quarta-feira, 31 de julho de 2013

Entre o certo, o errado e o duvidoso Eu prefiro ficar com a paciência!

Se criticam, também, porque insisto
Numa história que só causou ferida
É que às vezes se for mal conduzida
Toda história de amor tem imprevisto...
Nesse caso da gente tem um misto
De desejo, de amor, e de carência
E no tempo se acerta a convivência
Que Saudade é perversa pra orgulhoso
"E entre o certo, o errado e o duvidoso
Eu prefiro ficar com a paciência!"

Pedro Torres

Vou mandar refazer meu mapa astral Que na casa do amor tá complicado!

Me disseram que o signo de libra
Combinava com o meu ...e acreditei
E no horóscopo do amor que consultei
Libra e gêmeos, no caso, se equilibra...
Mas, o seu celular, às vezes, vibra
E ela atende num canto ...reservado
No sorriso que volta é disfarçado
Outra história sem ter ponto final
"Vou mandar refazer meu mapa astral
Que na casa do amor tá complicado!

Pedro Torres

terça-feira, 30 de julho de 2013

Chego junto disfarçando Minhas reais intenções

Chego junto disfarçando
Minhas reais intenções
Sem falar nada que gere
Negativas emoções
Que é pra ver se emenda as juras
Dentro de dois corações

Pedro Torres

Embora doa a verdade De que a rosa tem espinho

Embora doa a verdade
De que a rosa tem espinho
É triste querer carinho
E ir dormir com a saudade...
Orgulho, mágoa, ou vaidade
Não nos dão nenhuma paz
Lembrando que falta faz
O cheiro da mesma rosa
"Se a verdade é dolorosa
A saudade é muito mais."

Pedro Torres

Destino, sorte ou azar É coisa que não dá pé

Destino, sorte ou azar
É coisa que não dá pé
Quem nem mesmo o dicionário
Define bem o que é
Só do destino ele diz
Que é chegar aonde quis
Fazendo tudo com fé!

Pedro Torres

segunda-feira, 29 de julho de 2013

Pensando ser minha dona Motivo da minha queixa

Pensando ser minha dona
Motivo da minha queixa
Seu amor sempre me deixa
Completamente na lona...
Cada vez que me abandona,
Como quem, por crueldade,
Me priva da liberdade
Mesmo o crime sendo dela
Me larga, aqui, nesta cela,
Pagando a dor da Saudade.

Pedro Torres

O meu peito, calejado Amargurado e sofrido

O meu peito, calejado
Amargurado e sofrido
Prometeu não se entregar
Pra não dar "ouro a bandido"
Relutou a todo custo
Mas, no final foi perdido

Pedro Torres

Coitado do passarinho Que perdeu sua passarinha

Não tenho ciúme algum
E se por acaso tivesse
Confesso que não diria
Porque também acontece
Da gente sentir ciúme
De gente que não merece.

Coitado do passarinho
Que perdeu sua passarinha
Depois que ficou sozinho
E ela ficou sozinha
Nem ele volta pro ninho
Nem ela nele se aninha.

Pedro Torres.

domingo, 28 de julho de 2013

Moinho

Como as águas passadas do moinho
Que não voltam de novo para a mata
Passará toda mágoa que maltrata
Sem tocar novamente no meu pinho.

Se no acaso a Saudade que nos ata
Te fizer regressar ao nosso ninho
Tu verás uma fonte de carinho
No sublime momento da cascata.

Ou não vês, no futuro do presente
Da represa dos olhos numa enchente
Desabarem as lágrimas cristais?

Sem saber, nesse curso, na verdade
Qual dos dois inda morre de saudade
Dos momentos que já não voltam mais.

Pedro Torres

FALSO JURAMENTO

Tristes verdades todas desonradas
Que possui a lábia de enganar fingindo
Com falsidades todas exaladas
Um peito aflito que vai se esculpindo

Essas quimeras com adjetivos
Conjugando verbos do anonimato
Sinônimo de amores sem subjetivos
canção penosa de algum fim de ato

São vis palavras em um juramento
Que após faladas se vão com o vento
E se repetem na mesma mesmice

Bocas erradas que também partiram
Nas amnésias todas que fingiram
E se perguntam : O que foi que eu disse?

Dayane Rocha

sábado, 27 de julho de 2013

Por mais que a verdade doa Com ela você constroi

Por mais que a verdade doa
Com ela você constroi
Amizades verdadeiras
Que nem o tempo corroi
E pra gente falsa, nem ligue
Não se zangue, não se intrigue
Que o mal por si se destroi

Pedro Torres

sexta-feira, 26 de julho de 2013

Tem uma "saudadezinha" Estranha me perseguindo

Tem uma "saudadezinha"
Estranha me perseguindo
Pintada em felicidade
Que ela me chegou sorrindo
Que esse meu peito, coitado
Sem saber, está sentindo...

Pedro Torres

quinta-feira, 25 de julho de 2013

Em uns versos de amor eu tenho escrito Nosso amor que hoje vive na memória.

Inda hoje eu falava de saudade
Num versinho de amor que fiz pra gente
Que meu peito calado ainda sente
Um restinho do gosto da vontade...
Nosso amor que atravessa eternidade
Foi gigante, na curta trajetória
O bastante pra ter virado história
De um amor poemado e tão bonito
"Nalguns versos de amor eu tenho escrito
Nosso amor que hoje vive na memória."

Pedro Torres
Mote do Poeta Merisvan Junior

No balanço da rede eu vejo as cenas Que a memória deixou só pra nós dois.

Na varanda da nossa intimidade
Há uns versos trocados com carinho
Uns percalços ao longo do caminho
E um tecido intricado de saudade...
Na parede do tempo, uma vontade
Se balança na rede de um depois
No cenário que a vida nos compôs
Pro acalanto de tardes mais amenas
"No balanço da rede eu vejo as cenas
Que a memória deixou só pra nós dois."

Eu me rendo em seus braços qual menino
Em um jogo de guerra e "tô rendido"
Você sendo a mocinha e eu de bandido
Numa luta entre o amor e o tal destino...
Nosso amor tão divino, clandestino
No final nós deixamos pra depois
Que alguns cortes que a vida nos impôs
Nos deixou nessa espera em quarentenas
"No balanço da rede eu vejo as cenas
Que a memória deixou só pra nós dois."

Nosso amor hoje sofre com saudade
Dos momentos que temos na lembrança
Dos carinhos com toda a confiança
De quem teve no amor sinceridade...
No ganhar, pleno amor, na liberdade
Da poesia bonita que tu sois
Por saber que entre nós tem um depois
Que essa história não cabe entre as pequenas
"No balanço da rede eu vejo as cenas
Que a memória deixou só pra nós dois."

Pedro Torres
Mote de Mariana Véras

Bato um prego na taboa do improviso Viro a ponta e duvido desvirar

Ainda tá pra nascer um cantador
Que consiga alcançar o meu repente
Pois o que tá contido em minha mente
Só se chega enfrentando o meu labor
Que provoca sufoco, causa dor
E que faz o juízo revirar
Pois que sou pesadelo no sonhar
E da dor sou o corte mais preciso
"Bato um prego na taboa do improviso
Viro a ponta e duvido desvirar"

Monique D'Angelo

Trava língua ou mourão à galopado
Num martelo, sextilha ou oitavão
Num forró ou num coco ou num baião
Quer no frevo ou num samba incopado
Na marchinha na valsa ou num xaxado
Quando escrevo, eu escrevo é por gostar
E assim pra ninguém se olvidar
Desde já deixo aqui o meu aviso
"Bato um prego na taboa do improviso 
Viro a ponta e duvido desvirar"

Valdir Oliveira
Mote: Pedro Torres Filho

quarta-feira, 24 de julho de 2013

Me fez sonhar...

Dormi contigo no meu pensamento
Tendo teu colo por meu travesseiro
E uma saudade como sentimento
Pela lembrança do sabor do cheiro.

Tu me abraçavas ...um certo momento
E teus abraços me aqueciam inteiro
Como uma brasa sob um fogareiro
Sendo soprada no calor do vento.

Sentindo a brisa que bateu no rosto
Minha vontade fez lembrar teu gosto
Doce mistério de ficar sorrindo...

E nessa noite me tornaste rei
Num sonho lindo, do qual acordei
Inda sonhando sem estar dormindo.

Pedro Torres

Quem foge da própria culpa Apontando a falta alheia

Quem foge da própria culpa
Apontando a falta alheia
Age igualmente uma aranha
Com sua atitude tão feia
De angariar muitas vítimas
Sem cair na própria teia.

Pedro Torres

terça-feira, 23 de julho de 2013

Disputando um espaço em nosso peito Pra pegar, mais saudade, por herança.

A distância casou-se com a saudade
E com ela tizeram três filhinhos
Uma, ausência pequena de carinhos
E o mais velho, já pai da crueldade...
A terceira, a do meio, por maldade
Deram o nome pra ela de esperança
Todos três vivem junto da lembrança
Cada qual quer ter vez, e mais direito
Disputando uma vaga em nosso peito
Pra pegar, mais saudade, por herança.

Pedro Torres

Silencia a sanfona choradeira Dominguinhos partiu pra eternidade

Cala o canto do mestre Dominguinhos
E das vozes docílimas da sanfona
Numa estrela de luz pegou carona
Retornou "pro aconchego" do seu ninho...
Foi pro céu pra tocar mais um tiquinho
De forró para toda a potestade
E hoje chora a sanfona com saudade
De quem "ela" cantou a vida inteira
Silencia a sanfona choradeira
Dominguinhos partiu pra eternidade

Pedro Torres

Não procura saber quem tem razão Que essas coisas de amor sempre magoa

Não procura saber quem tem razão
Que essas coisas de amor sempre magoa
Quando alguém se interessa na pessoa
E outro alguém faz calar seu coração...
Nosso amor atingiu a perfeição
Com a soma integral dos imperfeitos
Que na "fôrma" que Deus botou nos peitos
Outro amor não se encaixa usando a força
E se não for perfeição, ao menos torça
Pra que a gente se encaixe nos defeitos

Pedro Torres

Nos traços bonitos dela Quanto dói uma saudade.

Nos dizem que a poesia
Só nos fala da verdade
Mesmo que seja fingida
Nos diz com sinceridade
Que em cada verso revela,
Nos traços bonitos dela
Quanto dói sentir saudade.

Pedro Torres

Alguém chorando por sentir saudade.

Deus é maior que os nossos medos
E os céus revelam os nossos segredos
Como se cantassem pelos arvoredos
Anjos divinos, pela claridade
A chuva fria que caiu lá fora
Como dizendo que "Deus também chora!"
Quando Ele escuta como escuta agora
Alguém chorando por sentir saudade.

Pedro Torres

Refrão

Sinto saudades ...como eu mentiria,
Se nossos olhos não ficam calados
E, neste espaço, dois amordaçados
Gritam silêncios d'uma sinfonia?...

No espelho opaco de tempos passados
Não se reflete nossa sintonia
Que à luz divina, fez-se iluminados,
O amor da gente ...e toda a poesia!

Nosso futuro só quem sabe é Deus
Lhe disse antes n'alguns versos meus
Repito agora por sentir saudade

Na nossa história que se fez canção
Não faltam versos, a fazer refrão,
Pro nosso amor tocar a eternidade!

Pedro Torres

Inverno

Nossos olhares disseram segredos
Que nossas almas guardam com verdade
E até o brilho que se fez Saudade
Enveredou-se entre os nossos medos

E quem duvida que nossos enredos
Foram escritos pela imensidade?
Com céus de julho, pela claridade,
Em chuvas vindas pelos arvoredos...

Nublou de amor e nuvem nosso céu
Sem amarguras por serem de mel
Nossas vontades e nosso desejo

Choveu saudade quente nessa horta
E a nossa história que se fez de morta
Ressuscitou-se como um relampejo!

Pedro Torres

Ou se ainda havia Saudade Dentro do peito da gente.

Dois laços, amordaçados
Nós o desamordaçamos
Em abraços que trocamos
No gosto de céus beijados...
Colocamos, dois passados
Lado a lado no presente
Só pra ver se a gente sente
Um restinho da vontade
Ou se ainda tem Saudade
Dentro do peito da gente.

Pedro Torres

sexta-feira, 19 de julho de 2013

Por migalhas de beijos eu lutava Hoje luto pra ver se me acostumo.

Apesar de ter muito relutado
Reconheço ao final minha derrota.
Mas, não faço o papel mais idiota
De quem perde no amor sem ter lutado...
Nosso amor tão bonito, iluminado
Foi pra nós como "sonho de consumo"
Mas, a vida traçou pra nós um rumo
Diferente de tudo o que eu sonhava
Por migalhas de beijos eu lutava
Hoje luto pra ver se me acostumo.

Pedro Torres

Reencontro

Não te entristeças pela abstinência
Falta bem pouco para nós nos vermos
São nossos sonhos que vagueiam ermos
Na rota escura dessa longa ausência...

Ou não ficamos de saudade enfermos,
Pela distância que nos dá carência?
Depois mudamos no trato ...dois termos
E valeu a pena toda a paciência...

Repetindo o abraço que esquentou a jura
São tantos desejos numa só mistura
Que os nossos beijos foram sufocados

Pelo desencontro o encontro se deu
Na cama dos sonhos só você e eu
O medo dormindo e os dois acordados...

Adriana Sousa & Pedro Torres

quinta-feira, 18 de julho de 2013

É a poesia que embala a madrugada Sem querer nem saber da luz do dia...

Como a estrela no fio do horizonte
Que abastece de sol a manhã clara
Teu olhar na lembrança se compara
Com os pingos de luz que cai na fonte...
Um oceano de cheiros faz a ponte
Pra saudade passar ..."minha alegria"
E da noite de mim a brisa fria
Que me aquece na carne congelada
"É a poesia que embala a madrugada
Sem querer nem saber da luz do dia..."

Pedro Torres
Mote de Esdras Galvão

A data (Soneto pra prima Clara)

Veja esse brilho dessa manhã Clara
Que já nasceu com cara de poesia...
Das datas todas essa data é rara
Por ser você ...que hoje aniversaria!

Veja a beleza d'oje minha cara,
E comemora com muita alegria
Que a data nova nunca se compara
Com qualquer data que já foi um dia..

Penso que muito tu tens aguardado
Mas, não lamentes o tempo passado
Celebra a soma do que tens vivido...

Não te aborreças pela longa espera
Planta teus sonhos nesta primavera
Faz desta vida ...teu jardim florido!

Pedro Torres

quarta-feira, 17 de julho de 2013

Como posso querer não mais querer Se não quero querer e ainda quero?

Teu silêncio pra mim me diz, apenas,
Que não devo guardar mais esperança
Mas, me perco na rua da lembrança
Passeando nas tardes mais amenas...
Sinto o cheiro das flores açucenas
De teu cheiro ...que quase desespero
Sinto até teu abraço mais sincero
Nos meus braços de novo a me aquecer
"Como posso querer não te querer
Se não quero querer-te e ainda quero?"

Pedro Torres, mote e glosa.

Palhaço que ri e chora

Mote retirado das estrofes memoráveis do mestre Lourival Batista

No peito a ferida arde
Feito corte de navalha
Mas, por fora ele gargalha
Pra não parecer covarde...
Se lembra que chegou tarde
Da mocidade de outrora
Do seu rosto o riso aflora
E ele o carrega pro centro
Sem mostrar a dor de dentro
"Palhaço que ri e chora"

Por risos e palhaçadas
Esquece seus machucados
Que deixa em porões fechados
Com suas mágoas passadas...
E a plateia às gargalhadas
Reclama o passar da hora
Mas, ele apenas demora
Se preparando pra cena
De uma alegria que encena
"Palhaço que ri e chora"

Carregando uma ferida
De antigas outras derrotas
Mesmo assim dá cambalhotas
No picadeiro da vida...
Escondendo a dor sentida
Numa lembrança se escora
Coloca um riso pra fora
E ainda que fique triste
Canta, ri, dança, persiste
"Palhaço que ri e chora"

Pedro Torres

Quem tenta não se lembrar Com a Saudade se assombra

Quem tenta não se lembrar
Com a Saudade se assombra
Porque não dá pra escapar
Fugindo da própria sombra.

Pedro Torres

terça-feira, 16 de julho de 2013

E meu coração de novo Agindo feito um menino

E meu coração de novo
Agindo feito um menino
Teimoso, inexperiente
Irrequieto, traquino
Cai nas asas da ilusão
De um amor quase divino...

Pedro Torres

Tô fumando o cigarro da Saudade E a fumaça escrevendo o nome dela

De meu peito varrida a cinza vã
Clareou-se em meu céu a noite escura
No calor mais intenso da natura
Pelo abraço sincero de manhã...
Natureza com gosto de hortelã
Fez seu beijo sabor de seriguela
Deixar marcas profundas por sequela
E só sai, com mais beijo, na verdade
"Tô fumando o cigarro da Saudade
E a fumaça escrevendo o nome dela"

Pedro Torres
Mote apresentado por Esdras Galvão

Depois de 'bulir' na ferida saiu assim poeta:

Apesar de ter nossas desavenças
Nosso amor resistiu às tempestades
Nas tormentas de dor e de saudades
Que navegam as nossas diferenças...
Esperamos do tempo as recompensas
Pela história vivida na metade
Enfretando as procelas da maldade
Como náufragos nos mares da distância
Retirando do amor a substância
Pra chegarmos na praia da Saudade.

Pedro Torres

segunda-feira, 15 de julho de 2013

Tem muita mulher que diz Que não é pelo abdômen

Hoje foi dia internacional do Homem, e tava a mulherada toda falando nesse ator aí saiu assim kk

Tem muita mulher que diz
Que não é pelo abdômen
Falam de caráter, mas
Na hora da novela somem
Vão é assistir Caio Castro
Pra dizer: isso é que é homem

Que hoje é dia dos homens
Espalham por todos cantos
Mulheres mais conscientes
Sequer derramam seus prantos
Que o certo é 1 de novembro
Dia de todos os santos

Pedro Torres

S.A.U.D.A.D.E

Seresteira das madrugas
Ausência que dói no leito
Urgência que desespera
Desejo que dá defeito
Arde como fogo em brasa
Distância que nos arrasa
E nunca sai do meu peito.

Pedro Torres

Meu coração tem andado Cabisbaixo e entristecido

Meu coração tem andado
Cabisbaixo e entristecido
Como quem, lá no futuro,
Lamenta o tempo perdido,
Por tudo que viveria
Se a gente tivesse sido.

Pedro Torres

domingo, 14 de julho de 2013

Retirem-me os anestésicos Eu quero sentir a dor!

Retirem-me os anestésicos
Eu quero sentir a dor!
Não me importa o quanto doa
Que a dor que eu sinto é de amor...
Tragam-me apenas, a cura
Me tirem dessa lonjura
Que eu quero ficar mais perto
Atravessar meu cansaço
Matar saudades no abraço
E descansar meu deserto...

Pedro Torres

Dorme junto a teus pés o meu ciúme Enjeitado e faminto como um cão.

Se eu resisto sem lhe telefonar
E não mando a você "SMS"
Certas coisas a gente até se esquece
Mas, tem outras difíceis de aceitar...
Se a "essência" de amar-se é perdoar
Pois, que aceites de mim o meu perdão
Que a roseira em meu pobre coração
Já não cheira sentindo o teu perfume
"Dorme junto a teus pés o meu ciúme
Enjeitado e faminto como um cão."

Pedro Torres
Mote: Cancão, João Batista de Siqueira.

sábado, 13 de julho de 2013

É triste sentir saudade Sem poder dizer de quem.

Um amor que se esfarela
Pelos vendavais da vida
Deixa no peito a ferida
E a mágoa como sequela...
Sinto muita falta dela
Sei que ela sente também
Mas, é triste querer bem
Sem gozar da liberdade
"É triste sentir saudade
Sem poder dizer de quem."

Pedro Torres

Meu peito tá parecendo Com uma lata furada

Meu peito tá parecendo
Com uma lata furada
Que a gente se esforça muito
Pra ver ela carregada
E no caminho percebe
Que nunca vai encher nada...

Pedro Torres

sexta-feira, 12 de julho de 2013

Que não tem nenhum beco sem saída Pra quem sabe sair por onde entrou

Como pode ser tão precipitada
Se a mentira não dura ...e você sabe?
Defender a verdade, não lhe cabe
E essa história tá muito mal contada...
Quer dizer "quem ganhou ficou sem nada"?
Faça as contas pra ver quem mais errou
E depois de saber quem mais amou
Se quiser, feche a porta na partida...
"Que não tem nenhum beco sem saída
Pra quem sabe sair por onde entrou..."

Pedro Torres

Dois é muito, um é pouco, nessa história Faça as contas que três aí já é demais!

"Um pra mim, um pra eu, e um pra tu"
Era assim ...que cantou Luiz Gonzaga
Faça as contas direito e ache a vaga
Que "se esconde" de nós igual tatu...
Que a mentira se espanta, igual nhambu
Quando encontra a verdade por rivais
E com mentiras de datas irreais
"Tu" não chegas nem perto da vitória
Dois é muito, um é pouco, nessa história
Faça as contas que três aí já é demais!

Pedro Torres
*Publicado apenas no blog.

Levando ponta e chorando Bebendo cana e ruendo

Nessa vida amargurada
De ilusões e fantasias
Bebendo cervejas frias
No calor da madrugada
E essa saudade amarrada
De vez em quando batendo
Sem ligar se tá doendo
Vai acabar me matando
"Levando ponta e chorando
Bebendo cana e ruendo"

Jararaca de peçonha
"Desgraçada da molesta"
Por gostar de quem não presta
Hoje eu passo essa vergonha
De noite ensopando fronha
E todo mundo dizendo
Que ainda estou lhe querendo
Sofrendo por sua conta
"Chorando, levando ponta,
Tomando cana e ruendo"

Pedro Torres
Mote: Gonga Monteiro
Recife, 16.05.2013

Lhe cobrei muito mais do que devia Você foi sem sequer me pagar nada.

Como o beija-flor beija a flor cheirosa
Minha boca quis ter o seu sabor
E no frio servir de cobertor
Lhe cobrindo uma noite bem chuvosa...
Paguei juros ...na via mais penosa
Minha cota de dor foi aumentada
Da saudade ...de nós na madrugada
Só restou, quando muito, a poesia
"Lhe cobrei muito mais do que devia
Você foi sem sequer me pagar nada."

Pedro Torres

quinta-feira, 11 de julho de 2013

Que eu queria era estar junto a você!

A vontade que tenho desse abraço
Já faz dias que vem me torturando
Que a saudade me bate congelando
Na friagem lá fora ...no terraço.
Pra quem sabe, curar-me do cansaço
Dessa longa existência sem "porquê"
É que apenas 'de noite' a gente vê
Toda falta que faz ter um carinho
Como agora, ...que faz esse 'friinho'
Que eu queria era estar junto a você!

Pedro Torres

Dentre os chãos que germinam poesia Pajeú é o mais fértil que existe.

Pajeú, terra amada e alvissareira
És o berço de grandes trovadores
Uma flor dentre todas outras flores
Do jardim da poesia, a que mais cheira
"Esse rio" que corre em tua esteira
Leva as águas do versos que sentiste
Todo o húmus poético do que ouviste
Permanece adubando outra harmonia
"Dentre os chãos que germinam poesia
Pajeú é o mais fértil que existe."

Pedro Torres
Mote de Bandeira Júnior

Os segredos que eu vou lhe contar Nem Barack Obama vai saber...

No cochicho baixinho ao pé do ouvido
Um versinho bem quente eu vou dizer
Pra causar em seu corpo um arrepio
Lhe deixando louquinha de prazer
E os segredos que eu vou lhe contar
Nem Barack Obama vai saber...

Pedro Torres

Se assemelha as esmeraldas, As luzes dos olhos teus,

Se assemelha às esmeraldas,
As luzes dos olhos teus,
Ou dois cometas de caldas
Caindo nos olhos meus.

Pedro Torres

o amor-fogo cantado por Camões Nossos corpos queimados, não sentiram

Nos ardemos em beijos comovidos
No calor da paixão que incendiava
Inflamável, o ciúme se abrasava
Nos fazendo perder todos sentidos...
Uns dois tanques de amor abastecidos
Nossos corpos sedentos consumiram
E a fumaça, que as chamas expeliram
Nos deixou igualzinho a dois carvões
"E o amor-fogo cantado por Camões
Nossos corpos queimados, não sentiram"

Pedro Torres
Mote de Adriana Sousa, Drica.

Os seus carinhos sinceros De um jeito muito perfeito

Os seus carinhos sinceros
De um jeito muito perfeito
Faz parecer que o relógio
Do tempo dá um defeito
Como se o amor enganchasse
Nos ponteiros do meu peito.

Pedro Torres

Rasguei tudo em pedacinhos E queimei pra nunca mais

As cartas por nós trocadas
As juras, fotografias
O calor das noites frias
Que aquecia às madrugadas...
Nossas lembranças guardadas
Um papel bombom lilás
E as coisas de um tempo atrás
Que me lembrava os carinhos
Rasguei tudo em pedacinhos
E queimei pra nunca mais

Pedro Torres

quarta-feira, 10 de julho de 2013

Arrotando em qualidades O que pra mim é defeito.

Tem certas "criaturinhas"
Que "se acham" no direito
De esnobar quem tem bem menos
Batendo no próprio peito
Arrotando em qualidades
O que pra mim é defeito.

Pedro Torres

Se ofertei meu perdão como uma flor E sua essência ficou em mim marcada?

Não tem ódio ou rancor que me permita
Abrir porta em meu peito pra a amargura
Que a promessa divina é uma jura
Que não quebra, e nem deixa a alma aflita...
Mas, lhe peço, contudo, que reflita
Qual melhor decisão a ser tomada...
Sem culpá-la da jura vã quebrada,
...Como posso dizer não ser amor
Se ofertei meu perdão como uma flor
E sua essência ficou em mim marcada?

Pedro Torres

Passarinho que canta na prisão É pedindo, por Deus, a liberdade.

"Passarinho que canta na prisão
É pedindo, por Deus, a liberdade."

Pedro Torres

Ser liberto é viver em harmonia
É estar sempre bem de alma nua
É sentir o raiar do sol, e a lua
Contemplar pra sentir sua energia
Quem é livre sorrindo contagia
Nem sequer sente dor, raiva e saudade.
Não precisa sofrer atrás da grade
Maltratando o bater do coração
Passarinho que canta na prisão
É pedindo, por Deus, a liberdade.

Ser poeta é saber viver feliz
É pensar e expor seus pensamentos
É sentir o amor com sentimentos
Escrever sem ter lousa e sem ter giz
Excluir a palavra infeliz
Que quem vive assim só tem maldade
Não tem brilho nos olhos de verdade
Vive preso num mundo de ilusão
Passarinho que canta na prisão
É pedindo, por Deus, a liberdade.

Nossa mente é quem prende a nossa alma
Mesmo estando o corpo desprendido
Quem se prende assim está perdido
Só a mão do senhor é quem acalma
Uma vez acalmado a alma é calma
Vive em paz, tem de Deus a piedade.
Uma luz de amor o peito invade
Libertando o fiel dá tentação
Passarinho que canta na prisão
É pedindo, por Deus, a liberdade.

O cantar fica triste a pena feia
De uma ave que está engaiolada
Melodia sem nota entoada
Deixa o canto trancado na cadeia
Ao invés de ciscar pela a areia
Se entreva sem força e sem vontade
Não produz nem um terço da metade
Da espécie da sua geração
Passarinho que canta na prisão
É pedindo, por Deus, a liberdade.

Fiquei preso ao amor dessa mulher
Foram anos vivendo ao seu lado
Hoje vivo tristonho acorrentado
Como um ébrio vagando, um qualquer.
Topo tudo, pra mim o que vier.
Tô no lucro, nem penso em vaidade.
Ela foi eu fiquei nesta cidade
Que eu criei pra viver na escuridão
Passarinho que canta na prisão
É pedindo, por Deus, a liberdade.

Autor dos versos: Rubens do Valle.
Mote, meu caro: Pedro Torres Filho

Nosso peito pulsando sentimentos Com sabor de mil beijos hortelãs...

Cada parte de mim, apaixonada
Derramava palavra na poesia.
Nossa pele naquela noite fria
No calor da paixão, arrepiada.
Na pintura de amor à madrugada
Coloriam-se em nós lindas manhãs
De carícias que aquecem feito lãs
E nos mata depois em baques lentos
Nosso peito pulsando sentimentos
Com sabor de mil beijos hortelãs...

Pedro Torres

terça-feira, 9 de julho de 2013

Quando a gente se acostuma Por ter superado o trauma

Quando a gente se acostuma
Por ter superado o trauma
Sentindo chegar a noite
Mais, silenciosa e calma
A mente fica inquieta
E a saudade dói na alma.

Pedro Torres

Noite

Escancaro uma porta d'alegria
Pro meu peito sentir felicidade
Quebro as telhas da noite mais sombria
Pro infinito cair na claridade

Do perfume da flor da manhã fria
Colho o cheiro com gosto de vontade
Faço um verso de amor na poesia
Da janela de quem sente saudade

Pinto cores bonitas pelo espaço
Pra ganhar com calor o teu abraço
Noutra noite de chuva e relampejo...

Nada peço pra mim neste momento
Só que aceites de mim o sentimento
E um buquê perfumado ...com um beijo!

Pedro Torres

Também fico temeroso Com um coração que medra

Também fico temeroso
Com um coração que medra
Como achar o fim rochoso
Dum poço que dá na pedra.

Pedro Torres

O futuro que já virou passado Não passou pela fase do presente

Minha vida é um livro quase aberto
Muita coisa que já ficou pra trás
Conteúdos que nem eu lembro mais
Muita coisa que errei estando certo
Tendo em mim a certeza do incerto
O futuro sem ver a sua frente
Um passado, passado pela gente
Um presente que enfim, foi apagado
"O futuro que já virou passado
não passou pela fase do presente"

Glosa: Dayane Rocha
Mote: Pedro Torres Filho

Regressamos de novo à estaca zero
Nossos planos voltaram pro futuro
E se voltasse no tempo aquele "juro"
Não seria, por certo, tão sincero...
Se lhe quis, de algum jeito, ainda quero
Mas, não mais como era antigamente
Que dos sonhos sonhados entre a gente
Hoje vivo, alguns deles, acordado
"No futuro, que já virou passado,
Sem passar pela fase do presente"

Como um livro de páginas viradas
No capítulo final da nossa história
Nosso amor ficou vivo na memória
Das lembranças que foram apagadas...
"Com palavras e rimas rasuradas
Me embriagas na noite mais ardente
Como beijo molhado e muito quente
Com que deixas meu peito tatuado..."
"No futuro, que já virou passado
Sem passar pela fase do presente"

Pedro Torres, mote e glosas.

Às vezes o mundo pensa Que eu vivo fora do mundo.

Toda obscurescência
Do outro lado da lua
Se encontra na parte nua
Da noite em minha existência
Como quem perde a clemência
Do claro do céu fecundo
Nesse meu "luar" profundo
Fico com a indiferença
"Às vezes o mundo pensa
Que eu vivo fora do mundo."

Pedro Torres
Mote de Dayane Rocha

segunda-feira, 8 de julho de 2013

Meu coração como as folhas Que são levadas ao vento

Meu coração como as folhas
Que são varridas ao vento
Deixa a tristeza nos galhos
Vaga sob um céu cinzento
Depois repousa suave
No solo do sentimento..

Pedro Torres

As lágrimas mais pesadas São aquelas que não caem.

Pela lei da gravidade
Qualquer coisa que tem peso
Não fica no espaço preso
Sem sustentabilidade...
Do mesmo jeito é saudade
Quando dos olhos não saem
E as esperanças se esvaem
Despencam, desamparadas
"As lágrimas mais pesadas
São aquelas que não caem."

Pedro Torres
Mote: Teatro Mágico

Só penso que vou é morrer Ou de amor, ou de cachaça...

Um amor de antigamente
Inda tem me torturado
Como um fantasma passado
Que se vinga no presente
No malassombro da mente
Vive de fazer pirraça
E essa desgraça me abraça
Me empurrando pra beber
"Só penso que vou é morrer
Ou de amor, ou de cachaça..."

Pedro Torres
Mote inspirado na prima Tereza Menezes.

No embalo de Pedro Torres Filho:

Bebo porque não aguento
Um amor que me ataca
No outro dia a ressaca
Aumenta meu sofrimento
Bebida 12%
Eu num quero nem de graça
Só gosto da que me faça
Chamar por ELA e sofrer
"E eu acho que vou morrer
De amor, ou de cachaça..."

Cicinho Moura

Essa de quem bebe roendo Liga pra algum ex da vida

Essa de quem bebe roendo
Liga pra algum "ex" da vida
É coisa certa demais
E triste de quem duvida
Se quer saber se é verdade
Tome 'uma' com saudade
Depois me mostre a 'ferida'.

Pedro Torres

Um amor sangrando em meu peito Com algum esforço eu mantenho

Um amor sangrando em meu peito
Com algum esforço eu mantenho
E ouvindo promessas falsas
Há algum tempo eu já venho
Mas, chega a hora do não
Que ilusão por ilusão
Eu fico com a que já tenho

Pedro Torres

Volto atrás em algumas decisões Que eu não tenho com o erro compromisso

Ser covarde não é propriamente
Insistir num amor de recomeços
Nem, tampouco, mudar-se de endereços
Removendo do peito o que não sente...
Há quem pense que o amor, infelizmente
Tá no encontro fugaz, e apenas isso
E ao lutar por um erro, o submisso
Pode erguer, mas, castelos de ilusões
"Volto atrás em algumas decisões
Que eu não tenho com o erro compromisso"

Pedro Torres
Mote meu, inspirado numa frase de JK

domingo, 7 de julho de 2013

Uma terceira pessoa Em nossa felicidade

Uma terceira pessoa
Em nossa felicidade
Chegou pra permanecer
Por toda a eternidade
Mas, liga não, deixa estar
Que um dia iremos ficar
Só você, eu, e essa Saudade...

Pedro Torres

Galope

Domingo em silêncio de clima perfeito
Se aquece a lembrança na tarde vazia
Revejo um poema e a fotografia
E tento esquecê-la, mas sem achar jeito
É como uma chuva caindo do peito
Fazendo a barragem dos olhos sangrar
Lá longe distante, que queria estar
Com ela abraçados, trocando  carinho
Olhando nos olhos, dizendo baixinho:
Senti sua falta na beira do mar...

Pedro Torres

Se a saudade trouxesse alguém de volta, Seu retorno era certo e garantido.

Quem de nós inda lembra, ninguém diz
Mas, ninguém vai temer as recaídas
Pois, as dores que causam-nos feridas
Tem na flor da esperança uma raiz...
E um amor só provoca a cicatriz
Se magoa-se o lugar que foi ferido
E, mesmo que com semblante entristecido
Certos laços passados, ninguém solta
"Se a saudade trouxesse alguém de volta,
Seu retorno era certo e garantido."

Pedro Torres

Saudade é tudo que fica Daquilo que não ficou.

Há quem queira o amor viver
Sem lutar, sem dedicar-se
Usa o orgulho por disfarce
Pra sabotar seu querer...
Só depois vai perceber
Que perdeu quem tanto amou
Vai chorar porque ficou
Uma dor que não se explica
"Saudade é tudo que fica
Daquilo que não ficou."

Pedro Torres
Mote: Sebastião Siqueira, Beijo.

Do templo-mor da Saudade És 'mia deusa seminua

Do templo-mor da Saudade
És a deusa seminua
Meu coração se entristece
A minh alma flutua
Rememorando o abraço
De nós dois naquela lua...

Pedro Torres

Anderson Silva, "O ARANHA" Participou da disputa

Anderson Silva, "O ARANHA"
Participou da disputa
Lutou pelo UFC
Contra uma pessoa astuta
Levou um tabefe e aprendeu que
Munganga não ganha luta!!

Pedro Torres

Eu cansei de esperar por quem não vinha Só me resta partir pra nunca mais.

Esperei muito tempo que a saudade
Refizesse o caminho da partida
Evitando outra vez que em minha vida
Eu provasse no amor, desigualdade...
Me trouxeste ao chegar felicidade
Foste embora e levasse a minha paz
Lhe culpei por partir e tudo, mas
Pela espera, essa culpa é toda minha
"Eu cansei de esperar por quem não vinha
Só me resta partir pra nunca mais."

Pedro Torres
Mote de Dayane Rocha

Eu usando a distância pra esquecer Esqueci que a saudade faz lembrar

É difícil um amor que nos marcou
Terminar como a gente decidiu
Quando o espinho covarde que feriu
Tá no caule da flor que perfumou...
E um retrato guardado revelou
Que papel é bem fácil de rasgar
Mas, nem tudo é possível de apagar
Que é preciso ganhar pra se perder
"Eu, usando a distância pra esquecer,
Me esqueci que a saudade faz lembrar"

Me esforcei pra não mais lembrar de ti
E me escondi por detrás duma distância
Sufoquei no meu peito toda ânsia
Pra tentar te esquecer, não consegui...
Pois, o amor mais bonito que vivi
Em meu peito chegou para morar
E tentei muitas vezes me afastar
Mas, me atrais como um ímã de querer
"Eu, usando a distância pra esquecer,
Me esqueci que a saudade faz lembrar"

Pedro Torres
Mote de Cicinho Moura & Pedro Torres

Me afastando eu fui só incoerente,
Não tem graça eu mentir para mim mesmo.
Desde o fim de nós dois eu ando a esmo
Carregando o passado em minha mente!
Se ela está no meu subconsciente
É trabalho perdido eu me afastar
Que a lembrança vai sempre incomodar
Sem deixar o passado adormecer
"Eu, usando a distância pra esquecer,
Me esqueci que a saudade faz lembrar"

Cicinho Moura.
Mote:  Cicinho Moura & Pedro Torres

sábado, 6 de julho de 2013

"E o desejo entre nós fala tão alto Que até mesmo as paredes estão ouvindo..."

Não sei bem se o silêncio dessa vez
Interpreta as mensagens de nós dois
Estou certo, porém, que em um depois
Gritam ecos calados de um talvez...
Nossas almas reclamam, na mudez
De dois corpos de amor se consumindo
E as barreiras do mundo destruindo
Nossos sonhos de amor no sobressalto
"E o desejo entre nós fala tão alto
Que até mesmo as paredes tão ouvindo..."

Pedro Torres
Mote (alterado) Dayane Rocha

Como fossem d'um anjo querubim Pro perdão dos pecados todos meus..

O teu cheiro, igualmente a laranjeira
Não perfuma somente uma laranja
Do quintal do meu céu és minha 'Anja'
E o sabor recolhido da videira...
Do meu teto de amor és a biqueira
Quando choves em mim os olhos teus
"És um nós dividido por dois eus"
E tuas juras caladas junto a mim
Como fossem d'um anjo querubim
Pro perdão dos pecados todos meus..

Pedro Torres

Não sou produto inflamável Pra você manter distância

Deixe de ser arredia
Que não mordo, chegue perto
Faz chover em meu deserto
Uma chuva de alegria...
Risca um fósforo de poesia
Sem medo da substância
Deixa em mim toda a fragrância
Do teu cheiro incomparável
"Não sou produto inflamável
Pra você manter distância"

Pedro Torres
Mote de Damião Andrade Lima

Desde o dia em que nós nos conhecemos Uma coisa qualquer em mim mudou

Como quem foi tocado pela luz
A minha'alma se alegra e se ilumina
Pelo brilho luzente da retina
De seus olhos nos meus, em tons azuis...
Das belezas sublimes que possuis
No infinito que em nós se iluminou
Como quem procurava o que encontrou
Sem saber se sequer nós nos perdemos
Desde o dia em que nós nos conhecemos
Uma coisa qualquer em mim mudou

Pedro Torres

Galope

C. Você é do tipo que chama atenção
P. Mulher atraente de sorriso lindo
C. Se vejo na rua que você vem vindo...
P. Redobro o cuidado e a minha atenção
C. Porque reconheço que a minha atração
P. Sem cuidado certo pode até matar
C. De queixo caído ao te ver passar...
P. Ou atropelado no meu sentimento
C. Que o seu rebolado é tão violento
P. Que quase me dana na beira do mar.

Cicinho Moura & Pedro Torres

sexta-feira, 5 de julho de 2013

ME PEGO PENSANDO, ÀS VEZES NAQUILO TUDO QUE FOMOS

ME PEGO PENSANDO, ÀS VEZES
NAQUILO TUDO O QUE FOMOS
NAS MUITAS LUTAS PERDIDAS
NO TEMPO QUE NÃO DISPOMOS
NO AMOR BONITO DA GENTE
QUE NADA MAIS HOJE SOMOS...

Pedro Torres

Eu quero beber você Como uma pinga barata

Eu quero beber você
Como uma pinga barata
Daquelas que queima o peito
Desce rasgando e maltrata
Depois dá um nó na alma
Que só num beijo desata

Também quero te provar,
Como um suave licor,
Sorver em toques sutis,
Saboreando o calor,
Me embriagar de desejo,
No cálice do teu amor.

Quero sentir teu abraço,
Se enroscado no meu,
Tu me chamar nos cabelos,
Contando um segredo teu,
Beijando as marcas vermelhas,
Do tapa que o amor nos deu

Deixar a mão caliçada,
De tanto fazer carinho,
E abraços mais aquecidos
No calor do nosso ninho,
Como se tu e eu fosse,
Um casal de passarinho.

Tuas curvas sinuosas
Quero correr sem receio
Desligar o GPS
Sem nunca pisar no freio
Como quem sabe onde vai
Mas, só se perde no meio

Pro caminho decidido
Não precisa direção
Quando andamos sem sentido
Não pegamos contramão
Nem tem chegada e partida
Na estrada do coração.

Pedro Torres

DEPOIS QUE O AMOR TERMINA

No começo da paixão
Cada frase é uma jura
Bebendo a saliva pura
Que estremece o coração
Sem enxergar a razão
O desejo é quem domina
Nem um dos dois imagina
Que grande sofrer lhe espera
E quase ninguém supera
DEPOIS QUE O AMOR TERMINA

A mulher apaixonada
Sem medir esforço algum
Na entrega não tem jejum
Não tem besteira com nada
No papel de namorada
Embaixo de tudo assina
E nem sequer examina
Porque confia no amado
Mas vê o contrato errado
DEPOIS QUE O AMOR TERMINA

Homem não mede distância
Satisfazendo a mulher
Dá tudo quanto ela quer
Corresponde em toda ânsia
Sem usar de ignorância
Tudo que faz só fascina
Beijando a sua menina
Carinho,zelo e ternura
Mas isso tudo não dura
DEPOIS QUE O AMOR TERMINA

Se falo disso tão bem
É por pura experiência
De sentir na consciência
O desprezo por alguém
Que hoje não é ninguém
Deixou de ser minha sina
No final a vida ensina
Não crer em conto de fada
No peito não sobra nada
DEPOIS QUE O AMOR TERMINA!!!

Adriana Sousa

*Parafraseando o mote,"Depois que a feira termina", do grande poeta Dedé Monteiro.

Seu retrato eu rasguei no mesmo canto Onde foi sepultado o nosso amor

Reclamamos também que o tempo ingrato
Não dá prazo pra gente e cobra juro
Nossos sonhos deixados pro futuro
Registramos somente num retrato...
Nós rasgamos do amor o nosso trato
Por ter cláusula abusiva e de dor
E um passado feliz e promissor
Revelou-se tristeza e desencanto
“Seu retrato eu rasguei no mesmo canto
Onde foi sepultado o nosso amor”

Pedro Torres
Mote de Dudu Morais

Só pelo amor, vale a dor.

"Amor é fogo que arde
Mas, a chama ninguém vê"
Quando queima sem porquê
Chega até a ser covarde
A paixão que chega tarde
E não dá prazo pro amor
Se esfria todo o calor
Deixa o peito congelado
E, mesmo estando queimado,
"Só pelo amor, vale a dor."

Pedro Torres
Mote do Grande Poeta Lucas Rafael, de São José do Egito.

Sem você será difícil Eu me encontrar novamente

Sem você será difícil
Eu me encontrar novamente
Na quentura dos abraços
Daquele jeito, mais quente
Que até mesmo o tempo frio
Sentia inveja da gente.

Pedro Torres

Nas asas da ilusão Qualquer pensamento voa

Nas asas da ilusão
Qualquer pensamento voa
Por faltar-lhe um GPS
Vive viajando à toa
Procurando, inutilmente
Voltar pra mesma pessoa.

Pedro Torres

"Volto atrás em algumas decisões Que eu não tenho com o erro compromisso"

"Volto atrás em algumas decisões
Que eu não tenho com o erro compromisso"
Eu não tenho mais nada a ver com isso
Mas, não posso aceitar provocações...
Pelo débito em conta das razões
Refazendo alguns cálculos, metade
Do que havia no saldo da saudade
Inda resta a pagar, e isso me alegra
Mas, a conta de amor fugiu a regra
E quebrou o portal da eternidade.

Pedro Torres
Mote: JK

quinta-feira, 4 de julho de 2013

"Morre o sonho engasgado na mentira Dessa sopa de amor e falsidade."

Libertado das grades da prisão
De um romance infiel e mentiroso
Achei justo, senão bem mais honroso
Nem sequer falar mais dessa ilusão...
Como um prato servindo um coração
Fatiado em pedaços de saudade
Encontrei pra mim mesmo a liberdade
Na alforria do amor na minha lira
Morre o sonho engasgado na mentira
Dessa sopa de amor e falsidade.

Pedro Torres

Não duvido jamais de um sentimento Que é sincero, bonito e declarado

Minha boca, procura a tua boca
E minh'alma reclama o teu abraço
Pela espera exaustiva o meu cansaço
Fez minh'alma sentir-se quase louca...
De gritar-te bem alto na voz rouca
O meu peito se entrega apaixonado
Pelos céus, nosso amor iluminado
Brilha em cores de amor no firmamento
Não duvido jamais de um sentimento
Que é sincero, bonito e declarado

Pedro Torres

Queria um versinho doce De abelhas arripunar

Queria um versinho doce
De abelhas arripunar
Quando um dia você fosse
Por nós dois se apaixonar.

Pedro Torres

"Que eu queria não te querer, Mas, sem querer eu te quero."

Agir contra a intuição
Já conheço, não dá certo
Como querer estar perto
Mas, andar na contramão...
Ou comprar uma ilusão
Sem amor, com taxa zero
Mas, enfim, pra ser sincero
Permita a mim lhe dizer
"Que eu queria não te querer,
Mas, sem querer eu te quero."

Pedro Torres

"Pro destino escrever um novo caso É preciso apagar o caso antigo."

Se você só se esquiva por ter medo
Não tem medo que faça eu desistir
Se o destino é andar eu vou seguir
Pela estrada mais clara desse enredo
Como luz colorida à manhã cedo
Removeste de mim a escuridão
Com teus olhos bonitos no clarão
Desse escuro que estava a minha dor
"Um espírito de luz chamado amor 
Me tirou do umbral da solidão." 

Cabisbaixo, em tristeza embevecido
Como quem não vivia um lindo sonho
Vi você remover-me do tristonho
...Pesadelo, com teu olhar despido.
Fez do dia cinzento um colorido
De mil luzes de amor na imensidão
Teu abraço sincero, com paixão
Fez minh'alma arder-se no calor
"Um espírito de luz chamado amor 
Me tirou do umbral da solidão." 

Como a vida da gente fosse a lousa
Que o destino lhe escreve sem ter giz
Nesse dia do encontro mais feliz
Eu senti em meu peito um 'qualquer cousa'...
Como pássaro cansado quando pousa
Numa copa de árvore e faz o abrigo
Encontrei em teu peito o meu jazigo
Pra enterrar meu abraço, e por acaso
Pro destino escrever um novo caso
É preciso apagar o caso antigo.

Pedro Torres
Primeiro mote de Raimundo Nonato

"Hoje sei que pra nós é muito cedo E amanhã pode ser tarde demais"

Não concordo sequer com seus motivos
Como vou concordar com a displicência?
Se pro amor não convém a concorrência
Não se enterram também os sonhos vivos...
Certos casos de amor inexpressivos
Duram pouco, se muito, e quanto mais
Insistência, mais trauma em seus finais
E o consolo pra dor é chupar dedo
"Hoje sei que pra nós é muito cedo
E amanhã pode ser tarde demais"

Como náufragos no mar da ilusão
Procurando no amor achar um porto
E o destino traçando um rumo torto
Sem que o vento mudasse a direção...
Uma luz pra guiar a embarcação
No farol da lembrança deu sinais
De dois barcos batendo contra o cais
E a saudade ferindo igual torpedo
"Hoje sei que pra nós é muito cedo
E amanhã pode ser tarde demais."

Pedro Torres

quarta-feira, 3 de julho de 2013

Larápia de corações Devolva-me o que roubaste

Larápia de corações
Devolva-me o que roubaste
Me aprisionando na cela
Da saudade que deixaste
Por crimes que cometeste
Nos beijos que me furtaste!

Pedro Torres

terça-feira, 2 de julho de 2013

Página

Reunindo alguns versinhos antigos que irão compor meu livro de poesias, organizei alguns por uma sequência lógica e temporal.

Espero que gostem e comentem. Valeu!

SE PUDESSES AGORA VER MEU ROSTO
COM A LÁGRIMA DESCENDO PELA FACE
DESSE VERSO DE AMOR QUE ORA NASCE
SENTIRIAS, QUEM SABE, O MESMO GOSTO
DESSE SAL QUE SALGA O MEU DESGOSTO
COMO FOSSE O QUERER NÃO MAIS QUERER
POR TENTAR, E TENTAR LHE ESQUECER
QUE TENTEI LHE ESQUECER, MAS ESQUECI
QUE O AMOR MAIS BONITO QUE VIVI
JÁ NASCEU PROGRAMADO PRA MORRER.

IMPEDIDO DE AMAR QUEM MAIS AMEI
MACHUCADOS, OS NOSSOS CORAÇÕES
SE PERDERAM NA ROTA DE ILUSÕES
DE PASSADOS QUE NUNCA ESQUECEREI
E ESSE AMOR QUE EU MESMO ASSASSINEI
VEZ POR OUTRA INDA LEMBRA-ME OS CARINHOS
QUE MUDARAM DE VEZ NOSSOS CAMINHOS
E FECHARAM PRO AMOR AS NOSSAS PORTAS
HOJE AS  FLORES SONHADAS ESTÃO MORTAS
NUM JARDIM DE ESPERANÇAS SEM ESPINHOS.

FOI BONITA A HISTÓRIA DE NÓS DOIS
PRA FALAR A VERDADE AINDA RENDE
QUE NO PASSO DO TEMPO A GENTE APRENDE
QUE A HISTÓRIA É ESCRITA SÓ DEPOIS
TE ENCONTREI TÃO BONITA E AINDA SOIS
SOMOS PARTES DE UM TODO DESIGUAIS
DO VIVIDO DEIXAMOS LÁ PRA TRÁS
ALGUNS VERSOS TROCADOS NUM SONETO
UM RETRATO TIRADO EM BRANCO E PRETO
E A SAUDADE A DIZER QUEM AMOU MAIS

PRESERVEI NOSSO AMOR NESSE MEU PEITO
JÁ CANSADO DE MUITAS FRUSTRAÇÕES
DE CAMINHOS INÚTEIS DE ILUSÕES
E DE AMORES FORJADOS ,COM DEFEITO.
QUE A ESPERANÇA POR VEZES TEM EFEITO
BEM CONTRÁRIO ÀS ORDENS DA RAZÃO
NOS DÁ RAIVA NA MESMA PROPORÇÃO
DO ORGULHO QUE ÀS VEZES INGERIMOS
MAS, O MUNDO DE AMOR QUE CONSTRUÍMOS
NÃO SE ABALA EM QUALQUER COISINHA NÃO.

ESPEREI MUITO TEMPO QUE A SAUDADE
PELA FORÇA DO AMOR NOS REATASSE
QUE A REPRESA DOS OLHOS SE SANGRASSE
PRO DESÁGUE PERFEITO DA VONTADE...
NUNCA HOUVE ENTRE NÓS QUALQUER MALDADE
FORA O TEMPO DEIXADO PRO DEPOIS
QUE A DISTÂNCIA QUE A VIDA NOS IMPÔS
FEZ DE LÁGRIMA "ESSE RIO" QUE CHOREI
E NA BARRAGEM DO PEITO REPRESEI
SENTIMENTOS GUARDADOS DE NÓS DOIS

AGUARDANDO PASSAR A TEMPESTADE
VI MEUS SONHOS DESCENDO A RIBANCEIRA
MAS, QUEM VIVE NO AMOR A VIDA INTEIRA
SOBREVIVE AS MUDANÇAS COM VONTADE.
QUANDO AS "ÁGUAS SALOBRAS" DA SAUDADE
DESAGUARAM NO LEITO DE UM DEPOIS
VI NA SORTE QUE A VIDA NOS PROPÔS
NOS QUERER CARREGAR, MAS, SEGUREI
E NA BARRAGEM DO PEITO REPRESEI
SENTIMENTOS GUARDADOS DE NÓS DOIS.

TE ESPEREI, ESPERARIA, E INDA ESPERO
TODO TEMPO QUE A VIDA DEMANDAR
E SE DE NOVO NO ACASO EU TE ENCONTRAR
TE DAREI MEU ABRAÇO MAIS SINCERO.
SEMPRE QUIS, QUEREREI, E INDA QUERO
TEU CALOR FAZER CASA EM MEU ABRAÇO
E NÃO HÁ NADA QUE AFROUXE O FORTE LAÇO
DE UMA HISTÓRIA DE AMOR QUE RECOMEÇA
"ACONTECE QUE A HISTÓRIA NÃO TEM PRESSA
E O AMOR SE CONQUISTA PASSO A PASSO..."

TUAS JURAS DE AMOR DE FALSIDADE
SIMULANDO UM AMOR PRA TER CARINHO
ESCONDENDO DA FLOR O VIL ESPINHO
SIMPLESMENTE, POR UMA VAIDADE
SE HAVIA EM VOCÊ QUALQUER VERDADE
ELA ESTAVA ENCOBERTA PELO LODO
EU CAÍ NAS GARRAS DESSE ENGODO
PROCURANDO ENCONTRAR UMA VIRTUDE
DEPOIS QUIS PERDOAR-TE MAS NÃO PUDE
POIS MENTISTE PRA MIM O TEMPO TODO

DAS HISTÓRIAS DE AMOR E SENTIMENTOS
HÁ AQUELAS QUE MARCAM, VIRAM HISTÓRIA
MAS, NEM TUDO NA NOSSA TRAJETÓRIA
É COMPOSTO DE APENAS BONS MOMENTOS...
SE TEM RISOS TAMBÉM TEMOS LAMENTOS
NESSA VIDA TÃO BREVE, E O TEMPO VOA
PRA GASTAR COM QUALQUER COISINHA À TOA
EM LEMBRANÇAS DE AMOR DE ANTIGAMENTE...
SE O PASSADO VOLTASSE CERTAMENTE
NÃO VOLTAVA SOMENTE A PARTE BOA

NUMA ANÁLISE SINCERA DOS PEDIDOS
PELA MARCA INVENCÍVEL DA DISTÂNCIA
PERCEBEMOS FALTAR A SUBSTÂNCIA
PRO PERDÃO DE ALGUNS CRIMES COMETIDOS
RECLAMAMOS, TAMBÉM, SERMOS VENCIDOS
PELO ORGULHO COVARDE QUE MALTRATA
CADA GOLPE QUE A SORTE NOS DESATA
MARCA MAIS NOSSO PEITO JÁ CARENTE
SE O PASSADO VOLTASSE PRO PRESENTE
MATARIA A SAUDADE QUE NOS MATA!

DAS ESTRADAS DE AMOR PELA METADE
DESLIZEI NUMA CURVA E FEZ UM "S"
CERTAS COISAS A GENTE NUNCA ESQUECE
E ESSA CURVA TEM NOME DE "SAUDADE"...
SE PEQUEI POR COBRAR FIDELIDADE
FOI POR CAUSA DE ALGUNS PECADOS TEUS
"SE JESUS PERDOOU OS FARISEUS,
QUEM SOU EU PRA JULGAR OS TEUS DESLIZES?"
HOJE GUARDO NO PEITO AS CICATRIZES
E O FUTURO DE NÓS QUEM SABE É DEUS

O SILÊNCIO ENTRE NÓS COMPÕE A PAUTA
DE UM AMOR QUE NÃO MORRE É INFINITO
AO LEMBRAR-ME DO TEU OLHAR BONITO
A SAUDADE ME GRITA NA VOZ ALTA
SINTO MUITAS SAUDADES, SINTO FALTA
DE VOCÊ ALEGRANDO OS DIAS MEUS
TANTAS VEZES DISSEMOS UM ADEUS
SEM PODERMOS VIVER NO AMOR FELIZES
HOJE GUARDO NO PEITO AS CICATRIZES
E O FUTURO DE NÓS QUEM SABE É DEUS

DECIDI NÃO QUERER MAIS NEM SABER
DE TENTAR ESQUECER QUEM ME ESQUECEU
TER CERTEZA DE AMAR JÁ ME VALEU
POR MILÊNIOS VIVIDOS SEM VIVER.
SE NEM TUDO NA VIDA É SÓ QUERER
NESSE CASO, NÃO CABE O SOFRIMENTO
E COMO VOU CONDENAR UM SENTIMENTO
QUE INDA INSISTE EM MORAR NESSE MEU PEITO
QUE EU TENTEI ME ESQUECER SEM ACHAR JEITO
DE ESQUECER NEM QUE SEJA UM SÓ MOMENTO?

Pedro Torres

Fui o ator principal, mas, não ganhei Nosso oscar do filme do passado

No capítulo primeiro de nós dois
Nos amamos desde a primeira vista
No roteiro que fui protagonista
Do papel que a vida nos compôs...
Mas, no corte da cena bem depois
Fez o filme de amor ser censurado
E na película do filme recortado
Tem a cena do abraço que eu te dei
Fui o ator principal, mas, não ganhei
Nosso oscar do filme do passado

Pedro Torres
Mote inspirado num improviso do poeta Valdir Teles

Sabotei meus próprios planos E boicotei a mim mesmo

Sabotei meus próprios planos
E boicotei a mim mesmo
Vagando um bom tempo a esmo
Na rota dos desenganos
Dos desejos desumanos
Só a saudade me espreita
Foi numa 'curva perfeita'
Que consegui me perder
E se alguém souber esquecer
Favor me passe a receita

Pedro Torres

segunda-feira, 1 de julho de 2013

"Sopra a brasa de amor dentro do peito Pra queimar toda a lenha da saudade"

Pelas cinzas de um caso terminado
Vi mentiras juntarem-se à poeira
Pelo vento soprado na madeira
Da fogueira queimada do passado...
Na paixão que se fez incendiado
Alguns beijos se ardiam sem verdade
E desse fogo que deu felicidade
Só sobraram faíscas com defeito
"Sopra a brasa de amor dentro do peito
Pra queimar toda a lenha da saudade"

Pedro Torres, mote e glosa.

Quero medir o tamanho De nossas vontades loucas

Quero medir o tamanho
Das nossas vontades loucas
Pelo silêncio quebrado
No quarto ao som das bocas
E no perfume deixado
No emaranhado das roupas.

Pedro Torres

Dessa sua indiferença Faço um cabedal de sonhos

Dessa sua indiferença
Faço um cabedal de sonhos
Que até se forem medonhos
Sendo seus inda compensa...
Fortaleço a minha crença
Por estar mais conciente
Que o que existe entre a gente
É coisa que não tem pressa
E um grande amor recomeça
Do passado pro presente.

Pedro Torres

E o piano é um cemitério de harmonias Dormindo na mudez da noite morta!

Nossa música cala-se nesta tarde
Em que um pressentimento bom nos toma
Como um palhaço que no circo doma
Dores íntimas que em seu peito arde
Digo em silêncio, sem fazer-te alarde
Que em mim entraste sem abrir a porta
E o vento gélido que minh'alma corta
Faz de saudades as horas mais sombrias
"E, do piano, um cemitério de harmonias
Dormindo na mudez da tarde morta!"

Pedro Torres
Mote: Rogaciano Leite