sábado, 31 de agosto de 2013

Meu coração compartilha Contigo, a mesma centelha

Meu coração compartilha
Contigo, a mesma centelha
Até nas minhas palavras
Quando sangra, se assemelha
Falando das próprias dores
Gastando a tinta vermelha.

De vez em quando a saudade
Aperta forte de um jeito
Como se afrouxasse os laços
Da cicatriz, com defeito,
E arrebentassem os pontos
Do corte dentro do peito.

Pedro Torres

Coração é um músculo involuntário Ninguém muda o compasso da batida.

Entendi no pulsar descompassado
Corações, simplesmente, não são sábios
E ao provar da cachaça dos teus lábios
Fiquei tonto, de amor, embriagado.
Pelo açúcar do teu beijo molhado
Vale o amargo sabor da despedida
O difícil é acertar bem na medida
Sem jamais ir além do necessário
Coração é um músculo involuntário
Ninguém muda o compasso da batida.

Dá pra ver claramente nos semblantes
Quando um riso no rosto é só disfarce
Pois, nem sempre é tão fácil de alegar-se
Quando a dor sufocada é a dos amantes...
Se os carinhos não são mais como antes
E as distâncias ganharam pra saudade
É possível fingir felicidade
Mas, não dura na face os fingimentos
Que o difícil é negar os sentimentos
Quando o peito já sabe da verdade.

Demoli as pilastras da arrogância
Do castelo das minhas ilusões
Reforcei as paredes das razões
E ergui alto alguns muros de distância....
Mas, com "sim" e com "não" em alternância
Dei pra cor da esperança nova cor
Decorei meu cenário com primor
E pintei meu casebre de saudade
“Derrubei os portais da eternidade
Arriscando morrer sem ter amor”

Pedro Torres
Mote de Mariana Véras

Deixo o vento levar tua lembrança E ele volta trazendo mais saudade

Faço força tentando não lembrar
Do sorriso, motivo desta queixa
Mas, o meu coração nunca me deixa
Nosso amor da memória se apagar...
Nessa luta pra não mais recordar
Do teu cheiro que amarra uma vontade
E do abraço que tem a qualidade
De esquentar no meu peito uma esperança
"Deixo o vento levar tua lembrança
E ele volta trazendo mais saudade."

Pedro Torres
Mote de Dayane Rocha

Lentamente levando a minha vida Pela estrada veloz que dá na morte

Nesse entorno de sonhos e quimeras
Vi a última esperança adormecer
Se o destino da gente é só morrer
Não entendo, o porquê, dessas esperas
Nunca mais vi floridas primaveras
Meu jardim da existência está sem sorte
Como quem vive a vida num resort(e)
Esperando a chegada da partida
Lentamente levando a minha vida
Pela estrada veloz que dá na morte

Pedro Torres

sexta-feira, 30 de agosto de 2013

Meu peito às vezes parece Perdido num cruzamento

Meu peito às vezes parece
Perdido num cruzamento
De um lado vem a saudade
Do outro vem sofrimento
E sai sempre atropelado
Nas curvas do sentimento.

Pedro Torres

E minha vida é esse livro sempre aberto Mas, não é qualquer um que nele escreve

Por enquanto, estou só, mas não me iludo
Você nunca se dá por satisfeita
E, no entanto, não faço essa desfeita
De ser nada pra quem quer ser seu tudo...
E até tento mudar, mas eu não mudo
Que não cobro um carinho a quem não deve
Todo encontro ocorrido é muito breve
Pra quem mesmo distante quer tá perto
E minha vida é esse livro sempre aberto
Mas, não é qualquer um que nele escreve.

Declamando alguns versos "roedeira"
Que os amigos pediam, insistentes
E eu pedindo ..."que fossem pacientes
Porque a minha saudade é "doedeira”...
Só a cerveja embalava a sexta-feira
No apagar-se das luzes da ribalta
E meu peito gritando na voz alta
Toda falta que faz o seu carinho
Sexta-feira co' amigos num barzinho
E você insistindo em fazer falta.

Pedro Torres

Meu peito se transformou

Depois que você partiu
Meus olhos vivem tristonhos
Por noites intermináveis
De pesadelos medonhos
Meu peito se transformou
Num cemitério de sonhos.

Depois que você voltou
Meus olhos vivem risonhos
Sem nem notícia daqueles
Dias compridos medonhos
Meu peito se transformou
Num infinito de sonhos.

Pedro Torres

Mas, confesse uma vez seus sentimentos E esbagaço esses dez, co' ilusão e tudo.

Não pretendo ver guerra entre razões
No silêncio oportuno dessa pausa
E entre nós, já sabemos qual a causa
E os motivos de algumas decisões?
Eu não quero negar ter ilusões
Que uns noventa por cento inda me iludo
E outros "dez" vou guardando como escudo
Que eu não vou magoar meus ferimentos
Mas, confesse uma vez seus sentimentos
E esbagaço esses dez, co' ilusão e tudo.


Pedro Torres

quinta-feira, 29 de agosto de 2013

Um crime de amor

Nosso amor foi levado a julgamento
Pelo "crime" de amar que praticamos
Posto ao banco dos réus, onde ficamos,
Prisioneiros do próprio sentimento.

E a distância carrasca, em cumprimento
Da sentença mais dura que pegamos,
Sem dar azo ao recurso que impetramos,
Nos deixou nesse frio isolamento...

Hoje, dois corações aprisionados,
Pelo injusto do tempo condenados,
Vão vivendo um amor sem liberdade.

Por Justiça! ...Buscamos ser felizes
Porque o crime maior dos infelizes
É morrer sem matar uma saudade.

Pedro Torres

quarta-feira, 28 de agosto de 2013

- Eu não fiz por querer, aconteceu

“- Eu não fiz por querer, aconteceu
E assumi o meu erro, mas, não posso
Comparar essa história, ao amor nosso
Nada existe, aliás, entre ela e eu..."
Se algo assim, semelhante, lhe ocorreu
Veja bem se o melhor é perdoar
E nem precisa "a verdade" ir apurar
Pois, quem quer ser feliz, no amor, lhe solta
Que se for pra ser seu um dia volta
Mas, nem tudo, compensa se esperar...

Pedro Torres

terça-feira, 27 de agosto de 2013

E a saudade que rima com vontade Faz o amor não querer proceder mais

Teu problema, morena, é ser bonita
Muito linda, demais, além da conta
Como quem para festa vive pronta
Muito embora, vestida só de 'chita'
No cabelo, onde amarras uma fita
Tem um quê de pecados divinais
Mas, teus olhos se aguçam qual punhais
E assassinas no olhar sem piedade
"E a saudade que rima com vontade
Faz o amor não querer proceder mais"

Pedro Torres
Mote improvisado de uma frase da prima Thaís Nunes

Chaga

Nosso amor nunca perde a validade
Do contrário, a ferida virou chaga
Pois, incêndio no peito nunca apaga
Ao por mais gasolina na saudade...

É uma conta que a gente nunca paga
Sem ter crédito a nossa liberdade
E, assim sendo seguimos nossa saga
De esperar alcançar felicidade...

Por encontros, sem data, que acontece
Cada instante vivido permanece
Refletindo nos ecos de um talvez

Entre nós se antecipa a despedida
E partimos, levando essa ferida
Esperando nos vermos,  outra vez.

Pedro Torres

Deus do céu é testemunha Da dor da saudade minha

Deus do céu é testemunha
Da dor da saudade minha
Que ela sempre se aproveita
Quando chega a tardezinha
E o mundo fica em silêncio
Parece até que adivinha.

Pedro Torres

Quando a voz do meu peito silencia São meus olhos que falam pela boca

Na mudez de um casal que inda se ama
Há silêncios de almas semimortas
E a saudade batendo em duas portas
Que trancadas, não rangem, não reclama...
E um olhar diferente acende a chama
Deixa a alma queimando, quase louca
E a vontade não passa, nem é pouca
Nem se importa se alguém se distancia
"Quando a voz do meu peito silencia
São meus olhos que falam pela boca."

Pedro Torres
Mote de Dayane Rocha.

segunda-feira, 26 de agosto de 2013

E eu não vou descontar n'outra pessoa As maldades de que não sabe amar

Na gaiola de um caso complicado
Fiquei preso nas juras de ilusão
Feito pássaro preso na prisão
Sem respostas de um peito alienado...
Mas, futuro só faz novo passado
Então dou todo amor que puder dar
Pois, quem vive no amor pode voar
E no momento somente, o tempo voa
"E eu não vou descontar n'outra pessoa
As maldades de que não sabe amar."

Pedro Torres
Mote de Vinícius Gregório

Nos fracassos do amor tenho notado
Não é sempre na força que se vence
E se quer desistir, pois, você pense
Ninguém perde sem nunca ter lutado...
E dos dois quem saiu por derrotado,
Que te importa? Que diferença faz?
Eu não fiz as lonjuras, e ademais
Não me culpe, também, de sentir medo
Sei que hoje pra nós é muito cedo
E amanhã pode ser tarde demais.

Eu não disse a você que estava certo
Nem que exista barreira intransponível
Mas, não vou me baixar ao mesmo nível
De quem troca algo certo pelo incerto...
Se quem ama procura ficar perto
Não entendo o porquê de se afastar
Se esse verbo do amor não conjugar
"É da vez que eu rasgava uma gramática"
E, admita, não fuja, seja prática:
Não tem outro que assuma o meu lugar.

Não entendo o motivo dessa zanga
Talvez seja, ciúmes, "vai saber"...
E não posso também compreender
Quem reclama, sem ter "pano pra manga..."
Confundi muita joia com miçanga
E o contrário, também é verdadeiro
Eu não posso voltar a ser primeiro
Que não mando nas coisas do passado
Mas, não quero morrer apaixonado
Só por causa, do teu maldito cheiro!

Pedro Torres

Talvez seja o teu silêncio Que tanto me incomode

Talvez seja o teu silêncio
Que tanto me incomode
E eu não te esqueço, não importa
O tanto que o mundo rode
Porque o que eu quero eu não posso
Mas, eu sei que você pode.

Pedro Torres

Não é justo eu fazer você sofrer Esperando outro alguém me dar amor.

Corro o risco de me desapontar
Mas, não posso negar um sentimento
Que resiste em meu peito, no momento
Sem ter data, no entanto, de voltar...
E é difícil pra mim não lhe aceitar
Mas, não quero também lhe causar dor
Que esse mundo dá voltas, e "esse escritor"
Já cansou de lutar pra se esquecer
"Não é justo eu fazer você sofrer
Esperando outro alguém me dar amor."

Pedro Torres

Queria um abraço teu agora

Queria um abraço teu agora
Fechar os olhos, sentir
Um cheiro do teu carinho
Ver teu olhar refletir
O brilho nos olhos meus
Sem cobrar nada dos teus
Pra mim já basta existir.

Pedro Torres

Bocas que falam demais Deviam falar bem menos

Bocas que falam demais
Deviam falar bem menos
Seria como se as cobras
Bebessem dos seus venenos
Que tem muita língua grande
Em corações bem pequenos...

Pedro Torres

Costurado de um jeito diferente Nos dez pés de martelo alagoano

Sou poeta nascido em São José
Do Egito, na terra que tem fama
Depois fiz do meu lar Tuparetama
E minh'alma partida ao meio é...
Sou "TUPARETAMEGIPSIENSE, PE"
Sou certeza pra todo desengano
E na roca onde o verso tece o pano
Sou a agulha afiada do repente
Costurado de um jeito diferente
Nos dez pés de martelo alagoano

Pedro Torres

domingo, 25 de agosto de 2013

Entendo perfeitamente Os teus gestos naturais

Entendo perfeitamente
Os teus gestos naturais
Como quem se prende a um laço
Que está distante, demais
E quando a saudade aperta,
Não pode desatar mais.

Meu coração tem um preço
Pro qual não cabe barganha
Mas, fica quase 'de grátis'
Quando a saudade lhe arranha
Como um baú de lembranças
Criando teias de aranha.

Pedro Torres

sábado, 24 de agosto de 2013

Todo amor que se cria em base forte Tem por sorte o sabor da eternidade

Passo a passo e fundado em confiança
Aos pouquinhos o amor se estabelece
Como a flor do desejo que floresce
No jardim mais bonito da lembrança...
Quando um abraço nos dá mais segurança
Ninguém teme as ausências ou saudade
Que existindo entre dois sinceridade
Toda flor da vaidade teme o corte
"Todo amor que se cria em base forte
Tem por sorte o sabor da eternidade"

Pedro Torres
Mote de Flávio Leandro, o poeta cantador.

Para o caso de alguém lhe perguntar
O que é feito da "história" entre a gente
Não responda, sorria, simplesmente
Quem quiser que se preste a adivinhar...
Deixe um ar de mistério pelo ar
Mas, se alguém instilar os seus venenos
Não permita que corações pequenos
Se intrometam, no caso, entre nós dois
Nosso amor não tem regras, e depois
"É melhor aceitar que dói bem menos"

Pedro Torres

Quando há um ano atrás lhe conheci
Não pensava em viver um "grande amor"
Mas, na pena cinzenta do escritor
Moram traços do amor que colori...
Cada verso de dor que lhe escrevi
Tinha um gosto de sal, por ter saudade
Por, talvez, não gozar da liberdade
"essa história de nós", além da morte
"Todo amor que se cria em base forte
Tem por sorte o sabor da eternidade"

Mesmo sendo ofendida a liberdade
Eu não deixo jamais de ser seu fã
Que seu verso me atrai como a um ímã
E é difícil gostar sem ter saudade...
Nosso amor tem na base a qualidade
De inovar-se por cada novo abraço
Muito embora inda exista o descompasso
Da distância que aumenta, e nunca cessa
"Acontece que a história não tem pressa
E o amor se conquista passo a passo."

Pedro Torres
Motes de Flávio Leandro e Alceu Valença

Amor grande, pequeno, ou sem medida
Porque amor é amor, e é só o amor.
Ninguém mede o perfume de uma flor
Que floresce o jardim da nossa vida.
No quintal de meus sonhos, margarida
Tem um pé bem vistoso de saudade
E esse vento tangendo a liberdade
De dois barcos lutando na procela
"Toda flor é sensível, frágil e bela
Mas, resiste ao furor da tempestade."

Pedro Torres
Mote de Bandeira Júnior

Nos encontros casuais É sem querer que me iludo

Nos encontros casuais
É sem querer que eu me iludo
Porque seu silêncio faz
Meu coração gritar mudo
É triste sentir-se um nada
Pra quem já foi o seu tudo.

Pedro Torres

quinta-feira, 22 de agosto de 2013

Só não nego, que morro de saudade.

Inda sinto teu cheiro em meu perfume
E o calor de um abraço que me aquece
Mas, tem coisas que a gente não merece
E uma delas, talvez seja o ciúme.
Eu não falo somente por costume
E nem cobro também, fidelidade
Você sabe quem tem meu coração
E se sinto, não falo sem razão
Só não nego, que morro de saudade.

Nosso amor tem um quê de santidade
E não importa o quanto que a gente erre
Nem o tanto de orgulho que se enterre
Sempre vence ao final nossa saudade...
No desejo que queima a castidade
Esse fogo no olhar fica estampado
E se o abraço da gente é demorado
Não tem esse "iceberg" pro calor
E amor santo demais é sem sabor
O gostoso é com gosto de pecado.

Eu não sei até quando esse meu peito
Inda aguenta a tortura da distância
Que em meus olhos não falta a substância
Mas, eu tento chorar, sem achar jeito...
Nem meu vinho faz mais o mesmo efeito
E é inútil tentar com algo mais quente
Quando a dor da saudade está presente
Não tem cura pra falta, e na verdade
"Quer saber quanto custa uma saudade
Tenha amor, queira bem e viva ausente!"

Dos problemas que afetam os casais
A distância, é de longe a maior delas
Que saudade demais causa sequelas
Não precisa, pra isso, ler jornais?..
Ciuminhos, coisinhas, e outras mais
São de menos pra dois enamorados
Quando um cheiro se amarra em dois passados
Não desata o presente em dois futuros
"A distância coloca vários muros
Entre dois corações apaixonados."

Pedro Torres
Mote de Mariana Véras


quarta-feira, 21 de agosto de 2013

Saudade malassombrada Assim também é demais

Saudade, malassombrada,
Assim também é demais!
Tu já roubaste meu sono,
Perturbaste minha paz,
Porque tu não vais embora,
E some, pra nunca mais?...

Saudade é monstro marinho
Que não suporta barulho
Quando do sono desperta
Te espera dar um mergulho
Te arrasta pr'um mar de prantos
Depois te afoga no orgulho.

Pedro Torres

Perdoar é ilimitado Mas, é preciso também

Perdoar é ilimitado
Mas, é preciso também
Evitar causar de novo
A mesma mágoa em alguém
Que perdão não tem limites
Mas a paciência tem.

Pedro Torres

Quando a gente magoa uma saudade Incomoda demais ao coração.

Você pode cortar suas asinhas
Se é que ainda mantém as chances vivas
Que é melhor não criar expectativas
E essas suas talvez nem sejam as minhas...
Assim como também as andorinhas
Que sozinhas, não fazem um verão
De que vale eu sozinho dizer não
Se esse não ficaria na metade
"Quando a gente magoa uma saudade
Incomoda demais ao coração."

Pedro Torres

E aprendi que esse mundo é um livro aberto Ensinando até mesmo a quem não ler.

Não reclamo, contudo, dos caminhos
Cada um que peguei teve um propósito
Que meu peito tornou-se em um depósito
Muitas vezes de dores, e de espinhos...
E aprendemos, assim como nos vinhos
Que com o tempo mais temos pra aprender
Que tem coisas que não dá pra esquecer
Que é inútil querer sempre estar certo
"E aprendi que esse mundo é um livro aberto
Ensinando até mesmo a quem não ler."

Pedro Torres
Mote de Dayane Rocha

terça-feira, 20 de agosto de 2013

Saudade de um cheiro.

Nos meus versos escritos com emoção
Quem os lê, vê palavras contraditas...
...ao falar dos assuntos da paixão
Nas histórias de amor por mim escritas.

Muitas vezes nas frases mais bonitas
Saltam traços de dor ...do coração
É que as mesmas verdades foram ditas
Por alguém que jurou  ...só de ilusão.

Como as folhas tangidas pelos ventos
O poeta também nos sentimentos
Busca o solo, mais fértil e fecundo.

Se a lembrança de um cheiro dá saudade
Ele o sente, por toda a eternidade,
Na perpétua saudade de um segundo.

Pedro Torres
Mote inspirado em Olavo Bilac

E não quero fazer mil julgamentos Mas, sabemos que um dia a casa cai...

Tua "essência" grudou em minha "essência"
Nossos ímpares formam como pares
E dois corpos padecem dos penares
De quem sofre saudade pela ausência...
Que a saudade provoca-nos carência
E a carência ao acaso nos atrai
Eu não sei até quando você vai
Conseguir enganar seus sentimentos
E não quero fazer mil julgamentos
Mas, sabemos que um dia a casa cai...

Pedro Torres

Quem ama cuida, "de perto" Não vive só de saudade

Quem ama cuida, "de perto"
Não vive só de saudade
Porque melhor que sonhar
É viver a realidade
E laços de amor não prendem,
Desatam felicidade!

Pedro Torres

segunda-feira, 19 de agosto de 2013

Saudade filha da puta

"Saudade filha da puta!"
Perdoem, mas, é verdade
Que dizer um "palavrão"
Às vezes, nos dá vontade
Para expressar direitinho
O tamanho da saudade.

Pedro Torres

É como se o peso imenso Da terra pesasse em mim

É como se o peso imenso
Da terra pesasse em mim
Cada vez que nela penso
Lembrando que teve fim.

Pedro Torres

Vivo passando aperreio Pra fazer os gostos dela.

Num mote que vi Dedé Monteiro apresentando na XV mesa de glosas de Tabira ao assistir o vídeo no youtube saiu esse improviso. rs

Comprei um opala a gás
Pra fazer economia
Que é pra ver se eu poderia
Dar a ela um algo a mais
Quando vou vê-la, aliás
Inda faço mais por ela
No opala pego a "banguela"
Sem nunca pisar no freio
"Vivo passando aperreio
Pra fazer os gostos dela."

Pedro Torres
O mote eu não sei de quem é.

Quem sente sede no amor Procura ficar por perto

Quem sente sede no amor
Procura ficar por perto
Sem beber do próprio orgulho
Ou querer sempre estar certo
E nem se sente a última
Coca-cola do deserto.

Embora seja o destino
Uma caixa de surpresas
É melhor não deixar margem
Pra dúvidas e incertezas
Querer apagar as chamas
De duas paixões acesas.

Pedro Torres

Teu sorriso de amor se fez tão lindo No deslinde dos laços de nós dois

Teu sorriso de amor se fez tão lindo
No deslinde dos laços de nós dois
Que a saudade amarrou nosso depois
Num abraço sincero ...e nunca findo.
Inda lembro você pra mim sorrindo
Como a lua, com toda a claridade
Não faltou, entre nós, sinceridade
Nos olhares, depois, na despedida
Sem sabermos, porém, que nessa vida
Conhecíamos ali, o que é Saudade.

Pedro Torres

Diz lá que deixaste aqui um poeta Com muita saudade na beira do mar.

Vai lá passarinho, levar meu bilhete
E diz lá pra ela com felicidade:
- Que mando lembrança junto com saudade
E as flores vermelhas desse ramalhete.
Procura no voo achar um tapete
De ramas verdinhas no chão do lugar
Repousa um pedaço pra não se atrasar
E pra tua missão ficar mais completa
Diz lá que deixaste aqui um poeta
Com muita saudade na beira do mar.

Pedro Torres

domingo, 18 de agosto de 2013

Que o estranho é querer beijar no rosto Quando as bocas dos dois já se conhecem

No momento, eu ainda estou sozinho
Com o silêncio, um bom livro e uma dose
Vou tentando livrar-me da hipnose
De um sorriso bonito, mas, mesquinho...
Que esse frio combina com carinho
Mas, na ausência de um, dois não se aquecem
E nas chances que às vezes aparecem
Não pretendo sentir o mesmo gosto
"Que o estranho é querer beijar no rosto
Quando a boca dos dois já se conhecem"

Pedro Torres

Na pirâmide do amor Do meu coração sensível

Na pirâmide do amor
Do meu coração sensível
Investi de corpo e alma
Fiz tudo que foi possível
Mas, lucrei somente dor
Do seu peito “MULTINÍVEL”

Pedro Torres

O carão que cantava em meu baixio Teve medo da seca e foi embora

Uma rã ficou muda atrás do pote
Passou maio e não veio a invernada
De manhã já não canta a passarada
E na cacimba não canta mais caçote
Cascavel com receio guarda o bote
E a aranha que tecia a toda hora
Nesse clima não tece teia agora
E se tecesse não dava p'rum pavio
"O carão que cantava em meu baixio
Teve medo da seca e foi embora."

A barragem secou e a ventania
Varre o resto das folhas pelo chão
A esperança calou-se, e a sequidão
Faz do leito rachado alegoria.
Um mosaico prosaico de agonia
Onde a água que aquece se evapora
Desenhando na lama que se tora
Os caminhos da sede e o desvario
"O carão que cantava em meu baixio
Teve medo da seca, e foi embora."

Pedro Torres
Mote de Manoel Filó

Mas, no ranking de amores do seu peito Não tem homem que assuma meu lugar

No seu peito alcancei o sétimo céu
Fui às portas de um breve paraíso
Que escondido por trás do seu sorriso
Tinha um beijo gostoso feito o mel...
Seu abraço era aquele fogaréu
Que é bem fácil da gente se queimar
E ela "crente" que estava a me enganar
Foi atrás de iludir-se noutro leito
"Mas, no ranking de amores do seu peito
Não tem homem que assuma meu lugar."

Pedro Torres
Mote de Welton Melo

A gente tenta evitar Não dar asa pra ilusão

A gente tenta evitar
Não dar asa pra ilusão
Procura enxergar melhor
E ver com os olhos da razão
Mas, quando a saudade aperta
Põe vendas no coração.

Pedro Torres

sábado, 17 de agosto de 2013

E vira um barco sem bússola Sem vela, e ao sabor do vento.

É triste ficar sorrindo
Quando é puro fingimento
De alguém que perde a razão
Nas coisas de sentimento
E vira um barco sem bússola
Sem vela, e ao sabor do vento.

Pedro Torres

E qualquer barco que perde a direção Sempre afunda no mar do esquecimento..

Como um barco perdido sem ter porto
Que navega no mar sem ter motivo
Eu carrego no peito um sonho vivo
Disfarçando que esteja quase morto.
Se a saudade nos causa um desconforto
Muito mais dói na gente o fingimento
Pois, o orgulho é igual vela sem vento
Que não leva onde quer nossa razão
E qualquer barco que perde a direção
Sempre afunda no mar do esquecimento.

Pedro Torres

sexta-feira, 16 de agosto de 2013

Quem tem um amor ausente Se acostuma, na verdade

Quem tem um amor ausente
Se acostuma, na verdade
Que a saudade, vez em quando,
Nos traga a infelicidade
Mas, tem dias que parece
Que a saudade é mais saudade.

Pedro Torres

Pior do que eu não tem E achar melhor eu duvido

Você pode se esforçar
Procurando alguém melhor
Não vai achar nem pior
Nem disposto a lhe aceitar
Alguém que queira ficar
Com teu coração fingido
Não que eu seja convencido
Mas eu sei ser ruim também
"Pior do que eu não tem
E achar melhor eu duvido."

Pedro Torres

Saudade é palavra doce. Na boca de quem não sente!

Às vezes quando um poeta
Fala de amor e saudade
Uma dor seu peito invade
Como uma lança que espeta
Ou que lhe ferisse a seta
De um afiado tridente
Ciente da dor, que mente
Esperando que não fosse
"Saudade é palavra doce.
Na boca de quem não sente!"

Pedro Torres
Mote de Cicinho Moura

Essa palavra saudade Cada vez que escuto ela

Essa palavra saudade
Cada vez que escuto ela
Meus olhos ficam "minando"
E uma outra coisa revela
Que esse sal na minha boca
Tem gosto da falta dela.

Pedro Torres

quarta-feira, 14 de agosto de 2013

Saudade só acha espaço Em peitos que estão vagos

Saudade só acha espaço
Em leitos que estão vagos
Sentindo faltar carinhos
Também a falta de afagos
E nos corações atingidos
Não sai sem causar estragos.

Pedro Torres

Mesmo o peito mais forte e mais blindado Não resiste ao disparo da saudade

Uma dor de saudade adormecida
Não suporta escutar qualquer barulho
Que se acorda e desfaz-se todo o orgulho
No estampido da voz que foi ouvida...
E uma foto é igual 'bala perdida'
Com projétil de grande densidade
Tendo a ponta aguçada da vontade
Qualquer peito por ela é perfurado
"Mesmo o peito mais forte e mais blindado
Não resiste ao disparo da saudade."

Pedro Torres
Mote de Markos Veras

Quem não quer manter contato Evita as provocações

Quem não quer manter contato
Evita as provocações
Assim como os golpes baixos
De certas situações
Lembrando que a flor que cheira
Também provoca arranhões.

Pedro Torres

terça-feira, 13 de agosto de 2013

Veja bem meu amigo o meu problema, E me diga se existe solução.

Invetando poesia com o Poeta Cicinho Moura a gente fez:

Minha história é de 'prantos e lamentos'
Maldizendo a má sorte eu levo a vida
Entre sonho perdido e despedida
Vi o choro lavar meus sofrimentos
Só amei quem não tinha sentimentos
Me enganei com conversa e ilusão
E como herança de tanta ingratidão
lamentar o passado é meu dilema
"Veja bem meu amigo o meu problema, 
E me diga se existe solução."

Cicinho Moura

Puxe aí, meu amigo, uma cadeira
Beba junto comigo essa cerveja
Que meu caso é difícil, senão veja
E me diga se estou de brincadeira...
Olhe bem essa foto na carteira
Que é por esse sorriso de ilusão
Desalmada, mulher sem coração
Que estou preso no amor sem ter algema
"Veja bem meu amigo o meu problema, 
E me diga se existe solução."

Pedro Torres

E tempero de amor é como o sal É melhor ter cuidado na pitada.

Não hesite se assim for seu desejo
Mas, se for pra voltar não se demore
Não que a gente "ruendo" nunca chore
Mas, faz tempo demais que não lhe vejo...
Sinto falta do doce do seu beijo
Que saudade demais fica salgada
Mas, não parta também pro tudo ou nada
Que não existe começo sem final
E saudade no amor é como o sal
É melhor ter cuidado na pitada.

Pedro Torres

segunda-feira, 12 de agosto de 2013

Quero muito dizer que não lhe quero Mas não posso calar meu coração.

Aprendi conviver com a sua ausência
Muito embora, me doa até na alma
Porque a gente descobre que na calma
Se conquista pra vida experiência...
E hoje posso falar com a eloquência
De quem sempre buscou, não ter razão
Mas, tentar compreender o "porque não"
Se viver um amor que é tão sincero?
"Quero muito dizer que não te quero
Mas não posso calar meu coração."

Pedro Torres

Se quiser se negar que tá "ruendo" O melhor nesse caso, é não beber

Dois detalhes que quero lhe alertar
Dessa história de amor já "das antigas"
Você vive falando a suas amigas
Que não quer, nem falar em, reatar...
Mas, não para, no entanto, de falar
Que é difícil demais de se esquecer
De um amor que inda implora pra lhe ver
Toda vez que você está bebendo
"Se quiser se negar que está "ruendo"
O melhor nesse caso, é não beber"

Pedro Torres

domingo, 11 de agosto de 2013

Dia dos pais

Meu pai é pilar e viga
Da nossa fraternidade
Das pilastras da amizade
A pilastra mais antiga.
É também a mão amiga
Que permanece estendida
Se a estrada se faz comprida
É o oásis no deserto
Que pai é o amigo certo
Pras incertezas da vida

Pra gratidão, e humildade
Me ensinaste a erguer templos
Teus gestos são meus exemplos
Que levo pra eternidade...
Do meu altar de amizade
A única que é garantida
Do teu peito fiz guarida
De teu nome, o semelhante
E meu olhar, confiante
Pras caminhadas da vida.

Desde os meus primeiros passos
Ao meu primeiro tropeço
Da proteção do teu berço
Ao calor de teus abraços
Entre nós formam-se laços
De amizade e confiança
Desde o tempo de criança
A agora, já mais crescido
Deus me fez ter merecido
Ser de tua semelhança.

Hoje vi um amigo triste
Com saudade do seu pai
Que quase a lágrima cai
E meu peito não resiste.
Sei que a tristeza existe
Porque já provei um dia
Mas, o dia é de alegria
Mesmo longe eu me despeço
E pra completar lhe peço
Sua bênção em poesia.

Pedro Torres Filho
Dedico a meu pai, Pedro Torres Tunú.

É preciso abrir passagem Pra correnteza da vida

Deixo a luz do verso acesa
Pra iluminar a saudade
Mas a sua claridade
Só ilumina a tristeza
Do peito fiz a represa
Pra lágrima achar saída
E na sua despedida
Irrigar minha coragem
É preciso abrir passagem
Pra correnteza da vida

Pedro Torres

sábado, 10 de agosto de 2013

Eu te amo, te prezo, te venero Só a morte separa o nosso amor

Meu olhar, teu olhar, nossos olhares
Se entrelaçam deixando nossas pernas
Como ébrios buscando nas tabernas
Alguns drinks de amor, e saciares..
E a saudade que manda pelos ares
Qualquer traço passado de rancor
Põe no lápis da falta uma outra cor
Pra pintar um abraço mais sincero
"Eu te amo, te prezo, te venero
Só a morte separa o nosso amor"

Pedro Torres
Mote de Dimas Batista

Não me negue o direito de te amar.

"Não me negue o direito de te amar."
Não cometa com a gente essa injustiça
Tanta história de amor que tem "postiça"
Não se negue, também, de acreditar...
E nem pense em querer me arrancar
Do seu peito com a chave da razão
Que esse cheiro que fica em nossa mão
Vem da flor do perdão, porém, entenda
Você pode apagar-me da agenda
Mas, não pode arrancar seu coração.

Pedro Torres
Mote: Belo

sexta-feira, 9 de agosto de 2013

Saudade

Saudade tem 7 letras
Anote, e vamos contar:
Um 'S', dois 'A' um 'U'
Dois 'D', e pra completar
Ainda tem outro 'E'
Depois veja se não é
E me diga se faltar.

Pedro Torres

Quem dera um teletransporte Pra me teletransportar

Quem dera um teletransporte
Pra me teletransportar
Levar pra pertinho dela
Sem precisar viajar
Pra dar nela uns 15 cheiro
E a Saudade aliviar

Pedro Torres

E o que os olhos não veem, o coração, Faz questão de lembrar a todo instante.

Se é pra gente evitar algumas brigas
É melhor encerrar qualquer contato
No momento oportuno, e tempo exato,
Falaremos de histórias "das antigas..."
Que as distâncias tornaram-se inimigas
Desse amor tão bonito, mas distante
E, no caso, é melhor seguir adiante
Sem contar que inda existe "a ligação"
"E o que os olhos não veem, o coração,
Faz questão de lembrar a todo instante."

Pedro Torres

E fantasmas de sonhos viram vultos Nas cavernas do nosso pensamento...

Agi contra os meus próprios vãos conceitos
E ingeri muito orgulho com saudade
Tinha um gosto terrível, na verdade,
Dividimos, também, esses efeitos...
Nossos laços ficaram mais estreitos
Na medida contrária ao fingimento
Que é difícil matar um sentimento
Que alimenta-se com doses de insultos
E fantasmas de sonhos viram vultos
Nas cavernas do nosso pensamento...

E, apesar de haver desentendimentos,
Por questões inerentes à distância,
Nosso amor tem na base a substância
Só presente nos grandes sentimentos...
Como as folhas tangidas pelos ventos
Que no outono se abalam nas permutas,
Também nós, nos perdemos nas condutas
Que o destino negou pra nós escolhas
E, perdemos também as nossas folhas
Pra voltarmos mais fortes dessas lutas.

Quando a gente confunde os nossos laços
Pelo muito que nós já caminhamos
É difícil negar a quem amamos
Que a saudade nos chama pelos braços
No calor mais sincero dos abraços
Toda falta que aquece uma vontade
E um retrato revela outra metade
Dessa história pesada na balança
Se a lembrança lembrasse da lembrança
Não deixava lembrança por Saudade

Pedro Torres

É provável que a gente inda se ame Quem quebrou uma jura quebra três

Prometi nunca mais lhe procurar
E saí com a "cara e a coragem"
Mas, bastou receber uma mensagem
Pra "coragem" todinha desabar...
Que é difícil pra gente se negar
Um alô carinhoso de uma 'EX'
E com a voz de saudade que ela fez
Não tem esse no mundo quem reclame
“É provável que a gente inda se ame
Quem quebrou uma jura quebra três...”

Pedro Torres
Mote do Poeta e amigo Cicinho Moura

Saudade é como um balão Que quando do laço solta

Eu não sei por qual razão
É que a gente não se entrega
Se a gente arenga, se intriga
Mente, foge, finge e nega
Se exclui de tudo no mundo
E o coração não sossega...

Eu chega acho engraçado
Um poeta ciumento
Que chego a dar gargalhadas
De quem cai nesse argumento
De um poeta fingidor
Que não finge um sentimento...

Às vezes uma atitude
Impensada corta o riso
Por algumas decisões
Que a gente toma indeciso
E a voz da dúvida fica
Martelando no juízo...

Saudade é como um balão
Que quando do laço solta
Se perde na imensidão
E nunca mais ele volta.

Pedro Torres

Agosto

Nos encontramos juntos, comovidos
De nós libertos do nó da garganta
Lembrando o cheiro do mar que acalanta
Antigos sonhos de nós dois unidos...

Nos pés descalços de peitos feridos
Marcas de espinhos e poesia santa
Nossos sorrisos em nós divididos
De riso e pranto, de quem ri e canta

No mês de agosto fez-se a lua nova
Quando a esperança toda se renova
No novo jeito de aprender-se a amar

Ouvindo o vento na brisa lá fora
Feito o sussurro do íntimo que chora
Como que fora quer também chorar.

Pedro Torres

quarta-feira, 7 de agosto de 2013

Perfume de sonhos da beira do mar.

Voei no sentido dos nossos segredos
Nos campos abertos da sinceridade
Sentindo na brisa toda a intensidade
Do néctar das flores, na planta dos medos
E, pelas raízes de nossos enredos
Somente a verdade vai nos perfumar
Que Deus é maior e se a gente plantar
Veremos florir no chão da esperança
Da flor mais bonita, de mais confiança
Perfume de sonhos da beira do mar.

Pedro Torres

Publiquei o galope acima no Facebook e o Poeta Maviael Melo que ia passando inspirou-se e disse:

Perfumes que adentram no céu dos sentidos
Abrindo outros campos em meio ao deserto
As brisas serenas já chegam mais perto
Das flores que “nectam” os céus coloridos
E em suas raízes já estão destemidos
Seus cheiros, aromam fragrâncias ao ar
E o Deus que permite, nos deixa amar
No sonho que avança, no que se acredita
A noite já espia, se lança e se agita
Sonhando acordada na beira do mar

Maviael Melo

E Poeta Cicinho Moura, também de Iguaracy como o Poeta Maviael, ia também passando e pegou no embalo e disse:

O sonho se faz real quando a gente
Despidos de medo o realizamos
E pra por em prática o que nós sonhamos
A noite nos dá o céu de presente
A praia deserta,o mar reluzente
Compõe o cenário do nosso luar
Com tudo perfeito pra gente se amar
O céu estrelado,o vento e a brisa
Eu sonho acordado,você realiza
E a gente se ama na beira do mar.

Cicinho Moura

Isso vale uma ruma de abraços, valeu!

terça-feira, 6 de agosto de 2013

Nosso amor rabiscou ponto final Nos três pontos finais das reticências...

Feito "espumas ao vento", nosso amor
Foi varrido da face dessa terra
Por julgar os pecados de quem erra
Condenado sem ter um defensor....
E obrigado a provar do dissabor
De alguns longos períodos entre ausências
Duas almas negando-se às carências
De quem vive distante, e é natural
"Nosso amor escreveu ponto final
Nos três pontos finais das reticências..."

Pedro Torres

segunda-feira, 5 de agosto de 2013

A mulher, mesmo sabendo A "verdade", não lhe fira

A mulher, mesmo sabendo
A "verdade", não lhe fira
Responda se perguntado
Do contrário, você pira
E diga sempre a verdade
Mesmo que seja mentira...


Pedro Torres

Perdoa amor meu, perdoa O meu pobre coração

Perdoa amor meu, perdoa
O meu pobre coração
Quanto mais eu me aproximo
Agindo contra a razão
Mais me embriaga o perfume
Do teu cheiro de ilusão.

Pedro Torres

Meu coração se contenta Com pouca coisa, é verdade

Meu coração se contenta
Com pouca coisa, é verdade
Mas, dessa vez lhe confesso
Com certa facilidade
Até porque na pupila
Fica estampada a saudade...

Pedro Torres

Tem gente que não se dá Ao seu devido respeito

Tem gente que não se dá
Ao seu devido respeito
"Se passa" pra todo mundo
Como um ser quase perfeito
E num sorriso bonito
Esconde o feio em seu peito.

Pedro Torres

domingo, 4 de agosto de 2013

Flor

Quem da flor sente ciúme,
Por muito que se acostume,
Não sabe o melhor perfume,
Que tem nesta mesma flor,
Esse perfume é mais doce,
E mesmo que ele não fosse
Seria a flor que encantou-se,
No jardim do meu amor.

Pedro Torres.

Quando um grande amor termina Fica bem pesada a carga

Quando um grande amor termina
Fica bem pesada a carga
Que a lágrima forma o licor
D'uma substância amarga
O coração fica estreito
E a cama muito mais larga.

Pedro Torres

Finalmente, ela ligou Mas, foi só pra reclamar

Finalmente, ela ligou
Mas, foi só pra reclamar
De uma coisa tão simples
Tão fácil de consertar
Que depois do seu aprovo
Pensei em fazer de novo
Só pra ela me ligar.

Pedro Torres

sábado, 3 de agosto de 2013

Ágio

Prenderam meu coração em uma gaiola, porque eu me sentia como um passarinho, longe de casa, sem saber ao certo, a direção de chegar no ninho. Inda despido, sem ter vaidade, caminhei tudo sem achar sozinho, qual fosse a rota da felicidade.

Noites escuras de silêncio amargo, sentindo a falta de também carinho, rodei o mundo em busca de amizade, e alguns ficaram à beira do caminho. Cruzei os mares, e vi oceanos, pedi pra Deus pra iluminar os planos, pra quem voava feito um passarinho.

Voltei cansado, ferido na asa, revi amigos da antiga casa, e acostumei-me bem devagarinho... Como quem salta de um precipício, no fim de tudo me vi no início, encandeado pela claridade.

Ergui meus braços para a imensidade, levei meu sonho na diversidade, dos muitos mundos que eu conheci. Calor fraterno onde me aqueci no afago terno que nunca esqueci, e vou levar para a eternidade...

 Sem me dar conta que estava no ninho, acordei chorando como que sozinho, e uma lágrima me causou saudade. Senti-me estranho sem poder doar, aquele amor que já pude dar, aos passarinhos da minha cidade.

Como se fossem menos ou mais, e me tirassem toda aquela paz, que eu aprendi ao saber voar...

Voltou meu corpo e teve que ficar algum pedaço da minh'alma ao longe. E foi assim que eu descobri, que o amor mais lindo que eu já vivi, veio comigo no meu coração. Que a minha alma tem esse condão, de deixar pedaços por onde eu passar.

E, novamente, calço-me de bota, busco o caminho, uma nova rota, e um novo jeito de aprender a amar. Me deem licença, que eu vou lá fora, porque por dentro a minha alma chora, como que por fora, também quer chorar.

Pedro Torres

sexta-feira, 2 de agosto de 2013

Vá embora e nunca mais Volte a pisar nesse chão

Vá embora e nunca mais
Volte a pisar nesse chão
Para não lhe dar motivos
Fique com o meu perdão
Esqueça a minha Saudade
Leve a sua falsidade
E devolva meu coração.

Pedro Torres

Com quantos "nãos" faz-se um sim

Com falas falsificadas
Cobrando sinceridade
Só com reciprocidade
Nas acusações trocadas...
Mil atitudes erradas
Que nada assume no fim
Buscando seguir assim
Na falsa contradição
De se encontrar na ilusão
"Com quantos "nãos" faz-se um sim..."

Pedro Torres

Eu chega acho engraçado Quem fala em sinceridade

Eu chega acho engraçado
Quem fala em sinceridade
E diz que apenas pergunta
Quando já sabe a verdade
Onde tem verdade nisso
Me diga por caridade?

Pedro Torres

Colegial

Apagados dos cadernos
Antigos traços de dor
Na nova caligrafia,
Escrita em lápis de cor,
Pintamos a nossa história
Com as quatro letras de amor.

Que o mundo foi professor
Na matéria do segredo
Nós escrevemos coragem
Nas linhas tortas do medo
E, no nanquim da verdade,
Grifamos o nosso enredo.

O verão terminou cedo
E pôs fim ao nosso enlace.
Nós de castigo ficamos
À esperar que o tempo passe
Quase mortos de saudades
Os dois primeiros da classe.

Esperamos que acabasse
O intervalo do recreio
Pra sermos no amor felizes
Sem esse amar com receio
De que viesse a distância
Se enveredar pelo meio.

Depois do período feio
De uma prolongada espera
Nosso amor foi colorido
Nós dois vencemos a fera
Acabou-se a noite escura
Decretou-se a primavera!

Pedro Torres

A caneta da vida fez um traço Riscou junto o teu nome com o meu.

Muitas vezes a gente se acostuma
Com um peito cansado de tragédias
Sem querer se envolver com as comédias
Que não somam pra gente coisa alguma...
Como as ondas tangidas pela bruma
Que no sol da matina se aqueceu
Meu abraço que o teu já conheceu
Nunca esquece o calor do teu abraço
"A caneta da vida fez um traço
Riscou junto o teu nome com o meu."

Pedro Torres
Mote de Dayane Rocha

Perdi minha margarida Que um vento roubou de mim

Perdi minha margarida
Que um vento roubou de mim
Ela era a flor mais bonita
Que havia no meu jardim
E agora eu tento entender
"Com quantos nãos faz-se um sim."

Pedro Torres

Não vou falar de silêncio Nem de ausência, ou de pausa

Não vou falar de silêncio
Nem de ausência, ou de pausa
Porque quem sente saudade
Com certeza sabe a causa.

Pedro Torres

quinta-feira, 1 de agosto de 2013

A Saudade é uma roseira Que nasce dentro da gente

Pros amigos fãs de Florbela Espanca.

A Saudade é uma roseira
Que nasce dentro da gente
Quando vinga o amor, semente,
E sua flor mais bela cheira...
Se a distância é doedeira
E a raiz ninguém arranca
Seja preta, rosa ou branca
Quem sentir seu cheiro 'rói'
Mas, a saudade só dói
Quando a "Flor Bela Espanca!"

Pedro Torres

Paixão crônica é um vírus resistente Que não tem tratamento imediato...

Ao provar do sabor desses seus lábios
Já fiquei com 40º de febre
Se era essa a intenção, então celebre
Que não acho uma cura em alfarrábios...
Passam dias, que dizem serem sábios
Mas, me infecto de novo no contato
Afetou-me por último no olfato
Que teu cheiro grudou na minha mente
"Paixão crônica é um vírus resistente
Que não tem tratamento imediato..."

Pedro Torres
Mote cantado pelos Nonatos