor "pouco a pouco" esfarelava
Pela angústia da falta de um abraço
Que a distância tomava todo o espaço
Que era aberto se a gente se afastava.
E quanto mais a saudade maltratava
Mais difícil pra nós se segurar
Como quem não quer ir, pra não voltar
Agarrado a uns fiapos de esperança
"Segurei bem nos fios da lembrança
Pra saudade de nós poder ficar."

Pedro Torres
Mote de Mariana Véras

A saudade é um trem desgovernado Sem controle, sem freio ou maquinista.

Entre nós, já não cabe fingimentos
Somos dois corações que se conhecem
Que até mesmo nos erros se parecem
E não sabem fingir nos sentimentos.
Se pra tudo na vida há os momentos
Eis que agora chegou a nossa vez
De buscar construir com sensatez
Uma história em que o hoje não reclame
"E é provável que a gente inda se ame
Quem quebrou uma jura quebra três."

Pedro Torres
Mote de Cicinho Moura

Eu não pude odiá-la um só momento
Nessa estrada de amor, sem ter sinais
Porque a vida escreveu em dois finais
Um passado de dor, sem fingimento.
Mas, na curva do arrependimento
Reduzi para não sobrar na pista
Que a lembrança embaçando a minha vista
Quase mata o poeta atropelado
"A saudade é um trem desgovernado
Sem controle, sem freio ou maquinista."

Pedro Torres
Mote meu inspirado em um verso de Cancão.

sábado, 7 de setembro de 2013

Reencontrei minha paz

Reencontrei minha paz
Mesmo havendo a solidão
Já conheço e não preciso
Me alegrar com a ilusão
De ir atrás do que perdi
Dentro do meu coração.

Pedro Torres

Que a ordem se faz não bota em pano

Vejo o verde espalhado na bandeira
Brada aos céus uma faixa: "ordem e progresso"
Mas, a ordem sem ordem e seu regresso
Regressou sobre nós numa rasteira
Abre os olhos país tira a cegueira
Tira a haste da vida, o desengano
Busca um novo horizonte um novo plano
Rasga todas palavras dos papéis
Faz questão de exibir aos menestréis
Que a ordem se faz não bota em pano!!!!!!

Dayane Rocha Lira

sexta-feira, 6 de setembro de 2013

E por mais que a gente negue Saudade manda na mente.

Na parede da lembrança
Eu pendurei teu retrato
E já tentei, mas, não mato
Saudade quando me alcança.
Perdido e sem esperança?
Não fico, por mais que eu tente
Que de vez em quando a gente
Tenta esquecer não consegue
E por mais que a gente negue
Saudade manda na mente.

Pedro Torres

Nunca vi um país independente Dependendo de tanta coisa assim!

Nesta data de sete de setembro
Portugal nos deixou sem resistência
O brasil comemora a "independência"
Das colônias de lá, não é mais membro.
De "congresso e justiça" eu nem me lembro
Que saúde e transporte está no fim
E as escolas com qualidade ruim
Ninguém vê um serviço eficiente
“Nunca vi um país independente
Dependendo de tanta coisa assim!”

Pedro Torres
Mote de Lenelson Piancó Costa

quinta-feira, 5 de setembro de 2013

Você trouxe pra mim o seu sorriso Mas, levou na partida a minha paz.

O poeta não vive sem saudade
Mesmo sendo um instante acontecido
Que é melhor, muito mais, já ter vivido
Que viver sempre em busca da vontade.
Como um rio onde flui felicidade
Nosso amor já passou, não volta mais
Mas, a chuva caindo sempre trás
A lembrança de volta ao meu juízo
Você trouxe pra mim o seu sorriso
Mas, levou na partida a minha paz.

Pedro Torres

Comecei sentir saudade Da saudade que eu sentia.

“Como um rio que secou”
No silêncio do meu peito
Nunca mais tive o direito
De esquecer quem me deixou.
Tenho ainda o que ficou
Na nossa fotografia
Lembrança de um outro dia
E, hoje, a triste realidade
Comecei sentir saudade
Da saudade que eu sentia.

Pedro Torres

Insone

Encanta-me a palavra
Adornam-me os verbos
Os meus poemas...

Roga-se às letras
O perdão das lavras
Desencobertas.

Completa-me o vazio
Encho-me da ausência
Em meu canto.

Inquieta-me a completude
Fragmentos inteiros
Reatam.

Pende-se ao silêncio
À noite inquieta
E resta acordada.

Pedro Torres

Nada quero saber do seu passado Meu desejo é fazer você feliz!

Não pretendo lhe dar nenhum direito
De dizer que me amou sem ser amada
Que uma jura de amor, eternizada
Se quebrou no vazio do meu peito.
Nosso amor, pode bem não ser perfeito,
Mas, não deixa jamais de ter raiz
Você foi, simplesmente, porque quis
Mas, não posso querer ser desprezado...
"Nada quero saber do seu passado
Meu desejo é fazer você feliz!"

Pedro Torres
Mote de Manoel Filó

quarta-feira, 4 de setembro de 2013

Nosso amor é sem fim, não tem mais jeito

"Nosso amor é sem fim, não tem mais jeito"
Muito tempo eu pensei dessa maneira
E até quis me livrar na bebedeira
Mas, achei na saudade o seu defeito...
Que por mais que se encharque nosso peito
Na memória da gente, não se estraga
Que a lembrança sabida encontra vaga
Pra deixar nossa mente com vontade
Levou tempo, até ver com claridade
Que tem coisas que o tempo nunca apaga.

Pedro Torres

Sou a garantia de teu sentimento Guardado comigo na beira do mar.

Eu sou a palavra depois de lançada
Que igual uma flecha não volta jamais
Sou tua saudade, teu ponto de paz
Metade de alma que aguarda cansada.
Também a lembrança que faz madrugada
Trazer a certeza de um dia se amar
A lágrima quente no brilho no olhar
Sou a ventania na força do vento
Sou a garantia de teu sentimento
Guardado comigo na beira do mar.

Pedro Torres

Hipócritas!

Há quem queira ter mais sorte
Que quaisquer dos semelhantes
Mas, são pífios, arrogantes,
De pernosticismo forte...

Com retórica em suporte
Carcarejam deslumbrantes
Como galos vis, cantantes
Nas madrugadas da morte.

Mas, no tempo, abaixa a crista,
Que humildade se conquista
Não se impõe nas falas rudes

Enquanto o medíocre fala
O mais humilde se cala
Para esbanjar atitudes.

Pedro Torres

A passagem da porta é tão estreita Mesmo aberta só passa uma pessoa

De que adianta ter acumulações
De riquezas e bens desnecessários
Se na agenda de Deus, sem comentários
Ele grifa nas atribulações?...
Nesse mundo de tantas ilusões
É melhor perdoar a quem magoa
Porque Deus abençoa a quem perdoa
E toda ela ao perdão fica sujeita
"A passagem da porta é tão estreita
Mesmo aberta só passa uma pessoa."

Pedro Torres
Mote de Mariana Véras

terça-feira, 3 de setembro de 2013

Na perpétua prisão de uma saudade.

Num momento de reaproximações
Evitamos falar "de antigamente"
Que o passado, nem sempre, no presente
Recomenda pra nós recordações...
Temos marcas em nossos corações
E uma ânsia maior por liberdade
Procurando manter nossa amizade
Na difícil tarefa de esquecer
Nosso crime de amor e bem querer
Na perpétua prisão de uma saudade.

Pedro Torres

segunda-feira, 2 de setembro de 2013

Há quem queira lançar fel No amor bonito da gente

Há quem queira lançar fel
No amor bonito da gente
Mas o que Deus fez ser mel
Não se azeda facilmente.

Na doçura do seu beijo
Adocei meu coração
Depois provei do salgado
Sabor da desilusão.

Toda vez que ela demora
Meu peito pede socorro
Minh'alma por dentro chora
Por fora quase que eu morro.

Pedro Torres

Conformação

Eu não me canso de lembrar que um dia
Uma surpresa escravizou meu peito
Te quis demais, e quanto mais queria
Mais me dobrava pesaroso ao leito

Meu sol se pondo quando o teu surgia
Sinistro drama de um amor desfeito
meus sonhos negros um por um caía
Nas pedras soltas de um caminho estreito

Prefiro apenas vigiar teu ninho
Andar sem rumo, conversar sozinho
Sentindo o peso da realidade

Rasgar processos de quem não tem crime
Louvar as causas de um viver sublime
Porque foi Deus que inventou Saudade.

Manoel Filó

domingo, 1 de setembro de 2013

Me diga o que foi que eu fiz Pra merecer tudo isso:

Me diga o que foi que eu fiz
Pra merecer tudo isso:
Você vem de vez em quando
Sem querer ter compromisso
E eu caio feito um patinho
Nas lábias do teu feitiço.

Pela soma dos seus erros
Dava pra ter aprendido
Para não somar mais um
Por cima do cometido:
De fingir-se em outro peito
E trazê-lo arrependido.

Ciúme não me aborrece
Havendo sinceridade
Que as paixões são como pássaros
Felizes com liberdade
Mas, se compartilham ninhos
Já beira a imoralidade.

Depois que você partiu
Meus olhos vivem tristonhos
Por noites intermináveis
De pesadelos medonhos
Meu peito se transformou
Num cemitério de sonhos.

Depois que você voltou
Meus olhos vivem risonhos
Sem nem notícia daqueles
Dias compridos medonhos
Meu peito se transformou
Num infinito de sonhos.

Nem sempre o medo convence
Nem toda lembrança é boa
Nem toda semente presta
Inda mais se não 'agoa'
Nem toda saudade aperta
Tem laço que só magoa.

A verdade é que a saudade
Quando noto os seus impulsos
Tranco a porta do meu quarto
E evito deitar de bruços
Procurando a melhor forma
Para abafar meus soluços.

Depois de relutar muito
Contra toda a indiferença
Aprendi com os meus erros:
Nem sempre esperar compensa
Que às vezes o que se espera
Não é como você pensa.

Não quero rediscutir
Assuntos já encerrados
Nem revirar as gavetas
De casos mais complicados
Pra não somar no presente
Os erros de dois passados.

Pedro Torres

Coração se acelera e reanima Faz sentir nosso amor em ambos pulsos.

Nos olhares da gente, disfarçados
Mil segredos que nunca revelamos
Mas, há um brilho no olhar, de quando amamos
Entregando um casal de apaixonados...
Os desejos dos dois são revelados
E alguns versos de amor do peito expulsos
Que a saudade provoca estes impulsos
Quando a gente um do outro se aproxima
E o coração se acelera e reanima
Pra sentir nosso amor em nossos pulsos.

Pedro Torres

Domingo

Na segunda eu começo a ter saudade
Chega a terça e parece que piora
Já na quarta eu percebo uma melhora
Mas, na quinta a tristeza me invade...

Sexta-feira sem ter felicidade
Falta ânimo no peito de quem chora
Vem o sábado e só cresce a demora
E é difícil enxergar-se a claridade...

Outro dia a saudade é mais completa
Faz um rasgo na alma do poeta
E a poesia se faz num choramingo

Ser feliz na semana é coisa rara
Mas, saudade nenhuma se compara
"A da tarde vazia de domingo"

Pedro Torres