domingo, 30 de junho de 2013

Vamos todos celebrar Que o “Brasil” é campeão

Vamos todos celebrar
Que o “Brasil” é campeão
Sem esquecer que o país
Não é nossa seleção
Vamos pedir goleadas
De saúde e educação

Pedro Torres

Saudade inconveniente Não marca hora nem data

Saudade inconveniente
Não marca hora nem data
Se arrancha toda espaçosa
Dentro do peito e maltrata
E dá um nó na garganta
Que só um abraço desata.

Pedro Torres

Nas asas velozes do meu pensamento Lhe escrevo esta carta de felicidade

Nas asas velozes do meu pensamento
Lhe escrevo esta carta de felicidade
Falando dos dias de amor e saudade
Que a tua lembrança me traz no momento
Pelo passarinho carteiro do vento
Eu sopro a mensagem de amor pelo ar
E fico na espera de a carta chegar
Sentindo meu peito sorrindo baixinho
Que vai sorrir alto quando o passarinho
Trouxer a resposta pra beira do mar.

Pedro Torres

Prospecção

Nosso sonho de amor dorme às escuras
Duma gruta de mágoas e rancores
Cada pedra incrustada são mil juras
Pro garimpo insensato dos amores...

Pedras raras, polidas, multicores
Sem ter cores na sombra de amarguras
Diamantes perpétuos, brutas dores
No cansaço perverso das lonjuras

Nessa mina dos beijos mais ardentes
Dois olhares trocados, reluzentes
Já não brilham na luz da claridade

Na bateia retiro a substância
Que elimina entre nós essa distância
Pra nós dois não morrermos de saudade.

Pedro Torres

O que sinto no meu peito Vou viver pra toda a vida

O que sinto no meu peito
Vou viver pra toda a vida
Sei que é saudade perpétua
De uma história dividida
Mas, os meus dias tristonhos
Dormem seus melhores sonhos
Na lembrança adormecida.

Pedro Torres

Neste momento eu queria Estar em outro ambiente

Neste momento eu queria
Estar em outro ambiente
Pra vê-la assim: tão bonita!
Sentir seu abraço mais quente
Mas, mesmo sem ir, eu sinto
Que minh'alma foi na frente...

Pedro Torres

sábado, 29 de junho de 2013

Noutros rumos lutei pra te lembrar Vivo agora a lutar pra te esquecer

Da janela percebo a claridade
Desse dia de luz e poesia
Sinto falta, porém, da alegria
Do abraço sincero, e sem vaidade...
Por você eu não nego que a saudade
Vez em quando aparece pra bater
Faço a chaga em meu peito adormecer
Mas, o corte não quer cicatrizar
"Noutros rumos lutei pra te lembrar
Vivo agora a lutar pra te esquecer" 

No começo nós dois nos encantamos
Tu comigo, eu contigo, e vice-versa
Mas, a história da gente foi dispersa
Como réus condenados porque amamos
Dos abraços sinceros que trocamos
Teu calor inda insiste no meu ser
Nos deixamos sem ser nosso querer
Talvez seja o motivo de eu chorar
"Noutros rumos lutei pra te lembrar
Vivo agora a lutar pra te esquecer" 

Pedro Torres
Mote: Zé Viola

Tem gente que quer ficar De repente milionários

Tem gente que quer ficar
De repente milionários
Sem fazer nada, apenas
Convocando salafrários
Pra integrar sua rede
Multinível de otários.

Pedro Torres

Você não me perdeu, só Não sabe onde me encontrar

Você não sabe meus passos
Por onde eu ando ou trafego
Se um outro amor eu carrego
E me perdi noutros braços...
Se inda são fortes os laços
Se eu consegui desatar
Ou se quero é lhe amarrar
Num muito apertado nó
Você não me perdeu, só
Não sabe onde me encontrar

Pedro Torres

Hoje eu encontrei chorando Quem gargalhava de mim

Ela quis outros caminhos
Foi atrás de outra ilusão
Machucou seu coração
Desprezando meus carinhos
E agora estamos sozinhos
Mas, não sou quem acha ruim
Foi ela quem quis assim
E com seu pranto enxugando
Hoje eu encontrei chorando
Quem gargalhava de mim

Pedro Torres

O assunto era saudade E eu só falava em você.

Numa viagem que eu fiz
Conversava com amigos
De alguns casos meus antigos
Lembrando que fui feliz...
Lembrei de quem muito quis
E partiu "sem um porquê!"
São coisas que só se vê
Depois da felicidade
O assunto era saudade
E eu só falava em você.

Pedro Torres

sexta-feira, 28 de junho de 2013

CÂNTICO DO DIA

No pomar do mundo nasce a flor do dia
Na casta nudez de um sol trasparente
Só não brilha mais que a poesia
Pois lua nenhuma venceu o repente

A ponta da asa no mar logo sente
A linda gaivota que voa sombria
Como um beija-flor sugando contente
Acordes de amor da flor melodia

Com tinta de paz a nuvem pintada
Parece uma santa ou parece fada
Guiada no céu com asas de ar

E o sol baixando tocando o horizonte
Deseja de vez pular dessa ponte
Pra se refrescar nas águas do mar.

Adriana Sousa

Crença

Desse livro de páginas viradas
Vem você resgatar antigas juras
Navegando por águas já passadas
Pela crença inconstante nas futuras

Alguns casos resistem nas lonjuras
Mas, histórias não podem ser mudadas
E até flores por sobre sepulturas
Também morrem sem serem irrigadas

Margarida em jardim que não perfuma
Beija-flor pela ausência se acostuma
E, sabemos que o que não mata ensina...

Não tem nada voltado com os signos
Colibris muitas vezes não são dignos
Mas, a flor não reclama a sua sina.

Pedro Torres

quinta-feira, 27 de junho de 2013

Pelo caos em nossas vidas Desencontros são normais

Pelo caos em nossas vidas
Desencontros são normais
Nós coletamos das lágrimas
Os seus preciosos sais
Pra dar mais gosto a vontade
Que temperada, a saudade
É saborosa demais...

Pedro Torres

Brisa.

Toda angústia no peito no caminho
Que levava ao momento da partida
E a mão quente no rosto com carinho
Coletando uma lágrima fugida...

Viu-se, flor margarida sem espinho,
Por espinhos sofrer sem ter medida
Provou tragos macios d'um bom vinho
Fez-se leve algum tempo nesta vida...

Por instantes, sentiu-se calmaria
Pela paz de um olhar em poesia
Mas, a dúvida deu volta no amor.

Do perfume que a flor deixou na mão,
Quando o cheiro tocou seu coração
Era tarde demais: Já era dor.

Pedro Torres

É melhor que viver com a alma nua Por alguém que não quer o seu apreço.

Se o silêncio maltrata, eu ignoro
Canto um verso de amor com poesia
Não dou voz para quem me silencia
Nem me explico também por quem eu choro
Ponho um riso na face, e não demoro
A voar bem mais alto que um condor
Lá de cima se avisto algum rancor
Dou um voo rasante e bem preciso
"*Eu prefiro inventar o meu sorriso
Do que ter que explicar a minha dor."

Não tem lógica quem pôe-se a explicar
Uma dor que retorna algumas vezes
Coração não é loja de fregueses
Ninguém troca, não vende, e não vai dar..
Se vendesse era caro pra comprar
Que estas coisas do peito não tem preço
Se outro alguém quer mudar seu endereço
Pra encontrar-se no amor em outra rua
É melhor que viver com a alma nua
Por alguém que não quer o seu apreço.

Pedro Torres
*Mote: Pedro Torres & Cicinho Moura

quarta-feira, 26 de junho de 2013

Se algum dia eu perder o seu amor Sou capaz de morrer por falta dele

Tem que ler até o fim viu?! kkkk

"Ele" é tudo pra mim e me arrepia
Quando lembro o calor dele em meu peito
Já tentei congelar sem achar jeito
Só reclamo o seu beijo em poesia
Como o néctar que a dor anestesia
Outro beijo eu só quero igual aquele
Que sabor tão gostoso só tem nele
E é Bonita igualmente a uma flor
Se algum dia eu perder o seu amor
Sou capaz de morrer por falta dele

Pedro Torres
Mote: Tereza Menezes

Nosso amor imaculado Resiste constantemente

Nosso amor imaculado
Resiste constantemente
Às loucuras de nós dois
Nos malassombros da mente
Aos abalos da estrutura
Resistindo em cada jura
O amor bonito da gente.

Pedro Torres

terça-feira, 25 de junho de 2013

Metade de mim se aquece Pela lembrança da ida

Metade de mim se aquece
Pela lembrança da ida
E a outra metade, que esquece
Se lembra da despedida
Que a lua linda lá fora
Toca na trilha sonora
Da radiola da vida.

Pedro Torres

No decreto final sem ter Saudade Vi morrer entre nós o sentimento.

Vi nas cinzas de um caso complicado
Na distância, calar-se sem ter voz
E uma mágoa insensata mais veloz
Congelar nosso peito apaixonado...
Todo o fogo que havia, devotado
Consumido na chama do momento
E palavras que causam sofrimento
Não passarem no filtro da verdade
No decreto final sem ter Saudade
Vi morrer entre nós o sentimento.

Pedro Torres

Na varanda da saudade No terraço da alegria

Na varanda da saudade
No terraço da alegria
Eu sinto faltar calor
Em uma noite tão fria
Pensando se o nosso abraço
Resistiria ao mormaço
De nós dois em poesia...

Pedro Torres

A lua pairou no céu Por horas, sei nem porquê

A lua pairou no céu
Por horas, sei nem porquê
Queria que eu lhe olhasse
Pra me lembrar de você!

Pedro Torres

Fiz do peito uma estante de saudade Pra guardar os troféus do nosso amor.

Nosso encontro que ocorre logo mais
Deixa um gosto de mel em nossa boca
Que a garganta da alma fica rouca
Pela espera que a vida inda nos traz
Na vitória do abraço toda a paz
Que remove do peito qualquer dor
Nos olhares sinceros, com calor
Brilhará nosso amor na eternidade
Fiz do peito uma estante de saudade
Pra guardar os troféus do nosso amor.

Pedro Torres

sexta-feira, 21 de junho de 2013

É assim que acontece quando cai Um espinho ferindo o nosso peito.

Inda trago em meu peito, machucados
De tropeços e quedas nos caminhos
Mil feridas causadas por espinhos
E cristais de amor estilhaçados...
Mas, desgostos de casos já passados
São lembranças que temos que afastar
Como nuvens que querem nos roubar
As estrelas, ocultando a claridade
É melhor dez mil vezes ter saudade
Do que não ter amor pra recordar.

Quando morre a esperança é que a saudade
Faz pirraça do coração da gente
Se aboleta no peito e pela mente
Como um circo de graça na cidade
Que o palhaço gargalha por maldade
D'uma dor que machuca sem direito
E o sorriso parece dar defeito
Trava o músculo da face e não sai
É assim que acontece quando cai
Um espinho ferindo o nosso peito.

Pedro Torres

quinta-feira, 20 de junho de 2013

Pode ser que o tempo passe Mas, eu nunca passarei.

Belíssimamente linda
A margarida perfuma
Que o beija-flor se acostuma
E sua essência não finda...
Sei que você quer ainda
Não sei como, mas eu sei
Tanto tempo que esperei
Pra que a gente se encontrasse
Pode ser que o tempo passe
Mas, eu nunca passarei.

Pedro Torres

Quero muito dizer que não lhe quero Mas, não posso calar meu coração

Tudo quanto nós dois inda vivemos
Nesse tempo bonito de nós dois
Virou dúvida e incertezas no depois
Pelas juras desfeitas, pelo menos...
Não sei bem quantos erros cometemos
Nossa música ficou sem ter refrão
Faltou riso no fim da "Ligação"
No silêncio, escutando NX Zero
Quero muito dizer que não lhe quero
Mas, não posso calar meu coração

Pedro Torres
Mote: Dayane Rocha

Das flores todas do campo A margarida é mais bela

Das flores todas do campo
A margarida é mais bela
Mais linda que o lírio branco
Do que a gérbera amarela
E até mesmo o beija-flor
Na presença d'outra flor
Deseja ficar com ela

Pedro Torres

quarta-feira, 19 de junho de 2013

Cansado de muitas lutas Tentativas e lições

Cansado de muitas lutas
Tentativas e lições
De juras falsificadas
Com requintes de ilusões
Meu peito agora lhe insere
No rol das decepções...

Pedro Torres

Esse mapa do mundo está errado

Esse mapa do mundo está errado
Tem um novo país todo escondido?
Não, ele está com o corpo tão ferido
Que seu rosto passou desenganado
Tendo as marcas de um povo desonrado
Pela turma do choque ou esquadrão?
Eu só sei que tem sangue ali no chão
Quem será que essa “obra” produziu?
Foram as armas armadas do Brasil
Que atira, mas diz: Sem intenção!

Tu Brasil tão corrupto e sem respeito
Achas mesmo que podes nos calar?
Essas vozes por aí vão ecoar
Libertando o silêncio do seu peito
Teu partido de esquerdo ou de direito
Já não tem mais o grito do imortal
E agora votação é digital
Esse dedo que vota desarmado
É o mesmo que agora é apontado
Pra dizer-te que tu és sem moral.

Mata, estupra ou talvez morra de fome
É assim que nós vemos hoje em dia
Grita forte o poder ...Hipocrisia!
Os seus filhos depois a terra come
O teu povo se esquece do teu nome
Tantos porcos, lavagem de dinheiro
Sei que moro num centro de um chiqueiro
O que muda é a classe, a divisão.
Tantos homens que rogam por um pão
E eu clamo o meu sangue brasileiro.

A bandeira tão linda e bem pintada
Tanto verde que nela é estampado
Um losango de amarelo foi pintado
Um azul pra dizer que é clareada
E a cor desse branco, é desbotada
Protegida com balas de fuzil
Carregada e as bombas é mais de mil
E pra quem perguntar eu vou dizendo
Se não sabe onde está acontecendo
Eu respondo: É aqui no meu Brasil!

Um país que faz pose para o mundo
Aparenta na mídia ser bonzinho
Trata o seu morador, só com carinho
Mas, por trás do carinho é tão imundo
Um buraco criado tão profundo
Só se salva quem tem o seu milhão
Quem não tem, vai ficar sem salvação
Sua escolha é somente pra morrer
Já tem muitos querendo não viver
Num lugar que só tem desunião.

“O gigante acabou de acordar”
E eu rezo pra que não adormeça
Que a sua saúde favoreça
Para o povo que teima em te ajudar
Vê se agora consegue ensinar
Pro poder estudar educação
E a galera ter mais opinião
Colocando pra frente esse Brasil
Que já quer acabar com o seu cio
Detonando de vez, corrupção.

Dayane Rocha

Religião

Nossos peitos entregues ao cansaço,
Pela angústia que nos comiam as unhas,
De nós dois, eram frágeis testemunhas
Pelos crimes de amor feito em pedaço

Sua pele... Meu casaco de vicunhas
Na maciez sentida em cada abraço
Fez os céus pra nós dois firmar alcunhas
Pelo escândalo de beijos no terraço

Meus católicos crimes, de minh'alma,
Absolvidos pela alma protestante
...Nossas almas se elaram nesse instante

No desate de nós, depois ...simbólica
Parte dela ficou n'alma católica
Parte minha, ficou na protestante!

Pedro Torres

terça-feira, 18 de junho de 2013

Brasileiros já cansados De viver roendo as sobras

Brasileiros já cansados
De viver roendo as sobras
Desse bando de corruptos
Lutam no ninho das cobras
Mas, não podem se esquecer
Pra essa corja não fazer
Deles massa de manobras.

Pedro Torres

A Tempestade

No vão do oceano no largo do peito
Passava uma brisa suave de amor
Deixando o perfume sutil d'uma flor
E folhas caídas por cima do leito....

No vento, varridos do ninho desfeito
Gravetos de angústia, de mágoa e de dor
Sussurros de sonhos, de luz e de cor
Ficavam suspensos num ar rarefeito...

Naqueles sinais de haver tempestade
Com vento aumentando de velocidade
No mar de lamentos o amor se afogou

Ficamos vagando no mar das lonjuras
Depois, calmaria de noites escuras
E a luz das estrelas a nós iluminou

Pedro Torres

Que é melhor dez mil vezes ter saudade, Do que não ter amor pra recordar.

O meu riso faz tempo emudeceu
Da saudade do tempo bom da gente
"Consegui retirar você da mente
E meu peito de nós já se esqueceu..."
Se mentiste, quem te mentiu foi eu
Nestes versos que fiz só pra lembrar
Que é difícil demais de se apagar
Uma luz que ilumina a claridade
Que é melhor dez mil vezes ter saudade,
Do que não ter amor pra recordar.

Pedro Torres

Pelo amor fui condenado Sem ter direito a perdão

Pelo amor fui condenado
Sem ter direito a perdão
Levado ao banco dos réus
Sem caber apelação
Tudo por causa das juras
De um bandido coração!

Pedro Torres

Matando as saudades na beira do mar..

E no galope saiu assim...

Já faz muito tempo que a gente não fala
Das coisas da gente da forma adequada
Eu fico em silêncio, você só calada
Somente a saudade que nunca se cala...
Falando por dois não tem como amá-la
Também não tem como você me amar
Quem sabe se a gente depois se encontar
Podemos de vez matar toda saudade
Eu mato metade, você outra metade
Matando as saudades na beira do mar..

Pedro Torres

segunda-feira, 17 de junho de 2013

Esse grito que escutamos Da juventude gentil

Esse grito que escutamos
Da juventude gentil
Pelo fim da roubalheira
Entre outras coisas mil
Era o que estava entalado
Na garganta do BRASIL!

Pedro Torres

Quando sinto os impulsos da saudade Faço um verso de amor pensando nela.

Quando a porta da noite fecha o dia
Sopra a brisa suave no meu peito
Minha mente se inspira e como efeito
Na lembrança a saudade anestesia
...me adormeço nos braços da poesia
Sob a luz delicada de uma vela
Refletindo no olhar bonito dela
Todo brilho do amor, na claridade
Quando sinto os impulsos da saudade
Faço um verso de amor pensando nela.

Pedro Torres
Mote: Zé Adalberto

Quando se chega à velhice Muitos são os esquecidos

Quando se chega à velhice
Muitos são os esquecidos
Por esquecer que seremos
No futuro envelhecidos.

Respeitem os mais idosos
Amando-os sem ensimesmos
Lembrando que no futuro
Os velhos serão nós mesmos

Pedro Torres

Essa vontade entre a gente Foi preciso amordaçá-la

Essa vontade entre a gente
Foi preciso amordaçá-la
Porque nos causa atropelos
Cada vez que ela nos fala
Ficamos sem se falar
Mas, é difícil calar
Quando a saudade não cala..

Pedro Torres

Coração hacker

Hackeia o meu coração
Dá um enter com calor
Formatando meu passado
Mostra um futuro sem dor
Deleta minha amargura
Instala de novo a jura
Em meu sistema de amor!

Pedro Torres

domingo, 16 de junho de 2013

Foi você quem pôs um fim Na história de nós dois

Foi você quem pôs um fim
Na história de nós dois
Sei que agora está sofrendo
Um fim que a vida lhe impôs
Da próxima vez se renda
Ou, do contrário, que aprenda
A não deixar pra depois...

Pedro Torres

Ou eu mato essa saudade Ou essa saudade me mata

Já faz dias que esse amor
Vem meu corpo torturando
Como quem fica lembrando
De um romance promissor
Que no tempo toda a cor
Desbotou na sorte ingrata
E essa distância maltrata
Provoca a minha vontade
Ou eu mato essa saudade
Ou essa saudade me mata

Pedro Torres
Mote: Rafaela Nogueira

Que a saudade não traz ninguém de volta!

Em uma frase que vi pela internet eu disse:

Se você quer seguir o seu caminho
E esquecer do que houve entre a gente
Vá com Deus, dê adeus e siga em frente
Que ninguém nesse mundo está sozinho...
Se sentir lhe faltar algum carinho
Pelo laço que prende quando solta
Não reclame da vida com revolta
Pois, ninguém colherá que não mereça
Siga em frente, só nunca se esqueça
Que saudade não traz ninguém de volta!

Com promessas e juras de ilusão
Te tornaste uma "Expert" em fingimentos
Por querer viver loucos sentimentos
De alguns casos de amor de ocasião...
Se consegues pro amor dizer um não
Tu não dizes com exclusividade
Se és ruim me ensinaste a ter maldade
Nas promessas quebradas que senti
E foste o amor mais bonito que vivi
Mas, também sei deixar muita saudade.

Pedro Torres

Há uma dor no meu peito excruciante Que somente o amor pode curar

P. Há uma dor no meu peito excruciante
A. Que somente o amor pode curar
P. Vendo o largo dos dias se esparsar
A. E a saudade aumentar a todo instante...
P. Resistindo essa dor em meu semblante
A. Bebo a vida na taça da esperança
P. Sinto o abraço melhor da confiança
A. Vir do abraço mais forte que te dei
P. No calor de minh'alma, comunguei
A. Vinho e hóstia da nossa aliança.

Pedro Torres & Adriana Souza

Aprendiz

Cárcere brônzeo fadado a inconstância
Que encarceras tesouros de prazeres
Só conheces do amor a redundância
Nesta rota sublim'ação dos seres

Jamais tens da razão a vigilância
Vaga às sendas sutis dos desprazeres
És um filho da pura ignorância
Aprendiz! ...Causas mornas de quereres!

Jaz em ti os amores mais antigos
Colos cálidos, séquitos jazigos
Enfeitados por flores de ilusão

Pois, se fores, por dores consumido
É uma prova fiel que terás tido
Dado causa, pra morte sem paixão!

Adriana Sousa & Pedro Torres

sábado, 15 de junho de 2013

Ddieta pra olho gordo É chá de eu nem te ligo...

Tem gente que nos inveja
Dizendo ser nosso amigo
Depois que a máscara cai
Nos "desempacha" o perigo
Como fosse chá de bordo
Mas, dieta pra olho gordo
É chá de eu nem te ligo...

Pedro Torres

Eu matei a saudade nos seus braços Hoje vivo nos braços da saudade.

Dois abraços marcaram minha vida
Dois momentos ruins de deletar
Vou buscando uma forma de evitar
Tudo aquilo que lembre a despedida
Busco abrigo num copo de bebida
Num momento, talvez, de insanidade
Corro as ruas nos bares da cidade
Relembrando você e os dois abraços
Eu matei a saudade nos seus braços
Hoje vivo nos braços da saudade.

Cicinho Moura, no mote de Erivoneide Amaral

Nos seus braços, morrendo de paixão
Eu matei a saudade que sentia
Transformei minha dor em alegria
Fiquei quase explodindo de emoção
Mas agora se deu uma inversão
Virou dor o que foi felicidade
Aonde quer que eu vá, só por maldade,
A saudade cruel segue os meus passos
Eu matei a saudade nos seus braços
Hoje vivo nos braços da saudade.

Valdenor de Almeida, no mote de Erivoneide Amaral

Recaídas de amor que sempre ocorrem
Por descuido ou vacilos de momentos
Não são bem fidedignos sentimentos
Na ilusão, muitas vezes eles morrem...
Mas, na alma penada dos que correm
Por ter medo, do medo da verdade
Sem querer se amarrar noutra metade
Não desatam depois os fortes laços
Eu matei a saudade nos seus braços
Hoje vivo nos braços da saudade...

Pedro Torres, no mote de Erivoneide Amaral

Nesse jogo a seleção Quase dá de goleada

Nesse jogo a seleção
Quase dá de goleada
O torcedor pagou caro
Pra assitir a "pelada"
Mas, o bom mesmo foi ver
Dona Dilma ser vaiada...

Pedro Torres

sexta-feira, 14 de junho de 2013

E a saudade de ti já fez morada No oitão da parede do meu peito.

No mote grandioso da Poetisa e minha amiga Elenilda Amaral eu tentei assim:

No casebre da minha solidão
Uma chuva gelada e passageira
No telhado, causou uma goteira
De saudade, silêncio e ilusão...
Cada lágrima caída pelo chão
Congelava uma angústia como preito
Que a esperança inútil deu defeito
Se arranchou, sem querer me pagar nada
E a saudade de ti já fez morada
No oitão da parede do meu peito.

Pedro Torres
Mote: Elenilda Amaral

Coração metralhadora

Coração metralhadora
Que atira pra todo lado
Dificilmente ele acerta
No alvo que foi mirado
E a bala perdida pega
Num peito já baleado!

Pedro Torres

Por isso eu tomo cuidado
Em quem desse jeito mira
Com medo que a bala passe
E fatalmente me fira
Que coração desse tipo
Nunca acerta aonde atira.

Cicinho Moura

Conheci muitos caminhos Atravessei meu deserto

Conheci muitos caminhos
Atravessei meu deserto
Colhi juras mentirosas
De quem ficava por perto
Depois, culpei a saudade
E, pra minha infelicidade,
Descobri que estava certo...

Pedro Torres

Magoaste, feriste o peito meu Te desejo o pior das sensações

Magoaste, feriste o peito meu
Te desejo o pior das sensações
De cair no penhor das ilusões
E chorar um amor que já foi teu...
Que alimentes um sonho como eu
E a saudade te faça companhia
No calor de uma cama muito fria
Quando a chuva cair pelo telhado
Que o teu peito padeça apaixonado
E ames tanto quanto eu te amei um dia...

Pedro Torres

Só sabe, quem tá sentindo Quanto dói sentir saudade...

Explicar é complicado
Que ninguém tem a medida
Do quanto dói a ferida
De um coração magoado
Seu riso fica apagado
Se ofusca na claridade
E um peito fica a metade
De outra metade sorrindo
Só sabe, quem tá sentindo
Quanto dói sentir saudade...

Pedro Torres

O coração estremece
O pulmão não puxa o ar
A pele passa a suar
A vista logo escurece
Até a alma enfraquece
É uma calamidade
Quando esse mal invade
O homem vira um menino
Só sabe, quem tá sentindo
Quanto dói uma saudade.

Danillo Barbosa

quinta-feira, 13 de junho de 2013

Só não pense que vai quebrar a cara Pra voltar pr'um lugar que já foi seu!

Siga o rumo que bem quiser na vida
Não preciso da rota do seus passos
Você pode afrouxar os fortes laços
Que prendiam os "nós" na despedida
Já não vejo essa história repetida
Como um rio de mágoas que correu...
E até negue o calor que lhe aqueceu
Que essas coisas no tempo se repara
Só não pense que vai quebrar a cara
Pra voltar pr'um lugar que já foi seu!

Pedro Torres

Só vou pensar no futuro Quando o futuro chegar

Sofremos antecipado
Por um presente desfeito
Depois guardamos no peito
Uma dor lá do passado
Nosso destino traçado
Nós não podemos mudar
Mas, ninguém vai esperar
Que tempo não paga juro
Só vou pensar no futuro 
Quando o futuro chegar

Pedro Torres
Mote: Dayane Rocha

Que saudade de amor pra toda vida Quem viveu depois não esquece mais...

Essa chuva que agora está caindo
Da janela do meu apartamento
Me umedece na face o sentimento
Como pingos de lágrima sorrindo
Quem saudades de alguém está sentindo
Nesse frio que a chuva também traz
Por um lado nos deixa tudo em paz
E por outro a saudade é refletida
Que saudade de amor pra toda vida
Quem viveu depois não esquece mais...

Pedro Torres

Se o papel resistir ao pranto meu Te desenho, amor meu, na poesia...

Das lembranças que guardo de nós dois
Um papel de bombom todo amassado
Com pedaços de filme prateado
Preferências que eu soube só depois
Pelas marcas que o tempo lhe impôs
Desbotou do papel toda alegria
Desse dia de amor e de magia
Que minh'alma em teu peito se aqueceu
Se o papel resistir ao pranto meu
Te desenho, amor meu, na poesia...

Pedro Torres

O amor...

Todo amor é correspondido. Se vinga ou não nessa existência não importa. O amor quando você o encontra, não se separa mais. É um vazio que preenche a vida, são dias em branco descoloridos, e ainda guardam algo de cor. É dor que dói e se sente deveras, e sente, é amor que não se deixa rir ou doer. é um dia que se espera, é um olhar que se imagina, é o comunicar-se de almas. e sem temor, que não faz parte, não há receio de que nada possa no amor interferir. é vontade, sem vontade, é metade da metade. é o inteiro sempre, com saudade....

Pedro Torres

terça-feira, 11 de junho de 2013

Quando a flecha do amor o alvo acerta Marca pontos demais com o coração.

As palavras e flechas já lançadas
Não retornam pro ponto de origem
Certas provas de amor não se exigem
Basta as juras que foram declaradas
Se o cupido acertar suas flechadas
Vai causar ferimentos da paixão
E se o amor ingressar na relação
Deixa a porta do peito entreaberta
Quando a flecha do amor o alvo acerta
Marca pontos demais com o coração.

Pedro Torres
Mote: Tallys Barbosa 

Magoar-te foi meu maior pecado Você pode escolher a penitência

Devastei quatrocentas mil florestas
Fabricando papel pros meus pecados
Mas, a vida inda está rolando os dados
Pra tentar aparar certas arestas...
Causei mágoas e angústias indigestas
Te feri, por querer-te a convivência
Fui culpado por toda a impaciência
Desse peito poeta apaixonado
Magoar-te foi meu maior pecado
Você pode escolher a penitência

Pedro Torres
Mote do Grande Poeta Bandeira Júnior

Voa alto o meu sonho de querer-te Nos imensos degraus do infinito

Voa alto o meu sonho de querer-te
Nos imensos degraus do infinito
Cada passo que dou me deixa aflito
Sem achar a palavra pra dizer-te
Cada verso que faço tem um flerte
"Com saudades na linha do segredo"
E É bonito demais o nosso enredo
Pra fingir-se já termos esquecido
Resta o peito que fica mais ferido
Cada vez que na chaga eu ponho o dedo!

Pedro Torres

Mas, ninguém se apodera do improviso

Há quem queira até mesmo apoderar-se
Das palavras escritas nos meus versos
Como fossem os centros de universos
Por espaços sem ter como alargar-se
Se um alguém se puser a adorar-se
Num complexo moderno de Narciso
Saco a rima concreta do juízo
Pego a arma potente do repente
Dou rajadas com o que vier mente
Mas, ninguém se apodera do improviso

Pedro Torres
Saudade faz covardia
Como ave de rapina
Chega sorrateiramente
Nossa alegria extermina
Que o carcará não sossega
Sem cumprir a sua sina.

Pedro Torres

Dos ensinamentos todos Que a vida até tem me dado

Dos ensinamentos todos
Que a vida até tem me dado
Não guardar mágoa ou rancor
Viver sempre apaixonado
Portar-se com humildade
E nas causas da saudade
Não teimar que é derrotado!

Pedro Torres

Amor feito em liberdade Dificilmente se troca

Amor feito em liberdade
Dificilmente se troca
Se for olhar pra ciúmes
Na lente do amor desfoca
Que o mesmo laço que une
Muito apertado sufoca.

Pedro Torres

Não sei porque estou rindo Deve ser felicidade

Não sei porque estou rindo
Deve ser felicidade
Alguns traços de alegria
Num mar dE tranquilidade
Ou então é meu juízo
Caducando de saudade...

Pedro Torres

Em meu peito uma roseira Com espinhos de ingratidão

Em meu peito uma roseira
Com espinhos de ingratidão
Causou-me muitas feridas...
Nas pétalas da ilusão
Mas, por ter raízes fortes
Já cicatrizam meus cortes
E as flores são de perdão.

Pedro Torres

segunda-feira, 10 de junho de 2013

Hoje eu guardo no peito as cicatrizes E o futuro de nós quem sabe é Deus

Poetas sem sono sai dessas coisas:

P. Não consigo guardar mágoa nenhuma
C. O que eu sinto por ela é sem medida
P. cicatriza entre nós qualquer ferida
C. Não existe rancor que nos consuma...
P. E nas vezes que alguém se enciuma
C. Se eu citar nosso amor nos versos meus
P. Serão súplicas clamando os beijos seus
C. Apagando as lembranças infelizes
Hoje eu guardo no peito as cicatrizes
E o futuro de nós quem sabe é Deus

Pedro Torres & Cicinho Moura
Mote: Pedro Torres

Pra ter saudade de alguém Esse alguém deve ter sido

Pra ter saudade de alguém
Esse alguém deve ter sido
Ou já ter lhe pertencido
Ou ser parte de seu bem
Mas, tem saudade também
De alguém que nunca esqueceu
De quem já lhe pertenceu
Foi sua cara-metade
E por falar de saudade
Eu toda vida fui seu!

Pedro Torres

domingo, 9 de junho de 2013

E eu tomar uma dose de lembrança Pra poder lembrar dela outra vez

Desse caso tão breve e passageiro
Já faz dias que a gente nem se fala
Mas, aos gritos saudade não se cala
Faz barulho e me acorda no seu cheiro...
E a memória do abraço derradeiro
No desgaste que o tempo já lhe fez
Faz a marca ferina de um talvez
Dissolver-se num gole de esperança
E eu tomar uma dose de lembrança 
Pra poder lembrar dela outra vez

Pedro Torres
Mote: Lypy Felix

sábado, 8 de junho de 2013

Há uma saudade escondida Em cada canto do rosto

Há uma saudade escondida
Em cada canto do rosto
Como um espelho cristalino
Manchado pelo desgosto
Que oculta a face da noite
Na sombra de um sol já posto

Pedro Torres

E o desejo entre nós fala tão alto Que até sem querer já estão ouvindo

O meu corpo deseja o corpo teu
Minha boca deseja a tua boca
Pra te ter eu já estou ficando louca
E você já deseja o corpo meu
Nosso sol que até mesmo escureceu
Quando viu que nós dois tava se unindo
Chega a lua ficou pra nós fingindo
Que não viu nossos corpos do planalto
E o desejo entre nós fala tão alto
Que até sem querer já estão ouvindo.

Dayane Rocha

Pelo espelho de olhares que trocamos
Dá pra ver o reflexo dos anseios
E a quentura melhor entre dois seios
Inflamados no instante que abraçamos
Toda lenha de amor que incendiamos
Na paixão chega está se consumindo
Com faíscas luzentes refletindo
Dois mil beijos tomados num assalto
E o desejo entre nós fala tão alto
Que até sem querer já estão ouvindo

Pedro Torres
Mote: Dayane Rocha

Há certas situações Que marcam nas nossas vidas

Há certas situações
Que marcam nas nossas vidas
Como certos beco estreitos
Pros quais não temos saídas
E a dor que fica no peito
Depois das chances perdidas

Pedro Torres

As paredes reais do pensamento Sabe o gosto da carne que desejo.

Feito um quarto trancado sem ter porta
A saída tá perto da chegada
Minha alma vagueia inquietada
Fica ausente do corpo e quase morta
A coluna da boca já tá torta
Pois eu sonho de mais com o teu beijo
Essa cena com nós ainda vejo
Mesmo ainda não tendo o “casamento”
As paredes reais do pensamento
Sabe o gosto da carne que desejo.

Dayane Rocha

Imagino essa cena a todo instante
Como fosse algum vento na roseira
Quando bate na pétala e ela cheira
Espalhando o seu cheiro inebriante
Vivo o sonho de amar-te delirante
Perco o sono, entretanto se não vejo
Essa cena real de ter seu beijo
Perfumando o jardim do sentimento
E as paredes reais do pensamento
Sabem o gosto da carne que desejo.

Pedro Torres
Mote: Dayane Rocha

Se ser bom nessa vida dura pouco Vou ser ruim que é pra ver se vivo mais

Se tiver que morrer por micharia
Vou viver pra fazer valer a pena
Que só presta sem ter a alma pequena
Todo o resto além disso é fantasia...
Vou tentar encontrar minha alegria
Que outro dia furtou-me toda a paz
Fiz de tudo pra ser um bom rapaz
E paguei muito caro sem ter "troco"
Se ser bom nessa vida dura pouco
Vou ser ruim que é pra ver se vivo mais

Pedro Torres
Mote: Dayane Rocha

sexta-feira, 7 de junho de 2013

Pode até ter amor nas poesias Mas, amor no meu peito não tem mais.

Essa dor que reside no meu peito
É um misto de muitas sensações
Tem querer pra encher dois corações
Mas, parece que o dela deu defeito
De esquecer esse "troço" não tem jeito
Já tentei, pelejei, não fui capaz
Com sorrisos bonitos me deu paz
Mas, levou na partida as alegrias
Pode até ter amor nas poesias
Mas, amor no meu peito não tem mais.

Pedro Torres

E assino os poemas que eu faço Mas, os versos que faço vem de Deus.

Vou agora explicar de onde vem
As estrofes que faço pra vocês,
Há um anjo comigo toda vez
Que na certa,poeta,ele é também,
Deus,por fluidos divinos do além
Manda um dos milhares anjos seus,
Só assino os poemas como meus,
Por que Deus manda um anjo quando os caço...
"E eu assino os poemas que eu faço
Mas, os versos que eu faço vêm de Deus."

Bandeira Junior.

Sou um mero escritor da rima alheia
Quando a dor de outro alguém na sintonia
Entra em rota de amor na poesia
Sinto o verso correr em minha veia
Que o poeta é aquele que alardeia
Esse canto da métrica em tons seus
Sem gabar-me, porém, desses dons meus
Eu poemo poemas sem cansaço
"E eu assino os poemas que eu faço
Mas, os versos que eu faço vêm de Deus."

Não permito! Pois, se Deus deu-me o amor.
Não foi para eu guardá-lo em algum cofre
Por amar-te minh'alma agora sofre
Mas tu és bem maior que a minha dor.
Não sou nada além desse escritor
Que procura encontar nos versos seus
O segredo dos olhos lindos teus
Na leitura que fazes dos meus traços
"E eu assino os poemas que eu faço
Mas, os versos que eu faço vêm de Deus."

Pedro Torres
Mote de Bandeira Júnior

Primavera

Na eletricidade de um outro ambiente
Revejo esses vultos de dores passadas
Lembrar de ferir-me, porém, madrugadas
Vês?! Se intercalam no peito da gente!

Sentindo o florir sem morrer da semente
Por terras inférteis que foram lançadas
Na mágoa constante, sem ser irrigadas
Morreram de sede de amor, simplesmente.

Deserto de amores em campos floridos
De todos perfumes por lá esquecidos
Teu cheiro resiste por tempos medonhos

E após tanta espera por tempos estios
Quem sabe se um dia depois corram rios
De mil primaveras em campos de sonhos...

Pedro Torres

Viesse, eletrificado Pelo elemento do dia.

Quem sabe um dia surgisse
Um versinho que dissesse
E tudo em nós se fizesse
De modo que se partisse...
E entre nós dois dividisse
Umas rimas de alegria
Pra gente ser poesia
E um poema iluminado
Viesse, eletrificado
Pelo elemento do dia.

Pedro Torres

Igualmente, é esse caso entre a gente Que morreu sem deixar sequer queixume.

Esse nó que me aperta na garganta
Quando lembro da impossibilidade
De querer, de gostar de ter saudade
Uma dor no meu peito se agiganta...
Cresce mais que a raiz de uma planta
Cujas flores se sabe seu perfume
Entretanto, por falta do estrume
Não veremos vingar sua semente
Igualmente, é esse caso entre a gente
Que morreu sem deixar qualquer queixume.

Pedro Torres

quinta-feira, 6 de junho de 2013

Se ser bom não tem valor Vou ser ruim pra ver se presta

Eu procurei ser bonzinho
E ter bom comportamento
Que flores de sentimento
São regadas com carinho
Já fui o seu "rapazinho"
E hoje você me detesta
E eu sem querer ir em festa
Pra não trocar seu calor
Se ser bom não tem valor
Vou ser ruim pra ver se presta

Seu coração já foi meu
E eu também lhe pertenci
Dos calores que senti
O mais quente foi o seu
Mas, depois que se esqueceu
Saudade é tudo que resta
E orgulho é coisa indigesta
Para eu provar seu sabor
Se ser bom não tem valor
Vou ser ruim pra ver se presta

Pedro Torres
Mote: Dayane Rocha

Meu tempo lhe dediquei
Sem obter resultado
Percebi não ser amado
E o meu peito eu mutilei
Tantas vezes que chorei
Hoje a saudade se enfesta
Mais sentimento não resta
Muito menos meu amor
Se ser bom não tem valor
Vou ser ruim pra ver se presta

Ana Clara Souza
Mote: Dayane Rocha

Te ofertei meu coração
Você fingiu aceitar
Eu quis te dar por te amar
Mais você jogou no chão
Me ofertou só ilusão
lançando em mim uma fresta
Eu me tornei sua resta
Causando somente dor
Se ser bom num tem valor
vou ser ruim pra ver se presta.

Eu tentei ser muito boa
Mas meu tentar foi errado
Meu coração mendigado
Não vale mais que uma broa
Eu fico sorrindo a toa
Feito “beba” numa festa
Escrevi em minha testa
Não quero mais teu amor
Se ser bom não tem valor
Vou ser ruim pra ver se presta.

Dayane Rocha

Não darei mais nem bom dia
Nem darei nada emprestado
Vou ficar chato e folgado
E falar só putaria
Vou sorrir com picardia
Da desgraça mais funesta
Vou ser cabra da mulesta
Falastrão e enganador
Se ser bom não tem valor
Vou ser ruim pra ver se presta

Azarar mulher de alguém
Bem na frente do sujeito
Vou secar seu par de peito
E o bumbum que ela tem
Emprestar nenhum vintém
Perturbar numa seresta
Desmatar uma floresta
E virar sonegador
Se ser bom não tem valor
Vou ser ruim pra ver se presta

Torcer contra a seleção
E votar num direitoso
E virar cabra seboso
Mentiroso e falastrão
Entregar para o patrão
Se alguém dormir a sesta
Quem assim peitar de testa
Dou-lhe um contra vapor
Se ser bom não tem valor
Vou ser ruim pra ver se presta

Allan Sales

Eu tive todo cuidado
Sempre fui um bom sujeito
Tratei todos com respeito
Mas nunca fui respeitado
Vou virar cabra safado
Deixar a vida modesta
Começar brigar em festa
E bagunçar aonde for

Valdenor de Almeida

Dar tiro em cabra ruim
Careta para um Saguim
Vou dar pisa em moribundo
Eu seco um mar num segundo
Acabo toda floresta
Extermino toda festa
Acabo com professor
Se ser bom não tem valor
Vou ser ruim pra ver se presta

Josa Rabelo

Antes, por ti, sofri tanto Hoje quem sofre é você.

Padeci por muito tempo
De suas juras fingidas
Meu peito guarda as feridas
Que causaram contratempo
Como fosse um passatempo
Você brincou, sem porquê
E agora é você quem vê
O doce amargo do pranto
Antes, por ti, sofri tanto
Hoje quem sofre é você.

Pedro Torres
Mote: Hanna Nascimento

Se for mentira, derrube! Se for verdade, convença!

Se a vida é laboriosa
Prossiga na sua crença...
Sem agradar todo mundo
Defenda o que você pensa
Se for mentira, derrube!
Se for verdade, convença!

Pedro Torres

Tem que ser um pipoco muito grande Pra partir o rochedo do meu peito...

Eita pedreira Poeta!

Na pedreira de casos do passado
Fiz concreto da brita de ilusões
Que o meu peito causou decepções
E outras tantas sofreu, despedaçado..
E, no entanto, se fez mais reforçado
Pras ciladas de amores com defeito
Pouca pólvora não faz nenhum efeito
Que o meu peito não é feito de 'frande'
Tem que ser um pipoco muito grande
Pra partir o rochedo do meu peito...

Na quentura mais forte de um abraço
Foi forjada em minh'alma toda a dor
Nas lições mais antigas de um amor
Que partiu, mas, deixou sempre um pedaço
Nessa luta, de fogo, ferro e aço
Vi castelos de areia ser desfeito
Sigo a trilha do amor, insatisfeito
Sem ligar pro tamanho do desande
Tem que ser um pipoco muito grande
Pra partir o rochedo do meu peito...

Pedro Torres
Mote: Esdras Galvão

quarta-feira, 5 de junho de 2013

Tenho n'alma as tatuagens Da minha origem cigana.

Andarilho das lonjuras
Dos recantos mais distantes
Meu sonhos são caminhantes
Por entre estradas escuras
Buscador doutras procuras
Quando meu peito se dana
Desarma-se a caravana
Vagueia noutras paisagens
Tenho n'alma as tatuagens 
Da minha origem cigana.

Viageiro sem ter porto
De chegadas e partidas
Tenho em minh'alma feridas
De um sonho perene e morto
Nesse meu caminhar torto
Levo o sonho à aduana
Sem desarmar a cabana
Seguindo nas carruagens
Tenho n'alma as tatuagens 
Da minha origem cigana.

Tenho por obrigação
Sempre que volto da lida
Ser caminhante da vida
De estradas sem direção
Evitando a contramão
Meu peito nunca se engana
Sem saciar-se da gana
Vai conhecendo as paragens
Tenho n'alma as tatuagens 
Da minha origem cigana.

Minh'alma foi arranhada
Nas garras ferinas dela
E fez no peito a sequela
D'uma saudade incrustada
Quando chega a madrugada
Que essa ferida se espana
Retorno à vida serrana
De algumas onças selvagens
Tenho n'alma as tatuagens 
Da minha origem cigana.

Passam-se meses, e anos
E os dias, vão lentamente
Do passado pro presente
Levando meus desenganos
Vou refazendo os meus planos
Sem me perder na semana
Desse tempo doidivana
Sigo enfrentando as miragens
Tenho n'alma as tatuagens 
Da minha origem cigana.

Pedro Torres
Mote: Raimundo Asfora, apresentado pela prima Thaís Nunes

E o meu peito tristonho se balança Pendurado nos braços da ilusão.

Vi meus sonhos dormirem numa rede
De mentiras, intriga e falsidade
Me acordei na mais dura realidade
De meu corpo morrendo por ter sede...
Levantei no meu peito uma parede
Na argamassa concreta da razão
Percebi só depois da construção
Dois rachões gigantescos de esperança
E o meu peito tristonho se balança
Pendurado nos braços da ilusão.

Pedro Torres
Mote: Gislândio Araújo

Pra quem defende a cultura Calypso é contradição

Peço licença aos amigos para externar minha opinião sobre a contratação da banda Calypso para o dia 24 de junho em São José do Egito. Tenho plena convicção de que meu amigo Poeta Neném Patriota jamais contrataria essa banda por seu gosto particular, também que não mede esforços pela defesa da cultura do Berço Imortal da Poesia. Portanto, refiro-me apenas a esta "escolha". Obrigado!

Me perdoem os defensores
Dessa banda contratada
Mas, cultura estagnada
É coisa de ditadores...
Pela inversão de valores
Ter Calypso no São João
Mais parece imposição
Tem "cheiro" de ditadura
Pra quem defende a cultura
Calypso é contradição

Quem chamaria essa banda
Pra tocar na sua casa?
Se a cultura toda atrasa,
Só pra fazer "propaganda"?
Se for pra mostrar quem manda
Já tá feita a confusão
Ou não "seria" o cidadão
Quem manda na prefeitura?
Pra quem defende a cultura
Calypso é contradição

Como entender quem reclama
São José não ter igual
Ao balaio cultural
Que tem em Tuparetama?
É que esse evento de fama
Dá frutos de inspiração
Na gratuita "produção"
Da poesia mais pura
Pra quem defende a cultura
Calypso é contradição

Quer dizer, só porque é dado
Significa que presta?
Se fosse injeção na testa (grátis)
Alguém queria aplicado?
Não que esteja nada errado
É que a minha convicção
Faz dizer que essa atração
Parece mais com tortura
Pra quem defende a cultura
Calypso é contradição

Pedro Torres

Matar Saudade de Umbu

Tô indo na direção
Do sertão do Pajeú
Visitar Tupatetama
Comer bode.com pitu
Galinha gorda guizada
Matar Saudade de Umbu

Pedro Torres

Que fica o cheiro na mão De quem machuca uma rosa.

Meu peito foi machucado
De uma forma impiedosa
Na noite de poesia 
Sob a lua indecorosa
"Mas, não tem revolta não"
Que fica o cheiro na mão
De quem machuca uma rosa.

Pedro Torres

Reviver uma dor do seu passado É trazer um fantasma pro presente.

Quem procura viver um falecido
Caso antigo de amor de ingratidão
No gelado calor dessa paixão
Não terá mais seu corpo aquecido..
Que esse fogo que foi todo exaurido
Não lhe aquece de novo no presente
Como um fósforo queimado, antigamente
Não se acende depois de ser riscado
Reviver uma dor do seu passado
É trazer um fantasma pro presente.

Pedro Torres
Mote: Henrique Brandão

Esqueça o nosso passado Rasgue o nosso compromisso.

Leia-se em meu verso agora
Se procuravas por isso
Eu não sei se é o que querias
Mas, você foi causa disso
Esqueça o nosso passado
Rasgue o nosso compromisso.

Pedro Torres

Ninguém viu minha angústia desenhada Na pintura do quadro do meu rosto

Atendendo a um pedido da poetisa conterrânea do "Egito", após voltar de um encontro maravilhoso de poesia em Tuparetama, o Balaio Cultural eu fiz:

Com mil risos no rosto estampados
Revi velhos e novos bons amigos.
Reatando alguns elos mais antigos,
Vi meus sonhos e alma renovados.
Vivos laços fraternos restaurados,
Esqueci-me até mesmo do desgosto.
Como fosse a pintura de um sol posto
Renascendo depois da alvorada,
Ninguém viu minha angústia desenhada
Na pintura do quadro do meu rosto

Pedro Torres
Mote: Gerlane Brito, com alterações minhas.