terça-feira, 30 de abril de 2013

Meu coração já não bate Sentindo a dor do abandono

Meu coração já não bate
Sentindo a dor do abandono
Como um jardim bem florido
Com a chegada do outono
Que as flores se emurcheceram
Pra planta pegar no sono.

Pedro Torres

Contradição I

Quando quer, o destino faz assim:
Se apresenta pra nós como ilusão
E aprendemos que amor no coração
Sem cuidado e carinho, chega ao fim

É difícil, de mais, dizer um sim
Quando tudo na vida diz um não
E esperar ver você voltar pra mim
Da janela da minha solidão...

Bem sabias que estavas no meu peito
E esqueceste de mim, com que direito
Me negaste um amor de ser vivido...

Desses sonhos pautado em ilusões
Vivi muitas quimeras e paixões
E lutei por você, mas, foi perdido.

Pedro Torres

domingo, 28 de abril de 2013

A saudade chegou quebrando a porta Que eu tranquei com a chave da razão.

A tristeza quebrou minha janela
No meu peito ficaram estilhaços
Eu não sei como junto esses pedaços
Que a saudade deixou como sequela
No espelho escrevi o nome dela
Com a tinta que fiz da solidão
E os pedaços quebrados pelo chão
São da alma que hoje eu vejo morta
A saudade chegou quebrando a porta
Que eu tranquei com a chave da razão.

Henrique Brandão

Quem promete e não cumpre, sobretudo
Perde logo o respeito e a moral
Faz da honra uma coisa tão banal
Que o melhor a fazer é ficar mudo
Toda vez que eu prometo me iludo
E com isso cheguei a conclusão
Que é perdido engananar o coraçâo
Porque peito que ama não suporta
A saudade chegou quebrando a porta
Que eu tranquei com a chave da razão.

Cicinho Moura.

Um silêncio que nós não decidimos
Pois, você decidiu sem ter diálogo
Como fosse um produto de um catálogo
Que compramos, mas não usufruímos
Do castelo de amor que construímos
Cada pedra sustenta um coração
E nos perdemos, na fraca atuação
Dessa ausência que tanto desconforta
A saudade chegou quebrando a porta
Que eu tranquei com a chave da razão.

Pedro Torres

Mote: Pedro Torres Filho e Esdras Galvão

sábado, 27 de abril de 2013

Se um dia eu deixar de ser vaqueiro Vou chorar com saudade da boiada

Minha amiga vaqueira Maria Karina deu um mote de vaquejada e eu lembrando as pegas de boi, disse:

Se um dia eu deixar o meu sertão
For partir pra searas mais distantes
Conhecer esse mundo, outras vazantes
Vou-me embora, deixando o coração...
Levo apenas pra ter recordação:
Mil saudades, que canto na toada
E a lembrança da minha namorada
Da vaqueira, a filha do fazendeiro
Se um dia eu deixar de ser vaqueiro
Vou chorar com saudade da boiada

Pedro Torres

Água é deusa apaixonada No colo da terra alheia

Água é deusa apaixonada
No colo da terra alheia
Acariciando as popas
Dos seios brancos da areia.
Na cascata se debruça,
Canta, suspira e soluça
Apaixonando o luar,
Tangendo as espumas turvas
Pra despejá-las nas curvas
Das ondulações do mar.

Daudeth Bandeira

Que eu não posso escolher o que sentir Mas, eu posso escolher o que fazer

De uma frase de Shakespeare, à pedido da conterrânea, eu fiz:

Na balança dos erros cometidos
Você ganha de mim de dez a zero
Já quis muito você, mas, hoje eu quero
Nossos planos de vez ser esquecidos
Recaídas de beijos comovidos
Lhe prometo não mais acontecer
Nesse caso que agora eu vou varrer
Pra distância mais longe que existir
Que eu não posso escolher o que sentir
Mas, eu posso escolher o que fazer

Pedro Torres

Do nosso caso recente Não nego que estou sofrendo

Do nosso caso recente
Não nego que estou sofrendo
Você me ensina os ciúmes
E eu abro o jogo e me rendo
Mas, não me ensine a saudade
Quem sabe se eu não aprendo?

Pedro Torres

quinta-feira, 25 de abril de 2013

Mulher nova, bonita e carinhosa Faz o homem gemer sem sentir dor

Seu olhar tem a fórmula perfeita
De encanto, magia e sedução
Furta a artéria que leva ao coração
Quem olhar ao feitiço se sujeita
Seus encantos, tem mínima receita
Dos jardins perfumosos do amor
Faz um pássaro atraído pela flor
Pousar lento no colo de uma rosa
"Mulher nova, bonita e carinhosa
Faz o homem gemer sem sentir dor"

Pedro Torres

E o meu choro tornou-se tão calado Que o silêncio parou pra escutar

Na poeira que a vida pôs no rosto
Uma lágrima se esvai pelo cantinho
Da descida pra boca, e com carinho
Pega sal do suor pra dar mais gosto.
No tempero sutil do meu desgosto
Saboreio essa dor do meu penar
Faço "versos e rimas" pra agradar
Qualquer coisa o meu ser tão magoado
"E meu choro tornou-se tão calado
Que o silêncio parou pra escutar."

Pedro Torres
Mote: Didi de Job (Didi Patriota)

quarta-feira, 24 de abril de 2013

Só não digo porque eu Inda sou doido por ela.

Num 'versinho' de Ivanildo Vilanova que acho a cosia mais linda eu disse... :D

Só espero que eu consiga
Suportar os barbarismos
Suas cenas, seus cinismos
Só pra não causar intriga...
Não chamar de rapariga
De prostituta de cela
De ser falsa cinderela
Que nem sapato perdeu
Só não digo porque eu
Inda sou doido por ela.

Pedro Torres

Tempo frio.

Nos retalhos dos versos que te fiz
Tão tecidos de rimas no improviso
Toda a paz que eu tanto realizo
No abraço sincero que me diz
Com teus olhos me beija e faz feliz
Pro borrifo espraiado da paixão
Pra batida veloz do coração
Sem ter força maior na natureza
Perfumados com toda singeleza
"Se acalmando depois da explosão"

Faz de mim um tantinho da emoção
Com que coses a rima da poesia
Dá-me um beijo com toda a fantasia
Desses bosques de amor do coração
Traz-me o encanto bonito da paixão
Pros meus olhos sorrirem de desejo
Tanto tempo já faz que não te vejo
Que a saudade batendo me maltrata
Me machuca, ferindo, mas não mata
Na certeza maior desse teu beijo

Vem cuidar do meu pobre coração
Que sozinho congela de saudade
Me preenche o vazio de vontade
Vai embora depois sem ter perdão
Traz de novo pra minha solidão
Todos sonhos que a gente teve outrora
Que o meu peito sorrindo ainda chora
Pela falta que sente do carinho
E do beijo que davas bem cedinho
No primeiro sinal da nossa aurora

Vem! Me mata de amor devagarinho
"Mas, que pressa que tens de me matar?!"
Deixa um pouco de mim nesse lugar
Não desforra esse chão do nosso ninho
Sinto o gosto do beijo, no cantinho
Do sorriso mais cínico de tua boca
Minha voz de gritar-te fica rouca
De vontade, de sede e de desejo
E não para jamais de me dar beijo
Pois, senão minha alma fica louca

Pedro Torres

Essa chuva que agora está caindo Da janela do meu apartamento

Esse clima fez contrato com a saudade... "né pussíve!"

Essa chuva que agora está caindo
Da janela do meu apartamento
Me umedece na face o sentimento
Como pingos de lágrimas sorrindo
Quem saudades de alguém está sentindo
Nesse frio que a chuva também trás
Por um lado nos deixa tudo em paz
E por outro a saudade é refletida
Que saudade de amor pra toda vida
Quem viveu depois não esquece mais...

Pedro Torres

terça-feira, 23 de abril de 2013

Quando chega o fim do dia Diminui a claridade

Quando chega o fim do dia
Diminui a claridade
As luzes vão se apagando
Faz silêncio na cidade
A chuva cai de mansinho
E o frio devagarinho
Faz cafuné na saudade...

Pedro Torres

segunda-feira, 22 de abril de 2013

Das esperas

Nós passamos um tempo complicado
De segredos, ciúmes e lonjuras
Duvidamos também das nossas juras
Mas, guardamos no peito reservado...

Respeitamos o prazo ultrapassado
Nessa espera infindável das censuras
Nosso caso pintado, sem molduras
Pelo cinza do medo desbotado...

Nossas almas e juras mais sinceras
Se escondendo na sombra das quimeras
Nos causaram um grande contratempo

Entregamos os sonhos pro depois
Pra vingarmos o sonho de nós dois
Na vingança maior do próprio tempo

Pedro Torres

"Vou dar mais uma chance a esse amor Nem que eu seja frustrado novamente"

Todo dia a saudade me maltrata
Mas, às vezes eu sinto que exagera
Rasga a carne feroz como pantera
Deixa a alma sangrando, mas não mata.
Da represa dos olhos faz cascata
Na barragem do peito causa enchente
Que o perdão reaproximou a gente
Mas, distância insiste em causar dor
"Vou dar mais uma chance a esse amor
Nem que eu seja frustrado novamente"

Pedro Torres
Mote: Poeta Zé Adalberto Do Caroço Do Juá.

Não vou mais insistir nessa conquista Porque sei que o que é meu um dia vem

Não preciso insistir nessa conquista
Porque sei que o que é meu um dia vem
Não há mal que jamais nos traga um bem
E esse caso, é melhor que nem exista.
Aprendi que é melhor baixar a crista
Quando alguém da verdade duvidar
Se você por nós dois não quis lutar
Não reclame na volta da subida
Que a ladeira que leva na partida
É a mesma se alguém quiser voltar!!

Pedro Torres

"Quer saber quanto custa uma saudade Tenha amor, queira bem e viva ausente!"

No vazio da minha solidão
Só o frio da chuva que me envolve
Sem o abraço sincero que comove
Sinto um gelo pedrar meu coração
E nas batidas da minha pulsação
Sinto falta do teu calor mais quente
Teu olhar 'pro meu lado' diferente
Que calado me fala uma verdade...
"Quer saber quanto custa uma saudade
Tenha amor, queira bem e viva ausente!"

Pedro Torres

domingo, 21 de abril de 2013

Na dúvida do recomeço Toda saudade é doída

Na dúvida do recomeço
Toda saudade é doída
Porque amor pra toda vida
É coisa que não tem preço
Sustentei meu endereço
Na estrada onde caminhas
Pois, parece que advinhas
Pra onde vai correnteza
Que és a única certeza
De todas certezas minhas

Pedro Torres

Quando eu sinto a poesia Uma força se agiganta

Quando eu sinto a poesia
Uma força se agiganta
Quanto mais a dor me bate
Mais ainda ela me encanta
Traz muita felicidade
Mas, quando bate a saudade
Desata o nó da garganta!

Pedro Torres

sábado, 20 de abril de 2013

Você disse pra mim duas verdades Em qual delas eu devo acreditar?

Você disse pra mim que nunca mente
E me disse também que me amava
Que da história todinha duvidava
E depois disse tudo diferente...
Não mais sei, na verdade, no presente
Se há espaço sincero pra se amar
Ou, disseste falando por falar
Que estavas morrendo de saudades?...
Você disse pra mim duas verdades
Em qual delas eu devo acreditar?

Pedro Torres

Se pra mim restou zero à esquerda Pra você ficou nada vezes nada

Ouvindo os Nonatos saiu:

Refazendo as contas dessa história
Que no início de tudo foi tão mágica
Terminando depois de forma trágica
Falta um crédito em nossa somatória...
Bons momentos guardados na memória
Fez a soma do amor sair errada
Duas almas e uma vida separada
Dividindo por dois a mesma perda
Se pra mim restou zero à esquerda
Pra você ficou nada vezes nada

Pedro Torres

Roseiral dos dias idos Faz surgir algumas flores

Roseiral dos dias idos
Faz surgir algumas flores
No jardim da inspiração
Perfumando as minhas dores
Para alguns versinhos teus
Perfumarem meus amores

Pedro Torres

quinta-feira, 18 de abril de 2013

Não deixei de sofrer, apenas guardo... A tristeza por trás do meu sorriso...

Quem me vê caminhar tão sorridente
Pelas noites de farras e serestas
Esbanjando alegria pelas festas
Nada sabe da dor em mim pungente
Nos meus versos que faço de repente
Tem um quê de tristeza no improviso
Aprendi, entretanto, que o meu riso
vale mais que a lamúria e me resguardo
Não deixei de sofrer, apenas guardo...
A tristeza por trás do meu sorriso...*

Pedro Torres

Não sei de quem é o mote.

O silêncio da noite é quem tem sido Testemunha das minhas amarguras

No mote da poetisa Severina Branca:

Dos meus sonhos bonitos de outrora
Restam marcas dos dias mais felizes
Do descaso perverso e cicatrizes
De lembranças que já jogaste fora...
Se o meu peito partido ainda chora
Por desfeitas as tuas falsas juras
Trago as marcas das minhas desventuras
No semblante poeta  entristecido
O silêncio da noite é quem tem sido
Testemunha das minhas amarguras

Pedro Torres

Não há razão nem lamentos Que justifique a ferida

Não há razão nem lamentos
Que justifique a ferida
E é melhor viver a vida
Sem mágoa ou ressentimentos...
Mas, me perco em pensamentos
Recordando o que já fomos
Como saborear dos gomos
De um limão que trava e arde
Quando percebo que é tarde
Que nada mais hoje somos

Pedro Torres

Nosso amor tem o céu iluminado Pela luz que ilumina a poesia

Faz-se breu todo céu de lua clara
Para vermos mais luzes no infinito
No desgaste do tempo pelo atrito
Uma história de amor não se repara...
Mas, a estrela luzente de tão rara
Trás mais brilho pro sol do meio dia
No calor que precede a invernia
Faz um sonho de amor ser cultivado
Nosso amor tem o céu iluminado
Pela luz que ilumina a poesia

Pedro Torres

Rábula

Vis palavras que cortam qual navalha
Na garganta profunda de um ser vivo
Todo sangue que jorra sem motivo
Causa pranto, também, ao que gargalha

Trago as marcas inócuas da batalha
Que travei com as minhas próprias dores
Mas, jardim de meus sonhos já sem flores
Não perfuma na vida de um canalha

Tantas voltas se dão nessa rotunda
Que estas ondas sutis com que me inunda
São marolas, se quebram no arrecife

No silêncio refaço o meu protesto
Que até falo da vida de um honesto
Mas, não sei dizer nada de um patife

Pedro Torres

Fim...

Esperava voltar a primavera
Pra partir vendo as flores do caminho
Esperei sacudir da alma o espinho
Na jornada depois da vã espera

Fiz razão dos meus sonhos, da quimera
E o espelho não mais me refletia
Toda luz que no céu de mim jazia
Expandida por outra atmosfera

Solidão espantou-me essa pantera
Fez-me rasgos na pele no alvoroço
Do meu peito escavado fez-me poço
Donde encerro minh'alma ao fim da era

Fui menino criança que sonhava
Acrescido do tempo que me basta
Este ferro, se ardente, me vergasta
Quando em minas de mim antes dourava

Encarnecida minh'alma fez plena
Pra colher do jardim da esperança
Falecido meu sonho de criança
Fez alvo sutil da dura pena.

Recorri ao silêncio que bastasse
Entretanto meu grito inda silente
Fez de mim o reles penitente
Da espera do ferro que matasse

Fez-se inútil as vãs filosofias
Por degredo das frias poesias
Que restassem enquanto me avias
Algum nada que desse algum motivo
Nada doem de corpos indolentes
Nada rama na ausência de sementes
Nenhuma alma por tanto descontentes
Brotaria na ausência de um ser vivo.

Pedro Torres

quarta-feira, 17 de abril de 2013

Deixa estar e deixa ser Deixa ser e deixa estar


Pra turma do Deixa Ser em São José do Egito:

Deixa estar para que esteja
Deixa ser pra que exista
Para ser melhor pra vista
Só deixar que a gente veja
Deixa crer pra ter peleja
E descrer, pode deixar
Deixar ser pra clarear
E também pra escurecer
Deixa estar e deixa ser
Deixa ser e deixa estar

Pedro Torres

Quando o barco-coração Navega contra a vontade

Quando o barco-coração
Navega contra a vontade
Vai à nau a embarcação
Nas procelas da saudade

Pedro Torres

terça-feira, 16 de abril de 2013

Drogas

Viajar na inteligência
Isso é muito natural
Viajar na droga é fuga
Mas, fuga artificial
Que além de ficar parado
Lhe abrevia o final.

Droga boa é a do abraço
De um casal de namorados
É o dulçor da ambrosia
De beijos apaixonados
Dessa aí podem tomar
Até ficar viciados

Pedro Torres

Inda mais se essa saudade For dessa mesma pessoa.

Há quem queira convencer
Que saudade é coisa boa
Inda mais se essa saudade
For dessa mesma pessoa.

Pedro Torres

Uma pitada de humor...

Uma pitada de humor...

Desse amor de faz de conta
Que cada um conta um conto
Cada vez que a tonta apronta
E um tonto lhe dá desconto
Finda sem nem vê a ponta
Que a tonta botou no tonto

Pedro Torres

segunda-feira, 15 de abril de 2013

Um retrato tirado em branco e preto E a saudade pra dizer quem amou mais

Foi bonita a história de nós dois
Pra falar a verdade ainda rende
Que no passo do tempo a gente aprende
Que a história é escrita só depois
Te encontrei tão bonita e ainda sois
Somos partes de um todo desiguais
Do vivido deixamos para trás
Alguns versos trocados num soneto
Um retrato tirado em branco e preto
E a saudade a dizer quem amou mais

Pedro Torres

Beija-flor vem beijar as minhas flores Que o jardim do meu peito está florido

Primavera de amor sem ter defeito
Que começa invernado e vai adiante
Por seu jeito sincero e cativante
Refloresta o jardim que há no peito
Cristalinos de olhar mais que perfeito
Faz o ambiente ficar mais colorido
E meu olhar nesse seu mais atrevido
Como quem quer provar dos seus sabores
Beija-flor vem beijar as minhas flores
Que o jardim do meu peito está florido

Pedro Torres

Como posso dizer que não te amo Se eu te amo até mesmo sem dizer

No mote da prima Rafaela Nogueira eu tentei assim:

Já tentei disfarçar, mas, não tem jeito
Que o sorriso é um espelho cristalino
Refletindo nas luzes do destino
Todo brilho e calor que há no peito
No silêncio guardado, por respeito
Tem um grito calado de querer
Passo dias lembrando de esquecer
Dá saudades, até e eu não reclamo
Como posso dizer que não te amo
Se eu te amo até mesmo sem dizer

Pedro Torres
Mote: Rafaela Nogueira

E o único defeito dela É a marca da vacina.

Na primeira vez que a vi
Meu coração pulsou forte
Para merecer seu porte
Fiz: "prece à colibri"
E nunca mais me esqueci
Do olhar dessa menina
Como a água cristalina
Da cachoeira mais bela
E o único defeito dela
É a marca da vacina.

Pedro Torres

domingo, 14 de abril de 2013

A vida do ser cristão De vez em quando se enguiça

A vida do ser cristão
De vez em quando se enguiça
Não por se esquecer de ir
De 'vez em quando' na missa
A culpa do desmantelo
É por causa da preguiça.

Pedro Torres

Os garranchos da sua covardia Arranharam demais meu coração

Foram dias de inverno e de romance
Cada cena vivida teve encanto
No final dos carinhos restou pranto
Que uma "seca" acabou com nosso lance
De voltarmos às "flores" não tem chance
Primavera mudou-se de estação
Que uma andorinha só não faz verão
E tá longe demais da invernia
Os garranchos da sua covardia
Arranharam demais meu coração

Pedro Torres

A saudade covarde só não mata Porque tem o prazer de torturar.

Ela causa torturas em quem pena
Com a dor infeliz que tem saudade
E a malvada, não mata, na verdade
Faz pirraça de forma bem pequena
Contamina, sem ter na quarentena
Uma forma eficaz de nos curar
Que o contágio se dá no respirar
E pra morte não marca qualquer data
"A saudade covarde só não mata
Porque tem o prazer de torturar."

Pedro Torres

Com a mesma simplicidade Que um pingo d‘água se tora

Assim como tem alguém
Que quando perde alguém chora
Também tem alguém que age
Quando um amor vai embora
Com a mesma simplicidade
Que um pingo d‘água se tora

Manoel Filó

Pra não morrer de saudade Tomo um gole de poesia

No mote (invertido) de Giselle Perazzo Valadares, conterrânea de São José do Egito eu tentei assim:

Trago dessa susbstância
Sem ter contraindicação
Cada dose é uma porção
Pra garganta da minha ânsia
Foi a voz dessa distância
Que calou minha alegria
Mas, ouço ao longe a cantoria
Dos poetas da cidade
Pra não morrer de saudade
Tomo um gole de poesia

Pedro Torres

Tomando banho de lua No poço azul do espaço

No mote de Jó Patriota:

O infinito de saudade
Todo tempo me incomoda
Por me colocar na roda
Da vida sem ter piedade.
Ora é tudo, ora é metade
Sem nunca mudar o passo
Vez em quando afrouxa o laço
Pra deixar minh'alma nua
Tomando banho de lua
No poço azul do espaço

Pedro Torres

sábado, 13 de abril de 2013

A outra

Nosso amor convalescente
Por toda a dor e finais
Das distâncias abissais
Que tanto maltrata a gente

Pôs um fim infelizmente
Pra nós dois como casais
E hoje não somos mais
O mesmo de antigamente

Lutamos com o coração
Perdemos toda a emoção
Embora contra a vontade

E hoje, amor meu, veja bem
Já arranjei outro alguém
E o nome dela é “Saudade”

Pedro Torres

Ninguém pode mandar no coração Que ele é dono do próprio sentimento

Procuramos na vida ser felizes
Como fosse uma meta a cumprir
Desligando-se às vezes do sentir
Do jardim onde o amor finca as raízes
E tentamos sanar as cicatrizes
Dos espinhos que causam ferimento
Mas, amor não escolhe bom momento
E há quem queira mandar, mas, é ilusão
Ninguém pode mandar no coração
Que ele é dono do próprio sentimento

Pedro Torres

sexta-feira, 12 de abril de 2013

Poderei esquecê-la, mas, se um dia Me arrancarem do peito o coração.

Cachoeira de fontes minerais
Madrugada de luz no firmamento
Plenilúnio, luar do sentimento
Paz sonora da concha do além mais.
Fios d’ouros, luzido de cristais
Dias meus recheados de emoção
Santa nuvem no céu do meu sertão
Com a chuva a cair na manhã fria
Poderei esquecê-la, mas, se um dia
Me arrancarem do peito o coração.

Pedro Torres
Acho que o mote é de Jó Patriota.

Invencionices...

Eu não sei o porquê desse sigilo
Tem alguém porventura interessado
Em saber como anda o teu estado
Ou do "status' que possa denegri-lo?
E bem sabes não ser do meu estilo
Repreender a você publicamente
Mas, tem coisas que, sinceramente
Há motivos de sobra pra querer
Entender a razão de um proceder
Que interfira no caso entre a gente.

Pedro Torres

Amor meu,

Amor meu,

Amor meu, beija-flor, viu primavera
Nestes dias doídos e trisonhos
Me trazendo seus mais floridos sonhos
Pro cansaço sutil depois da espera...
Personagens, de bosques e quimera
Que encontraram meu peito ressequido
Por um céu mais sincero e colorido
Fez surgir mil estrelas multicores
Beija-flor vem beijar as minhas flores
Que o jardim do meu peito está florido.

Me apeguei sem querer me apegar
Pois, seu caso foi muito complicado
Por viveres voltada prum passado
Mas, passado, que nunca irá voltar
Existimos, do verbo de se amar
E 'nós dois', não foi só um passatempo
Depois rimos de todo o contratempo
Pela música que a vida nos compôs
Que pra gente de novo ser nós dois
Deveríamos voltar pro mesmo tempo

Na barragem do peito quando escoa
"Uma lágrima faz cócegas na face"
E a saudade no peito então renasce
Pela força do canto que ele entoa.
Se essa voz do cantar mais forte ecoa
Salta o grito sonoro mais antigo
Faz do abraço sincero e mais amigo
Ter calor que lhe aquece até a alma
Encontrei novamente a minha calma
"Mas, eu tento cantar e não consigo."

E esperei muito tempo que a vontade
Pela força do amor nos reatasse
Que a represa dos olhos se sangrasse
Pro deságue perfeito da saudade...
Nunca houve entre nós qualquer maldade
Fora o tempo deixado pro depois
Que a distância que a vida nos impôs
Fez de lágrima 'esse rio' que chorei
E na barragem do peito represei
Sentimentos guardados de nós dois

Te esperei, esperaria, e inda espero
Todo tempo que a vida demandar
Se de novo no acaso eu te encontrar
Te darei meu abraço mais sincero
Sempre quis, quererei, e inda quero
Teu calor fazer casa em meu abraço
E não há nada que afrouxe o forte laço
De uma história de amor que recomeça
"Acontece que a história não tem pressa
E o amor se conquista passo a passo..."*

Sem ter pressa e fundado em confiança
Nossa história aos pouquinhos vira história
Temos já bons momentos na memória
E uns olhares trocados por lembrança
Sem temermos períodos de mudança
Apertamos mais forte o nosso laço
Nosso peito reclama o nosso abraço
Duas almas se enlaçam na promessa
"Acontece que a história não tem pressa
E o amor se conquista passo a passo..."*

Pedro Torres
Mote: Alceu Valença

*Mote de Alceu Valença, em Romance da Bela Inês

Se os meus olhos não virem mais teu rosto A tristeza me leva a sepultura

(A pedido)

Tua ausência, de mim, me dói demais
E a saudade se torna um contratempo
Que um segundo passado é muito tempo
Pra quem tem nesse olhar calor e paz.
Se me perco da calma dos cristais
Dos teus olhos, de toda essa candura
Os meus dias se perdem da brancura
Sem ter brilho da lua no sol posto
Se os meus olhos não virem mais teu rosto
A tristeza me leva a sepultura*

Pedro Torres

*Mote: José Marcelo Rocha & da prima prima dele, sobrinha de Zé Catota

Mulher pra ser de verdade Tem que ser independente

(A pedidos...)

Depender de homem é feio
Minha amiga que o diga
Fica arrumando intriga
Quando tem homem no meio...
Mas, é bom pisar no freio
Se quiser ser diferente
Viva a vida plenamente
Mantendo a dignidade
Mulher pra ser de verdade
Tem que ser independente

Pedro Torres

Que um poeta que canta o que ele sente Traz calor para os dias mais sombrios

Curió poeta!

Ao curió não se explica a poesia
Pois já nasce sabendo a melodia
Traz no peito o calor da cantoria
Para os dias tristonhos e mais frios
Na saudade que canta, tão pungente
Toda dor que ele canta dói na gente
Que um poeta que canta o que ele sente
Traz calor para os dias mais sombrios

Pedro Torres

quinta-feira, 11 de abril de 2013

Quando vida mudou nossos caminhos...

Nós marcamos o encontro para a sexta
Mas a sexta pra nós nunca chegou
A saudade de mim chegou mais perto
Mas você de nós dois se afastou
Nosso encontro jamais daria certo
E não nego, no entanto que o deserto
Que se fez entre nós me aqueceu
Nessa sede que estava dos carinhos
Quando a vida mudou nossos caminhos
Outra sexta pra nós aconteceu

Pedro Torres

Digo não, vá embora e, por favor, Guarde 'sua pena que dela eu não preciso.

Nessa luta de amores desleais
Que alguém chora prum outro ficar rindo
Mais alguém sempre acaba se ferindo
Por ser guerra de amores desiguais...
E a justiça do amor tarda, até demais
Mas, acerta a sentença pro indeciso
E se alguém se apressar nesse juízo
De julgar-me nas causas do amor
Digo não, vá embora e, por favor,
Guarde a pena que dela eu não preciso.

Pedro Torres

quarta-feira, 10 de abril de 2013

E também mudar seus planos Pra não morrer de saudade.

Há quem seja rancoroso
Guardando ressentimentos
Deslembrando de momentos
De um passado glorioso
Mas, pra ser vitorioso
Precisa ter a humildade
De agir com sinceridade
Para não causar enganos
E também mudar de planos
Pra não morrer de saudade.

Pedro Torres

Ex-Saudades

Quem eu sou, quem és tu, quem somos nós?
Pra julgar o passado de ninguém
Esqueceste que cada ser também
Qualquer dia mais tarde fica à sós...

Com o Pai de nós todos, os Jacós?
Um terceiro na lista de um alguém
Que sequer te tratava por seu bem
E a perdeu por prazer sob os lençóis?

Numa cama manchada com saliva
E perfumes dos seres que cativa
Pra somente fazer suas vontades...

Pois, não meta o nariz sem ser chamado
Porque apenas pertences a um passado
E hoje sou quem padece de saudades

Pedro Torres

Pra saudade quebrar todas as telhas Do palácio de inverdades que eu criei

Quantas vezes eu disse não querer
Nem saber mais de olhar pra sua cara
Que a ferida do peito quando sara
Dá mil voltas no mundo do querer?
Que foi fácil pra mim lhe esquecer
Ao quebrar todas juras que jurei
E já nem lembro sequer se eu chorei
Pra um olhar me lancar só uma centelha
E saudade quebrar todas as telhas
Do palácio de inverdades que eu criei

Pedro Torres

Não tive amores, sonhei-os Mas, possuí-los, não pude.

Depois de tanta Saudade
Ficou difícil esquecê-la
Toda luz da santa estrela
No céu da felicidade
Sentindo toda a vontade
Do calor da juventude
Sonhei com a plenitude
De minh'alma entre os seus seios
"Não tive amores sonhei-os
Mas, possuí-los não pude"

Um amor de eternidade
É coisa linda. eu suponho
Pois, que só vivi no sonho
Este amor de claridade
Sonhei vivendo a saudade
No colo da que me ilude
E acordei na concretude
Da inexistência dos meios
Não tive amores, sonhei-os
Mas, possuí-los, não pude.

Pedro Torres
Mote de Raimundo Asfora

terça-feira, 9 de abril de 2013

A saudade virá batendo a porta Do casebre do sonho abandonado.

Não reclamo ter erros cometido
Por deixarem algum ensinamento
Necessário pro nosso sentimento
Se voltar, voltar mais, fortalecido.
Na memória do que foi "já esquecido"
Só lembranças de um tempo conturbado
Que deixou nosso peito amordaçado
No silêncio que tanto desconforta
A saudade virá batendo a porta
Do casebre do sonho abandonado.

Pedro Torres

Que a saudade chegou batendo a porta No silêncio de um peito abandonado.

Da janela das minhas ilusões
Vejo sonhos de amor passando nela
Sinto a brisa do amor soprar por ela
No cansaço das minhas frustrações...
Quando os ventos mudaram direções
Fiz a soma dos erros do passado
Pela conta do amor fui derrotado
Quem ganhou, quem perdeu já não me importa
Que a saudade chegou batendo a porta
No silêncio de um peito abandonado.

Pedro Torres

Dois pirilampos aldazes Iluminando o esquisito.

Olhei pro teu rosto e vi
No teu olhar mais bonito
Um astro incandescente
Atravessando o infinito
Dois pirilampos audazes
Iluminando o esquisito.

Pedro Torres

Sentindo a dor da saudade Há algum tempo eu já venho

Sentindo a dor da saudade
Há algum tempo eu já venho
Toda vez que ela me invade
Para sorrir eu me empenho
Pintando a felicidade
Na cor da força que tenho

Pedro Torres

Feito ave que voa do seu ninho Tu te foste levando o meu amor.

No mote 'apassarinhado' da cumade Dayane Rocha, eu tentei assim:

Me perdi por completo no desejo
Do teu jeito felino de mulher
Na vontade de ter do que se quer
Um pouquinho calado no meu beijo.
Mas, você resolveu fazer gracejo
Pra zombar do meu grito sedutor
Procurando esfriar o seu calor
Foi voar igual faz um passarinho
Feito ave que voa do seu ninho
Tu te foste levando o meu amor.

Pedro Torres

Nessa história você foi á cegonha
E trazia no bico a sua lábia
Sua voz de pessoa que é bem sábia
Eu fiquei um pouquinho com vergonha
O meu ser que sentiu certa visonha
Inocente, a você fui dá valor
Por um tempo eu senti o teu calor
Mas voastes igual um passarinho
Feito ave que voa do seu ninho
Tu se foste levando o meu amor

Ofertei-te o meu corpo aconchegante
Esquentei-te debaixo dessas asas
Nosso fogo atiçando as nossas brasas
E o calor entre nós “refugiante”
Ensinei-te a voar bem confiante
E assim como faz o beija-flor
Que se voa beijando flor em flor
Mas de ti não ganhei esse beijinho
Feito ave que voa do seu ninho
Tu se foste levando o meu amor.

Tu se foste e eu fiquei te esperando
Por que dei a você meu coração
Mas em troca eu ganhei só ilusão
E o meu peito por ti ficou chorando
Não queria em você tá só pensando
Pois pensar em você me causa dor
E é como dormir sem cobertor
Numa noite de chuva e sem carinho
Feito ave que voa do seu ninho
Tu se foste levando o meu amor.

Dayane Rocha

segunda-feira, 8 de abril de 2013

Pra chegar fortalecido Na primavera dos anos.

Na caminhada da vida
Já percorri muitos planos
Andei por altos e baixos
Provei também desenganos
Pra chegar fortalecido
Na primavera dos anos.

Pedro Torres

Perfume do lácio.

Para os dias de dor e de martírio
Há o abraço apertado, com carinho
Um olhar disfarçando com jeitinho
Nosso amor, que pros olhos é colírio

Temos beijos que causa-nos delírio
Como um vento soprando bem mansinho
Uma flor já podada e sem espinho
E o perfume melhor que há no lírio

Nosso amor, nós sabemos, não é fácil
Como achar-se na última flor do lácio
O mais ‘caro’ e sublime dos perfumes

Tão inútil é querer-se a perfeição
E é tão raro esse amor, minha razão
Que não cabe entre nós haver ciúme

Pedro Torres

Ventania

Teu abraço fez casa nos meus braços
Teu calor fez morada na minha alma
Teu sorriso sincero trouxe a calma
Que renova entre nós os nossos laços
Nosso amor se espalhou pelos terraços
Quando o vento soprou insatisfeito
Nossa história de amor só teve jeito
Porque o tempo mudou suas escolhas
E a saudade chegou varrendo as folhas
Do terreiro da casa do meu peito

Pedro Torres

E essa é a fome maior que gente sente Sem ter nada entretanto pra comer.

Fazer verso de meio dia no que dá (rs):

Vez em quando você desaparece
Sua ausência aqui dentro me consome
Na distância meu peito sente fome
Mas, não come pois nada lhe apetece
Só saudade de mim nunca se esquece
Vez por outra na porta vem bater
Sem aviso ela chega pra 'roer'
Um pedaço de mim que lhe alimente
E essa é a fome maior que gente sente
Sem ter nada entretanto pra comer.

Pedro Torres

Que água aquecida congela Mais rápido que água fria.

Meu coração quebra pedras
De corações congelados
Também pode congelar,
Como icebergs gelados,
Mas, ser um vulcão ativo
Se de outro estiver cativo
Do mesmo jeito é a 'poesia'
Se você se afastar dela
Que água aquecida congela
Mais rápido que água fria.

Pedro Torres

domingo, 7 de abril de 2013

No teu beijo eu percebi Que eu tava era com abstinência...

Eu andei sentindo uns frios
Durante essa tua ausência
Sentindo o corpo tremer
Pensando que era carência
Só depois quando te vi
No teu beijo eu percebi
Que eu tava era com abstinência...

Pedro Torres

E a ausência em meu peito acha a fonte Pra saudade matar a sua sede

Nestas horas vazias de domingo
Eu me pego lembrando de você
Como faz o orvalho ao muçambê
Na umidade se junta e forma um pingo
Pra depois escorrer num choramingo
E à raiz formar sua 'parede'
Vem a noite e no dia arma a rede
Se balança na linha do horizonte
E a ausência no peito acha a fonte
Pra saudade matar a sua sede

Pedro Torres

Se quiser ser respeitado Basta seguir um preceito

Se quiser ser respeitado
Basta seguir um preceito
Procure conceitos novos
Que é feio ter preconceito
Nada é mais gratificante
Que tratar o semelhante
Com seu devido respeito

Pedro Torres

sábado, 6 de abril de 2013

Dois corações calejados Andavam entristecidos

Dois corações calejados
Andavam entristecidos
Pensando ter-se esquecidos
Quanto é bom sentir-se amados
Mas, os destinos traçados
Pra nós dois, precisamente
Fez esse encontro entre a gente
Acontecer de alguma forma
E a vida que andava morna
Pegar fogo novamente.

Pedro Torres

Dessas promessas fajutas Meu coração já tá cheio

Dessas promessas fajutas
Meu coração já tá cheio
Se você não quer voltar
Por qual razão você veio?
E essa flor despetalada
Tá se sentindo culpada
Ou tem ciúme pelo meio?

Pedro Torres

Não tem nada pra falar É melhor calar o bico.

Quer jogar areia, diga...
Mas, não se faça de amiga
Só pra me causar intriga
Pelo amor que lhe dedico
Se você não soube amar
Nem sequer valorizar
Não tem nada pra falar
É melhor calar o bico.

Pedro Torres

Quando chega a primavera No jardim do nosso amor

Quando chega a primavera
No jardim do nosso amor
Colibri se refestela
Bebendo o néctar da flor
E enquanto uma flor perfuma
Uma outra flor enciuma
Por conta do beija-flor.

Pedro Torres

sexta-feira, 5 de abril de 2013

Quem ama escondido tem Razão de sentir saudade

Há certos casos de amores
Que a paixão é desmedida
Mas, às vezes proibida
Nos provoca muitas dores
E apesar dos dissabores
Não 'impata' a felicidade
Pois, quem ama de verdade
Não liga pra nhém nhém nhém
Quem ama escondido tem
Razão de sentir saudade

Pedro Torres
Mote: Gleydson Gleydson José

Impata - empatar, impedir, inviabilizar. Expressão matuta sertaneja nordestina.

Talvez seja esse meu arrependimento Que me faça querer reconquistá-la

Cometi muitos erros, sem tamanho
E deixá-la foi enfim o maior erro
E chorei como faz qualquer bezerro
Que se vê apartado do rebanho
Toda falta que sinto quando apanho
Faz saudade de mim roubar a fala
Mas, a flor do perdão que em mim exala
Tem perfume da flor do sentimento
Talvez seja esse meu arrependimento
Que me faça querer reconquistá-la

Pedro Torres
Mote: Cicinho Moura

Nem toque nessa palavra Saudade que eu me comovo

Nem toque nessa palavra
Saudade que eu me comovo
E as lembranças quietas
Podem se acordar de novo...

Pedro Torres

quinta-feira, 4 de abril de 2013

Se eu puder te encontrar depois da vida Ressuscito esse amor sem ter piedade

Procurei nos teus gestos tão mesquinhos
Encontrar a porção do esquecimento
Mas é forte demais o sentimento
Esqueci de esquecer nossos carinhos
A porção que encontrei foi só de vinhos
Que só faz aumentar minha vontade
Mesmo só nos restando uma amizade
Vou pintando pra ser bem colorida
Se eu puder te encontrar depois da vida
Ressuscito esse amor sem ter piedade

Adriana Sousa

Sem negarmos jamais que nós queremos Colorirmos o quadro desse amor

Da amizade que sempre nós sentimos
Pela tinta das luzes do infinito
Nós pintamos o sonho mais bonito
Com as cores que nós já descobrimos
Se a paixão, da amizade, colorimos
Neste céu tão azul do firmamento
Não tem cinza qualquer de sofrimento
De armadilhas de amores casuais
De outros casos passados, desleais
Pois, não borram no nosso sentimento

Todas cores que tem na aquarela
Reservamos pros dias mais felizes
Com a cores mais vivas das matizes
Pincelamos de amor a nossa tela
Nossa cena primeira é a mais bela
Que um abraço se fez lápis de cor
Pro desejo pintado no calor
Da pintura do amor que merecemos
Sem negarmos jamais que nos queremos
Colorirmos o quadro desse amor

Pedro Torres

quarta-feira, 3 de abril de 2013

Se o passado voltasse certamente Não voltava somente a parte boa

De histórias de amor e sentimentos
Há aquelas que marcam, viram história
Mas, nem tudo na nossa trajetória
É composto de apenas bons momentos...
Se tem risos também temos lamentos
Nessa vida tão breve, e o tempo voa
Pra gastar com qualquer coisinha à toa
Em lembranças de amor de antigamente...
Se o passado voltasse certamente
Não voltava somente a parte boa

Pedro Torres

Quem sofreu igualmente um peregrino
Hoje quer esquecer, viver em paz
Se a lembrança da dor faz doer mais
Ninguém quer relembrar, eu imagino.
É melhor que se tome outro destino
Esquecendo tristeza e coisa a toa
Dá um rumo seguro pra canoa
E parar de remar contra a corrente
Se o passado voltasse certamente
Não voltava somente a parte boa.

Cicinho Moura
Mote: Pedro Torres Filho

terça-feira, 2 de abril de 2013

Cachaça no organismo É necessário demais

Quando a saudade lateja
No peito de um penitente
Bate forte e renitente
Nada dá jeito a peleja...
Que quando o olhar mareja
Nada lhe devolve a paz
Nesses dias desiguais
Não tem outro mecanismo
Cachaça no organismo
É necessário demais

Até mesmo o ateu profundo
Sentindo a dor da saudade
Parece que a fé lhe invade
Vira o maior fiel do mundo
Seu coração vagabundo
Que outro culto não faz
Sentindo-se ineficaz
Se acaba seu ceticismo
Cachaça no organismo
É necessário demais

Pedro Torres
Mote: Poeta Manoel Filó

Quando se chega à velhice Muitos são os esquecidos

Quando se chega à velhice
Muitos são os esquecidos
Por esquecer que seremos
No futuro envelhecidos.

Respeitam os mais idosos
Amando-os sem ensimesmos
Lembrando que no futuro
Os velhos serão nós mesmos

Pedro Torres

Posto versos falando desse amor Só pra minha querida linda amada

Todo dia eu escrevo algum versinho
Quando falta a poesia eu nada faço
Se não falo do amor, do nosso laço
É por falta também do seu carinho
Decidi por mim mesmo andar sozinho
Sem temer qualquer frio de madrugada
Sei que o sol brilhará noutra alvorada
Pra trazer pro meu peito o seu calor
Posto versos falando de amor
Só pra minha querida linda amada

Não se ponha de centro do universo
Que meu mundo não gira ao seu redor
Procurei para mim o meu melhor
Faça o mesmo pra rima do seu verso.
Desde o sonho que tive submerso
Num oceano, de mágoa, dor e nada
Que senti minha noite perfumada
No perfume mais doce de uma flor
Faço versos falando de amor
Só pra minha querida linda amada

Pedro Torres
Não lembro a autoria do mote.

Não há como fingir que nada sinto Quando sinto de tudo aqui no peito.

No mote do Poeta Vinícius Véras a eu tentei assim:

Já tentei disfarçar meu sentimento
Andei ruas fugindo do abandono
Passei noites em claro, sem ter sono
E escondi de mim mesmo o sofrimento...
Se sofri, se chorei, nada eu lamento
Mas vivi nesse amor insatisfeito
Vez em quando uma lágrima com defeito
Escorrega na face, o que eu não minto
Não há como fingir que nada sinto
Quando sinto de tudo aqui no peito.

Pedro Torres

segunda-feira, 1 de abril de 2013

Toda flor perfuma a mão Daquele que lhe oferece

Se quiser ser perdoado
Não julgue quem não merece
Perdoe sem ter ressalvas
Que uma mágica acontece
Pra quem oferta o perdão
Toda flor perfuma a mão
Daquele que lhe oferece

Pedro Torres